*Tales Pinto - Graduado em História
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Invasão da Baía dos Porcos
*Tales Pinto - Graduado em História
Revolução Cubana

De fato, em várias ocasiões os Estados Unidos realizaram invasões militares que pretendiam garantir a hegemonia do “Tio Sam” na região. Na década de 1950, a penosa situação social e econômica do país foi agravada com a instalação do regime golpista imposto pelo general Fulgêncio Batista (1901 – 1973). Em meio aos desmandos e a subserviência desse governo, um movimento de oposição armada ganhava força dentro de Cuba.
Organizando diversos focos de guerrilha, os combatentes liderados por Ernesto Che Guevara, Fidel Castro e Camilo Cienfuegos conseguiu bater as forças ditatoriais. Acuado pelo movimento revolucionário, Fulgêncio se refugiou na República Dominicana enquanto seus aliados eram fuzilados pelos guerrilheiros. Em janeiro de 1959, Fidel Castro foi aclamado como primeiro-ministro de Cuba e adotou medidas que contrariavam os interesses norte-americanos.
Entre outras ações, o governo revolucionário realizou a nacionalização das refinarias de açúcar, promoveu a reforma agrária e estatizou todo restante do setor industrial controlado pelos Estados Unidos. Inicialmente, os revolucionários tendiam a seguir uma linha política independente da ordem bipolar instalada após a Segunda Guerra Mundial. Contudo, as pressões políticas exercidas pelo governo de John Kennedy acabaram favorecendo a aproximação com o bloco soviético.
Temendo que a experiência cubana inspirasse outras revoluções, o governo norte-americano resolveu criar um programa de cooperação econômica às demais nações americanas conhecido como “Aliança Para o Progresso”. Além disso, os EUA impuseram um embargo econômico que pretendia enfraquecer o novo governo liderado por Fidel Castro. Antes disso, em 1961, os norte-americanos tentaram invadir Cuba no frustrado ataque à baia dos Porcos.
No final de 1962, a aproximação ao bloco socialista estabeleceu a instalação de mísseis soviéticos em Cuba. Tal ação causou uma enorme tensão diplomática com os EUA, que se sentiram ameaçados com a deflagração da chamada “crise dos mísseis”. Após a resolução do conflito, que acabou com a retirada do armamento soviético, o governo cubano tentou apoiar os movimentos guerrilheiros na América Latina. Essa política resultou na morte e execução de “Che” Guevara, em 1967, na Bolívia.
Na década de 1970, o alinhamento junto à URSS promoveu uma grande dependência da economia cubana junto aos socialistas. Duas décadas mais tarde, a crise do bloco socialista exigiu que o governo cubano – durante todo esse tempo controlado por Fidel Castro – remodelasse a economia cubana com a adoção de medidas que viabilizassem a sua recuperação. Apesar desses problemas, esse governo teve grandes avanços nos campos da saúde e na educação.
Nos últimos anos, a situação cubana se mostra indefinida com as pressões políticas favoráveis ao fim do embargo econômico ao país latino-americano. Em 2008, após a saída de Fidel Castro do governo, criou-se uma grande expectativa sobre a remodelação das relações entre Cuba e Estados Unidos da América. Enquanto isso, a experiência revolucionária cubana perde seu valor simbólico mediante as ações que promovem sua gradual abertura política e econômica.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
A aranha e os chifres de unicórnio
Depois de mais de um ano deixado de lado, volto com essa que foi uma ideia iniciada nos primeiros meses de 2013, que teve e tem por objetivo, repostar aqui no Blog, postagens relevantes feitas nas redes sociais. Nesta quinta edição do“Pescado no Facebook” escolhi a publicação do Octavio Caruso, que é escritor, ator e critico de cinema.
Octavio Caruso trata com propriedade o fato do comodismo e o medo das mudanças tão presentes na sociedade contemporânea.
Boa leitura!
Octavio Caruso*
Existe uma grande parte da sociedade que se acostumou a ser como uma aranha constantemente amedrontada, posicionada no centro de um círculo de chifres de unicórnio. Misticismo e teatralidade, ferramentas utilizadas historicamente para controlar os seres humanos. São raras as aranhas que questionam e conseguem enxergar que unicórnios não existem, logo, entendem que o círculo místico que os limita, na verdade, é formado por mundanos e inofensivos ossos de galinha.
O poder de um homem ideologicamente livre é impossível de ser contido pelos grilhões da ignorância consciente e meticulosamente administrada por aqueles que intencionam controlar outrem, movidos pela ganância ou por uma noção abstrata de um bem comum maior. A escuridão conduz à possibilidade de diversas interpretações, especialmente aquelas equivocadas, conduzindo ao radicalismo, ao torpor da cegueira intelectual.
A aranha se aproxima dos chifres de unicórnio, com a curiosidade natural que impulsionou o homem em cada descoberta importante, o desejo que motivou o atrito de pedras e a primeira faísca de fogo. O medo a detém, as lendas que foram nutridas através do tempo, a ira do unicórnio. Um sistema que dita costumes e fomenta preconceitos, que necessita segregar, no intuito de distinguir escolhidos e ignorados, especiais e aqueles que ainda não foram tocados pelo divino. O problema está na força que teoricamente prega a bondade mais acalentadora, o erro ocorre quando se limita a complexidade do ser humano a qualquer manual de regras. A aranha estende lentamente uma de suas patas, tentando tocar o universo desconhecido que se localiza além dos chifres do unicórnio. O conformismo a detém, a necessidade de se misturar na multidão, viver mentiras frágeis e defendê-las sem convicção. O hábito de falar incessantemente, uma balbúrdia de sons desconexos que não significam nada, usualmente debochando daqueles mais calados, que preferem escutar, tornando-os alvo de escárnio nos grupos sociais. Exatamente por estarem conscientes de que somam no coro da propagação de uma farsa, eles não ousam tornar público o pavor que sentem da pungência da verdade que reside no silêncio.
A pata da aranha toca o solo desconhecido, reconhecendo-o como tendo a mesma textura e temperatura daquele em que habitava até segundos atrás. O desconhecido é formado da mesma matéria que o conhecido. Não há mais medo, apenas coragem, a curiosidade natural desperta após um longo repouso. O ser humano finalmente evolui, até que novos sistemas voltem a ser criados na tentativa de controlá-lo. A aranha está livre.
***
"Que o unicórnio não amedronte mais as aranhas. Que o passar do tempo realmente signifique o acúmulo de conhecimento, não apenas a aproximação da inexorável finitude. Que não se disfarce a preguiça intelectual com coitadismo. Que o conforto seja temido mais do que a ousadia. Que eu possa continuar contando com o seu carinho, querido leitor. Obrigado pela companhia até este momento."
Postado no Facebook (Grupo Consciência Política Razão Social)
*Octavio Caruso – Ator, Escritor e Crítico de Cinema
Algas deixam lagoa Juparanã verde e imprópria para banho, no ES
Moradores e turistas reclamaram do mau cheiro da água.
Causa seria o lixo e o esgoto despejado no local, segundo biólogo.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Venina Velosa fez parte do conselho que administrava a refinaria Abreu e Lima
Via Estadão
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