quarta-feira, 10 de maio de 2017

Temer recebe bancada paulista e discute reforma da Previdência

Na manhã desta quarta-feria, o presidente Michel Temer recebe, para um café da manhã no Palácio do Jaburu, deputados e senadores da bancada paulista. Foram previamente confirmadas a presença de 57 deputados federais. Os três senadores da bancada do estado não confirmaram presença, mas a expectativa é de que também participem desta reunião de hoje (10) que tem na pauta a reforma da Previdência.

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Também foram confirmadas a presença dos ministros da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; da Secretaria-Geral, Moreira Franco e do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Ontem (9), a Comissão especial da reforma da Previdência concluiu a votação dos destaques ao relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Foram apreciados os dez destaques que não foram votados na sessão anterior, por conta da invasão do plenário da comissão por agentes penitenciários, em protesto contra o relatório de Maia.

Sob a justificativa de evitar novos tumultos, a sessão de ontem teve reforço na segurança. O prédio foi cercado por grades e o esquema teve a participação de policiais militares, do Batalhão de Choque e da Força Nacional de Segurança.

Com exceção de um destaque, a orientação do governo foi para que a base aliada rejeitasse todos os adendos, sob a justificativa de finalizar a votação do texto sem grandes modificações. A única alteração aprovada por todos os partidos com representação na comissão é a que devolve à Justiça estadual a competência para julgar casos relacionados a acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez.

Todos os destaques do PT foram rejeitados. O partido queria eliminar as mudanças no acesso aos benefícios assistenciais, entre eles o Benefício de Prestação Continuada (BCP). Os deputados também rejeitaram um destaque apresentado pela bancada do PSB, que queria garantir que servidores que começaram a contribuir até 2003 tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam, além de terem reajuste equivalente ao dos servidores ativos.

Também foi rejeitado um destaque semelhante, apresentado pela bancada do PDT, mas que tratava apenas dos servidores que ingressaram no serviço público até 31 de dezembro de 2003. Com o acréscimo, o partido queria que esses servidores tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam.

Referendo
A última votação foi de um destaque apresentado pelo PSOL que propunha a realização de uma consulta à população sobre a validade da reforma. O destaque estabelecia que, em caso de aprovação da proposta no Congresso, o texto deveria passar por um referendo, instrumento previsto na Constituição e pelo qual a população vota pela aprovação ou rejeição de medidas propostas ou aprovadas pelo Parlamento.

O destaque do PSOL sobre o referendo foi derrubado por 21 votos a 14.

O relatório de Maia diz que a integralidade do salário só será garantida se o servidor atingir 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) e o tempo mínimo de 25 anos de contribuição.


Com a votação concluída, o texto está liberado para ser levado ao plenário da Câmara, para uma votação em dois turnos prevista inicialmente para os dias 24 e 31 de maio.

Assembleia venezuelana aprova acordo de anulação do decreto da Constituinte


A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, aprovou nessa terça-feira (9) um acordo sobre a "inconstitucionalidade e nulidade" do decreto com o qual o presidente Nicolás Maduro convocou uma Assembleia Nacional Constituinte. O acordo foi aprovado durante debate, do qual participaram somente os deputados opositores. A informação é da Agência EFE.

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O acordo foi apresentado pelo deputado Omar Barboza, que destacou que a Constituinte deve ser submetida primeiro a um referendo para consultar o povo venezuelano sobre a necessidade do processo.

Barboza disse que, embora nos artigos da Constituição sobre a Constituinte não seja mencionada a realização de referendo, a Carta Magna deve ser interpretada "integralmente". Lembrou que nela está estabelecido que se deve recorrer a esse mecanismo, "inclusive para assuntos de interesse paroquial". Segundo ele, como estabelece o Artigo 348 da Constituição, a convocação deve ser feita pelo povo venezuelano.

Os deputados opositores também pediram ao Poder Eleitoral, que recebeu na quarta-feira passada (3) a convocação de Maduro, "respeito à soberania popular e à Constituição". Eles consideram que esse poder deve abster-se de "dar curso a essa convocação inconstitucional".

No acordo, os parlamentares decidiram denunciar à Defensoria do Povo, ao Ministério Público e a alguns organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), "a violação dos direitos políticos" dos venezuelanos.

Os deputados consideram que essa convocação do governo serve para ganhar tempo, não realizar eleições e estabelecer uma Assembleia Constituinte "tutelada".


A iniciativa de Maduro de modificar a Constituição surge em meio aos protestos antigovernamentais, iniciados há mais de um mês, e que, em algumas ocasiões, geraram incidentes violentos, deixando 37 mortos e centenas de feridos.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Marun defende votação da reforma da Previdência ainda em maio

Após a conclusão da votação dos destaques ao texto da reforma da Previdência, o presidente da comissão especial que analisou o tema, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), defendeu que o texto seja apreciado pelo plenário da Câmara ainda em maio. Ainda não há uma data definida, mas a expectativa é que o governo tente votar o texto no plenário nos dias 24 e 31 de maio, em dois turnos. Já a oposição disse apostar na pressão popular como mecanismo para impedir a aprovação da reforma.

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“Assim que entregarmos ao presidente [da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)] o texto com sua redação final, a prerrogativa passa a ser do presidente e do colégio de líderes. Eu entendo que existem condições para que a votação ocorra ainda no mês de maio”, disse Marun ao final da reunião.

O deputado reconheceu, contudo, que o governo ainda não conta com os 308 votos necessários para aprovar a proposta, mas disse que está otimista. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a reforma da Previdência precisa de no mínimo 308 votos favoráveis ser aprovada. “O governo não tem hoje os 308 votos. Mas eu continuo otimista que cheguemos ao final desse processo na votação com 350 votos”, disse. “A sociedade começa a compreender a necessidade dessa reforma para que o aposentado possa receber a sua aposentadoria em dia”, acrescentou.

O relator da proposta, Arthur Maia (PPS-BA), também disse estar confiante na aprovação em plenário. O deputado avaliou que a situação mudou desde a semana passada e que, se houver alterações no texto, serão pontuais. “Naturalmente haverá destaques no processo legislativo e que lá no plenário haverá algumas modificações, mas o que estamos defendendo é o texto aprovado e ele deve sair sem tantas modificações”, disse.

Mobilização
Já a oposição, que é contrária à reforma da Previdência, disse apostar na mobilização popular como mecanismo para impedir a aprovação do texto. Segundo os deputados, a proposta retira direitos já adquiridos e vai pesar mais sobre os mais pobres.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) avaliou que o resultado na comissão não foi favorável ao governo e citou o fato de que a base teve que trocar membros da comissão para conseguir a margem para aprovação. “Então eles não têm segurança dos 308 votos. Temos uma convocação para o dia 24 [de maio] e eu acho que a pressão popular é que vai definir o ritmo das coisas”, disse.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) disse que o objetivo dos deputados da oposição é impedir a aprovação do texto, mas se não for possível, o grupo vai trabalhar para aprovar destaques alterando pontos da proposta.

“Se as regras aprovadas no parecer estivessem em vigor hoje, oito em cada dez brasileiros não se aposentariam com essa exigência de contribuição de 25 anos de tempo mínimo em vez de 15 anos [ da regra atual]", disse. “Agora a luta vai para o plenário e até lá a gente vai alertar a população das crueldades que foram aprovadas e mobilizar a população contra a aprovação dessa matéria”, acrescentou.

Segurança
A sessão de hoje (9) da comissão começou pouco antes das 11h e terminou por volta de 20h. No total, foram apreciados 10 destaques remanescentes da reunião anterior, encerrada após a invasão do plenário da comissão por um grupo de agentes penitenciários que protestava contra o relatório de Arthur Maia.

Por causa do tumulto na sessão na semana passada, a votação desta terça-feira contou com um esquema reforçado de segurança. O prédio foi cercado por grades e o esquema teve a participação de policiais militares, do Batalhão de Choque e da Força Nacional de Segurança.


Com exceção de um destaque, a orientação do governo foi para que a base aliada rejeitasse todos os adendos, sob a justificativa de finalizar a votação do texto sem grandes modificações. A única alteração aprovada por todos os partidos com representação na comissão é a que devolve à Justiça estadual a competência para julgar casos relacionados a acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez.

Caravanas contra e a favor de Lula chegam a Curitiba para acompanhar depoimento

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para esta quarta-feira (10) na sede da Justiça Federal em Curitiba, alterou a rotina na capital paranaense. Manifestantes favoráveis e contrários ao ex-presidente já estão na cidade, que preparou um esquema especial para garantir a segurança de todos os que pretendem acompanhar o depoimento, um dos mais aguardados da Operação Lava Jato. Será a primeira vez que Lula ficará frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância.

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O grupo a favor de Lula está reunido na rodoferroviária da cidade. De acordo com os organizadores, são cerca de 5 mil pessoas, que vieram de vários estados para o "acampamento pela democracia", como o local ficou conhecido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 20 ônibus com manifestantes já chegaram a Curitiba, e mais 36 são aguardados nas próximas horas.

Para João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o processo judicial tornou-se um processo político. "Nós, dos movimentos populares, somos frontalmente contra qualquer corrupção, conta toda corrupção. Achamos importantes as investigações da Lava Jato. O que condenamos na Lava Jato é essa promiscuidade […]. Essa clara perseguição ao Lula politizou isso”, disse o líder do MST.

O aposentado João Tomás de Lima saiu de Amparo, em São Paulo, para acompanhar o depoimento. Sindicalista, ele conta que desde 1964 participa de atos populares. “Não tenho medo da luta e acho que essa luta aqui é necessária. Porque é uma injustiça que estão fazendo conosco, o povo trabalhador, e com este país, que é tão grande, tão bonito e tão generoso. E estamos vendo as pessoas no poder destruindo tudo isso.”

Os manifestantes que são contra o ex-presidente Lula estão reunidos do lado de fora do Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico. Uma das organizadores do ato, Narli Rezende, integrante do Movimento Curitiba contra a Corrupção, diz que objetivo do grupo é "fazer um contraponto com a situação do PT e do vermelho". "Curitiba, tradicionalmente, é uma cidade verde e amarelo. E, em sua grande maioria, Curitiba é a favor da Lava Jato. Então, não queremos passar uma imagem falsa de que Curitiba é vermelha, de que Lula é muito bem-vindo em Curitiba […] O que irrita a gente é a corrupção, independente do partido. Errou, tem que pagar. Robou, tem que devolver e ser preso”, afirmou Narli.

Para Camila Georg, que saiu do Rio Grande do Norte e foi ao museu, é preciso se mobilizar para que as mudanças aconteçam. “Eu vim porque acho que é um marco na história, como o impeachment do [presidente Fernando] Collor. Sentados em casa, nada vai acontecer. Tenho dois filhos e estou lutando pelo futuro deles. Já votei em Lula, por incrível que pareça, e hoje vejo que foi um erro. Eu quero uma coisa melhor para os meus filhos.”

Bloqueio
Um perímetro de 150 metros ao redor do prédio da Justiça Federal será bloqueado a partir do fim da noite de hoje. Apenas moradores, imprensa credenciada e comerciantes do local poderão passar pela área bloqueada.

Uma das moradoras da região, Aracelis Solarewicz, disse que vive ali há cerca de 20 anos e nunca viu situação semelhante. Mas compreende: "é só um dia. A gente tem que se adaptar, acho que não vai ter impacto nenhum. Por isso, vim antes para não ser pega desprevinida. Eu tenho outras alternativas de sair e não passar pelo bloqueio”, afirmou.


O ex-presidente Lula é acusado de ter recebido propina da empreiteira OAS por meio da reserva e da reforma de um apartamento triplex no Guaruja, litoral de São Paulo.

Comissão conclui votação de destaques e reforma da Previdência vai a plenário

A Comissão Especial da Reforma da Previdência concluiu na noite de hoje (9) a votação dos destaques ao relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Agora, o texto está liberado para ser levado ao plenário da Câmara. A expectativa é que a votação ocorra nos dias 24 e 31 de maio, em dois turnos.

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A sessão de hoje da comissão começou pouco antes das 11h e terminou por volta de 20h20. No total, foram apreciados 10 destaques remanescentes da reunião anterior, encerrada após a invasão do plenário da comissão por um grupo de agentes penitenciários que protestava contra o relatório de Maia.

Por causa do tumulto na sessão na semana passada, a votação de hoje ocorreu em meio à segurança reforçada na Câmara. O prédio foi cercado por grades e o esquema teve a participação de policiais militares, do Batalhão de Choque e da Força Nacional de Segurança.

Com exceção de um destaque, a orientação do governo foi para que a base aliada rejeitasse todos os adendos, sob a justificativa de finalizar a votação o texto sem grandes modificações. A única alteração aprovada por todos os partidos com representação na comissão é a que devolve à Justiça estadual a competência para julgar casos relacionados a acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez.

Todos os destaques do PT foram rejeitados. O partido queria eliminar as mudanças no acesso aos benefícios assistenciais, entre eles o Benefício de Prestação Continuada (BCP).

Os deputados também rejeitaram um destaque apresentado pela bancada do PSB, que queria garantir que servidores que começaram a contribuir até 2003 tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam, além de terem reajuste equivalente ao dos servidores ativos.

O relatório de Maia diz que a integralidade do salário só será garantida se o servidor atingir 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) e o tempo mínimo de 25 anos de contribuição.

Também foi rejeitado um destaque semelhante, apresentado pela bancada do PDT, mas que tratava apenas dos servidores que ingressaram no serviço público até 31 de dezembro de 2003. Com o acréscimo, o partido queria que esses servidores tivessem a aposentadoria com 100% do valor do salário no último cargo que ocuparam.

Mudanças no plenário
A discussão em torno das mudanças nas regras para os servidores federais ocupou boa parte da sessão. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) disse que o texto apresentado por Maia piorava a proposta do governo. “O que está sendo votado aqui é o texto do governo, não é nenhum texto da oposição. Na verdade, ninguém está inventando texto nenhum, é o texto do governo que está sendo trazido de volta para o relatório”, disse.

O vice-líder do DEM, partido da base aliada, Pauderney Avelino (DEM-AM), disse que o partido votaria conforme orientação do Palácio do Planalto, mas reconheceu a necessidade de ajustar o texto. “Estamos trabalhando no sentido de fazer com que os servidores, o Ministério Público, o Judiciário, para que possamos apresentar uma proposta de solução para quem entrou no serviço público até 2003”, disse. “Neste momento, pelo fato de estarmos construindo com os servidores. Agora o voto é não, mas a construção será feita no plenário da Câmara”, disse.

A medida foi apoiada pelo líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP), com a mesma ressalva. Tripoli orientou o partido a votar contra os destaques, mas disse que ia esperar uma adequação do texto no plenário da Casa. “Encaminhamos 'não' na certeza de que o presidente [do colegiado, Carlos Marun (PMDB-MS)] e o relator vão continuar negociando e que vamos chegar no plenário com uma forma consistente de transição”, disse.

Referendo
A última votação foi de um destaque apresentado pelo PSOL que propunha a realização de uma consulta à população sobre a validade da reforma. O destaque estabelecia que, em caso de aprovação da proposta no Congresso, o texto deveria passar por um referendo, instrumento previsto na Constituição e pelo qual a população vota pela aprovação ou rejeição de medidas propostas ou aprovadas pelo Parlamento.

“Hoje a Casa está cercada pela polícia e isso foi um mau momento do Congresso Nacional. A soberania popular é a coisa mais importante que temos. Não acredito que os parlamentares desta casa tenham receio [do referendo] e que, em se tratando da vida de mais de 140 milhões de pessoas, a população não devam ser consultadas”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

O líder do PV, Evandro Gussi (SP), se manifestou contra o destaque. Segundo o deputado, os parlamentares estão consultando a população antes de se posicionarem nas votações. “Aprendi a respeitar, mesmo antes de vir para o Parlamento. Foi justamente o voto popular e a soberania do voto popular e daí o valor da democracia representativa e o respeito às prerrogativas parlamentares, pois não chegamos aqui por nossa própria vontade, pela imposição, chegamos pela vontade dos cidadãos e cidadãs brasileiras”, disse o deputado.

Valente rebateu o colega e disse que o referendo só seria colocado em prática se a reforma fosse aprovada. O deputado lembrou que o Executivo já tem realizado propagandas favoráveis às mudanças na aposentadoria. “Somente em sendo aprovada a reforma é que vamos ouvir a população. O governo está fazendo propaganda todo dia a favor da reforma, porque não podemos escutar o povo”, acrescentou.

O destaque do PSOL sobre o referendo foi derrubado por 21 votos a 14.

Próximo passo
O presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), disse que é possível que a comissão agende um novo encontro amanhã (10) para complementar a redação da ata da reunião que foi suspensa depois da invasão dos agentes penitenciários e verificar o texto final do substitutivo.


O texto será levado a plenário depois de publicação no Diário Oficial da Câmara e de respeitado o interstício de duas sessões, o que deve ocorrer somente a partir da próxima semana.

Lava Jato: PGR pede primeiras redistribuições de inquéritos da lista de Fachin

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os primeiros pareceres favoráveis à redistribuição, para outro ministro da Corte, de inquéritos da chamada lista de Fachin, por não guardarem relação direta com a investigação do esquema de corrupção na Petrobras.

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No início de abril, o ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, autorizou a abertura de 76 novos inquéritos ligados à operação, contra 98 alvos, tendo como base os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht.

As manifestações a favor da redistribuição foram dadas em dois inquéritos: um relacionado ao ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ao deputado federal Pedro Paulo (PMDB-RJ); e outro envolvendo o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE).

Pedro Paulo e Eduardo Paes
No caso de Eduardo Paes e Pedro Paulo, ambos foram citados por três executivos da empreiteira Odebrecht como receptores de dinheiro para campanhas eleitorais via caixa 2. O prefeito teria recebido R$ 15 milhões não declarados para sua campanha à reeleição em 2012, em troca do favorecimento da empreiteira em contratos dos Jogos Olímpicos de 2016.

Pedro Paulo foi coordenador da campanha de Paes. O deputado teria recebido R$ 3 milhões para irrigar sua campanha à Câmara em 2010, bem como R$ 300 mil em 2014. Ambos negam as acusações. 

Após a abertura do inquérito por Fachin, os dois entraram com um recurso pedindo a redistribuição do processo, com o argumento de que os fatos relatados não têm relação com a investigação da Lava Jato.

“Realmente, não há aqui conexão ou continência propriamente dita com os fatos já distribuídos à relatoria do ministro Edson Fachin”, escreveu Janot em seu parecer sobre a questão.

“Assim, por não haver fundamento jurídico para a apuração conjunta do presente inquérito no contexto dos demais casos investigados no âmbito da denominada Operação Lava Jato, o presente inquérito há de ser submetido a livre distribuição no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou o procurador-geral da República.

Betinho Gomes
O deputado Betinho Gomes também havia entrado com uma questão de ordem pedindo a redistribuição de seu inquérito. Ele foi citado por dois colaboradores da Odebrecht como sendo destinatário de pagamentos ilícitos em troca do favorecimento da empreiteira em um empreendimento imobiliário no município de Cabo de Santo Agostinho (PE).

Numa resposta com teor bastante similar, Janot se manifestou favorável ao pedido do parlamentar. É costumeiro que o ministro do STF acate pedidos de redistribuição após parecer favorável do procurador-geral da República.

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