
A
Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira (13) que testou com sucesso um
novo míssil balístico lançado ontem (12) de uma base aérea situada no oeste do
país. As informações são Radio France Internationale.
O
dirigente norte-coreano Kim Jong-Un se disse “satisfeito que a Coreia do Norte
tenha outro meio de ataque nuclear que reforce a potência do país”, segundo
declaração à agência oficial de imprensa, KCNA.
O
tiro percorreu 500 quilômetros em direção ao leste antes de cair no Mar do
Japão, segundo o Ministério sul-coreano da Defesa. O teste é considerado pelo
presidente americano Donald Trump uma “provocação” do regime norte-coreano. O
assunto será discutido hoje à noite pelo Conselho de Segurança da Organização
das Nações Unidas (ONU).
As
fotografias divulgadas pela agência norte-coreana KCNA mostram o lançamento do
míssil de médio a longo alcance Pukguksong-2, enquanto o líder norte-coreano
assiste ao teste sorrindo, acompanhado de dezenas de soldados e cientistas. Ele
guiou “pessoalmente” os preparativos.
O
motor do míssil utiliza combustível sólido, acrescentou a KCNA, o que diminui o
tempo de abastecimento. A maioria dos mísseis usa combustível líquido, diz Yun
Duk-Min, analista no Instituto de Relações Exteriores e da Segurança da Coreia
do Sul. A detecção desse tipo de míssil pelos satélites de segurança também é
mais complicada, explicou. “Isso representa também uma ameaça maior para os
adversários”, acrescentou. Esta é a primeira vez que a Coreia do Norte fala
abertamente sobre o Pukguksong-2.
Reações
O
premiê japonês Shinzo Abe, que passou o fim de semana na companhia de Donald
Trump, na Flórida, não aprovou a ousadia norte-coreana e reagiu dizendo que o
lançamento foi uma provocação "intolerável". Já o presidente
americano preferiu ignorar a operação militar da Coreia do Norte. No entanto,
Trump fez questão de manifestar seu apoio ao Japão no episódio do míssil
balístico deste domingo. "Quero que todos entendam e estejam cientes de
que os Estados Unidos apóiam o Japão, seu maior aliado, em 100%", afirmou
o presidente americano.
O
lançamento do míssil norte-coreano deverá testar o compromisso de Donald Trump,
que prometeu endurecer em relação ao regime de Kim Jong-un, que no ano passado
testou mísseis nucleares e balísticos violando resoluções da ONU.
Um
membro da equipe do governo dos Estados Unidos informou que o ato "não é
uma surpresa," e sim uma "provocação" da Coreia do Norte, algo
que já era “esperado” depois da posse de Trump. "O líder norte-coreano
gosta de chamar a atenção para momentos como este ", afirmou o funcionário
americano.
Ele
declarou ainda que a Casa Branca vai estudar diferentes possíveis reações ao
lançamento do míssil, mas que a resposta deverá ser gradual para evitar uma
escalada nuclear, uma vez que, segundo o Pentágono, o projétil era um míssil de
“alcance médio ou intermediário”, e não um verdadeiro ICBM, a sigla que
determina mísseis balísticos intercontinentais.
Sanções
As
resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de implementar programas nucleares
ou balísticos. Desde o primeiro teste, em 2006, o regime já foi alvo de seis
rodadas de sanções que não alteraram os planos do regime em abandonar suas
ambições militares. Em 2016, a Coreia do Norte fez dois testes nucleares e
lançou cerca de vinte mísseis balísticos.
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