quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sobe para 12 número de mortos em incêndio em prédio residencial em Londres


A polícia de Londres elevou nesta quarta-feira (14) para 12 o número de mortos no incêndio ocorrido em um bloco residencial e disse que é provável que a contagem de vítimas mortais aumente nas próximas horas. As informações são da agência EFE.

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Em entrevista coletiva, o comandante Stuart Cundy disse que continua em andamento a "complexa operação" para buscar e recuperar as pessoas que ficaram presas no edifício.

O incêndio na torre Grenfell, um imóvel no oeste da capital britânica de 24 andares e com 120 apartamentos, começou ontem à noite por volta das 0h15 local (21h15 de terça-feira em Brasília).

A polícia informou que não sabe por enquanto o número de pessoas desaparecidas que podem ter morrido no incêndio, ao mesmo tempo que destacou que não espera encontrar ninguém com vida no interior da torre.

Cundy detalhou que foram recebidas centenas de ligações pedindo informações sobre familiares ou amigos que podem ter ficado presos no edifício, onde havia entre 400 e 600 pessoas quando o fogo começou. As causas do fogo ainda são desconhecidas.

“A nossa prioridade são aqueles que sabemos que eram residentes na torre, mas talvez houvesse outras pessoas que também estavam dormindo no local”, disse o comando policial.

O diretor de Segurança e Garantias dos bombeiros de Londres, Steve Apter, disse que 65 pessoas foram resgatadas durante o incêndio, além das que conseguiram sair sozinhas.

Os bombeiros já chegaram até o último andar da torre Grenfell, cuja estrutura foi avaliada por um engenheiro que deu autorização ao trabalho dos serviços de emergências.

Nick Paget-Brown, vereador do distrito londrino de Kensington e Chelsea, onde fica o imóvel acidentado, explicou que a Câmara Municipal estabeleceu diversos pontos de ajuda para os afetados pelo incêndio.


Paget-Brown agradeceu as doações de roupas e alimentos às famílias atingidas.

Eunício envia ofício ao STF sobre afastamento de Aécio do Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveria (PMDB-CE), enviou hoje (14) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Melo um ofício informando que o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) teve o salário suspenso e está sem carro oficial desde o dia 18 de maio, data em que a Corte determinou o afastamento do parlamentar do mandato.

Saiba mais:

No ofício, Eunício informa que desde a data também está suspensa a verba indenizatória. Acrescenta ainda que o registro de presença de Aécio foi desativado e retirado do painel do plenário e das comissões e que o portal do Senado passou a informar que o parlamentar está afastado por decisão judicial.

Nos últimos dias, a diretoria-geral do Senado e Eunício Oliveira negaram estar descumprindo a determinação do ministro do STF Edson Fachin de afastar o senador Aécio Neves do mandato. As reações vieram após a publicação de uma reportagem pelo jornal Folha de S.Paulo, que destacou que o nome de Aécio ainda constava no painel de votação e seu gabinete funcionava normalmente, o que configuraria descumprimento da decisão do Supremo.

Hoje, ao ser questionado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre a ausência do nome de Aécio Neves no painel de votação do plenário, Eunício disse que ele já estava apagado, mas agora foi retirado para que não restem dúvidas de que o Senado cumpre a decisão do STF.

“É para deixar bem claro que a Mesa Diretora e esta Presidência não descumpriram a decisão da Suprema Corte. Como gerava dúvida o nome ficar ali apagado como estava, ficava branco, agora está retirado para que não gere nenhum tipo de dúvida”, disse Eunício.


Aécio Neves não comparece ao Senado desde 18 maio, dia em que seu afastamento foi determinado e uma operação da Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas residências de Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Cuba convoca para outubro eleições prévias à substituição presidencial


Cuba convocou para outubro deste ano as eleições para escolher os delegados para as assembleias municipais (câmaras de vereadores), o primeiro passo antes da designação de um novo presidente, já que Raúl Castro se comprometeu a deixar o cargo em fevereiro de 2018. A informação é da Agência EFE.

Uma nota do Conselho de Estado de Cuba publicada hoje (14) nos jornais estatais Granma e Juventud Rebelde esclarece que em 22 de outubro acontecerá o primeiro turno das eleições municipais, mas não detalhou a data dos pleitos provinciais e nacionais.

"A data em que acontecerão as eleições para escolher, para um mandato de cinco anos, os delegados das assembleias provinciais e os deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento unicameral) será apresentada no momento oportuno", diz o texto.

Além disso, a nota afirma que, se for necessário um segundo turno, ele será realizado em 29 de outubro nos distritos onde nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos.

A ilha iniciou o processo eleitoral em maio, quando foi anunciado que o serviço de consulta e atualização de domicílio aos cidadãos com direito a voto estaria disponível nos escritórios do Ministério do Interior (Minint).

As eleições municipais são o primeiro passo para que um cubano se torne deputado no parlamento, órgão que, por sua vez, elege o presidente do país.

Para o atual processo, a oposição quer apresentar candidatos independentes que não são filiados ao Partido Comunista, o único legalizado no país. Esses candidatos estão vinculados, em sua maioria, a plataformas populares dissidentes como #Otro18, Cuba Decide, Um cubano, um voto e o Movimento Cristão de Libertação Nacional.

Raúl Castro governa Cuba formalmente desde 24 de fevereiro de 2008, quando foi ratificado pela Assembleia Nacional, mas exercia o cargo desde 2006, quando o seu irmão, o hoje falecido Fidel Castro, delegou a ele o comando do país devido a uma grave doença.

Desde que assumiu a presidência, Raúl Castro assegurou que só ocuparia o cargo durante dois mandatos de cinco anos, mas deve permanecer até 2021 à frente do Partido Comunista, que controla as estruturas de poder no país.

Na falta de uma posição oficial, os prognósticos indicam uma substituição institucionalizada e a designação do vice-presidente Miguel Díaz-Canel, de 56 anos, como próximo governante da ilha.

Díaz-Canel é engenheiro de computação, entrou muito jovem no Partido Comunista e foi nomeado pelo próprio Raúl Castro como primeiro vice-presidente de governo em 2013.

A designação do vice-presidente como autoridade máxima da ilha materializaria também uma substituição geracional que o próprio Castro reconheceu como necessária e, por isso, no ano passado limitou para 60 anos a idade para ser integrante do Comitê Central do Partido Comunista e a 70 para exercer cargos de direção dentro da legenda.

No domingo (9), um grupo dissidente publicou nas redes sociais que Raúl Castro se encontrava "em estado grave", o que levantou especulações sobre o estado de saúde do governante.


No entanto, na segunda-feira (10), a televisão cubana divulgou imagens de Raúl Castro recebendo o chanceler de Luxemburgo, que faz uma visita oficial à ilha.

Cunha depõe à PF em inquérito que investiga Temer


O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha depõe hoje (14) na Polícia Federal (PF) de Curitiba. A audiência começou às 11h , com a presença de um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Cunha está sendo interrogado em inquérito que investiga o presidente da República Michel Temer após as delações premiadas dos executivos da JBS. O presidente da empresa, Joesley Batista, gravou em março deste ano uma conversa no Palácio do Jaburu sobre a relação de Joesley com Cunha.

Ontem (13), a defesa de Cunha requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às investigações da JBS, inclusive a gravação de Batista, com antecedência mínima de 48 horas do depoimento à PF. Por isso, o documento enviado à Corte também pediu a readequação da pauta da audiência marcada para esta manhã.

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. Ele está detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.


O presidente da República nega as acusações da PGR. Em documento enviado ao STF na semana passada, a defesa de Michel Temer afirmou que ele é "coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade".

Joesley Batista volta ao Brasil e presta novo depoimento a procurador


O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, retornou ao Brasil no último domingo (11) e prestou novo depoimento à Procuradoria-Geral da República no Distrito Federal (PGR-DF) na manhã de segunda-feira (12). As informações constam de uma nota divulgada pela assessoria do empresário e pela PGR-DF.

Segundo procuradoria, o empresário prestou esclarecimentos adicionais ao procurador Ivan Cláudio Marx, dentro do inquérito que apura o suposto recebimento de recursos ilegais no exterior pelo PT, por intermédio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

“Os recursos, originários de contratos com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], Funcef e Petros [fundos de pensão estatais], teriam contas no exterior como garantia, cujos extratos seriam mostrados por Mantega aos ex-presidentes Lula e Dilma”, diz a nota da PGR-DF.

Os repasses foram relatados em depoimentos anteriores feitos por Joesley ao Ministério Público Federal (MPF), e do executivo Ricardo Saud, diretor do frigorífico JBS, uma das empresas do grupo. As informações foram então repassadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que remeteu as investigações à primeira instância da Justiça.

Segundo informações repassadas pelo MPF ao Supremo, os delatores informaram que cada um dos ex-presidentes tinha uma conta distinta no exterior. Do total, US$ 50 milhões teriam sido destinados a Lula e US$ 30 milhões a Dilma.

China
A nota da assessoria do empresário informa que, após a divulgação de sua delação premiada, Joesley Batista viajou para a China e não para “passear na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República”.

Segundo a nota, o empresário participou de reuniões de trabalho em Brasília, na segunda-feira, e em São Paulo, na terça. O texto informa que Joesley continua a morar e a criar seus filhos no Brasil.


O empresário saiu do país em um jatinho particular pouco depois da divulgação de gravações feitas por ele de uma conversa com o presidente Michel Temer. O áudio motivou a abertura de um inquérito contra o presidente no STF.

Polícia confirma duas mortes e dois feridos em tiroteio no estado da Virgínia

Até o momento, a polícia de Alexandria, no estado da Virginia, região metropolitana da capital americana, Washington, confirmou a morte de dois policiais em tiroteio ocorrido no começo desta manhã (14), na região. Ficaram feridos o senador republicano Steve Scalise e um funcionário do Congresso norte-americano.

Saiba mais:

O atirador ainda não teve a identidade revelada. Ele abriu fogo em um campo de beisebol, onde congressistas costumam praticar o esporte. O tiroroteio ocorreu por volta de 6h30 (no horário de verão de Washington), 7h30 em Brasília.

O senador Steve Scalise faz parte da liderança dos republicanos no Congresso e foi atingido no quadril, segundo as primeiras informações.

De acordo com a imprensa local a troca de tiros entre a polícia e atirador durou cerca de 10 minutos. Fontes policiais também confirmaram que o atirador foi atingido e está hospitalizado, sob custódia policial. O homem que atirou teria usado um rifle.

Os senadores entrevistados pela CNN (Cable News Network) disseram que a ação da polícia foi rápida e que se os policiais não estivessem presentes, provavelmente ninguém teria sobrevivido. 

O atirador disparou pelo menos cinquenta tiros, segundo as testemunhas, antes que a polícia o cercasse e ele começasse a trocar tiros com os policiais.

A Casa Branca disse que o presidente Donald Trump está monitorando a situação. Em um comunicado, Trump disse que ele e o vice-presidente Mike Pence estão "profundamente tristes".


Democratas e republicanos costumam jogar beisebol no começo da manhã, diariamente, durante o período de atividades legislativas, De acordo com a imprensa, uma tradição antiga entre os congressistas.

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