Por Urariano
Mota
O deputado ou pastor Marco
Feliciano, todos sabem, preside até agora, contra a grita geral do
Brasil, a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Resta saber
como o deputado/pastor possui uma linha exclusiva, de ligação direta com o
Espírito Santo. Em mais de uma oportunidade, ele aparece como o Ele maior, pois
declara no púlpito, no microfone, diante da câmera ou da câmara, tanto faz,
pois tudo é instrumento para a Sua voz, de feliz Feliciano: “pela primeira
vez na história desse Brasil, um pastor cheio do Espírito Santo conquistou o
espaço que até ontem era dominado por Satanás". É como se o deputado fosse
o próprio Espírito Santo.
Não vem ao caso aqui lembrar os
pecados de corrupção e de abuso de mandato cometidos por Feliciano, quando não
está em uma das pessoas da Santíssima Trindade. Ou quando Lhes dá as costas,
porque a ligação esteve interrompida. No momento, o que mais desperta a
piedade, em toda a gente impura da terra, é o desequilíbrio do deputado
Marco Feliciano. Em uma entrevista, o divino pastor caído em desgraça para a
maioria confessou:
“Eu sou filho de uma mulher que, por
causa da pobreza... minha mãe houve um tempo na vida dela em que ela tinha uma
pequena clínica de aborto. Uma clínica clandestina. Eu cresci no meio disso. Eu
vi mulheres perderem os seus bebês assim e eu fiquei traumatizado por isso. Eu
vi fetos serem arrancados de dentro de mulheres”.
