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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Audifax é condenado a pagar multa de R$ 5 mil por propaganda eleitoral antecipada
O Tribunal Regional
Eleitoral do Espírito Santo manteve a sentença do juiz da 53ª Zona Eleitoral em
que condenou o candidato do PSB à prefeitura da Serra ao pagamento de multa no
valor de R$5 mil reais. Audifax Barcellos foi acusado pelo Ministério Público
Eleitoral (MPE) e condenado pela Justiça Eleitoral por fazer propaganda
eleitoral antecipada.
De acordo com o
relator do processo, Marcus Felipe Botelho, o MPE acusou o candidato de
propaganda antecipada, pois no convite da convenção municipal do PSB, realizada
em 30 de junho, quando o partido oficializou o nome de Audifax para disputar o
cargo de prefeito da Serra, o PSB colocou os seguintes termos: “ O PSB da Serra
convida você e sua família para a convenção municipal que vai oficializar a
candidatura do deputado Federal Audifax Barcellos a prefeito do nosso
município”.
O MPE entendeu que
houve propaganda antecipada, pois o convite não se restringiu aos filiados, mas
foi extensivo aos seus familiares. A propaganda eleitoral só foi permitida por
lei a partir do dia 6 de julho. A Procuradoria Regional Eleitoral ainda
acrescentou que também houve divulgação antecipada da candidatura de Audifax
pela rede social Facebook.
Diante das exposições,
o relator entendeu pela manutenção da multa no valor de R$5 mil, já aplicada
pelo juiz de primeiro grau, e a decisão foi seguida por todos os membros do
TRE-ES.
17 candidaturas deferidas em Aracruz pelo TRE
Em sessão ordinária
realizada na tarde desta segunda-feira, 06/08, o Pleno do Tribunal Regional
Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) deu continuidade ao julgamento de
processos referentes a registros de candidatura. O TRE-ES tem até o dia 23 de
agosto para avaliar todos os recursos eleitorais interpostos contra o
deferimento ou indeferimento de registros pelos juízes eleitorais.
Na sessão desta tarde,
o Pleno julgou processos de candidatos ao cargo de vereador dos municípios de
Aracruz, Marilândia, Guarapari e Governador Lindenberg. Em relação a Aracruz,
foram julgados 17 recursos interpostos por candidatos a vereador do município
que tiveram os registros de candidatura indeferidos pela 20ª Zona Eleitoral. O
TRE-ES divergiu da ZE, deferindo o registro dos 17 candidatos.
Os candidatos de
Aracruz que tiveram o registro deferido pelo TRE-ES são os seguintes: Fábio
Caetano Lozer, Sandro Levi Peixoto Ribeiro, Leandro Alves Soeiro, José Luiz
Neves Barbosa, Daniel Moreira Marino, José Gilberto Santi Soares, Jacinta Braga
dos Santos, Rafael Souza Guasti, Alvacir Pereira da Silva, Agnaldo Conceição de
Jesus, Welliton Lopes, Marlene Freire do Nascimento, Fernando Cláudio Vieira
Antônio, José Luís Dutra, Vitória do Espírito Santo, Aleida Rufino Marçal e
Simone Alves Borges.
Também na sessão desta
tarde, foi mantido o indeferimento do registro de candidatura de Maria da Penha
Rocha, candidata a vereadora de Marilândia. De acordo com o relator do
processo, desembargador Annibal de Rezende Lima, o indeferimento deve ser mantido
por ausência de quitação eleitoral. Pelo mesmo motivo, foi mantido o
indeferimento do registro de Alice Maria de Ramos, candidata a vereadora do
município de Guarapari. Outra candidata de Guarapari, Maria das Graças de
Araújo, também teve o registro indeferido.
Os registros dos
candidatos ao cargo de vereador de Governador Lindenberg Valter Herpis e Herzem
Alves de Souza continuaram indeferidos por ausência de comprovação de filiação
partidária. Já Abel André do Nascimento, também candidato a vereador de
Governador Lindenberg, teve o registro deferido pelo TRE-ES. Além disso, a
Corte manteve o PSDB excluído da coligação “Avante Linhares”, incluindo apenas
o PT.
Oposição não terá ganho político com julgamento do mensalão, diz Gilberto Carvalho
O ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que irá se
decepcionar quem aposta no julgamento do mensalão para provocar desgaste no
projeto político do governo e prejuízo eleitoral nas eleições de outubro.
“Seguiremos trabalhando
e temos a convicção de que aqueles que apostam nesse processo para um desgaste
desse projeto político se decepcionarão porque o povo avalia sua vida, sua
realidade, a Justiça, tem sabedoria para colocar cada coisa no seu lugar”,
afirmou.
“Continuaremos à
frente com nosso projeto e se decepcionarão muito aqueles que apostam em tirar
um proveito e que parcializam os julgamentos e as opiniões pensando que isso
poderá causar um grande prejuízo, inclusive eleitoral”, disse o ministro a
jornalistas, após participar de evento da Secretaria de Políticas para
Mulheres.
Carvalho disse que o
governo espera um julgamento a partir dos autos, com atitude “madura” e “justa”
dos julgadores. Acrescentou ainda que a presidenta Dilma Rousseff orientou a
equipe para que siga trabalhando com rigor e que “ninguém perca um minuto do
seu trabalho vendo ou acompanhando o processo”. E completou “que se informe,
naturalmente, nas horas vagas, mas que siga trabalhando com o maior rigor como
é praxe da presidenta Dilma e do nosso governo”.
O ministro comparou a
atitude da presidenta de determinar que todos sigam trabalhando rigorosamente
com o que ocorreu no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na
época da denúncia do mensalão. “Aqueles que em 2005 apostaram que aquele processo
das CPIs [comissões parlamentares de inquérito] ia provocar uma desconstrução
do governo Lula viram o resultado, porque quando baixou-se a espuma do debate
político ficou a realidade dos fatos que era um país que estava mudando,
crescendo, distribuindo renda”.
Na avaliação de
Gilberto Carvalho o que interessa ao povo brasileiro é a continuidade desse
processo de crescimento do país.
Advogado do ex-deputado Roberto Jefferson diz que denúncia do mensalão foi usada para calar acusadores
O advogado Luiz
Francisco Corrêa Barbosa, que representa Roberto Jefferson no processo do
mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a denúncia foi
oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) para calar as pessoas que
poderiam detalhar o esquema de compra de votos.
Corrêa explicou seu
ponto de vista a jornalistas, ao fim da sessão desta terça, com uma referência
à acusação contra Geiza Dias, ex-gerente financeira da empresa de
publicidade SMP&B. “Denunciaram essa moça como foi denunciado Roberto
Jefferson, para silenciá-los, para não acontecer nada. Foi de caso pensado que
fizeram isso”.
Nesta tarde, a defesa
de Geiza disse que ela poderia ter revelado mais informações sobre o mensalão
se tivesse participado do processo como testemunha, e não como ré. No direito
penal, a testemunha é obrigada a falar somente a verdade sob pena de cair no
delito de falso testemunho. Já o réu não é obrigado a falar tudo o que sabe
para não produzir prova contra si.
“Esse castelo de
cartas que começou a cair ontem, com a notável sustentação do Marcelo Leonardo
[advogado de Marcos Valério], aquilo foi arrasador, foi um tsunami. Hoje
temos apenas um rescaldo, uma coluna que ainda não caiu. Sobrou alguém ali
embaixo, eu acho que ali embaixo vai estar o procurador [responsável pela
denúncia] e nós vamos desmascarar isso”, disse Corrêa.
De acordo com o
advogado de Jefferson, a ação penal foi “açodada” e “incompleta”, argumento que
será uma das linhas de defesa a ser apresentada na próxima segunda-feira (13),
quando está agendada sua sustentação oral. “Há razões que a própria razão
desconhece. As coisas terem sido feitas dessa forma, não sei para servir a
quem”.
Um dos exemplos de
pouca perícia do Ministério Público apontado por Corrêa foi o fato de os
procuradores não terem demonstrado a origem de verbas ilícitas. “A denúncia
fala 13 vezes que não sabe de onde veio o dinheiro. Se não sabe, aprofunda e
vai saber”.
Aprovado pelo Senado projeto que regulamenta sistema de cotas raciais e sociais nas universidades federais
Os senadores aprovaram
projeto que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais nas universidades
públicas federais em todo o país. Pela matéria, relatada pela senadora Ana Rita
(PT-ES), metade das vagas nas universidades deve ser separada para cotas.
A reserva será
dividida meio a meio. Metade das cotas, ou 25% do total de vagas, será
destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção
dessas populações em cada estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
A outra metade das
cotas será destinada aos estudantes que tenham feito todo o segundo grau em
escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um
salário mínimo e meio. Para os defensores da proposta, esse modelo que combina
cotas raciais e sociais é o mais amplo e uniformiza as políticas de reserva de
vagas que existem nas diversas universidades federais.
O projeto de
regulamentação da política de cotas é aprovado depois que o Supremo Tribunal
Federal declarou ser constitucional esse tipo de ação afirmativa nas
universidades. A aprovação da matéria foi em votação simbólica, pela maioria
dos senadores presentes. O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e segue
agora para sanção presidencial.
MP do Paraná pede condenação da TIM por queda de ligação em plano que cobra por chamada
A operadora de
telefonia celular TIM "discriminou" usuários de seu plano Infinity,
cuja cobrança é feita por unidade de telefonema e não por duração,
submetendo-os a frequentes desligamentos de chamadas que os obrigaram a efetuar
novas ligações – e a pagar por elas. A conclusão faz parte de ação coletiva de
consumo protocolada pelo Ministério Público (MP) do Paraná.
Além da suspensão da
venda de chips da operadora no Paraná até o cumprimento das metas de
qualidade obrigatórias, os promotores pedem também que a TIM devolva em dobro
os valores cobrados indevidamente em razão da queda de chamadas no plano
Infinity, bem como seja condenada por dano moral coletivo causado aos clientes
dessa modalidade.
De acordo com a ação,
baseada em relatórios da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a
ocorrência de desligamento de ligação no plano Infinity foi quatro vezes
superior à média de outros planos da própria operadora que, diferentemente, são
tarifados por minutos e não por chamada.
"Claramente,
constata-se uma discriminação na rede quanto ao tratamento dado às duas
modalidades de ligação", diz trecho de relatório da Anatel, citado pelo MP
no processo. "Sob os pontos de vista técnico e lógico, não existe
explicação para a assimetria da taxa de crescimento de desligamentos entre duas
modalidades de planos distintos, que foram retirados do mesmo universo de
ligações".
O percentual de
chamadas interrompidas por queda da ligação na rede da TIM chegou a 35,2% em
todo o país – mais de 17 vezes maior que o limite de 2% previsto no Plano Geral
de Metas de Qualidade para o Serviço Móvel Pessoal, estabelecido por resolução
da Anatel.
Os dados se referem ao
período de 5 de março a 25 de maio deste ano, quando a agência promoveu uma
fiscalização nos serviços da TIM. Os relatórios da fiscalização atestaram que
os usuários que tiveram as ligações interrompidas de fato fizeram, na seqüência,
novas chamadas para os mesmos números.
"Com base nos
relatórios de fiscalização da Anatel, há como mensurar o valor pecuniário das
chamadas que foram ‘derrubadas’ pela rede da TIM no Paraná e, conseqüentemente,
[...] buscar-se a devolução deste valor aos consumidores que sofreram danos
econômicos ao pagarem pelo serviço que não foi utilizado", diz outro
trecho da ação do MP.
Assinada pelos
promotores Maximiliano Deliberador e Michele Zardo, ambos da Promotoria de
Justiça de Defesa do Consumidor, a ação do Ministério Público tramita
na 11ª Vara Cível de Curitiba. Os promotores investigavam o caso desde o final
de maio.
Em um único dia, em 8
de março deste ano, quase 8,2 milhões de clientes da TIM foram afetados por
desligamentos provocados pela rede da operadora em todo o país. Nesse dia, os
usuários teriam pagado cerca de R$ 4,3 milhões por serviços não prestados em
sua totalidade pela TIM.
"Os bloqueios e
quedas nas ligações originadas ou recebidas por terminais da TIM tiveram início
ou se intensificaram após a ré ter lançado a promoção do plano Infinity [em
março de 2009], o que teria gerando um fluxo de ligações muito maior do que a
capacidade da rede poderia suportar", escrevem os promotores.
Na ação, o Ministério
Público requer, entre outras medidas, que a TIM volte a ser proibida de comercializar
novos contratos no Paraná enquanto não cumprir todas as metas de qualidade
previstas em lei, e que devolva em dobro os valores cobrados de forma indevida
desde março de 2009. Os promotores também pedem a condenação da empresa por
dano moral coletivo.
"A instabilidade
pontual e momentânea do sinal do serviço móvel, que venha a provocar a possível
queda da ligação, não significa que o serviço esteja sendo prestado de forma
deficiente", argumentou a TIM ao longo do inquérito administrativo aberto
pelo MP que antecedeu à apresentação da ação coletiva.
Os promotores do MP
criticam ainda na ação o cancelamento da suspensão de vendas de chips da
TIM, decidido pela Anatel na última sexta-feira (3). "Não houve, para
retomada das vendas, melhoras nos índices de qualidade da prestação dos
serviços, mas apenas e tão somente a aprovação de planos de melhorias".
A Comissão de Defesa
do Consumidor da Assembléia Legislativa do Paraná também ingressou ontem com
uma outra ação similar contra a TIM, no âmbito da Justiça Federal.
Procurada pela Agência
Brasil, a TIM informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não
foi notificada a respeito dos processos. "A operadora ressalta que
trabalha constantemente para melhoria e ampliação de sua rede em todo o Brasil,
com o objetivo de garantir sempre a máxima satisfação dos seus clientes",
diz a empresa, em nota.
Segundo a TIM, o
Paraná terá investimentos de R$ 95 milhões até o final deste ano para ampliação
e modernização da rede da operadora no estado. A empresa havia sido
proibida pela Anatel de vender seus produtos no Paraná e em outros 17 estados,
além do Distrito Federal.
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