quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Muros funcionam, pergunte a Israel", diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18) que os muros funcionam, ao reafirmar sua intenção de construir uma barreira entre o seu país e o México, uma de suas propostas mais polêmicas e que elevou as tensões com o vizinho do sul. As informações são da Agência EFE.

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"Os muros funcionam. Perguntem a Israel. Funcionam, acreditem em mim. Não temos alternativa", destacou Trump, em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que visitou a Casa Branca hoje.

Quem vai seguir defendendo as babacas reformas da previdência e trabalhista?

CARA DE PAU


Será possível que algum economista, por mais PHD que seja, vai seguir defendendo a babaca reforma da previdência que estava em gestação no Congresso? E seguir convencendo a grande mídia? 

Fora as concessões/exceções que já vinham sendo feitas pelo governo, e que já tinham desfigurado o projeto, eu relembro a falta de legitimidade dos poderes executivo e legislativo para impor mais sacrifícios a uma população sujeita à pilhagem crônica e permanente.

Saqueiam-se a céu aberto os cofres públicos, que engolem uma das cargas tributárias mais altas do mundo.

E o governo tem a cara de pau de falar em privilégios ou em expectativa de vida das pessoas.

O mesmo vale para a reforma trabalhista.

Ora bolas, não é óbvio que a reforma do judiciário é muito mais urgente do que qualquer outra?


Tamanha é a quantidade de processos, que os políticos desmascarados por esses bravos policiais e procuradores incorruptíveis, contam com recursos e prescrições para continuarem a causar o famoso déficit público.

Vice-líder do governo diz que pedidos de impeachment serão "todos rejeitados"

O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse hoje (18) que os pedido de abertura de impeachment do presidente Michel Temer “serão todos rejeitados” pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  Junto com um grupo de 25 deputados, Perondi passou a manhã em reuniões no Palácio do Planalto e falou à imprensa logo depois que Temer afirmou, em pronunciamento nacional, que não renunciará ao cargo.

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“Quem propôs [o impeachment] enterrou o país e agora quer, de novo, propor o impeachment para voltar toda aquela política que destruiu empregos, lojas, sonhos, que piorou o Brasil. É o mesmo pessoal”, disse o deputado. 

Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. A medida foi tomada a partir de depoimentos de delação premiada dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Segundo reportagem do jornal O Globo, que antecipou o conteúdo dos depoimentos, em encontro gravado em áudio por Joesley, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Após a denúncia, parlamentares da oposição já protocolaram pedidos de impeachment de Temer.

Perondi disse não acreditar que as denúncias possam prejudicar as votações das reformas trabalhista e da Previdência, que tramitam no Congresso. “A esperança vai permanecer no coração do Congresso, e vamos votar, sim. Ainda mais com um comandante do nível do Michel. Não tem outro que tenha mais diálogo no Brasil do que o Michel. O Getúlio Vargas foi ditador. Quem dialoga e quem teve esse sucesso? Não teve outro presidente com este sucesso de diálogo com o Congresso”, disse o vice-líder.

Cilada
Darcísio Perondi disse ainda que Joesley Batista “é um moleque” que tinha apenas um matadouro há alguns anos e que atualmente é dono “da maior multinacional de carnes do mundo”, graças a financiamentos facilitados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante os governos de Lula e Dilma.  Segundo Perondi, o encontro entre Temer e Joesley, no qual teria sido feita a gravação, só ocorreu após muita insistência do empresário, que armou “uma cilada” para o presidente.

“Ele [Joesley] tentou por 60 dias ser recebido [pelo presidente]. Basta olhar as agendas de telefone do Palácio. Amigos comuns pediam que ele o atendesse, mas Michel não queria. Esse empresário, muito esperto, descobriu o telefone particular do Michel, que é homem gentil e o atendeu e o chamou. Aí, ele mostrou sua falta de caráter, orientada não sei por quem. Com certeza, foi uma cilada”, disse o vice-líder do governo.


De acordo com o deputado, que esteve com o presidente Temer durante boa parte do dia, o clima no Palácio do Planalto é de “absoluta indignação e sofrimento, pensando no povo brasileiro, que acreditou e ainda vai continuar acreditando neste governo reformista”.

Roberto Freire anuncia saída do governo; Jungmann permanece na Defesa

O ministro da Cultura, Roberto Freire, decidiu deixar o cargo logo após o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à presidência da República por causa das denúncias de que Temer teria pedido ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, que desse dinheiro ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

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Segundo O Globo, em delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Batista contou aos procuradores da República que a “mesada” tinha o objetivo de comprar o silêncio de Cunha sobre investigações da Operação Lava Jato envolvendo integrantes do governo e políticos da base aliada.

Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, a decisão de Freire está alinhada à primeira manifestação pública das bancadas de seu partido, o PPS, na Câmara dos Deputados e no Senado. Em nota divulgada mais cedo, o diretório nacional do PPS cobrou a renúncia do presidente caso as informações antecipadas pelo O Globo sejam confirmadas. O partido, no entanto, não explicitou a intenção de abandonar a base aliada, tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao PPS, anunciou que permanecerá no cargo.

Na nota que divulgou hoje (18), o PPS diz que “as denúncias até então divulgadas são de tal gravidade, que se for confirmado o teor da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos”.


O partido entende que se o áudio da suposta conversa que o dono da JBS diz ter gravado com Temer defendendo a necessidade do empresário continuar dando dinheiro a Cunha for comprovada, o presidente “perderá a capacidade de continuar à frente do comando do país” e o “vácuo de governabilidade” precisará ser preenchido o mais rápido possível. No caso de renúncia, o partido não descarta a possibilidade de que se realize uma eleição direta para “devolver para o povo a chance da escolha de quem comandará o país até 2018”.

Ministro Edson Fachin homologa delação premiada da JBS

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou hoje (18) a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. A informação foi confirmada pela assessoria da Corte. As delações permanecem sob sigilo de Justiça.

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Os empresários firmaram o acordo com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. Fachin é o relator da operação no STF. 

No início da noite de ontem (17), o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba. 

De acordo com a reportagem, outra gravação feita por Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Na manhã de hoje, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do senador em Brasília e em endereços relacionados a ele no Rio de Janeiro. A irmã do parlamentar, Andrea Neves, foi presa em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Agentes cumpriram mandados também nos gabinetes do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR). 

Respostas
A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.


Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

Temer decidiu renunciar


Numa atitude que comprova sua pequenez política e ratifica o fato de nunca ter se aproximado minimamente do status de estadista, o insignificante Michel Temer acovarda-se, e ao invés de seguir o exemplo de Getúlio, opta pelo caminho dos desonrados. Sua malfadada passagem pela história da política brasileira será ilustrada por letras minúsculas e em papel de qualidade duvidosa.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat o presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje, no início da noite. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito.

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Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.


A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

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