domingo, 7 de fevereiro de 2016

Presidente do Haiti deixa poder e pede união para ultrapassar crise


Com o fim do mandato, o presidente do Haiti, Michel Martelly, deixou neste domingo (7) o cargo. Ele pediu unidade para o país ultrapassar as dificuldades provocadas por uma crise eleitoral que impossibilitou a eleição de um novo chefe de Estado.

“Hoje é um dia difícil, mas temos que estar unidos para enfrentar as dificuldades. Somos um povo corajoso, honrado e com uma história importante para o mundo”, disse Martelly em sua última ida ao Congresso Nacional, agora encarregado de nomear um governo provisório.

Itamaraty condena lançamento de foguete de longo alcance pela Coreia do Norte

O Itamaraty apoiou neste domingo (7) a condenação emitida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ao anúncio de lançamento de satélite de longo alcance pela Coreia do Norte. A ação, repudiada pela comunidade internacional, é vista como um teste secreto de mísseis.

A declaração unânime do Conselho de Segurança, que em breve anunciará novas sanções ao país, foi feita após reunião de emergência convocada a pedido dos Estados Unidos e do Japão. A China, principal aliado de Pyongyang, e outros 14 países que compõem o colegiado apoiaram a manifestação do órgão executivo da ONU.

Conselho de Segurança da ONU condena lançamento de foguete pela Coreia do Norte


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou neste domingo (7) o lançamento de um foguete (rocket) pela Coreia do Norte e, em breve, aprovará novas sanções contra o país.

Enquanto o governo norte-coreano garante que se trata de um programa espacial exclusivamente científico com um satélite de observação terrestre, a comunidade internacional afirma que os lançamentos são testes de mísseis balísticos camuflados. O anúncio do lançamento espacial feito pela Coreia do Norte ocorre menos de um mês após as autoridades norte-coreanas dizerem ao mundo que testaram uma miniatura de bomba nuclear de hidrogênio, cujos efeitos são muito mais potentes que uma produzida por urânio.

A declaração do Conselho de Segurança, após reunião de emergência convocada a pedido dos Estados Unidos e do Japão, foi unânime, o que significa que foi apoiada pela China, o principal aliado de Pyongyang, e pelos outros 14 países que compõem o colegiado.

Fiscais flagram 626 crianças em situação de trabalho infantil em Salvador


Nos três primeiros dias de carnaval, em Salvador, 626 crianças e adolescentes foram flagradas em situação de trabalho infantil nos circuitos da cidade. Do total, 296 no Circuito Osmar (Campo Grande) e 330 no circuito Dodô (Barra-Ondina), informou a prefeitura.

Por conta do alto número, a partir deste domingo (7), órgãos da prefeitura - secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps) - junto com o Ministério Público da Bahia e o Conselho Tutelar vão intensificar a fiscalização contra o trabalho infantil. A atuação terá foco, principalmente, no comércio informal dos dias de folia e vai até terça-feira (09), último dia oficial de carnaval.

Sobe para 23 o número de mortos em terremoto em Taiwan


Subiu para 23 o número de mortos após o terremoto de ontem (6) na cidade de Tainan, no sul de Taiwan, informaram hoje (7) as autoridades da ilha. O abalo deixou mais de 500 feridos e as autoridades estimam que cerca de 120 pessoas estejam ainda sob os escombros dos edifícios que desmoronaram total ou parcialmente.

Cerca de 800 militares foram mobilizados para ajudar a encontrar e resgatar sobreviventes do terremoto de magnitude 6,4 graus na Escala Richter. Taiwan está próxima de duas placas tectônicas e é atingida com regularidade por abalos sísmicos.

Em junho de 2013, um abalo com magnitude 6,3 atingiu o centro da ilha e provocou quatro mortes e deslizes de terra generalizados. Em setembro de 1999, um abalo de magnitude 7,6 levou à morte cerca de 2,4 mil pessoas.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Hospital no Rio atendeu 16 casos de Guillain-Barré associada ao Zika, diz médico

Os casos da síndrome de Guillain-Barré, uma doença paralisante dos músculos, que pode estar associada ao vírus Zika, chegam a 16, só este ano, no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), segundo o médico neurologista Osvaldo Nascimento, que dá aulas na universidade e é supervisor de ensino no hospital. O número é rebatido pela UFF, que emitiu nota nesta sexta-feira (5) admitindo apenas um caso confirmado de Guillain-Barré.

O médico sustentou que seis casos estão laboratorialmente comprovados e que mais dez, de menor gravidade, tiveram diagnóstico clínico, no ambulatório do hospital, e que os pacientes foram liberados.

“Foram seis casos internados, sendo dois em estado mais grave, um em terapia intensiva e o outro na unidade de emergência. Pacientes com casos leves, que foram encaminhados ao ambulatório, eram dez pessoas. Todos com quadro de Guillain-Barré e todos referiram quadro infeccioso prévio como o do vírus Zika”, relatou Nascimento, que é coordenador de pesquisa e pós-graduação em Neurologia da UFF e presidente regional da Academia Brasileira de Neurologia no Rio.

O médico explicou que a síndrome começa após uma infecção, como a do Zika, e que se manifesta por dormência e fraqueza das pernas, que vai subindo, chegando à cabeça. Existem dez variantes da Guillain-Barré, de acordo com ele, sendo que de 75% a 80% dos pacientes evoluem muito bem.

Nascimento alertou para a necessidade do poder público investir mais na rede de atendimento à Guillain-Barré, inclusive com diagnósticos mais rápidos, pois a síndrome pode estar associada à Zika, o que poderia levar a um aumento expressivo no número de casos no país. A doença precisa ser tratada imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas para se garantir uma evolução favorável.

Uma das dificuldades em se diagnosticar rapidamente a Guillain-Barré é o fato dela aparecer até 20 dias após o episódio de Zika. “Até o momento, tanto para Zika ou chikungunya, não conseguimos fazer o diagnóstico se for por mais de cinco ou seis dias depois do quadro agudo da infecção inicial. Só que essas síndromes [como a Guillain-Barré] acontecem de 15 a 20 dias depois. Esta é a dificuldade.”

O neurologista explicou que os casos de Guillain-Barré costumam atingir de um a quatro por 100 mil pessoas, o que reforça a necessidade de se investigar a associação do número grande de casos, como no Hospital Antônio Pedro, com a epidemia de Zika. De acordo com ele, médicos de outros hospitais do Rio também estão relatando aumento no número de casos de Guillain-Barré.

Segundo a nota do Hospital Universitário Antônio Pedro, não há comprovação científica da relação causa e efeito entre o Zika e a síndrome. Além disso, o hospital alegou que casos atendidos em nível ambulatorial não foram comunicados à direção da unidade.



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