segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Consciência Política



Parte fundamental do exercício da cidadania refere-se à Consciência Política. Esta deve ser moldada no indivíduo desde sua infância, propiciando uma boa formação de caráter no seio familiar e que será desenvolvida ao longo da vida para ser multiplicada com a sociedade. Ou seja, educação e cidadania são interdependentes e a Consciência Política é fruto dessa relação.

Infelizmente, nem toda sociedade desfruta de educação mínima e adequada. Como acontece no Brasil, há muitas debilidades no sistema educacional que causam prejuízos de longa duração, pois afetam várias gerações. Para que ocorra uma educação cidadã é preciso existir um projeto político efetivamente democrático que valorize a participação dos cidadãos nas decisões e no cumprimento das leis impostas à determinada sociedade. Além disso, o simples repasse de conhecimento e informação não é suficiente para uma educação cidadã. É preciso despertar o envolvimento cognitivo e afetivo do indivíduo, fazendo-o sentir que a educação o propicia consciência para entender e modificar as realidades de seu meio. O desenvolvimento da visão crítica nos jovens é fundamental para a incorporação de valores democráticos e para a participação política significativa. Não é nenhum mistério que o nível de desigualdade e de problemas de um país está associado ao nível de educação e cultura de seu povo.

Para a solidificação da consciência política de um país é preciso que seus indivíduos sejam cidadãos conscientes de seus direitos civis e políticos e em sua implicância para um futuro melhor. Normalmente atribui-se ao voto o poder de transformação, porém sua repercussão é muito pequena e muito demorada. Para que haja uma sociedade mais igualitária, é preciso haver envolvimento com as questões políticas e sociais não apenas em época de eleições. Eis a razão de uma educação de qualidade, que faça o jovem crescer consciente de sua função social.

O caso brasileiro, em específico, nos alerta para a imediata necessidade de um novo plano de futuro para o país. Frente ao quadro de estagnação política e social que nos encontramos, muito em função de um sistema público educacional extremamente debilitado, faz-se urgente a revisão de conceitos como cidadania e voto. Este só se apresenta a cada dois anos e não é suficiente para atender as demandas do país. Já a cidadania está abalada pela péssima qualidade da educação e pela fraca Consciência Política. Para além desses problemas apontados, ainda seria possível apontar muitos outros que comprometem igualmente o futuro do país.

A consciência política é, ao mesmo tempo, alvo e razão de uma sociedade mais justa e igualitária e que anseia dias melhores para sua população.

Democracia


Democracia (do grego demos, "povo", e kratos, "autoridade").

Segundo o dicionário Aurélio: ”1- Governo do povo; soberania popular; democratismo. 2-Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder.”

“É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes (direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos).

A Democracia surgiu na Grécia onde o governo era realmente exercido pelo povo, que fazia reuniões em praça pública para tratar de vários assuntos e problemas, era a chamada Democracia Direta. Neste tipo de democracia, as decisões são tomadas em assembleias públicas. Com o crescimento das populações, as reuniões em praça pública ficaram impossíveis de acontecer, surgiu, então um novo tipo de Democracia, a Democracia Representativa, onde o povo se reúne e escolhe – por meio do voto - os representantes que irão tomar decisões em seu nome. Este é o processo mais comum de tomada de decisão nos governos democráticos, também chamado de mandato político.

A democracia se opõe à ditadura e ao totalitarismo e reúne princípios e práticas que protegem a liberdade do ser-humano.

Em seu livro “Política”, o filósofo Aristóteles analisou vários sistemas de governo, chamou de injusta a democracia (demokratia) e de justa a República (politeia). A demokratia de Aristóteles se aproxima mais da democracia direta e a politeia da democracia representativa

Alguns fundadores dos EUA usaram os termos “Democracia” e “República” de forma similar a usada por Aristóteles. “República” era usada para designar a democracia representativa, que na opinião deles era a única capaz de proteger os direitos dos cidadãos, já o termo “democracia” era usado para designar a democracia direta que para eles era sinônimo de tirania e injustiça.
Muitos cientistas políticos usam o termo “democracia” para caracterizar um governo que atua em favor do povo (direto ou representativo), enquanto que “Republica”, seria o sistema político onde o chefe de estado é eleito por um determinado período de tempo.

Os comunistas costumam dizer que as democracias não são democráticas, pois para eles, a classe dominante é que exerce o poder. Na opinião deles, o povo é manipulado pela mídia, que faz com que a classe trabalhadora seja influenciada na hora de votar.

Os comunistas acreditam que, somente em um regime socialista é que haveria uma verdadeira democracia.

Não é possível contabilizar quantas democracias existem no mundo, mas estima-se que existam mais de 120.

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE UMA DEMOCRACIA

- liberdade individual
- igualdade perante a lei sem distinção de sexo, raça ou credo
- direito ao voto
- educação
- direito ao livre exercício de qualquer trabalho ou profissão

OBS: Hoje, todas as pessoas podem exercer o direito ao voto, sem nenhum tipo de preconceito. No Brasil, os cidadãos a partir de 16 anos já podem votar, com exceção dos prisioneiros. Em alguns países mesmo após a liberdade, dependendo do crime cometido, os detentos continuam sem o direito de votar.

É preciso cultivar a chamada “consciência política” em todos os cidadãos, não só nos dias de eleição, nem na época da campanha eleitoral. A medida em que o povo for adquirindo essa consciência política, nosso regime democrático vai melhorando.

Esquerda política




Esquerda política é “o grupo de pessoas ou de partidos que defendem os ideais do socialismo, em oposição ao capitalismo e a regimes de direita (bancada de esquerda)”, de acordo com o Dicionário Aulete.

Nas definições de Direita e Esquerda referentes ao campo da política, o segundo grupo mantém uma visão específica com ações diretas no campo social. Em geral, suas atividades centram esforços na defesa de cidadãos em desvantagem e acusam o sistema capitalista como maior causador das desigualdades sociais. Para eles, essas diferenças são injustificáveis e precisam deixar de existir.

A origem dos termos esquerda e direita remete ao período em que ocorreu a Revolução Francesa, entre os anos de 1798 e 1799. Naquela época, essas designações refletiam a posição que os políticos sentavam-se no parlamento da França. Os que ficavam à direita do presidente representavam a situação e os da esquerda eram os insatisfeitos. A utilização do termo esquerda ganhou mais notoriedade depois que a monarquia foi restaurada na nação francesa. Tempo depois, o termo aplicou-se a uma variedade de movimentos, notavelmente o anarquismo, o socialismo e o comunismo.

Dentro da esquerda política, as posições variam da centro-esquerda à extrema-esquerda. O primeiro grupo apresenta uma posição ideológica que se refere à política tradicional. Já os adeptos da ultra-esquerda, ou extrema-esquerda, estão ligados a um posicionamento mais radical, espelhando-se no comunismo de conselhos  e no trotskismo. Entre os grupos de centro-esquerda, os mais notáveis no sentido tradicional são os socialistas democráticos, os progressistas, os social-democratas e os ambientalistas. No caso da centro-esquerda, existe uma maior aceitação e alocação referente aos recursos econômicos para a criação de uma economia mista, baseada na prosperidade do setor privado aliada à área pública.

A partir da década de 1990, quando o regime socialista da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) entra em colapso, os adeptos da Esquerda começam a se questionar a respeito de sua aplicabilidade e eficiência. Por outro lado, se os Estados Unidos dominaram quase o mundo todo expandindo o capitalismo, a Direita também não conseguiu provar a legitimidade do regime devido à desigualdade social que sua aplicação provoca. Entra-se, então, em um período de dúvidas e análises sobre a existência de um modelo econômico perfeito.


Meritocracia




Meritocracia  é um sistema que considera o mérito dos envolvidos para que possam alcançar posições de maior destaque.

O termo Meritocracia surgiu em 1958 e foi cunhado por Michael Young, que publicou um livro intitulado Levantar da Meritocracia. A obra de Young apresentava um conteúdo negativo para o termo através de uma narração que retrata uma sociedade na qual as posições sociais são definidas pelo QI e pelo nível de esforço de seus indivíduos. Diferentemente do sentido positivo que a palavra mérito ganhou por seus defensores, no livro ela é usada de forma pejorativa. Michael Young acabou levantando uma questão é muito comum nos dias atuais, o debate que divide os defensores e os opositores da Meritocracia. Muito embora Young tenha fixado o termo e o solidificado na cultura popular, algo parecido com um sistema meritocrático já havia sido utilizado na Antiguidade e também por Napoleão Bonaparte.

A Meritocracia define as posições hierárquicas com base no merecimento, pelo menos em tese. Seus opositores argumentam que essa é uma ideia arbitrária em função da ausência de uma medida específica dos valores habilidade, inteligência e esforço. De toda forma, ela é adotada e está muito associada ao Estado burocrático, que faz uso do sistema para construir seu quadro de funcionários. No entanto, a Meritocracia não se expressa de modo puro e total em lugar nenhum, pois ela é misturada com outros métodos para escolha de suas autoridades.

Os defensores da Meritocracia argumentam que ela proporciona maior justiça do que outros sistemas hierárquicos existentes, já que as distinções não são feitas por gênero, por riqueza ou qualquer outro fator biológico e cultural. Ela decorre do merecimento. E por isso alguns defensores dizem que ela estimula a competição, o aumento da produtividade e a eficiência. O termo Meritocracia tem sido usado recentemente justamente para descrever uma sociedade na qual a riqueza, a renda e a classe social são resultados da competição, considerando que os vencedores são merecedores de suas posições. Logo, não é muito difícil de perceber o motivo da crítica de seus opositores, que consideram a Meritocracia a causa da formação de sociedades agressivamente competitivas e com grandes diferenças de riqueza e pobreza, logo, distantes do ideal de sociedades igualitárias. Os defensores enfatizam que elementos como talento, educação e competência substituem diferenças de classe, etnia e gênero. Ou seja, uma das maiores dificuldades do sistema meritocrático é definir o que cada pessoa entende por mérito. Por fim, se um sistema se intitula meritocrático e não o é na prática, ele certamente será utilizado para mascarar privilégios.

Socialismo Utópico




Socialismo Utópico  é a primeira corrente do moderno pensamento filosófico socialista, surgida no primeiro quarto do século XIX e que desenvolvia conceitos e ideias definidas como utópicas para os pensadores socialistas que surgiriam posteriormente. Estes primeiros pensadores do moderno socialismo não reconheciam autoridade externa, além de subordinar a religião, a ciência, sociedade e instituições políticas a uma drástica e permanente crítica. Tudo o que era produzido pela humanidade deve justificar sua existência, ou seja, demonstrar sua utilidade ou então ser combatida até que deixasse de existir. A razão era a medida de todas as coisas. À toda forma de tradição, sociedade, governo, costume ou similar existente, toda velha noção tradicional deveria ser considerada irracional e combatida.

O cenário de nascimento do socialismo utópico, a França do início do século XIX, abundavam as crises provocadas pelo avanço do sistema liberal, que produzia miséria em série, proporcionando precárias condições de vida aos cidadãos que então chegavam recentemente do meio rural. A jornada de trabalho absurda e o uso de mão de obra infantil completavam o cenário de horror que a Revolução Industrial criou inadvertidamente.

Nesse ambiente onde as promessas da Revolução Francesa  acabaram de certo modo por não se concretizar, onde a única liberdade existente era a de mercado, com o capitalista tendo passe livre para realizar a exploração do trabalhador comum. De tal decepção e frente à uma realidade desesperadora, surgem os questionamentos por parte dos intelectuais. De uma dessas correntes de questionamentos temos a origem do socialismo utópico. O termo "utopia" é um resgate literário do título do livro de Thomas Morus, de 1516, e tal expressão passa assim a designar toda filosofia defensora da igualdade social, onde era pregado um modelo idealizado, mas a "receita" para se atingir tal caminho não era discutida.

Autores como Marx  mais tarde iriam distanciar-se de certo modo de tais fórmulas, rotulando-a de burguesas, assim como fariam outros pensadores de esquerda contemporâneos a ele, pois os pensadores do socialismo utópico tinham como expectatva a "iluminação" ou súbita consciência dos indivíduos das classes dominantes de, um determinado dia, esclarecidos da desigualdade e falibilidade do sistema em voga, fariam então as reformas que dariam igualdade social a todos os cidadãos. Marx e os socialistas modernos obviamente não viam desse modo a composição e funcionamento da sociedade em geral, e muito menos esperavam pela benesse das classes dominantes em um dia distribuir igualdades às suas respectivas populações.

Bibliografia:
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1880/soc-utop/ch01.htm
http://tdvproducoes.com/site/?p=4

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