terça-feira, 30 de maio de 2017

O que a FUNDHANS/DAHW faz


Campanhas: A DAHW Brasil apoia projetos que visam popularizar o conhecimento acerca da Hanseníase em diferentes contextos. Contando com parcerias do setor público e, sobretudo com a colaboração e participação da sociedade civil, acreditamos que informações corretas e adaptadas às mais distintas realidades onde atuamos são o caminho não apenas para combater os aspectos clínicos da doença, mas também os sociais. Sobretudo o preconceito que ainda cerca a doença.


Treinamentos: Centenas de profissionais de saúde são treinados anualmente por iniciativas de Treinamento em Serviço, oferecidos pela DAHW Brasil em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde dos quatro estados em que atuamos.


Sapataria: O paciente de hanseníase tem papel central nas atividades da DAHW Brasil. Nos esforçamos para oferecê-los condições clínicas e sociais para vencerem os desafios que a doença produz. Dentre esses desafios, as deficiências físicas talvez sejam uma das principais. Próteses adaptadas, por exemplo, são objeto de apoio de nossa instituição através de diversas oficinas de sapataria, que produzem calçados, mas também um pouco mais de dignidade à essas pessoas.


Clínicas: Atividades de pesquisa, cirurgia e demais aspectos clínicos da hanseníase também são apoiados pela DAHW Brasil. Acreditamos na ciência como promotora de cidadania.


Grupos de Auto-Cuidado: A hanseníase produz sequelas físicas e psicológicas em seus acometidos. Desenvolver técnicas para auxiliá-los a construir sua independência social, financeira e psíquica é um desafio perseguido pela DAHW Brasil através dos grupos de auto-cuidado que apoia. Superar as limitações, construir possibilidades. Acreditamos no ser humano, antes do paciente de hanseníase.



Quem é a DAHW


A Associação Alemã de Assistência aos Hansenianos e Tuberculosos (DAHW –Deutsche Lepra – und Tuberkulosehilfe) é uma organização não- governamental fundada em 1957 na cidade alemã de Würzburg. Com recursos provenientes de doadores físicos e privados de toda Alemanha, a DAHW construiu ao longo de décadas uma sólida reputação de credibilidade e eficiência reconhecida mundialmente pela forma com que reconhece o ser humano paciente de hanseníase em sua totalidade

Atualmente a organização registra atividades em 20 países além do Brasil. A rede de colaboradores voluntários formada na Alemanha ao longo de diferentes gerações entorno da causa da Hanseníase é o maior patrimônio da organização. Anualmente são realizadas as mais diversas atividades envolvendo escolas, associações comunitárias, instituições religiosas, poder público e especialmente o voluntariado. Ao longo desses quase 60 anos, a DAHW contribuiu para o combate à hanseníase no mundo todo.

No Brasil a DAHW está presente atualmente em 4 estados da federação: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Maranhão. Em nosso país, a DAHW tem quase 40 anos de atuação. Quando chegou por aqui ainda encontrou o cenário triste do isolamento compulsório dos pacientes de hanseníase. Enquanto organização respaldada internacionalmente, contribuiu para a transformação dessa realidade, e para a reintegração dos hansenianos brasileiros à sociedade com o fim da necessidade do isolamento compulsório.

Ao longo de todo esse tempo angariou muitos parceiros: na esfera pública, religiosa, social, política, mas sobretudo na esfera individual: com seres humanos. Durante a maior parte desse período as ações da DAHW no Brasil se concentraram no escritório de Cuiabá, representado por Manfred Robert Gobel. Um dos primeiros estados brasileiros apoiados com recursos da DAHW foi o Amazonas. A realidade da região amazônica desperta o interesse de todo planeta já há muito tempo. No final da década de 1970 a DAHW institucionalizou um apoio sistemático ao combate à hanseníase no estado do Amazonas através da parceria formada com uma instituição religiosa: as Irmãs. Irmã Ângela, espanhola mas que já vivia no Brasil envolvida com causas sociais especialmente vinculadas à saúde desde a década de 1960, foi a principal interlocutora para a implementação da atuação da DAHW no Amazonas. Durante muito tempo essa parceria foi responsável por uma fundamental contribuição para o combate à hanseníase nesse estado de condições geográficas, culturais, políticas e sociais tão singulares. Já nessa época contou-se com o apoio institucional da Fundação Alfredo da Mata, órgão do Estado do Amazonas, sempre presente nas questões científicas e técnicas envolvendo a hanseníase e demais doenças tropicais e dermatológicas.

Esse auxílio, no entanto, se dava com um caráter notadamente assistencialista, já que não contávamos na época com a mesma efetividade e a mesma presença das políticas públicas em saúde que observamos nos dias de hoje. Com o objetivo de formalizar e adequar essa atuação aos parâmetros legais vigentes em nosso país, foi fundada oficialmente em 1992 a Fundação para o Controle da Hanseníase no Amazonas (FUNDHANS), capitaneada por profissionais da Fundação Alfredo da Mata sob a tutela de Irmã Ângela.

A FUNDHANS, assim, sempre foi uma parceira e colaboradora das ações da DAHW no Amazonas. A instituição goza de singular credibilidade por parte de gestores públicos, população e setores técnicos envolvidos na questão da hanseníase. Contando sempre com o respaldo institucional da Fundação Alfredo da Mata, que em 2015 completou 60 anos de história, a FUNDHANS consolida-se como uma organização de vanguarda no combate à hanseníase não apenas na região do Amazonas mas em todo país. No ano de 2016 essa parceria ganhou novas conotações. Desde então a FUNDHANS assumiu a gestão dos projetos da DAHW no Brasil, passando a ser o escritório da instituição no país. Manfred Gobel continua como representante da DAHW no Brasil, atuando individualmente em Cuiabá. Reinaldo Bechler foi contratado para assumir a gestão dos projetos da DAHW junto com a FUNDHANS e para preparar o terreno para a nova fase da instituição no país, agora na condição de uma organização genuinamente brasileira.

Continuamos, assim, e agora em conjunto, a busca de um sonho: um mundo livre da hanseníase. De suas mazelas físicas mas também das sociais. Nessas décadas de história e de luta, DAHW e FUNDHANS construíram uma trajetória de credibilidade e seriedade, que agora toma novas formas. Especialmente porque passa a contar como nunca com o engajamento de brasileiras e brasileiros em todos os níveis que, assim como nós, acreditam nesse sonho. Junte-se a nós, construa conosco esse sonho!

Oposição venezuelana contabiliza 257 feridos após protesto em Caracas


O líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou que 257 pessoas sofreram ferimentos durante a manifestação de segunda-feira (29) contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, que foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo lançadas por agentes das forças de segurança. As informações são da Agência EFE.

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"Temos no dia de hoje 257 feridos", disse Capriles durante uma coletiva de imprensa na qual fez um balanço da manifestação e convocou uma marcha amanhã (31) até o Ministério de Interior e Justiça para pedir ao titular da pasta que detenha a "repressão" aos protestos.

O líder opositor detalhou que só no município de Baruta foram contabilizados 147 feridos, dos quais 46 apresentaram "traumatismos pelo impacto de bombas de gás lacrimogêneo", 25 sofreram asfixia pelos gases, enquanto outros 64 foram feridos com "balas de borracha, bolas de gude, esferas e barras de metal".

Além disso, declarou que o deputado Carlos Paparoni, que ficou ferido na cabeça ao ser derrubado pelo jato de água lançado por um veículo antidistúrbios, apresentou "traumatismo cranioencefálico".


Capriles, duas vezes candidato à presidência da Venezuela, calcula que 62 pessoas já morreram nos protestos contra o governo que começaram no último dia 1º de abril. A procuradoria venezuelana estima que 59 pessoas morreram e mais de mil se feriram em manifestações.

Alemão da Terra Fria


A crise econômica em virtude do preço do café, somada a necessidade de ter mais milho oriundo de seu próprio cultivo, levou os teresenses habitantes de terras mais altas do que Várzea Alegre e seus vales, especialmente aquele por onde desce o Rio Santa Maria do Rio Doce, forçados pelas circunstâncias, ao deslocamento, partindo de suas casas nas montanhas com destino àquelas terras mais quentes, onde o solo sedimentar, mesmo que “lato solo”, era muito mais apto para a agricultura manual ou rudimentar. Pois, o milho, carente de solo mais fértil, além de alimentar suínos e galináceos em contrapartida com “aipim” (“mandioca”), era artigo de primeira necessidade na mesa daqueles, sejam italianos de Tabocas ou Caldeirão, ou alemães, da Vargem Alta ou Serra dos Pregos.  Italianos providenciando nossa preciosa POLENTA, enquanto os alemães, o seu precioso BROT. 


Percebem os que conhecem a Geografia do território, bem como seu relevo, quais não foram as dificuldades para cultivarem milho, especialmente os alemães de Vargem Alta, ou seja, os Braum, Thonn, Bausen, Stortch, Zummach, Kinch, Brandt, etc.., haja vista, que algumas famílias iam até o sopé da Pedra da Onça, cultivar milho “A MEIA”,  com o proprietário das terras quentes. Onde ainda, em raríssimos casos, “A TERÇA”. Quando neste último caso de parceria, o proprietário ficava só com 33,336% do produto colhido e não 50%, como eram nos casos de “meia”, a parceria!


Aquele tipo de vida foi extremamente desgastante, exaustivo, pois, a trajeto da distância era percorrido a pé, com raros casos de pessoas a cavalo. Havia os que conseguiam acampar lá na terra quente, porém, minoria. Em compensação daquela vida árdua, ignorada e desdenhada por tudo o que está sob a responsabilidade do PODER PÚBLICO, especialmente a Previdência Social, fez da maioria daqueles lavradores, exímios maratonistas em caminhadas. Pois, não importava se o caminhão ou ônibus não veio ou não ia, tinham pernas treinadas para trinta ou cinquenta quilômetros em uma jornada, iniciando-a, às três da manhã!


Muitíssimos, talvez até milhares, são os fatos ocorridos, fugindo da normalidade daquela rotina assaz excêntrica, na luta pela sobrevivência, que se poderia narrar em contos ou crônicas, numa antologia, ao que ouvimos nossos NONNOS comentarem: - Uma maldição da Itália e da Alemanha-Pomerânia veio conosco para o Brasil. Lá também tínhamos que andar longe, mesmo em temperaturas negativas, por que o Trigo não crescia em nossas montanhas!



Dos muitíssimos casos, destacamos aqui, o de nosso conterrâneo Henrique Braum, filho de Augusto Braum, agora septuagenário e sem medo de admitir seu medo na adolescência, pois que, da Vargem Alta, acompanhava pais e irmãos maiores para tanto, às terras dos Simoura, disto quatro quilômetros, além da sede Várzea Alegre e, vinte e oito de sua Casa nas terras frias da mesma Montanha, porém, lado oeste da Rampa de Voo Livre - Santa Teresa ES.

Mal Henrique Braum entrava para a puberdade, já contava com ao menos quatro anos de experiência naquele extenuante “modus vivendi”.  Fugia ele à regra da maioria, por que quando os pais precisavam ficar naquele paiol emprestado pelos Simoura, a guisa de alojamento, também na noite de sexta-feira, para aproveitar seis horas de trabalho no sábado, tinha ele que sair de lá duas horas antes do anoitecer, para ao amanhecer do sábado estar na Vargem Alta e não faltar à Catequese da Igreja Luterana, assaz severa na cobrança com a assiduidade dos fiéis.

– Os paióis cansavam mais que o próprio trabalho, com aqueles leitos improvisados no chão, ou em raros casos, os catres -.

Cobrir vinte e oito quilômetros, depois das dezesseis horas, custava extenuante caminhada, que quando entrava em seu epílogo, era passar pelas Matas do Giuseppi Baptisti, no alto do vale do Rio Tabocas, onde a “Estrada de Tropas” media às vezes, apenas um metro e meio de largura, com uma extensão de uns dois quilômetros de Mata Atlântica preservada, local este onde, todos adultos, sejam italianos, alemães ou “brasileiros”, que passaram à noite, viram e ouviram coisas de arrepiar até o cabelo do relógio. Iam desde onças, surucucus, assombrações e toqueiros, até ciganos assaltantes!

Mas para Henrique admitir seu medo, era abrir mão da fama conquistada entre família e parentes, pois, pouco tempo antes, tinha ido à Farmácia do Iris Croce em Santa Teresa, buscar um remédio, depois que ninguém havia tido a coragem de fazê-lo, após ter escurecido. Portanto aceitava passar lá depois das vinte e uma horas, mesmo adolescente, por que mais e mais aumentava sua fama de destemido. Confessou-me ter ficado vinte e quatro horas com dores na mucosa anal, depois daquelas demonstrações de coragem. Mas não revelava aos familiares, por que se o fizesse, irmãos maiores e primos poderiam o considerar medroso como eles. Porém, se acusados, brigavam.

Em três das viagens sozinho, passava pelo Cemitério de Tabocas, dando inicio às orações. Relatou que algumas que deveria aprender e manter decoradas para receber a Confirmação na Igreja Luterana, - Crisma para Católicos – não as aprendia na Igreja, mas ali as recitava como o mais hábil dos velhos pastores. Atualmente orgulha-se de ainda não as ter esquecido, seja em Português ou Alemão, dizendo:

 - Quando o medo é extremo, a gente consegue até voar! Pois, na última das três vezes que passei lá sozinho, na “boca” da mata, assustou-me uma coruja Murucututu. Dei inicio a uma corrida e aquela coruja assustadora me seguindo com seu silencioso voo, mas horrendos e de mau agouro, pios. Quando chegamos ao final dos dois quilômetros de mata, cheguei antes da ave. Senti uma água morna no peito, pensei ser trapaça da coruja, mas não, era minha língua tocando o peito, já que os botões da camisa se abriram como se eu surfasse sobre um avião!

Atualmente a situação se inverteu entre os agricultores, por que os habitantes de Várzea Alegre, cuja população aumentou trezentos por cento desde aquela época, estão subindo as montanhas para cultivar tomate. Entretanto, sempre com caminhões, automóveis, camionetes ou as incontáveis motocicletas!

Nossos concidadãos eram identificados pelos italianos que lhes concediam parcerias agrícolas, ou eram consortes destes na atividade, como os “Alemães das Terras Frias”.

Deputado da mala da propina da JBS planeja delação premiada


Defesa de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) procurou investigadores da Lava-Jato

Do G1.com
A defesa do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) procurou investigadores da Operação Lava-Jato. Em encontro na semana passada, um emissário de Loures quis saber quais seriam as chances de uma delação premiada do deputado ser aceita. A abordagem surpreendeu os investigadores. Esse não era o objeto declarado da reunião. Depois de confabular com outros colegas, os investigadores responderam que, àquela altura dos acontecimentos, um eventual acordo de colaboração dependeria da disposição do parlamentar denunciar os demais cúmplices.

As duas partes ficaram de voltar a conversar sobre o assunto. Uma eventual delação de deputado é bem vista na força-tarefa da Lava-Jato. Mas as eventuais confissões do deputado não são consideradas imprescindíveis para os desdobramentos do inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Para eles, as delações dos executivos da JBS, que atingem o presidente Michel Temer, as ações controladas que já resultaram na recuperação de parte da propina paga recentemente e a análise do material apreendido até o momento já contêm indícios veementes de crimes.

Investigadores da Lava-Jato informaram a um emissário de Rocha Loures que, se ele realmente está interessado num acordo de delação premiada, terá que entregar todos os cúmplices da organização criminosa acusada de receber suborno dos donos da JBS e tentar obstruir as investigações sobre as supostas fraudes. Para investigadores, não bastaria uma admissão de culpa e a revelação de crimes já investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal. Com base nos dados já obtidos até momento, o STF já abriu inquérito contra Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), contra o próprio Loures, entre outros envolvidos.

— Assumir que cometeu crimes não basta. Isso é confissão, não é delação. Se ele quiser acordo de colaboração terá que delatar toda a organização criminosa — disse um integrante da operação.

Saiba mais:

Os investigadores também consideram o caso do Rocha Loures um dos mais bem documentados da Lava-Jato. A suposta trama aparece numa conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, na noite de 7 de março. No diálogo, gravado pelo empresário, o presidente indica Loures para conversar com Joesley sobre os interesses dele no governo. Temer diz que, com Loures, Joesley poderia falar “tudo”. Numa outra conversa, Loures é flagrado tratando de cargos e decisões estratégicas do governo com o empresário, naquele momento alvo de cinco inquéritos criminais.

Num terceiro momento, a Polícia Federal filma e fotografa o executivo Ricardo Saud, um dos negociadores da propina, entregando a Loures uma mala com R$ 500 mil. O dinheiro seria parte de uma propina de R$ 480 milhões a ser paga ao longo de 20 anos, conforme o sucesso dos negócios acertados entre o deputado e um dos donos da JBS. Como se não bastasse, a mala foi apreendida e, em seguida, o deputado depositou em juízo R$ 35 mil, extraviados antes das buscas da polícia.

Aliados do Palácio do Planalto, por sua vez, estranharam a decisão de Loures, de entregar a mala recebida de Saud. Segundo um deles, como a PF optou por não prendê-lo em flagrante e a mala não foi rastreada, haveria um caminho óbvio de defesa que consistiria em dizer que a mala recebida não tinha dinheiro e que o caso seria uma armação. No momento em que entregou os recursos e devolveu inclusive os R$ 35 mil restantes, fez da acusação uma confissão.

Na segunda-feira, Loures anunciou a troca do advogado José Luis de Oliveira, o Juca, pelo colega Cezar Roberto Bitencourt. Procurado pelo GLOBO, o novo advogado criticou a gravação da conversa entre Joesley Batista e Temer, apontou supostas ilegalidades na investigação e chegou a negar que o deputado tenha recebido mala de dinheiro — apesar da devolução para a polícia na semana passada. No entanto, apesar de dizer que a delação não está sendo cogitada, deixou aberta esse caminho.

— Eu não afasto essa possibilidade (de acordo de delação) definitivamente. Eu sou filosoficamente contra, mas, como defensor, tenho que buscar o que é melhor para o meu cliente — disse o advogado Cezar Roberto Bitencourt.

O caso do deputado é considerado tão grave que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou pediu o afastamento e a prisão dele. O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo, acolheu o pedido para afastar Loures de suas atividades políticas, mas entendeu que a ordem de prisão dependeria de uma decisão do plenário do tribunal. Janot resolveu, então, refazer o pedido. A decisão está pendente e pode acontecer a qualquer momento.


O pedido de prisão alcança também Aécio Neves, acusado de pedir R$ 2 milhões a Joesley em encontro que os dois tiveram antes de o empresário fazer acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. A negociação revelada pelas gravações já resultou na prisão de Andrea Neves e Frederico Pacheco de Medeiros, a irmã e o primo do senador. Andrea teria sido a primeira a pedir os R$ 2 milhões para Joesley. Medeiros foi o encarregado de transportar a mala com o dinheiro.

Capriles denuncia plano para atacar sedes diplomáticas na Venezuela


O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, disse nessa segunda-feira (30) que a mobilização convocada para hoje (30), em Caracas, será na sede do Ministério do Interior e não mais nas embaixadas, como estava previsto. Ele denunciou um suposto plano para "atacar" as sedes diplomáticas. A informação é da Agência EFE.

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"Ficou cancelada essa visita às embaixadas, não vamos para as embaixadas. Sabemos, de pessoas dentro do governo, do plano que tinha sido montado para atacar as sedes diplomáticas", advertiu Capriles, em entrevista divulgada nas redes sociais.

A oposição tinha chamado os manifestantes a se mobilizar nas várias embaixadas e consulados credenciados no país, um dia antes da reunião de chanceleres que será realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para analisar a crise venezuelana.

Capriles afirmou que a intenção do suposto esquema é "refutar, continuar no processo de deslegitimar um protesto que tem a verdade na sua mão".

O governador do estado de Miranda disse ainda que os manifestantes seguirão para a sede do Ministério do Interior e Justiça, em Caracas, "um dos grandes culpados de todas as mortes, dos feridos e por tudo que está ocorrendo no país".
"Isso que aconteceu hoje, todos esses feridos, tudo (que) ocorreu no dia de hoje, vamos encontrar amanhã nas ruas do país", disse o dirigente do partido opositor Primeiro Justiça, ao se queixar da atuação da polícia contra os protestos.


Há dois meses, uma onda de manifestações a favor e contra o presidente Nicolás Maduro começou na Venezuela, deixando 59 mortos e milhares de feridos.

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