terça-feira, 30 de maio de 2017

Governo dos EUA diz que está revisando suas políticas em relação a Cuba

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está revisando sua política com Cuba devido à situação de direitos humanos na ilha, afirmou nesta terça-feira (30) o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. "A política de direitos humanos é muito importante e, por isso, estamos revisando nossa política com Cuba", disse Spicer em entrevista coletivaa. A informação é da EFE.

O porta-voz não detalhou o que está sendo revisado nas relações com Cuba, país com o qual os EUA iniciaram um processo de degelo e aproximação em dezembro de 2014 durante o mandato do ex-presidente Barack Obama, um gesto que pôs fim a meio século de inimizade e bloqueios econômicos e desembocou no restabelecimento de relações.

Spicer fez estas declarações em resposta a uma pergunta sobre a conversa por telefone que Trump teve em abril com o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, na qual o mandatário americano, segundo o jornal The Washington Post, felicitou seu colega filipino por seu "incrível trabalho" na luta contra as drogas, que deixou mais de 7 mil mortos desde sua posse, em junho do ano passado.

Inesperadamente, o porta-voz Spicer ligou essa resposta com o tema da revisão da política americana em relação a Cuba, sem que houvesse qualquer pergunta a respeito.


Alguns veículos de comunicação americanos informaram que Trump deve anunciar suas mudanças na política de Obama em relação à ilha caribenha em uma visita que ele fará em junho a Miami (Flórida), onde vive uma grande colônia de exilados cubanos. A Casa Branca, no entanto, não confirmou essa informação.

Fachin divide inquérito de Temer e Aécio em dois


Presidente será investigado junto com o deputado afastado Rocha Loures

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), dividiu em dois o inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB), o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), e o deputado afastado Rocha Loures (PMDB-PR).

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Um dos inquéritos vai investigar Temer e Rocha Loures. O presidente é acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça.

O outro inquérito vai investigar Aécio, sua irmã, Andrea Neves, e seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros. Andrea e Frederico foram presos no dia 18 de maio por ordem de Fachin. O ministro negou o pedido de prisão do senador, mas o afastou de suas funções parlamentares.

O inquérito tem origem na delação de executivos e pessoas ligadas ao frigorífico JBS. Joesley Batista, dono da empresa, gravou uma conversa com Temer sem conhecimento do presidente. Na gravação, o empresário fala com Temer sobre pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e a um procurador da República. O áudio está sendo periciado pela Polícia Federal (PF) e, segundo a defesa de Temer, foi manipulado.

O dono da JBS também entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação em que Aécio pede R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato. O primo do senador foi filmado recebendo o dinheiro.


Na semana passada, os advogados de Temer pediram ao STF a separação do inquérito do presidente da investigação do senador afastado e também do deputado afastado. No pedido, a defesa de Temer refutou a afirmação de que Rocha Loures, ex-assessor de Temer, seja "homem de total confiança" do presidente. E afirmou que Temer é o "maior interessado na cabal apuração dos fatos".

Do G1

Fachin autoriza depoimento de Temer pela PF por escrito


Depois que a PF enviar as perguntas, o presidente terá 24 horas para respondê-las


O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente Michel Temer. Fachin encaminhou à polícia o inquérito que investiga se o presidente cometeu os crimes de tentativa de obstrução das investigações, corrupção passiva e participação em organização criminosa. Depois que a polícia formular as perguntas, o presidente terá 24 horas para respondê-las, por escrito.

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Fachin é eleito presidente de colegiado que julga Lava Jato no STF

O ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin foi eleito hoje (30) para assumir a presidência da Segunda Turma da Corte, colegiado responsável pelos julgamentos dos processos da Operação Lava Jato.

A eleição foi simbólica porque, de acordo com as normas internas da Corte, Fachin tem que assumir a presidência por ser o membro mais antigo que ainda não ocupou o cargo.

O relator da Lava Jato vai substituir o atual presidente da Segunda Turma, ministro Gilmar Mendes, e terá mandato de um ano, a partir da próxima terça-feira (6). Fachin será o responsável por fazer a pauta de processos a serem julgados e decidir quando eles serão analisados.


Além do novo presidente e de Gilmar Mendes, a Segunda Turma do STF é composta por Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Relator não faz mudanças no texto da reforma trabalhista e propõe vetos

Em reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) hoje (30) no Senado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista (PLC 38/2017), propôs que seis pontos do texto sejam vetados pelo presidente da República, Michel Temer.

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Ferraço afirmou que os pontos são polêmicos e que merecem mais estudos e debates. Ele adiantou que alguns vetos já estão acordados com Temer. Segundo o relator, caso sejam vetados, a expectativa é que retornem ao Congresso por meio de projetos de lei ou de medidas provisórias.

O pedido foi duramente criticado por senadores de oposição que defendem que as mudanças sejam feitas pelo Legislativo. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) chegou a questionar a legitimidade do governo Temer para fazer os vetos.

O senador Jorge Viana (PT-AC) lembrou a proximidade do julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer, marcada para a próxima terça-feira (6), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o mesmo dia, também está marcada a votação do texto da reforma trabalhista na CAE.

Vetos
Na lista dos pontos em que o relator sugere vetos está o tratamento da gestante e do lactante em ambiente insalubre. O texto prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.

Outro tema diz respeito ao serviço extraordinário da mulher. O projeto enviado ao Senado pelos deputados federais revoga o artigo 384 da CLT, que determina que a trabalhadora deve ter 15 minutos de descanso obrigatório antes de iniciar o horário de serviço extraordinário, a chamada hora-extra.

Há, ainda, o que trata do acordo individual para a jornada 12 por 36. Para o relator Ricardo Ferraço, Temer deveria vetar também a alteração que permite que o acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, na qual o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 horas seguintes. Ferraço acredita que o texto aprovado pelos deputados sobre este assunto “não protege suficientemente o trabalhador, que pode ser compelido a executar jornadas extenuantes que comprometam sua saúde e até sua segurança”.

Em relação ao trabalho intermitente, o relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam a prática na qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Neste tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. Segundo ele, o melhor seria regulamentar por medida provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.

O relator defende ainda que uma MP poderia regulamentar a criação da comissão de representantes dos empregados nas empresas com mais de 200 funcionários. O PLC 38/2017 prevê que os representantes não precisam ser sindicalizados e terão o objetivo de ampliar o diálogo entre empresa e empregados, sem estabilidade do emprego.


Sobre a negociação do intervalo intrajornada, o texto aprovado pelos deputados permite que trabalhador e empregador acordem, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas”. Para o relator a mudança precisa ser melhor analisada para não gerar “precarização das condições de trabalho, com consequências sobre a saúde e a segurança do trabalhador”.

Vírus letal afeta tilápias em três continentes, alerta a ONU

Uma doença altamente contagiosa está se espalhando entre as tilápias, uma das espécies de peixes mais consumidas do mundo. O alerta é da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O Vírus da Tilapia do Lago, conhecido como TiLV, já foi confirmado em países de três continentes: Colômbia, Equador, Egito, Israel e Tailândia. A informação é da ONU News.

A FAO explica que não existem ameaças à saúde pública, mas a doença pode dizimar as populações de tilápia. Na Tailândia, 90% dos estoques do peixe com o vírus morreram. Os animais infectados perdem o apetite, têm diminuição de movimento, lesões nas escamas e problemas de visão.

A produção mundial de tilápia em 2015 chegou a 6,4 milhões de toneladas, com valor estimado de quase US$ 10 bilhões. O comércio internacional de tilápia movimenta US$ 1,8 bilhão por ano.

Vigilância
A FAO recomenda aos países produtores vigilância extra, seguindo os protocolos da Organização Mundial da Saúde Animal, fazendo testes para detectar a possível presença do vírus e a extensão geográfica da infecção e identificando fatores de risco.

A vigilância já começou na China, na Índia e na Indonésia. A agência da ONU explica que, em Israel, estão sendo feitas pesquisas para determinar a taxa de mortalidade dos peixes afetados.


Segundo a FAO, mais pesquisas são necessárias para determinar se pássaros que se alimentam de peixes e mamíferos podem contrair o vírus e se a doença pode se transmitida por tilápia congelada.

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