quarta-feira, 7 de junho de 2017

A DIREITA COMEMORA A PRISÃO DE LULA



Por Dag Vulpi em 07/06/2017

Nos últimos meses muito tem se especulado sobre a prisão do ex-presidente Luís Inácio da Silva, o Lula. Diante de tantas especulações, este blog resolveu fazer uma rápida pesquisa no Google, para tentar entender o que de fato motivaria todas essas especulações.

Em menos de 10 minutos foi possível, ainda que numa pesquisa superficial, encontrar 81 motivos que justificam toda essa celeuma em torno desse tema. 

O Blog chegou à conclusão de que os oposicionistas do ex-governo do PT, aqueles que se dizem de direita e que normalmente seguem alguma fonte especifica para formatar suas opiniões sobre os temas relacionados à política e, mais precisamente confirmar seus vieses de confirmação, procuram ler somente as noticias de determinadas fontes que sempre publicam exatamente o que eles querem ler.

Foi o hábito de ler colunistas que escrevem seus artigos buscando vender uma ideia única, ou seja, que na política existem uma determinada corrente ideológica que é formada por políticos mocinhos e outra que é formada exclusivamente por bandidos que os tornou seguidores de certos jornalistas que se especializaram na arte de ser pensadores coletivos, ou seja, seus leitores passam a pensar e divulgar exclusivamente o que esses pensadores coletivos lhes transmitem.  

O resultado dessas pseudoformações políticas podem ser facilmente identificadas acompanhando a participação desses “alienados” em determinados debates, comuns em grupos de redes sociais. É comum notarmos nos comentários feitos por estas pessoas, uma repetição de argumentos, mesmo quando aqueles não caberiam como réplicas para o tema que se encontra em debate, ou seja, por tratar-se de pessoas influenciadas por alguém que eles julgam ser altamente capacitado, fato que na maioria das vezes não o é, o ser alienado aprendeu que para debater com outro de outra corrente ideológica, basta repetir sempre os mesmos bordões para ser suficiente “desmascarar” seu interlocutor.

Agem como robotizados usando a tática de repetir sempre a mesma réplica, aprendida com o pensador coletivo, porém, caso a estratégia não surta o efeito esperado, o próximo passo é o de partir para falácia ad hominem, e como sem sempre encontram nos seus interlocutores, pessoas com discernimento suficiente para um entendimento, os debates se transformam em verdadeiras rinhas, impossibilitando que espaços que foram criados para debaterem assuntos de relevância e contribuir para a Conscientização Coletiva, acabam por transformarem-se em espaços em que, o que impera são as celeumas e cizânia generalizada. Os termos mais comuns usados contra seus interlocutores  nestes últimos tempos são adjetivos do tipo: petralha, coxinha, mortadela, protetor de bandido, que aquele teria bandido de estimação etc...

E foi exatamente preocupado com tanta desinformação e histeria coletiva, que buscamos uma luz para um assunto em especifico, que é o fato de dia sim outro também, a mídia divulgar que o Lula, ou está ou será preso dentro das próximas horas. Não que este blog possa afirmar que de fato isso não possa ocorrer, afinal, a PF sob o a batuta do excelentíssimo juiz Sergio Moro, tem se esforçado para isso, portanto, não seria nenhuma surpresa se até eu postar este texto ele, o Lula, tenha de fato sido preso. 

Mas vamos ao resultado de uma breve pesquisa feita no Google, onde a palavra chave foi “ Lula será preso”. Confira abaixo as 81 matérias relacionadas a este tema, mas que na verdade, TODAS  tratavam-se exclusivamente em “PÓS VERDADES”.

01 - 49% dos brasileiros acham que Lula será preso e ficará fora da https://goo.gl/2ffRhR
02 - 70% dos brasileiros acham que Lula será preso, diz pesquisa - Blog . https://goo.gl/V5W4Hn
03 - A casa caiu! Merval Pereira: "Quando Moro Voltar Lula será preso" https://goo.gl/Y4eXwJ

Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE terá sessões no sábado


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, marcou mais sete sessões extraordinárias, inclusive no sábado (10), para o julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico. A decisão foi referendada pelos demais ministros em plenário.

O julgamento foi suspenso no início da tarde de hoje (7) e será retomado amanhã (8), às 9h. Gilmar Mendes marcou mais uma sessão extraordinária para amanhã, às 14h, além da que já estava marcada para as 19h. Além disso, foram marcadas três sessões na sexta (9) e outras três no sábado, às 9h, às 14h e às 19h.

Após a sessão desta quarta, os advogados de Dilma Rousseff e de Michel Temer avaliaram positivamente a disposição dos ministros em dar continuidade ao julgamento nesta semana.

A marcação de sessões extraordinárias foi vista pela defesa da ex-presidenta como um indicativo de que nenhum ministro pedirá vista do processo, ou seja, mais tempo para examinar a ação.

“Não podemos concluir [se haverá pedido de vista], mas ficamos com a sensação de que todos os ministros conhecem já bem o processo, estão bem preparados para julgar”, disse o advogado de Dilma Rousseff, Flávio Crocce Caetano. “Pelo jeito estão todos prontos para julgar e esse julgamento se define esta semana.”

O advogado de Michel Temer, Gustavo Bonini Guedes, evitou fazer avaliações sobre pedidos de vista, mas elogiou a marcação de sessões extraordinárias adicionais para esta semana.

“Acho que dá um indicativo de que os ministros compreendem bem a importância desse processo, o país espera uma decisão em breve”, disse Guedes. “Foi salutar essa indicação de quantas sessões forem necessárias para que, com calma, com discussões técnicas, se possa avaliar todas as razões já colocadas”, acrescentou.

Relatório da reforma trabalhista chega à Comissão de Assuntos Sociais do Senado


O texto da reforma trabalhista, Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/17, chegou hoje (7) à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A previsão agora é que o projeto, aprovado ontem (6) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa, seja lido amanhã (8) no colegiado em uma sessão extraordinária. A intenção do governo é conseguir votar o projeto na comissão na próxima semana para que a reforma seja levada para o plenário até o final do mês.

O senador Paulo Paim (PT-RS) propôs que o colegiado, cujas atribuições incluem debater projetos que tratam das relações de trabalho e condições para o exercício das profissões, realize diligências para debater os impactos da reforma junto aos trabalhadores do campo e da cidade.

Paim chegou a solicitar que as diligências fossem realizadas antes da votação do projeto no Senado. Diante dos protestos do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que afirmou que a medida interferiria no calendário proposto pelo governo para a tramitação da reforma, ficou acordado que as diligências aconteceriam, mas sem interferir no andamento da tramitação da proposta.

Aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos
Ontem, após mais de 9 horas de reunião, a CAE aprovou na íntegra, por 14 votos favoráveis e 11 contrários, o texto do relator da reforma no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Ferraço apresentou um parecer em que não apresentou nenhuma alteração em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados no fim de abril. O senador rejeitou todas as mais de 200 emendas e fez apenas sugestões de vetos a temas polêmicos.

Entre as sugestões de vetos estão os artigos que tratam do chamado trabalho intermitente, a jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso e a permissão para que grávidas e lactantes trabalhem em ambientes insalubres, assuntos que poderiam ser regulamentados por outro projeto de lei ou medida provisória.

O projeto de reforma trabalhista altera diversos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entre eles o que possibilita a prevalência do acordado sobre o legislado, o fim da contribuição sindical obrigatória e da ajuda do sindicato na rescisão trabalhista, além da regulamentação do teletrabalho, com prestação de serviços fora das dependências do empregador.


Depois de passar pela CAS, a matéria ainda terá de ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de ser apreciada pelo plenário.

Gilmar chama argumento de relator de 'falacioso'


Na discussão sobre a convocação de novas testemunhas, Gilmar Mendes faz a primeira ofensiva do dia contra o relator Herman Benjamin e diz que "daqui a pouco", o colega vai querer convocar os delatores de JBS. "Só para mostrar que seu argumento é falacioso", disse o presidente do TSE.

Depois, Gilmar recuou e disse que foi apenas uma provocação. Herman defende o uso dos depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht como provas. A defesa de Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff é contra.

— Agora Vossa Excelência tem mais um desafio: manter o processo aberto e trazer a elação da JBS e talvez na semana que vem do (ex-ministro Antonio) Palocci — disse Gilmar, concluindo:

— Para mostrar que o argumento de Vossa Excelência é falacioso.
Depois, o presidente do TSE atenuou o tom da crítica, mas Herman Benjamin não deixou passar.

— Foi uma provocação apenas — disse Gilmar.


— Mas eu aceito — respondeu Benjamin.

terça-feira, 6 de junho de 2017

TSE rejeita questões preliminares no julgamento da chapa Dilma-Temer

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (6) rejeitar quatro questões preliminares durante o julgamento da ação na qual o PSDB pede da cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. O julgamento será retomado amanhã (7), às 9h, com o restante do voto do relator, ministro Herman Benjamim.

Entre as preliminares que foram rejeitadas, por unanimidade, estão a impossibilidade de o TSE julgar cassação de mandato de presidente, ordem de depoimento de testemunhas e outras questões processuais que impediriam o julgamento do mérito da cassação, que não foi analisado hoje.

Após o voto do relator, deverão votar os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. Mais três sessões foram marcadas para amanhã (7) e quinta-feira (8), e um pedido de vista para suspender o julgamento não está descartado.

Interrupção
Durante as considerações de Benjamin, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer é a oportunidade de se fazer a verdadeira análise de como se dão as campanhas eleitorais no país. “Não se trata de proposta de cassação de mandato, mas de como se faz a campanha no Brasil”, disse Gilmar Mendes ao interromper a fala do relator.

Saiba Mais
Defesas de Temer e de Dilma consideram satisfatório primeiro dia de julgamento
Mendes argumentou que a demora no desfecho do julgamento se dá pela “extrema complexidade” do tema e da “singularidade” que é a impugnação da chapa vencedora de um pleito presidencial. “Há um grau de instabilidade que precisa ser considerado”, frisou Mendes.

Ao falar sobre a singularidade do julgamento de uma chapa presidencial, Gilmar citou um diálogo com outro ministro que teria ouvido de um interlocutor estrangeiro que o TSE estava cassando "mais deputados do que a ditadura".

Hermann Benjamin retrucou, afirmando que “a ditadura cassava aqueles que pregavam a democracia e que o TSE cassa aqueles que vão contra a democracia”.

Defesa e acusação
A defesa do presidente Michel Temer e da ex-presidenta Dilma Rousseff também se manifestaram na sessão desta noite. O advogado de Dilma considerou a acusação do PSDB como “inconformismo de derrotado”. Os advogados de Temer defenderam a manutenção do mandato do presidente e afirmaram que Temer, então vice-presidente, não cometeu nenhuma irregularidade.

Durante o julgamento, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, defendeu a cassação como um todo da chapa Dilma-Temer por haver fatos e provas que que configuram ter havido abuso de poder econômico na campanha presidencial de 2014.

Ação
Após o resultado das eleições de 2014, o PSDB entrou com a ação, e o TSE começou a julgar suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral de Dilma e Temer. Recentemente, Herman Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.


Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.

Ministério Público Eleitoral pede cassação da chapa Dilma-Temer


O vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, defendeu durante a sessão de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação como um todo da chapa Dilma-Temer por haver fatos e provas que que configuram ter havido abuso de poder econômico na campanha presidencial de 2014. Segundo Dino, há também indícios de "fabuloso" uso de uma empresa pública, no caso a Petrobras, para repassar recursos a partidos por meio de empreiteiras.

Saiba Mais:

Para o representante do Ministério Público Eleitoral (MPE), foram gastos na campanha da chapa vencedora do pleito presidencial de 2014 um total de R$ 105 milhões, e não apenas os R$ 70 milhões declarados na prestação de contas.

Para Dino, houve uma “espúria relação do setor empresarial com os partidos eleitorais, troca de benefícios vultuosamente monetizados”. O vice-procurador-geral eleitoral negou todas as preliminares apresentadas pelas defesas e pediu a cassação da chapa.

Apesar de pedir a condenação da chapa como um todo, Nicolao Dino propôs a pena de perda de direitos políticos apenas para a ex-presidente Dilma, por responsabilidade, mas não para o presidente Michel Temer.

Lava Jato
De acordo o representante do MPE, há fatos que provam que PT, PMDB e PP praticaram abuso de poder conforme provas documentais, testemunhos e os dados compartilhados da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Ao citar a doação de campanha da cervejaria Petrópolis, o procurador disse que a chapa Dilma-Temer usou não apenas de caixa 2, mas também “barriga de aluguel" e de “caixa 3”. “Há outros fatos que estão documentados no processo que configuram abuso de poder econômico com a cervejaria de Petrópolis, que repassou dinheiro oriundo da Odebrecht. Houve terceirização de caixa 2, caixa 3 ou barriga de aluguel, com objetivo de burlar a fiscalização eleitoral”.

Ação
Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.


A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer sustenta que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

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