quinta-feira, 6 de setembro de 2012

PT e PSDB adotam estratégias contra Russomanno


Preocupados com o crescimento de Celso Russomanno, candidato do PRB que aparece com 35% de das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, o PT e PSDB vão adotar uma tática mais agressiva. Os tucanos fizeram críticas agressivas - o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia José Serra, afirmou que Russomanno quer "criar uma milícia" ao integrar viligantes de rua à segurança municipal - e ainda devem ganhar, no programa de TV, a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que gravou seu depoimento na última quarta-feira. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

No PT, a participação da ex-prefeita Marta Suplicy foi antecipada, focando no voto da periferia. Marta vai participar de comícios com Fernando Haddad, que deve visitar a região com frequência. E a presidente Dilma Rousseff, que só deveria se posicionar após o primeiro turno, já gravou um depoimento para a propaganda de Haddad, afirma a publicação.

BALANCE DO DIA 05 09 2012



ü  Eike Batista confirma interesse no SBT, diz site
Em entrevista na tarde desta terça-feira, Eike afirmou que sim, "o interesse pelo SBT é real", de acordo com o Glamurama
Seja antes de beber pela primeira vez ou até depois, todos nós já tivemos alguma dúvida sobre a cerveja! Imaginávamos o sabor, o seu efeito, e ainda tentávamos responder a todos os mitos que existiam por aí! Existiam, isso mesmo! Porque agora todas as suas dúvidas serão deixadas para trás:
Resolução aprovada pelo Tribunal de Contas também incide sobre os servidores do MP que receberem acima do teto constitucional
Após auditoria na Câmara de Ibatiba, a área técnica do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) recomendou que o ex-presidente da Casa Fábio Ambrózio Nascimento Trindade devolvesse R$ 238.344 aos cofres públicos.
A sessão da Câmara Municipal de Presidente Kennedy que irá julgar o pedido de cassação do prefeito Reginaldo Quinta (PTB) acontece hoje (5), a partir das 10h, na Casa parlamentar.
Entre os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil foi o único que conseguiu subir posições no ranking de competitividade global elaborado pelo World Economic Forum (WEF) e divulgado hoje (5) pelo Movimento Brasil Competitivo. No ano passado, o país ocupava o 53º lugar entre os países mais competitivos do mundo e ocupa agora a 48ª posição.
Seis vereadores votaram pela cassação de Reginaldo Quinta, dois foram contra e um se absteve
Na lista de doadores para candidatos ainda estão parentes, prefeito, senadora e assessores
Ministério Público havia argumentado que Zé Carlos teve contas rejeitadas
Estoque de sangue deve ser reforçado devido aos acidentes de trânsito.
Para ser doador, o cidadão precisa ter entre 18 e 67 anos, ou 16 e 17 anos.
Outras duas pessoas também tiveram os bens desbloqueados.
Denúncias apontavam supostas irregularidades em desapropriação.
"Não fiquei convencido de que a ré Ayanna tenha agido de forma fraudulenta ou ardilosa na gestão da instituição financeira", disse o revisor do processo do mensalão
O candidato Gustavo de Biase (PSOL) utilizou parte de seu tempo para responder a uma questão sobre serviços de Saúde pública para reclamar de um suposto assédio que estaria sofrendo, nos bastidores, para apoiar Luciano Rezende (PPS), caso este vá ao segundo turno.
Levantamento diz que o país tem 20% do consumo mundial de cocaína/crack
Seis ministros que compõem a Corte entenderam que a cúpula do Banco Rural burlou órgãos de fiscalização para liberar 32 milhões de reais para o esquema
Juntas, companhias têm 7% do mercado brasileiro; em três anos, a meta é dobrar o percentual e garantir a liderança

Pesquisa: Leonardo Deptulski amplia vantagem na disputa pela prefeitura de Colatina


A nova rodada de pesquisa eleitoral do Instituto Futura em Colatina, divulgada nesta quarta-feira (05), mostra que o prefeito Leonardo Deptulski (PT) ampliou a vantagem na intenção estimulada de votos. Em setembro, Deptulski aparece com 56,2 % das intenções, enquanto na pesquisa de julho o candidato tinha 48,3%. Já o deputado estadual Josias da Vitória (PDT) ficou 22,2% na pesquisa de setembro, enquanto na de julho ele aparecia com 27,1% dos votos em Colatina. Votos brancos ou nulos somaram 5,5% do eleitorado, e os indecisos são 16%.

Josias da Vitória teve a maior rejeição apontada pelo Instituto Futura: 36,5% dos entrevistados disseram que não votariam no deputado estadual. Já o atual prefeito Deptulski registrou 22,5% de rejeição do eleitorado.

A pesquisa do Instituto Futura realizou 400 entrevistas, com margem de erro de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos. As entrevistas foram realizadas no dia 03 de setembro com eleitores locais. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número ES-00060/2012.
Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

Eliana Calmon lamenta deixar CNJ sem concluir processos administrativos contra juízes


A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, fez um balanço de seus dois anos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que foram citados vários avanços. Ela, no entanto, não escondeu a frustração de não ter conseguido, na sessão desta terça-feira (04) do colegiado, abrir processos administrativos disciplinares contra desembargadores de alguns estados, que cometeram infrações apontadas como “incompatíveis com o exercício” do cargo.

Relatora de processos que analisavam a conduta de juízes, Eliana Calmon disse que o enriquecimento ilícito figurou como a maioria das causas que ela levou nesta terça-feira ao plenário do CNJ. Os processos, no entanto, tiveram pedidos de vista dos conselheiros e, com isso, não voltarão mais a ser analisados por Eliana, que deixa o cargo nesta quarta (5).

Sobre sua gestão, a corregedora destacou avanços como a reorganização de tribunais, a punição de magistrados e a agilização no julgamento de processos. Ela defendeu que sua atuação não visou a qualquer interesse de promoção de ordem pessoal, mas a atender ao que exige a Constituição, que é a transparência das ações do Poder Judiciário.

Em entrevista coletiva, Eliana Calmon disse que os conselheiros do CNJ "são relativamente novos no colegiado e nunca viram uma investigação patrimonial, que é uma questão simplesmente matemática. Não há que se fazer ilações de ordem jurídica sobre a questão, porque o patrimônio deve ter relação com o que se ganha, do contrário, tem que ter vindo de herança, doação ou loteria, pois dois mais dois são quatro". Segundo a corregedora, existe no país uma "mentalidade patrimonialista que impacta e mexe com o bom-senso das pessoas".

A ministra comentou também sobre os casos de juízes que se envolvem em processos que os deixam sob risco, como o do magistrado goiano que atuou no caso do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ela disse que os tribunais devem "apoiar e acreditar" nos juízes, posicionando-se contra as pressões do crime organizado, cujos braços acabam influenciando os tribunais. "Se o tribunal apoiar o juiz, o crime organizado não terá força."

De acordo com Eliana Calmon, o juiz goiano veio a Brasília pedir apoio do CNJ, depois de queixar-se da falta de colaboração em seu tribunal. A ministra relatou que o magistrado chegou a pensar em desistir do caso e também disse que o CNJ disponibilizou um juiz assistente para auxiliá-lo no caso.
Outro dado apresentado como balanço de sua gestão foi o cronograma de pagamento de precatórios. Nos últimos dois anos, a corregedoria tentou organizar a área de precatórios dos tribunais, que, em 2009, tinham passivo de R$ 84 bilhões e em 2012 acumulam R$ 94 bilhões de sentenças relativas a dívidas de governos.
Além disso, mais de 9 mil processos de natureza diversa foram solucionados no CNJ, em dois anos, o equivalente a mais de 70% das ações que tramitaram no órgão. Foram abertas, no período, 50 sindicâncias e solucionadas 38.

O órgão de fiscalização do Judiciário recebeu 1.441 reclamações contra a atuação de membros da Justiça e foram abertos 11 processos administrativos disciplinares contra juízes e desembargadores, além de terem sido afastados preventivamente de seus cargos oito magistrados. Nestes dois anos, foram inspecionados dez dos maiores tribunais do país.

Em relatório, Eliana Calmon enfatizou que o trabalho de sua gestão foi possível graças ao trabalho de 42 funcionários, que correspondem a um quinto da quantidade que seria ideal. A Corregedoria Nacional de Justiça é responsável pela fiscalização de mais de 13 mil serventias extrajudiciais, tem o dever de monitorar a atividade de 16 mil magistrados e tem que processar e julgar, por ano, uma média de 3 mil processos administrativos.

Entre setembro de 2010 e agosto de 2012, mais de 10 mil processos foram abertos na Corregedoria Nacional, a maioria reclamando de retardo no andamento de ações na Justiça, pedidos de providência e reclamações disciplinares.

Eliana Calmon agora vai tirar férias de 30 dias e volta ao trabalho no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que vai empossá-la nesta quinta-feira (06) na presidência da Escola Nacional de Formação de Magistrados. Ela vai ser substituída na corregedoria do CNJ pelo ministro Francisco Falcão, também do STJ, que tomará posse nesta quinta.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Com CCE, Lenovo quer ser líder no Brasil em três anos


Juntas, companhias têm 7% do mercado brasileiro; em três anos, a meta é dobrar o percentual e garantir a liderança

A chinesa Lenovo anunciou nesta quarta-feira a compra do Grupo Digibras, dono da CCE, por 300 milhões de reais. A informação havia sido adiantada pelo blog Primeiro Lugar, de Tiago Lethbridge, em EXAME.com, na tarde de ontem. A companhia levará todos os negócios do grupo brasileiro, que incluem a Digibras, dona da marca CCE e fabricante de produtos como TVs e computadores, e a Digiboard, que monta placas eletrônicas e painés de LCD e LED.

Com a aquisição, que envolve dinheiro e ações pelo controle total da CCE, a Lenovo quer entrar para valer no mercado de computadores no Brasil. Juntas, as duas companhias possuem 7% do negócio de PCs no país. A meta é dobrar essa participação em três anos e abocanhar o primeiro lugar entre as competidoras.
O propósito não vem de hoje. Em 2010, a empresa tentou levar a Positivo, em uma negociação que acabou sendo abortada na etapa final. A Positivo, aliás, será uma das principais concorrentes da Lenovo. A companhia paranaense é líder na venda de computadores por aqui, seguida pela americana HP.

A própria CCE não é uma veterana no mercado: companhia familiar do ramo eletrônico, a empresa decidiu apostar no negócio de computadores pessoais no início de 2006. De fevereiro a outubro daquele ano, conseguiu vender 37.000 unidades. Cinco anos depois, a produção bateria em 774.000 computadores, entre notebooks e desktops.
Uma de suas grandes vantagens no escoamento dos produtos é sua presença entre varejistas. Com itens disponíveis em mais de 20.000 pontos de vendas, a CCE faturou 1,6 bilhão de reais no ano passado.

Perspectivas 
"A CCE, com seu portfólio completo de produtos e base valiosa de fabricação no Brasil, é uma parceira perfeita", afirmou Yang Yuanqing, CEO global da Lenovo. "A equipe de gestão da CCE, que será essencial às nossas operações no Brasil, conhece bem o consumidor brasileiro e vai nos ajudar a estabelecer rapidamente uma presença forte no varejo local", completou o executivo.

Em coletiva à imprensa, os executivos da Lenovo reforçaram que a equipe da CCE continuará a mesma, com a manutenção de Roberto Sverner no cargo de CEO da empresa. Tanto as marcas dos produtos da CCE, quanto da Lenovo não sofrerão modificações, com o objetivo de "maximizar os pontos fortes de cada uma".
Mesmo após o período de transição, a Lenovo afirmou que não haverá interrupção nas operações individuais das duas companhias, incluindo fabricação, atendimento, entrega de produtos e garantia. O plano de negócios tampouco prevê a dispensa dos funcionários da CCE - hoje são 5.900 colaboradores no país.

Com sete fábricas divididas entre Manaus e São Paulo, a CCE verticaliza a produção de seus produtos. A Lenovo, por sua vez, havia anunciado em julho um investimento de 30 milhões de dólares em Itu, em São Paulo, destinado à construção de uma fábrica de 325.000 metros quadrados, que deverá entrar em funcionamento no fim do ano. Hoje, a produção da empresa no país é feita sob encomenda pela Flextronics.

Consolidadora
Depois de comprar a divisão pessoal da IBM em 2005, a chinesa Lenovo ficou famosa pela sede pública de dominar o mercado de PCs. Segundo relatório da Gartner, a empresa está perto disso. No segundo trimestre do ano, a companhia cravou uma participação de 14,7% no negócio global de PCs, encostando nos 14,9% entregues pela líder HP.

Mensalão: banqueiros são condenados por fraude em empréstimo


Seis ministros que compõem a Corte entenderam que a cúpula do Banco Rural burlou órgãos de fiscalização para liberar 32 milhões de reais para o esquema

Na 19ª sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar o processo do mensalão, seis dos dez ministros da Corte condenaram os banqueiros Kátia Rabello e José Roberto Salgado por fraudes em empréstimos ao PT e a empresas de Marcos Valério de Souza, o operador do esquema de corrupção.

Os seis integrantes do STF entenderam que a cúpula do Banco Rural burlou órgãos de fiscalização e atuou conscientemente para liberar, sem as garantias devidas, 32 milhões de reais para o esquema criminoso. A moeda de troca seria, conforme a acusação, promessas de que Marcos Valério poderia abrir portas no governo federal para interesses da instituição financeira.

Os ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli e Cármen Lúcia não seguiram os sucessivos apelos das defesas dos banqueiros, que entregaram memoriais nesta terça-feira. Nesta quinta, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto devem concluir a análise da imputação do crime de gestão fraudulenta aos executivos do banco.

Gestão tenebrosa - Num voto simbólico, Luiz Fux chegou a classificar como “gestão tenebrosa” a ação contínua do Rural na burla às autoridades. “Infelizmente a entidade bancária serviu como uma verdadeira lavanderia de dinheiro para se cometer um crime. Nem gestão fraudulenta nem gestão temerária, mas gestão tenebrosa pelos riscos que acarreta e pelas conseqüências que acarreta à economia popular”, disse.

O voto do ministro também apontou que ilícitos como os cometidos pelo Rural devem ser punidos por atingirem o sistema financeiro do país. A argumentação de Fux é mais um exemplo do entendimento que o tribunal tem criado sobre o enredo do mensalão.
"Qualquer ilícito que aflige o sistema financeiro também consegue atingir a confiança do Estado e da coletividade", afirmou. "O descumprimento de regras que abalam a economia popular é que gerou a necessidade de coibir esses desmandos", completou.
Na avaliação dos ministros, os empréstimos fornecidos ao PT e às empresas Grafitti e SMP&B não eram para ser pagos e foram tratados como verdadeiras doações feitas pelo Rural. “Não se trata de verdadeiros empréstimos, mas de simulacros fraudulentos. Talvez só no melhor dos mundos é que se podia cogitar de empréstimos de tantos milhões sem garantias, ao arrepio das normas incidentes”, disse Rosa Weber.

Na mesma sessão, o atual vice-presidente do Banco Rural, Vinícius Samarane, também acusado de participar da fraude dos empréstimos, recebeu cinco votos pela condenação e apenas o aceno do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição.

Já a atual consultora Ayanna Tenório, também ré por gestão fraudulenta, registra até agora cinco votos pela sua absolvição por falta de provas.

Pesos 
Ao longo do julgamento, pelo menos dois ministros elencaram pesos diferentes para a responsabilização dos integrantes da cúpula do Rural. Joaquim Barbosa e Rosa Weber foram explícitos ao reconhecer que Vinícius Samarane não atuou nem na concessão nem na renovação dos empréstimos, mas ainda assim deve ser condenado por ter sido omisso na auditoria interna e inspetoria da instituição, funções sob sua responsabilidade. A ressalva, como lembrou a ministra, deve se refletir, em caso de condenação, em uma pena menor a ele do que aos demais banqueiros.
Até o momento, os ministros que votaram na responsabilização dos réus do Banco Rural também rejeitaram a tese de que a culpa sobre a veracidade ou não dos empréstimos deveria recair sobre o então presidente da instituição, José Augusto Dumont, morto em 2004. A estratégia de imputar a culpa a Dumont, que assinou os empréstimos originais, mas não as renovações, foi ensaiada em conjunto pelos defensores, mas não levada adiante pelos magistrados.
“Se os crimes persistiram após falecimento, não é possível atribuir-lhe a responsabilidade exclusiva”, explicou Rosa Weber.

Relator
Na segunda-feira, o relator da ação penal do mensalão, Joaquim Barbosa, havia condenado os quatro executivos do Rural. “É preciso lembrar que o crime foi praticado com concurso de pessoas em ação orquestrada com tarefas típicas de um grupo criminoso. Não é necessário que cada um dos réus tenha praticado todos os atos fraudulentos que caracterizam a gestão fraudulenta”, disse ele na ocasião.

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