quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A importância da dieta adequada para adolescentes


As necessidades nutricionais durante a adolescência aumentam em decorrência do aumento do crescimento e da composição física associados à puberdade. No entanto, o aumento da necessidade energética coincide com fatores que afetam as escolhas alimentares e nutricionais dos adolescentes, como um tempo maior gasto na Escola e em atividades extra-curriculares, preocupação com a própria imagem, vaidade e maior liberdade de escolha. A dieta adequada nesta idade tem grande importância como prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, já que abusos alimentares em geral começam neste grupo etário, quando já não há tanto controle dos Pais e quando as refeições são feitas fora de casa com maior frequência. É responsabilidade dos Pais e educadores orientarem os jovens sobre os riscos que uma dieta inadequada podem lhe trazer no futuro, como o aumento da incidência de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, diabetes, obesidade e alguns tipos de câncer.

Sabe-se que os adolescentes falham no objetivo de ter uma dieta saudável, e tem as suas fontes de energia dietéticas ricas em gordura e açúcares, e pobres em vitamina A, ácido fólico, ferro, fibras, cálcio e zinco. A baixa ingestão de ferro e cálcio traz consequências, principalmente nas meninas. A carência de ferro pode prejudicar a função cognitiva e desempenho físico, enquanto a ingestão insuficiente de cálcio pode aumentar o risco de fraturas na adolescência e de desenvolvimento de osteoporose em idade mais avançada.

Os adolescentes tem o hábito de “pular” algumas refeições em decorrência dos seus horários. O café da manhã é a refeição mais negligenciada, mas as outras refeições do dia podem ser “descartadas” em virtude de atividades sociais e escolares, ou falta de apetite pela manhã. A omissão do café da manhã poderá trazer prejuízo no desempenho escolar e comprometer a qualidade da dieta de forma geral. Um estudo interessante provou que o hábito de tomar café da manhã aumentou o desempenho em Matemática de alguns alunos, assim como diminuiu os conflitos psicossociais com colegas e professores. Por outro lado, adolescentes com dieta irregular são mais propensos a pior desempenho escolar, hiperatividade e absenteísmo. A não ingestão do café da manhã não é compensada nas outras refeições, e pode haver um grande prejuízo no consumo de ferro, vitamina B12 e cálcio, presentes nas frutas, leites e cereais.

Os estudos mostram que crianças e adolescentes que realizam as refeições em família têm uma maior chance de terem uma dieta saudável durante a vida adulta, consumindo menos frituras e refrigerantes, e ingerindo mais frutas e vegetais. Por isso, mesmo os Pais que têm a vida muito atribulada devem se esforçar para fazer algumas refeições diárias com os filhos. Outro problema, principalmente nas meninas, é a resistência de fazer algumas refeições com o objetivo de perder peso. No entanto, as calorias não consumidas em uma refeição saudável acabam sendo trocadas pela ingestão de salgadinhos ou bolachas algumas horas mais tarde. Pior que isto, em geral este tipo de alimento compromete a próxima refeição. A ingestão de doces e refrigerantes também contribuem para uma dieta inadequada e para o aumento de peso.

Outro fator dos tempos modernos é a televisão e seus comerciais. O  hábito de ver televisão aumenta o consumo de salgados e bolachas pelos adolescentes. Já se mostrou que em anúncios de alimentos em programas para jovens mais de 90% dos produtos são alimentos ricos em gordura, sal e açúcar, além de conterem poucos nutrientes adequados. Ainda em relação à comerciais de TV, não podemos nos esquecer das campanhas agressivas realizadas pelas redes de fast food para atrair adolescentes e jovens, que são o seu maior público, representando até 80% do seu faturamento. Enquanto eles enriquecem os nossos filhos adoecem. Devemos lembrar que os restaurantes de fast food têm em geral um ambiente simpático, sempre existe alguma loja próxima de casa ou da escola, e um preço acessível. A gordura representa 50% das calorias dos alimentos vendidos em fast foods. Desta forma, a TV foi associada ao aumento da obesidade em estudos realizados. No entanto, como os fast foods fazem parte da vida social dos adolescentes, a melhor maneira de contornar o problema é sugerir que eles escolham os alimentos menos calóricos e gordurosos, e sem açúcar, e que não visitem estes estabelecimentos com grande frequência.

Outro problema grave é a realização de regimes e dietas sem orientação médica. O adolescente necessita de fontes nutritivas de energia devido às alterações físicas que vem sofrendo. A realização de um regime mal conduzido pode restringir a aquisição de nutrientes importantes além de incentivar o jejum prolongado. O regime realizado por muito tempo traz consequências como a irritabilidade, a dificuldade de concentração, distúrbios do sono, perda muscular, disfunção cardíaca, alterações gastrointestinais, ciclo menstrual irregular e maturidade sexual tardia.

Desta forma, devemos cuidar da dieta dos nossos filhos, para que os  alimentos sejam sempre uma fonte de vida, e não a origem de sérios  problemas de saúde. Nos casos em que há difícil relação entre dieta e adolescentes, sugiro que um profissional médico que tenha boa desenvoltura e se relacione bem com os jovens seja procurado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

‘Ficha Limpa é a reforma política possível’, diz presidente do TSE

Terminou na última sexta (07/10/2011) o prazo para mudanças nas regras eleitorais.

Ricardo Lewandowski preside sessão no TSE na
última quinta (6) (Carlos Humberto./ASICS/TSE)

Com a reforma política ainda longe de um consenso no Congresso Nacional, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, aposta na aplicação da Lei da Ficha Limpa para garantir alguma barreira à corrupção nas eleições de 2012.

O problema é que a norma corre o risco de ser esvaziada no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir sua aplicação.

“A Ficha Limpa é a reforma política possível no que tange à moralidade dos costumes políticos. Tenho esperança de que seja levada a julgamento [no plenário do STF] ainda neste mês”, afirmou o ministro.

Apesar de não tratarem dos mesmos temas, a Lei da Ficha Limpa e a reforma política, na opinião do ministro, têm em comum a intenção de evitar e punir irregularidades. A lei, que entrou em vigor em junho do ano passado, impede a candidatura de políticos condenados por colegiados ou que tenham renunciado

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Vereador vai poder gastar mais

Orçamento enviado à Câmara de Vitória prevê gastos de R$ 3,6 milhões a mais

foto: Ricardo Medeiros
Reinaldo Bolão (PT), presidente eleito da Câmara de Vitória - Editoria: Política - Foto: Ricardo Medeiros
Apesar do debate acirrado, Bolão diz que não há clima para aumentar vagas

"O termômetro das ruas aponta que a população não quer aumento do número de vereadores", Reinaldo Bolão (PT), presidente da Câmara


Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br

A Câmara de Vitória pode ter mais R$ 3,6 milhões para gastar em 2012. O valor extra está previsto na proposta de Orçamento enviada à Casa pela Prefeitura da Capital.

Em 2011, a verba para o Legislativo foi de R$ 23,9 milhões. Para o ano que vem, a previsão é de R$ 27,5 milhões. O projeto foi protocolado na Câmara na última sexta-feira.

O reforço no Orçamento chega à Casa em meio às discussões sobre a possibilidade de aumento no número de vereadores. A Câmara pode passar dos atuais 15 para até 23 parlamentares, mas nenhuma proposta foi protocolada até agora.

Nos bastidores, alguns vereadores também defendem o aumento no próprio salário, de R$ 7,4 mil, e que poderia chegar a até R$ 12 mil.

Fabrício Gandini (PPS) comentou os debates sobre o aumento do número de parlamentares e a repercussão do tema entre a população. "Tivemos uma discussão terrível, vergonhosa para a nossa Casa".

Gandini é contrário ao aumento do número de vereadores. Ele disse ainda que os R$ 3,6 milhões a mais do Orçamento do Legislativo deveriam ser redirecionados para outras áreas.

Neuzinha Oliveira (PSBD) diz que se surpreendeu com a proposta orçamentária para a Casa. "Vejo com surpresa esses R$ 3,6 milhões a mais. Fiquei até assustada".

O presidente da Câmara, Reinaldo Matiazzi (PT), o Bolão, afirmou que o montante é maior por demanda do próprio Legislativo e que é necessário já que despesas que estão previstas para 2012 não constavam no Orçamento de 2011. "Em 2011 não tinha previsão de gastos com informática, por exemplo. Também faremos obras no prédio e há licitações em andamento que devem ser pagas no ano que vem", afirmou.

O destino do dinheiro será para manutenção do serviço administrativo, despesas de capital, pessoal, manutenção de bens imóveis e informática.

Bolão não acredita em mais vagas

A definição sobre o aumento do número de vereadores pode não ser definida até a data-limite de 7 de outubro por falta de "clima" na Câmara de Vitória. Há ainda uma dúvida entre os parlamentares sobre uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estenderia o prazo para a alteração até junho do ano que vem.

Para o presidente da Câmara, Reinaldo Bolão (PT), que é contra o aumento, a repercussão na sociedade torna a proposta difícil de ser aprovada. "Sinto que não tem clima para isso aqui. O termômetro das ruas aponta que a população não quer esse aumento". Segundo pesquisa encomendada pela Casa, 75% dos moradores de Vitória são contrários à medida.

 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto de lei dos EUA ameaça Petrobras


Por: PATRÍCIA CAMPOS MELLO
A deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, está propondo uma lei que prevê sanções contra a Petrobras por causa dos negócios da estatal com Cuba. A lei pede corte de financiamento do EximBank e outros créditos do governo americano à Petrobras, bloqueio de exportações da empresa para os EUA e exclusão da companhia de compras governamentais no país.

A princípio, a lei visa a proteger os corais da costa da Flórida, mas mira empresas de petróleo que estão furando o embargo comercial dos EUA a Cuba. As sanções incluem negar visto a estrangeiros que "contribuam para a habilidade de Cuba de desenvolver recursos petrolíferos [em sua]costa."



A Petrobras assinou contrato em 2008 para investir US$ 8 milhões em exploração de petróleo na costa de Cuba. "O esquema da tirania cubana para expandir seu setor petrolífero com ajuda de gigantes internacionais de energia é outro ato de desespero de uma ditadura que está morrendo, e ameaça diretamente nossa segurança nacional e nossos interesses ambientais; infelizmente, há várias companhias que concordam em entrar nesse esquema, em busca de lucros imorais", disse a deputada Ileana Ros-Lehtinen, que compõe bancada anticastrista do Congresso americano.


"Algumas empresas internacionais de energia estão ansiosas para fazer parcerias com regimes ditatoriais com o fim de ter lucros polpudos; mas auferir lucros imorais volta para assombrar essas companhias mais tarde -por exemplo, depois de ter um relacionamento íntimo e caloroso com a Líbia de Gaddafi, agora as companhias brasileiras estão sendo esnobadas pelo Comitê de Transição da Líbia."


CHANCE DE APROVAÇÃO

Segundo uma fonte do Senado que acompanha a tramitação da lei no Congresso, há boas chances de a legislação passar na Câmara, já o Senado é mais complicado. "O Brasil é importante demais, e o potencial de ter petróleo brasileiro vendido para os EUA supera interesse local", disse à Folha a fonte. "Nós somos contra a imposição de sanções econômicas unilaterais; e essas medidas são vulneráveis a contestações no âmbito da OMC", disse Diego Bonomo, diretor da seção americana do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. "Nesse caso especifico, há diversos mecanismos bilaterais entre o Brasil e os EUA em que as preocupações do Congresso podem ser discutidas."

PETROBRAS-CUBA

A Petrobras e a Companhia Cubana de Petróleo assinaram no fim de 2008 um contrato de partilha para exploração e produção de petróleo do Bloco 37, no mar de Cuba, ao norte do país. A assessoria da estatal afirmou que a empresa atualmente não tem atividades no país e que o contrato foi cumprido. Além da Petrobras, a petroleira russa Zarubezhneft, a espanhola Repsol, a norueguesa Statoil, a indiana ONGC e a venezuelana Pdvsa poderiam ser afetadas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Socorro à Europa requer maior exposição ao risco


Diretor do FMI defende que países do Brics que têm muitas reservas invistam em diferentes tipos de ativos por todo o mundo e não apenas em títulos mais seguros


Margarida Peixoto


Se o Brasil quiser ajudar a resolver a crise internacional, conforme tem garantido o governo brasileiro, deverá ampliar sua exposição ao risco nos investimentos externos.
“Defendemos que os países do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, que têm muitas reservas, invistam em diferentes tipos de ativos por todo o mundo, e não apenas em ativos sem risco”, afirmou Antonio Borges, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa. “Mas a realidade é que estes países são muito conservadores e investem de forma desproporcional no Tesouro americano”.


O Brasil também poderia aproveitar o momento para comprar empresas portuguesas, conforme sugeriu o FMI, no encontro anual com o Banco Mundial. “O Brasil pode transformar-se num bom exemplo de como as economias emergentes podem ajudar a resolver a crise”, garantiu Antonio Borges, destacando que, para isso, basta aproveitar o momento que a economia portuguesa atravessa.


“Portugal tem um programa de privatizações que pode ter um impacto muito grande na diminuição do endividamento do estado”, explicou o representante do FMI. “O Brasil pode usar isso para entrar na Europa e, se isso acontecer, vai ser muito útil”, defendeu Borges.


A questão sobre como as economias emergentes podem ajudar a evitar uma nova grande recessão econômica está cada vez mais em cima da mesa. Primeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugeriu disponibilizar ajuda à Zona do Euro. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff voltou a sublinhar essa intenção na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Este fim de semana os líderes do FMI e do Banco Mundial repetiram a importância da cooperação entre todas as economias.


“Os países com excedentes em conta corrente podem ajudar a equilibrar a economia internacional, aumentando a sua procura interna. Alguma apreciação da sua moeda também não faria mal. A mensagem é clara”, disse Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, em conferência de imprensa.


“Mas ainda não vimos algo ser feito”, notou Antonio Borges, referindo-se tanto ao Brasil, como a outros emergentes que também já prometeram ajuda, como a China.
A outra opção, que traria uma solução mais imediata para o estrangulamento financeiro da Zona do Euro não reúne tanta unanimidade entre os líderes internacionais: a diversificação das reservas monetárias destes países para outros ativos, que não o dólar.


Na semana passada, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, recusou a implementação de “diretivas muito restritas” sobre a forma de aplicação das reservas das economias emergentes. Tombini argumentou, num encontro dos presidente dos bancos centrais dos países de língua oficial portuguesa realizado em Lisboa, que a cooperação deve existir, mas que “em última análise é uma questão de soberania” deixar espaço para que cada país decida como quer aplicar as suas poupanças.


As declarações de Tombini foram uma resposta à pressão que tem sido criada nos vários fóruns internacionais — o tema também marcou os encontros do G20 —para que os emergentes apliquem ativos em obrigações de outros países, estimulem o consumo dos seus mercados domésticos e invistam mais, de forma a corrigir os atuais desequilíbrios da economia internacional.


RESERVAS BRASILEIRAS


US$ 350 bilhões é o valor estimado da poupança brasileira, parte da qual poderia ser aplicada em papéis dos países da Zona do Euro.


O acúmulo desse valor se deu pelos sucessivos superávits no comércio internacional (exportações maiores que as importações) e pela entrada de investimentos externos no país.


Quando dólares entram no país por investimentos em ações, pertencem a quem vendeu as ações. Quando entram por aporte em títulos bancários, pertencem aos bancos que os venderam.

Ministro da Economia de Portugal defende ampliação dos negócios com o Brasil

RIO - O ministro da Economia de Portugal, Álvaro Santos Pereira, afirmou nesta sexta-feira, na abertura do 6º Encontro de Negócios Brasil-Portugal, que seu país vai anunciar na próxima semana um austero programa de reformas econômicas. Segundo o ministro, as mudanças lançadas entrarão em vigor o mais rápido possível. Entre essas reformas, está previsto um programa de privatizações de diversas empresas, no qual as primeiras a serem negociadas serão a EDP (Energia), Galp (petróleo) e uma empresa de transporte.
Segundo o ministro, para Portugal sair da atual crise financeira, é preciso fazer reformas como as que foram feitas no Brasil no final dos anos 90. Para ele, a crise dos países europeus, entre eles Portugal, é uma oportunidade para a retomada do crescimento econômico. Pereira acrescentou que detalhes do programa de privatização serão divulgados em breve.
O ministro ainda destacou a importância da cooperação estratégica entre Brasil e Portugal com a ampliação dos negócios entre os dois países. Segundo ele, será uma boa chance de empresas brasileiras aproveitarem as oportunidades de negócios com as privatizações portuguesas.
- O conjunto de reformas anunciadas nas próximas semanas será implementado muito rapidamente para melhorar as nossas contas externas e, principalmente, permitir que o crescimento econômico seja cada vez uma realidade mais próxima.
Sobre a ajuda anunciada ontem dos cinco bancos centrais (EUA, Japão, Inglaterra, Suíça, Europa) aos países em crise, o ministro disse que é importante que a Europa se una cada vez mais para sair da crise atual.
- É fundamental que isso ocorra, mas é importante que aconteça como no Brasil em 1998, durante a crise financeira. Se as reformas econômicas necessárias forem feitas, os países saem das crises mais fortes, mais competitivos - defendeu.

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