sexta-feira, 19 de maio de 2017

Roberto Freire diz que PPS vai continuar apoiando o governo


Após deixar o Ministério da Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) reassumiu hoje (19) a presidência nacional do Partido Popular Socialista que, segundo ele, continuará apoiando o governo do presidente Michel Temer e as reformas da Previdência e trabalhista, ambas propostas pelo Executivo. Freire justificou a saída do ministério pelo fato de Temer não ter renunciado, como foi sugerido pelo PPS. De acordo com o deputado, o partido nunca se furtou a votar as reformas “que representam avanços para o país”.

“O partido continua na sua luta pelas reformas que signifiquem avanços e garantam um melhor desempenho do próprio governo e da nossa economia. Nesse sentido, o partido continua firme apoiando as reformas deste governo de transição que também possui o nosso apoio”, disse Freire.

Sobre sua saída do ministério, Freire classificou a decisão de inevitável. “É bom que o PPS compreenda que eu, por divergência na condução do processo, inclusive em função da crise desses últimos dias, por conta do processo de delação que atingiu a figura do presidente da República, não tive alternativa. O afastamento [do Ministério da Cultura] se impunha.”

Ontem (18), o presidente em exercício do partido, Davi Zaia, divulgou nota afirmando que a legenda havia deixado a base aliada do governo. Na nota, o partido disse que, diante da delação premiada “de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e da gravidade da denúncia”, decidiu deixar o governo federal.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, Freire disse que o PPS não rompeu com o governo e que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que é da legenda, vai continuar à frente da pasta. “Não nos afastamos, nem rompemos com o governo”, afirmou. “O partido admitiu a presença e continuidade do ministro da Defesa em função de ser uma área sensível. Dito isso, fica esclarecida toda a nossa posição: continuamos sendo o partido das reformas, apoiando a da Previdência, a trabalhista e todas aquelas propostas pelo governo de transição para preparar o Brasil para 2018.”

Reforma da Previdência
O texto da reforma da Previdência aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. O relator da proposta, Arthur Maia (BA) é do PPS. Diante da crise envolvendo o governo, Maia disse que “não há espaço” para avançar no tema.


“Certamente, não há espaço para avançarmos com a reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias”, diz Maia. “É hora de arrumar a casa, esclarecer os fatos obscuros, responder com verdade a todas as dúvidas do povo brasileiro, punindo quem quer que seja, mostrando que vivemos em um país em que a lei vale para todos.”

JBS diz ter depositado US$ 150 milhões em contas destinadas a Dilma e Lula


O dono do grupo JBS, Joesley Batista, disse, em depoimentos de delação premiada, que fez depósitos em contas no exterior no valor de US$ 70 milhões para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de US$ 80 milhões para a ex-presidenta Dilma Rousseff. O valor total dos depósitos teria atingido US$ 150 milhões em 2014. As informações estão no vídeo do depoimento divulgado hoje (19) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ministro Edson Fachin retirou o sigilo das delações dos empresários da JBS.

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Joesley Batista disse que as operações eram tratadas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o empresário, o esquema começou em 2009 e o dinheiro foi usado em campanhas eleitorais.

“Quando terminou o governo Lula, ele [Guido Mantega] falou: 'não, agora tem que abrir outra conta, essa conta aqui é da conta do Lula, agora tem que abrir uma para a Dilma'. Aí fiz uma pergunta: 'eles sabem disso? O Lula sabe disso, a Dilma sabe disso?' 'Eles sabem sim, falo tudo pra eles [respondeu Mantega]'", disse Joesley no depoimento. Segundo o empresário, em 2014 todo o dinheiro foi retirado das contas.

A ex-presidenta Dilma Rousseff classificou de “improcedentes e inverídicas” as afirmações de Joesley. De acordo com nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Dilma não pediu financiamentos extraoficiais e, “mais uma vez, rejeita delações sem provas ou indícios”.

“Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos”, diz o comunicado, acrescentando que a petista não autorizou a abertura de empresas em paraísos fiscais em seu nome ou de terceiros. “A verdade virá à tona”, encerra o texto.

Em nota, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre as acusações. Segundo Lula, os trechos da delação premiada tratam de “supostos diálogos com terceiros” e não foram comprovados, não havendo assim “qualquer contato” com ele. Assinado pelos advogados de Lula, que novamente fazem críticas à Operação Lava Jato, o comunicado afirma que as colaborações premiadas “somente são aceitas” pelo Ministério Público se fizerem “referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-presidente”.


“A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi  – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados, e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-presidente”, afirmaram, na nota.

Coreia do Norte ameaça EUA com "consequências catastróficas"


A Coreia do Norte ameaçou os Estados Unidos nesta sexta-feira (19) com "consequências catastróficas" se o país persistir com sua política de sanções e disse que vai continuar expandindo seu programa de armas nucleares enquanto não houver uma mudança de postura em Washington. A informação é da EFE.

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O embaixador adjunto norte-coreano na ONU, Kim In Ryong, respondeu assim às recomendações do governo americano para endurecer as sanções internacionais contra a Coreia do Norte em resposta a seus últimos testes de mísseis.

Segundo Kim, a capacidade nuclear norte-coreana vai continuar sendo desenvolvida a grande velocidade enquanto os EUA insistirem com sua política contra o país com "suas desprezíveis ameaças nucleares, extorsão, sanções e pressão".

O embaixador norte-coreano disse em uma entrevista coletiva que se o governo Trump quiser adotar uma nova política para seu país, ele deve acabar com as relações "hostis", entre elas a política de sanções. E advertiu que se o governo americano mantiver o caminho atual, "terá que assumir plena responsabilidade pelas consequências catastróficas".

“Guerra próxima”
Kim In Ryong assegurou que "a guerra está muito próxima" e que a tensão é fruto unicamente das "políticas hostis" dos EUA e de suas "provocadoras" manobras militares na região junto com a Coreia do Sul. Por isso, o embaixador defendeu como necessários os testes com mísseis balísticos de seu país, entre eles o realizado no último fim de semana.

O lançamento foi condenado de maneira unânime pelo Conselho de Segurança da ONU, que proíbe a Coreia do Norte de realizar essas ações. Kim atacou também o Conselho, ao acusá-lo de utilizar "dois pesos e duas medidas" ao denunciar as ações norte-coreanas e ignorar as atividades militares americanas.


Além disso, o embaixador qualificou de "ridículas" as alegações de que seu país tem responsabilidade no ciberataque mundial da última semana e em outros ataques cibernéticos. Além disso, afirmou que "cada vez que acontece algo estranho", os EUA se aproveitam para inflamar sua "campanha" contra a Coreia do Norte.

Vem pra Rua cancela atos de domingo; centrais sindicais mantêm manifestações



A cada movimento do Vem pra Rua torna-se evidente quais são suas reais intenções quanto a combater a corrupção. E desta vez o movimento do citado “movimento” só faz confirmar o que muitos já perceberam, ou seja, irem pra rua combater a corrupção de determinados políticos de determinadas vertentes ideológicas. Já a corrupção de outros políticos de outras vertentes parece não estarem na pauta de suas lutas. Lamentavelmente até os manifestos populares são seletivos quando a preocupação é com a corrupção. 

O movimento Vem pra Rua anunciou hoje (19) o cancelamento do ato previsto para este domingo (21), em todo o país. Em São Paulo, o protesto ocorreria na Avenida Paulista e pediria a prisão de todos os corruptos.

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Em nota, o movimento informou que o ato foi cancelado por motivos de segurança e que uma nova data será definida. “A decisão foi tomada já que, em muitas cidades, não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de 1 milhão de pessoas nas ruas”, informou.

No comunicado, o Vem pra Rua ressalta que o adiamento não significa recuo. "Ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção, e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos.” O ato tinha como lema a prisão de políticos citados em investigações sobre corrupção e foi batizado de "Prendam Todos! Temer, Dilma, Lula e Aécio".

Outra organização, o Movimento Brasil Livre (MBL) informou à Agência Brasil que não havia agendado nenhum ato para este domingo, porque neste final de semana ocorre a Virada Cultural na capital paulista. O movimento também disse que não tem nada programado para os próximos dias e que está aguardando “mais informações” sobre a situação política no país.

Ambos os movimentos promoveram uma série de atos no ano passado a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

Já as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, da qual fazem parte diversos movimentos sociais e centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), confirmaram os atos programados para este domingo em diversas cidades. As duas frentes defendem a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas.

Em São Paulo, o ato dos dois movimentos está marcado para as 15h, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Em nota, as frentes dizem que pretendem manter a mobilização nas ruas até a saída do presidente.


A Força Sindical também agendou um ato para este domingo, na Avenida Paulista, mas pela manhã, a partir das 11h, no vão-livre do Masp. Por meio de comunicado, a central sindical informou que o ato é contra as reformas trabalhista e previdenciária e por "uma solução democrática para a atual crise política e econômica" no país. Segundo a entidade, essa solução passa pela realização de “eleições gerais e democráticas”.

Em apenas um dia, 3 mil migrantes são resgatados do Mar Mediterrâneo

Foto: Unicef/Ashley Gilbertson VII
Quase 3 mil migrantes foram salvos em um único dia após tentar cruzar o Mar Mediterrâneo. Eles haviam deixado o norte da África e seguiam a caminho da Europa. Segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM), parceira das Nações Unidas, vários navios ajudaram nas operações de resgate, realizadas ontem (18). As informações são da ONU News.

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A maioria dos resgatados seguiu para a Itália e 500 voltaram para a Líbia. O total de mortos ainda é desconhecido, mas a OIM confirma que seis corpos foram encontrados na costa marítima Líbia. Uma outra rota bastante usada por quem busca refúgio na Europa é o trajeto entre a Turquia e a Grécia. A agência afirma que, entre janeiro e abril, mais de 5 mil migrantes cruzaram o Mar Egeu, que separa os dois países, sendo a maioria sírios e iraquianos.

Até haitianos
Em Genebra, o porta-voz da OIM, Joel Millman, explicou que a Turquia continua sendo uma "válvula de escape" dos conflitos sírio e iraquiano, além dos corredores na região do Curdistão, o que faz bastante sentido.

Segundo o porta-voz, cidadãos de outros países tentam acessar a Turquia para de lá, seguirem viagem até a Grécia, incluindo haitianos e dominicanos o que tem sido motivo de surpresa explicou.


No mundo todo, a OIM já registrou as mortes de 1,9 mil migrantes no mar este ano, sendo que dois-terços delas ocorreram no Mediterrâneo.

Janot diz que Aécio tentou impedir avanço da Lava Jato

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) teria buscado estratégias para impedir o avanço das investigações da Operação Lava Jato e, para tanto, tentado articulação com o presidente Michel Temer e o atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que à época era ministro da Justiça. A constatação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em documento enviado ao STF.

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“Mais especificamente sobre a Lava Jato, o senador teria tentado organizar uma forma de impedir que as investigações avançassem, por meio de escolhas dos delegados que conduziam os inquéritos, direcionando as distribuições, mas isso não teria sido finalizado entre ele, Michel Temer e o ex-ministro da Justiça e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes”, registra Janot.

A afirmação do procurador-geral da República está na decisão do ministro do STF Luiz Edson Fachin, que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer e Aécio Neves a partir das informações dos depoimentos de delação premiada de executivos do grupo JBS. Os pedidos de abertura de inquérito formulados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e o conteúdo dos depoimentos foram divulgados hoje (19) pelo STF. A defesa de Aécio nega todas as acusações.

Mais à frente, Janot retoma o tema: "Além disso, verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos". Até o momento, o Palácio do Planalto não se pronunciou sobre os novos conteúdos de depoimentos divulgados hoje pelo STF.

Em depoimento de delação premiada, o empresário Joesley Batista diz que pagou R$ 2 milhões em propina a Aécio Neves este ano para que ele atuasse em favor da aprovação da lei de abuso de autoridade e anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais.

Ontem, a defesa de Aécio confirmou que o senador afastado pediu R$ 2 milhões a  Joesley. Entretanto, segundo o advogado José Eduardo Alckmin, foi um pedido de empréstimo para custear a defesa de Aécio, que já era  investigado pela Operação Lava Jato. De acordo com José Eduardo Alckmin, foi uma transação particular, que não teve relação com o cargo de senador.

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