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sábado, 2 de dezembro de 2023

A criação do Estado de Israel, as origens dos problemas na Faixa de Gaza e a transferência do ônus

 


Após o Holocausto na Europa, a comunidade internacional, em colaboração com a ONU, estabeleceu dividir a Palestina, criando o Estado de Israel como um refúgio para os sobreviventes do antissemitismo. No entanto, essa decisão, embora tenha resolvido a questão europeia, acabou transferindo os conflitos para a Palestina, em especial para a Faixa de Gaza. Isto é, a Europa solucionou seu problema, mas, injustamente, impôs as consequências sobre a Palestina, um país que não tinha relação com o Holocausto. É importante considerar que o nazismo surgiu na Europa, em particular na Alemanha.


Minha opinião: Poderia a ONU, em vez de criar Israel na Palestina, ter considerado uma divisão da Alemanha para acolher os judeus vítimas do nazismo!


Dag Vulpi - para uma melhor compreensão do imbróglio envolvendo palestinos, judeus, Hamas e a faixa de Gaza, sugiro a leitura da íntegra do texto abaixo. (A matéria é do excelente site: Brasil Escola. Com o link disponibilizado no fim da postagem que segue).


"A criação do Estado de Israel se concretizou em 1948 por intermédio da ONU. Isso causou problemas entre israelenses e palestinos que existem até hoje.


A criação do Estado de Israel aconteceu no dia 14 de maio de 1948, por intermédio da Organização das Nações Unidas, como parte da divisão da Palestina que essa organização estabeleceu. O Estado de Israel surgiu a partir de décadas de lobby e de campanhas imigratórias promovidas pelos defensores do sionismo.


O sionismo, por sua vez, é um movimento que defendia a criação de um Estado judeu na Palestina como solução ao antissemitismo na Europa. A criação de Israel estabeleceu um conflito com os palestinos árabes que se estende até hoje. Atualmente, os palestinos não possuem um Estado nacional nem têm seus territórios delimitados.


A criação do Estado de Israel foi oficializada em 14 de maio de 1948.


O Estado de Israel foi criado graças à proposta da ONU de dividir o território da Palestina em duas nações: Israel e Palestina.


O Estado de Israel surgiu em decorrência do movimento sionista, surgido em defesa da ideia de estabelecer um Estado judaico na Palestina.


A fundação do Estado de Israel levou a inúmeros conflitos entre israelenses, palestinos e outros povos árabes.


Atualmente, muitos consideram que os palestinos vivem em um regime de apartheid, pois são tratados como cidadãos de segunda categoria, não possuem um Estado nacional nem um território estabelecido.


Contexto histórico da criação do Estado de Israel


A criação do Estado de Israel se oficializou em 14 de maio de 1948, quando o governo israelense proclamou a fundação do país. A criação do moderno Estado de Israel, na década de 1940, acabou sendo resultado do contexto de perseguição que os judeus viveram na Europa por causa dos nazistas.


As condições políticas permitiram a criação do Estado de Israel após a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, a criação do Estado de Israel era uma questão que atravessava a diplomacia internacional e agitava a Palestina desde o começo do século XX. Os primeiros debates sobre a criação desse Estado se estabeleceram já na última década do século XIX.


Sionismo


A criação do Estado de Israel passa diretamente pelo sionismo, um movimento nacionalista judeu que se consolidou na década de 1890. O sionismo surgiu em 1896 depois da publicação de um livro por um jornalista judeu húngaro chamado Theodor Herzl. O livro, chamado O Estado Judeu, sugeria a criação de um Estado Nacional para abrigar os judeus da Europa.


A partir daí se consolidou esse movimento de nome sionismo, cujo objetivo era criar um Estado Nacional exclusivo para os judeus. Esse movimento é entendido como um movimento nacionalista que se estabeleceu como uma resposta judaica ao crescimento do antissemitismo no continente europeu.


O antissemitismo afetava judeus de todas as partes da Europa, sobretudo na Europa Central e Oriental. A resposta judaica a isso foi defender a criação de um Estado judaico, e o local escolhido foi a Palestina, região que foi habitada pelos judeus na Antiguidade, mas que tinha sido abandonada por eles na Diáspora em consequência da perseguição que sofriam dos romanos.


A grande questão é que a região era habitada pelos árabes palestinos havia séculos e séculos. Para garantir a formação de um Estado judaico naquela região, foi formada a Organização Sionista Mundial, que passou a atuar na compra de terras na Palestina para arrendá-la aos judeus.


Como aconteceu a criação do Estado de Israel?


A criação do Estado de Israel foi resultado da movimentação política internacional dos sionistas. Ao longo das décadas de 1910, 1920 e 1930, a população judaica na Palestina foi crescendo gradativamente. Além disso, os sionistas receberam a promessa do Reino Unido (que passou a controlar a região depois da Primeira Guerra Mundial) de criar um Estado judaico.


À medida que a presença judaica foi aumentando na Palestina, os problemas entre árabes e judeus também cresceram. Os palestinos começaram a se opor à presença judaica na Palestina, defendendo o seu direito a possuir aquela terra de maneira autônoma. Foi nesse cenário que a violência entre judeus e árabes ganhou força.


Os judeus formaram grupos paramilitares para se defenderem, como o Haganá e a Gangue Stern, atuando por meio de ataques terroristas. Os árabes, por sua vez, formaram forças militares para lutar contra o domínio britânico na Palestina e encerrar a migração judaica para a região. Com o tempo, a presença judaica aumentou, até que o fluxo de judeus para a Palestina ganhou enormes proporções durante a Segunda Guerra Mundial.


O Holocausto, genocídio de judeus na Europa pelos nazistas, criou as condições políticas para a criação de Israel. O Reino Unido abriu mão do seu mandato sob a Palestina, deixando a região em tensão nesse conflito entre árabes e judeus. A situação foi entregue para a ONU, que resolveu mediar o conflito estabelecendo uma proposta.


Por meio desta, a ONU aprovou, a partir da Resolução 181, a divisão do território da Palestina. Assim, 53,5% do território foi designado para ser Israel e 45,4% das terras seriam domínio dos palestinos, segundo a resolução da ONU. Os judeus ficariam com a maior parte do território, mesmo tendo apenas 30% da população.


A cidade de Jerusalém ficaria sob controle internacional. Os judeus sionistas aceitaram a proposta, mas os árabes palestinos não. Com isso, em 14 de maio de 1948 foi proclamada a fundação de Israel. O ato também deu início a um grande conflito entre israelenses e palestinos.


Quais são as consequências da criação do Estado de Israel?


Conflitos entre Israel e Palestina


A criação do Estado de Israel foi acompanhada de uma resposta dos países árabes vizinhos à Palestina que não concordavam com a criação de um Estado judaico em uma terra que previamente era habitada pelos árabes palestinos. De 1948 em diante uma série de conflitos aconteceram na região como fruto dessa disputa pelo território entre judeus e árabes.


O primeiro conflito foi a Primeira Guerra Árabe-Israelense, de 1948, em que diferentes nações árabes se uniram contra o recém-fundado Estado de Israel. Esse conflito teve duração de 1948 a 1949, se encerrando com a vitória israelense e a ampliação de seu território. Além disso, esse conflito ficou conhecido pela “nakba”.


Esse termo do árabe é traduzido como “catástrofe”, resumindo bem o que foi o conflito para os palestinos. As conquistas israelenses na guerra de 1948 fizeram com que cerca de 700 mil palestinos fugissem de suas terras. A ONU estima, atualmente, que o número de palestinos descendentes da “nakba” estejam em cerca de 5 milhões de pessoas. Até hoje o Estado de Israel não permite o retorno dessas pessoas.


Desde esse conflito travado entre 1948 e 1949, outras guerras entre israelenses e palestinos foram travadas:


Crise de Suez;


Guerra dos Seis Dias;


Guerra de Yom Kippur;


Primeira Intifada;


Segunda Intifada.


Os conflitos entre israelenses e palestinos seguem em curso, com pequenos intervalos de paz, embora a proporcionalidade de forças hoje seja incomparável. Enquanto Israel possui uma das forças militares mais poderosas do mundo, a Palestina não possui reconhecimento internacional nem mesmo um território estabelecido.


Questão palestina


Essa questão é justamente a luta do povo palestino pelo reconhecimento internacional da Palestina enquanto nação e pela delimitação do seu território. Muitos defendem a adoção da solução de dois Estados, isto é, a divisão do território para que Israel e Palestina possam coexistir de maneira pacífica.


A grande questão é que muitos observadores internacionais apontam que os palestinos são mantidos em um regime de apartheid por Israel. As condições de vida impostas aos palestinos na Faixa de Gaza são cada vez piores, e bombardeios israelenses na região são comuns. Isto além da dificuldade de acesso ao básico na região, como alimento, remédios, energia elétrica e água potável.


No caso da Cisjordânia, debate-se a progressiva ocupação do território por israelenses. Nas últimas décadas, o território palestino tem sido ocupado por assentamentos israelenses que forçam a migração da população palestina, se tornando alvo da violência cometida por forças militares israelenses.


Existem denúncias de programas contra palestinos, e muitos relatórios internacionais apontam que eles são tratados como cidadãos de “segunda categoria”, sendo abertamente discriminados. Depois de sete décadas, não há no horizonte uma previsão para o término desse conflito."


Escrito por : Daniel Neves Silva

Formado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.


https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-criacao-estado-israel.htm#Resumo+sobre+a+cria%C3%A7%C3%A3o+do+Estado+de+Israel


Fontes


ARMSTRONG, Karen. Jerusalém: uma cidade, três religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.


CAMARGO, Cláudio. Guerras Árabe-israelenses. In.: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2013.


OMER, Mohammed. Em estado de choque: sobrevivendo em Gaza sob ataque israelense. São Paulo: Autonomia Literária, 2017.


BBC BRASIL. Al-Nakba, a ‘catástrofe’ que mudou destino de palestinos em 1948 e está na raiz de conflito com israelenses. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44108177.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

O Complexo Processo de Criação de Israel: Entenda porque a ONU dividiu desproporcionalmente a Palestina

 

Dag Vulpi


Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) desempenhou um papel crucial na divisão da Palestina, resultando na criação do Estado de Israel e no estabelecimento de um Estado árabe palestino. No entanto, ao longo das décadas, a questão da Palestina tornou-se um dos conflitos mais intratáveis e duradouros do mundo. Por trás da decisão da ONU de dividir a Palestina o reconhecimento do lado palestino foi suspenso.


O Complexo Processo de Criação de Israel: As Razões por Trás da Divisão da Palestina pela ONU


Em meados do século XX, o mundo testemunhou um momento crítico na história do Oriente Médio quando a Organização das Nações Unidas (ONU) desempenhou um papel fundamental na criação do Estado de Israel. A decisão de dividir a Palestina em dois Estados, um judaico e outro árabe, foi tomada em 1947, mas as implicações dessa ação ecoariam por décadas, alimentando um dos conflitos mais persistentes e complicados do mundo.


A motivação por trás da divisão da Palestina foi um subterfúgio para livrar a comunidade europeia de um problema causado pela mesma. O Holocausto chocou o mundo e a Europa, para se "livrar" do problema, sugeriu a criação de um Estado judeu. Além disso, a influência dos Estados Unidos no cenário internacional desempenhou um papel crucial na aprovação da Resolução 181 da ONU, que recomendava a partição da Palestina. Essas potências sugeriram que a criação de Israel seria um meio de influenciar a região e garantir um aliado estratégico na Guerra Fria.


No entanto, a divisão da Palestina gerou tensões e conflitos imediatos, desencadeando uma guerra entre os recém-estabelecidos Estados de Israel e os países árabes vizinhos. Como resultado, o lado árabe palestino viu-se fragmentado e incapaz de formar um Estado independente. A situação se agravou à medida que Israel expandiu seu território durante os conflitos subsequentes. Ocasionando na criação da faixa de Gaza e consequentemente o surgimento do grupo Hamas.


A crescente complexidade do conflito, incluindo questões de refugiados palestinos, territórios ocupados e disputas territoriais, levou a ONU a suspender o reconhecimento do Estado palestino. O processo de paz estagnou-se em meio a décadas de negociações e confrontos, tornando a questão palestina um dos desafios mais persistentes da diplomacia internacional.


A criação de Israel e a consequente divisão da Palestina pela ONU foram motivadas por fatores históricos, geopolíticos e humanitários complexos. No entanto, a persistente falta de resolução e a evolução do conflito ao longo dos anos tornaram a busca por uma solução duradoura uma tarefa árdua e desafiadora, que a comunidade internacional mostra-se incapaz de resolver.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Violações aos direitos humanos indicam política de repressão na Venezuela, diz relatório da ONU


Graves abusos e violações aos direitos humanos foram cometidos na sequência de protestos contrários ao governo na Venezuela, indicando “a existência de uma estratégia para reprimir a dissidência política e inculcar medo na população para conter manifestações”, afirmou relatório do escritório de direitos humanos da ONU divulgado nesta quarta-feira (30).

Confira também:

“As políticas utilizadas pelas autoridades em sua resposta aos protestos foram adotadas à custa dos direitos e liberdades dos venezuelanos”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, em comunicado à imprensa.

O relatório afirma que o uso generalizado, sistemático e excessivo da força durante as manifestações e a detenção arbitrária de manifestantes e de pessoas vistas como oponentes políticos indicam que não se trata de atos de oficiais isolados.

O documento pede que o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas considere tomar medidas para evitar uma piora da situação de direitos humanos na Venezuela. O país é atualmente membro do Conselho.

Manifestações em massa começaram em meados de abril no país. As tensões entre governo e oposição chegaram a um pico um mês atrás, quando o presidente Nicolás Maduro convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que poderia substituir o atual corpo legislativo venezuelano, a Assembleia Nacional.

O relatório indica que das 124 mortes ligadas aos protestos que estavam sendo investigadas pela procuradoria-geral venezuelana até 31 de julho, as forças de segurança foram responsabilizadas por 46, enquanto grupos armados pró-governo, conhecidos como “coletivos armados”, por 27. A responsabilidade pelas 51 mortes restantes ainda não foi determinada.

De acordo com estimativas de ONGs locais, mais de 5 mil pessoas foram detidas desde 1º de abril, sendo que mais de 1 mil permaneciam presas em 31 de julho. Ao menos 609 civis presos no contexto dos protestos foram apresentados a tribunais militares. O relatório pede que o governo interrompa as detenções arbitrárias e o uso de tribunais militares para julgar civis.

O relatório documenta ainda ataques contra jornalistas e trabalhadores da mídia por parte de forças de segurança que aparentemente tentavam evitar que eles cobrissem as manifestações.

“Manifestantes e jornalistas foram classificados por autoridades de alto nível como ‘inimigos’ e ‘terroristas’ — palavras que fizeram pouco para conter, mas contribuíram, para o clima de violência e polarização”, disse o alto-comissário da ONU.

O oficial das Nações Unidas alertou ainda que, em meio à continuidade da crise socioeconômica e das crescentes tensões políticas, há um grave risco de a situação da Venezuela se deteriorar ainda mais. Zeid encorajou o governo a seguir as recomendações feitas no relatório e usar suas conclusões como diretrizes para buscar a verdade e a justiça para as vítimas de abusos e violações aos direitos humanos no país.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Venezuela repudia relatório da ONU sobre direitos humanos no país


O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusa o relatório de "incorrer de maneira consciente, em afirmações infundadas e tendenciosas"

Caracas – O governo da Venezuela repudiou nesta quinta-feira o relatório do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos que acusa as autoridades do país de maus-tratos sistemáticos e generalizados contra manifestantes e de ter realizado prisões arbitrárias nos últimos meses.

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Através de um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusa o relatório de “incorrer de maneira consciente, em afirmações infundadas e tendenciosas”.

Além disso, o órgão afirma que o documento divulga fatos falsos sobre a realidade do país.

“O Escritório do Alto Comissariado está sendo instrumentado com fins políticos para agredir a Venezuela, um penoso costume durante os últimos tempos”, acusou a nota.

“A utilização de falsas notícias difundidas por inescrupulosos veículos de comunicação, sem comprovação alguma, e o uso de padrões duplos em matérias de direitos humanos novamente expressam uma posição parcial, vergonhosa e violadora da soberania da Venezuela e do direito internacional”, indicou o governo de Nicolás Maduro.

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos apresentou um relatório preliminar que afirma que houve um “padrão claro” de uso excessivo da força contra os manifestantes da oposição, que iniciaram uma série de protestos em abril.

A Chancelaria venezuelana classificou como “repudiável” que o órgão da ONU “insista em enganar abertamente a comunidade internacional sobre os fatos de violência cometidos por um setor da oposição desde abril do atual ano”.

O governo de Maduro critica, além disso, que o órgão da ONU tem sido omisso em relação aos “documentos fidedignos e esclarecedores” que a Venezuela forneceu sobre o caso.

Na nota, o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela afirma que a violência dos últimos quatro meses, que já deixou 120 pessoas mortas, é responsabilidade dos líderes opositores na “organização, promoção e financiamento de atos violentos”.

“É mais grave ainda que (o órgão) não expresse nenhuma solidariedade com as vítimas dessa estratégia política violenta e criminosa, cujo único objetivo é derrubar o governo”, diz a nota.

“As espúrias conclusões da autodenominada ‘equipe de especialistas da ONU’ avalizada pelo Alto Comissariado lesaram seriamente a probidade, a imparcialidade, a equidade, a honradez e a boa fé que deve haver na atuação de tal órgão”, indicou o governo venezuelano no comunicado.

A Venezuela reafirmou que não reconhece o relatório e garante que iniciará as gestões diplomáticas necessárias para denunciar essa “nova agressão” contra o país.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Eventuais sanções à Venezuela podem piorar sofrimento da população, diz relator da ONU


As sanções não são a resposta para a crescente crise na Venezuela, e a comunidade internacional não deve seguir por esse caminho, disse o relator especial das Nações Unidas Idriss Jazairy nesta sexta-feira (11).

“As sanções podem piorar a situação da população venezuelana, que já está sofrendo com a inflação paralisante e a falta de acesso adequado a alimentos e remédios”, disse Jazairy.

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O especialista enfatizou que esforços no sentido de prejudicar a economia venezuelana só levarão a violações dos direitos das pessoas comuns. “Sanções causam perturbação a qualquer Estado, e podem particularmente ter efeitos devastadores para cidadãos de países em desenvolvimento quando prejudicam a economia”.

“O diálogo é a base de uma solução para as disputas”, disse Jazairy. “Os Estados devem se engajar em diálogo construtivo com o governo venezuelano para chegar a soluções para os desafios muito reais enfrentados”, disse.

O pedido do relator ecoou os comentários feitos pelo secretário-geral da ONU, por meio de seu porta-voz, nos quais afirmou “estar convencido de que a crise venezuelana não pode ser resolvida por meio da imposição de medidas unilaterais, requerendo uma solução política baseada em diálogo e compromissos”.

O especialista enfatizou que a Declaração da ONU sobre os Princípios da Lei Internacional, que se refere a relações amigáveis e de cooperação entre Estados, de acordo com a Carta das Nações Unidas, pede que os países resolvam suas diferenças por meio do diálogo e de relações pacíficas, e evitem o uso econômico, político e outras medidas que possam impedir outro país a exercer seus direitos soberanos.

“É vital que os Estados observem esses princípios, particularmente em tempos difíceis”, disse o relator da ONU. “Peço que todos os países evitem adotar sanções, a menos que isso seja aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, como determinado pela Carta das Nações Unidas”, declarou o especialista.

Idriss Jazairy foi nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos como o primeiro relator especial para o impacto negativo de medidas unilaterais coercitivas sobre a garantia dos direitos humanos. Ele assumiu em maio de 2015. Jazairy tem uma ampla experiência no campo das Relações Internacionais e de Direitos Humanos, tendo ocupado o cargo de chanceler argelino e posições no sistema de direitos humanos da ONU e em ONGs internacionais.

O relator especial é parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Os Procedimentos Especiais, maior órgão de especialistas independentes do sistema de direitos humanos das Nações Unidas, é o nome geral dos mecanismos independentes de monitoramento que analisam situações específicas de países ou questões temáticas em todas as partes do mundo.

Os especialistas dos Procedimentos Especiais trabalham em bases voluntárias; não são funcionários da ONU e não recebem salário por seu trabalho. São independentes de quaisquer governos e organizações e atuam em suas capacidades individuais.

ONU: destituição de procuradora venezuelana é quebra do Estado de Direito

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse, nesta terça-feira (8), que a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, é mais uma demonstração da ruptura do Estado de Direito no país. A informação é da Agência EFE.

"A destituição da procuradora-geral [da Venezuela] está na linha do que estivemos denunciando, que o Estado de Direito no país foi rompido e a fratura está aumentando", afirmou, em entrevista coletiva, a porta-voz do Escritório, Ravina Shamdasani.

O escritório denunciou que as forças de segurança venezuelanas praticaram "maus-tratos" e "torturaram", de forma "generalizada e sistemática", manifestantes e detidos.

"Recebemos relatórios credíveis de tratamento cruel, desumano e degradante por parte das forças de segurança contra os detidos, o que poderia ser definido em vários casos como tortura", disse Ravina, acrescentando que "esses não foram casos isolados".

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Aumenta o risco de terroristas obterem armas de destruição em massa, diz ONU


A Organização das Nações Unidas alertou nesta quarta-feira (29) que o risco de grupos terroristas conseguirem armas de destruição em massa está aumentando e pediu à comunidade internacional mais esforços para evitar que isso aconteça. A informação é da agência EFE.

Saiba mais:

A responsável por assuntos de Desarmamento da ONU, Izumi Nakamitsu, disse ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que estão ocorrendo "ameaças cada vez mais complicadas" neste âmbito, sobretudo por causa do desenvolvimento de novas tecnologias, da globalização e da falta de uma maior coordenação internacional.

Izumi foi a encarregada de abrir um debate especial do Conselho destinado a analisar este problema.

Segundo as Nações Unidas, a possibilidade de que grupos terroristas ou outros atores não estatais consigam armas químicas, biológicas ou nucleares continua sendo "uma ameaça significativa para a segurança global".

Os riscos aumentaram nos últimos anos, segundo a ONU, pela cada vez maior facilidade de obter, através da internet, informações que antes estavam apenas em poder de militares e cientistas.


Nakamitsu destacou ainda que novas tecnologias, como a impressão 3D e os drones, representam uma maior ameaça em relação à utilização de armas de destruição em massa. Ela ressaltou a necessidade de uma maior cooperação entre países, poderes públicos e a indústria para limitar esse perigo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

EUA defendem na ONU a restauração da democracia na Venezuela

Os Estados Unidos defenderam nesta quarta-feira (17), em reunião na sede das Nações Unidas (ONU), a necessidade de trabalhar para que o governo venezuelano detenha a "violência e a opressão" e restaure "a democracia ao povo". As informações são da agência EFE.

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"Na Venezuela, estamos à margem de uma crise humanitária. Manifestantes pacíficos foram feridos, detidos e inclusive assassinados por seu próprio governo. Os remédios não estão disponíveis, falta material nos hospitais e está cada vez mais difícil encontrar comida", disse a embaixadora americana perante a ONU, Nikki Haley, em um breve comunicado.

"Pelo bem dos venezuelanos e pela segurança na região, devemos trabalhar juntos para assegurar que o presidente Maduro detenha esta violência e opressão e restaure a democracia", disse ela.

Conselho de Segurança
A pedido dos EUA, o Conselho de Segurança da ONU abordará hoje, em um encontro a portas fechadas, a situação na Venezuela pela primeira vez desde o início da atual crise no país.

Os membros do Conselho receberão um relatório sobre a situação elaborado pelo subsecretário geral para Assuntos Políticos das Nações Unidas, Miroslav Jenca, e terão um troca informal de opiniões, segundo fontes diplomáticas.

O Uruguai, que neste mês preside o órgão, não espera que da reunião saia algum resultado concreto, segundo disse aos jornalistas seu representante, Luis Bermúdez. Entre as questões que serão abordadas, segundo ele, estará a de introduzir ou não o caso da Venezuela como um ponto regular na agenda do Conselho de Segurança.
"É um tema que requer algumas outras discussões adicionais e consultas entre os membros, informais especialmente", disse Bermúdez.


O embaixador britânico, Matthew Rycroft, assegurou que seu país respalda a iniciativa dos EUA, pois está "muito preocupado com a situação na Venezuela, com o impacto humanitário no povo, com o crescente risco de fluxos migratórios e com a possibilidade de instabilidade regional".

domingo, 14 de maio de 2017

Teste de míssil norte-coreano faz ONU convocar reunião de urgência


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou neste domingo (14) uma reunião de urgência que, a princípio, será realizada na terça-feira (16) para abordar o novo teste balístico da Coreia do Norte, informaram fontes diplomáticas. As informações são da agência de notícias EFE.

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O regime norte-coreano fez o teste às 5h27 de domingo, horário local (17h27 de sábado, em Brasília), em Kusong, ao norte da capital do país, Pyongyang. Um míssil partiu e percorreu mais de 700 quilômetros antes de cair em águas do Mar de Japão.

Trata-se do primeiro teste armamentista deste tipo em duas semanas e ocorre depois que o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in Moon, assumiu o cargo, na última na quarta-feira (10).


O Conselho de Segurança da ONU tem em vigor há anos sanções diplomáticas e econômicas ao país asiático por seu programa nuclear, que foi endurecendo progressivamente em resposta aos testes atômicos e de mísseis de Pyongyang.

sábado, 29 de abril de 2017

Secretário de Estado dos EUA critica ONU por não impor sanções à Coreia do Norte


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, criticou nesta sexta-feira o Conselho de Segurança da ONU por não ter aplicado plenamente sanções contra a Coreia do Norte, dizendo que se o organismo tivesse agido, as tensões sobre o programa nuclear norte-coreano poderiam não ter se intensificado. As informações são da agência Reuters.

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"Se esse organismo tivesse imposto plenamente e apoiado as resoluções decretadas no passado, aplicando vigorosamente as sanções com total conformidade, talvez nós não nos encontrássemos confrontados com o alto nível de tensão que enfrentamos hoje", disse Tillerson aos 15 membros do Conselho de Segurança, no final de uma reunião sobre a Coreia do Norte.

"Nós não vamos negociar para voltar ao processo de negociação com a Coreia do Norte, nós não vamos recompensar as violações deles das resoluções anteriores, nós não vamos recompensar o mau comportamento deles com conversas", acrescentou o secretário de Estado.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ONU alerta sobre risco de escalada após ataque dos EUA na Síria


Agência EFE

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou nesta sexta-feira (7) sobre o risco de uma "escalada" após o ataque lançado pelos Estados Unidos contra uma base aérea síria e pediu que se contenham os ânimos para evitar uma piora da situação. As informações são da Agência EFE.

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"Consciente do risco de uma escalada, peço contenção para evitar qualquer ato que possa aprofundar o sofrimento dos sírios", disse Guterres em um comunicado.
Ele informou que acompanhou as informações sobre o bombardeio executado pelos Estados Unidos (EUA) contra a Base Aérea de Shayrat e manifestou "grave preocupação" pela situação na Síria.

Guterres reiterou que condena o ataque químico desta semana na cidade de Khan Sheikhoun e ressaltou que deve haver prestação de contas por esses crimes. Ao mesmo tempo, insistiu que a guerra na Síria só pode ser resolvida pela via política. "Estes fatos reforçam minha crença de que não há outra forma de resolver o conflito a não ser através de uma solução política. Convoco as partes a renovarem urgentemente seu compromisso para avançar nas negociações de Genebra", disse ele, em referência ao diálogo mediado pela ONU entre o governo e a oposição síria.


O secretário-geral das Nações Unidas pediu que o Conselho de Segurança exerça sua responsabilidade de manter a paz e a segurança internacional. "Durante muito tempo a legislação internacional foi ignorada no conflito sírio, e é nossa responsabilidade comum defender os padrões internacionais de humanidade. Este é um requisito prévio para acabar com o sofrimento constante do povo da Síria", disse. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se ainda hoje para analisar a ação americana na Síria, que a Rússia  considerou uma "agressão" a um Estado soberano.

“Estamos preparados para fazer mais”, diz EUA em Conselho de Segurança da ONU

A representante dos Estados Unidos junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, disse hoje (7) em uma reunião emergencial do Conselho de Segurança que o país pode ir além do ataque realizado na noite de ontem (6) contra uma base aérea síria.

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“Os Estados Unidos tomaram um passo muito calculado na noite de ontem. Nós estamos preparados para fazer mais, mas esperamos que não seja necessário”, disse ela. A declaração veio depois de um dia de repercussões em que a mídia e congressistas norte-americanos questionaram se o presidente Donald Trump já sabe qual será o próximo passo em relação ao governo de Bashar Al-Assad. E, ainda, se seu objetivo seria derrubar o presidente sírio ou apenas mostrar que os Estados Unidos não tolerariam um ataque químico.

Também durante a reunião do Conselho de Segurança, o representante da França, François Delattre, disse que o ataque norte-americano foi uma “resposta legítima ao ataque químico”.  O Reino Unido também demonstrou apoio. Segundo o embaixador Matthew Rycroft, “O Reino Unido apoia o ataque dos Estados Unidos na base aérea de Shayrat porque crimes de guerra têm consequência, e o maior criminoso de guerra de todos os tempos, Bashar al-Assad, agora foi avisado”. Rycroft afirmou que o ataque foi uma resposta proporcional aos atos ocorridos na última terça-feira.

Já o embaixador russo, Vladimir Safronkov, afirmou que o ataque foi uma violação do direito internacional e um ato de agressão. “Nós condenamos fortemente esta ação ilegítima dos Estados Unidos. As consequências desse ato, para a estabilidade regional e internacional, podem ser extremamente sérias”, avisou.

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Os conteúdos dos textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores, e nem sempre traduzem com fidelidade a forma como o autor do blog interpreta aquele tema.

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