Os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos (aproximadamente R$ 1,3 mil) têm até sexta-feira (28) para retirar o abono salarial (R$ 678) referente a 2012/2013. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que mais de um milhão de pessoas ainda não tenham sacado o abono. No total, cerca de 20,7 milhões de trabalhadores têm o direito de receber o benefício, dos quais 19,6 milhões já fizeram o saque. Estima-se que tenham sido gastos mais de R$ 11,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com os pagamentos em 2012.
terça-feira, 25 de junho de 2013
Dilma reúne STF, Senado e OAB para discutir proposta de convocação de plebiscito
Pelo segundo dia consecutivo, a presidenta Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje (25) com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Dilma marcou conversas ao longo do dia com os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Em debate, a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Nossa geração e o Brasil do futuro
Por: Pedro
Valls Feu Rosa*, no site do Jornal O
Porrete
Há
pouco mais de um ano, escrevi o artigo que segue abaixo:
"Eis
uma boa notícia para todos aqueles brasileiros que se preocupam com o país que
será entregue à geração seguinte: segundo um relatório do Conselho Nacional de
Inteligência dos EUA, sobre como estará o planeta em 2025, a economia do Brasil
crescerá muito.
Sim,
este estudo traz uma boa notícia. Previu-se que dentro de poucos anos nossa
economia receberá um vigoroso impulso em função da crescente produção de
petróleo, gás natural, biocombustíveis e até de alimentos.
Porém,
o que há de mais importante neste relatório é um alerta sério para a nossa
geração: se o Brasil não conseguir, a curto prazo, ter instituições mais
eficientes e índices de criminalidade menores, toda esta riqueza que está por
chegar pouco significará.
A
aposta dos norte-americanos é que não conseguiremos. Afirmam que “a
competitividade da América Latina continuará inferior à da Ásia”, e que “partes
[do continente] continuarão entre as áreas mais violentas do mundo.
Organizações criminosas voltadas para o tráfico de drogas e quadrilhas locais
continuarão a comprometer a segurança pública”, sendo que “estes fatores,
somados à fraqueza do sistema legal”, se traduzirão em países falidos.
Nada
mais verdadeiro. Nossa geração está a um passo de ver o crescimento real do
Brasil – mas, no entanto dele está abrindo mão por conta de uma omissão quase
criminosa. Esta apatia me traz à memória uma famosa frase de Martin Luther
King: “nossa vida começa a acabar quando nos calamos frente às coisas que
realmente importam”.
Vergonhosamente,
grande tem sido o nosso silêncio! Vivemos em um país embrutecido, no qual são
gastos US$ 16 bilhões a cada ano só com a criminalidade, e achamos ingenuamente
que “as vítimas é que deram bobeira”. Por conta dos vergonhosos índices de
criminalidade perdemos 11% do nosso PIB. E preferimos “mudar de assunto e falar
de coisas mais agradáveis”.
Nosso
sistema legal está falido e não sabe – apenas 2,5% dos crimes acabam em
processo, e somente 1% dos condenados cumprem suas penas até o fim. Mas
evitamos falar nisso – preferimos ir linchando os criminosos pelas ruas, na
incrível média de quatro por semana. O Brasil perde US$ 100 bilhões a cada ano
só com a morosidade do Poder Judiciário, mas nossa geração resiste a
simplificá-lo - prefere se perder na perfumaria dos formalismos inúteis.
A
administração pública vai mal - segundo diversos estudos, somos o país que tem
a maior carga de burocracia do mundo! Por conta disso nossos imóveis são até
425% mais caros, e deixamos de aumentar nosso PIB 2,2% a cada ano. Mas nossa
geração já concluiu que "isso é assim mesmo", e prefere ir buscando
seus já tradicionais "jeitinhos".
Perdemos
outros 5% do nosso PIB com a corrupção. Segundo o IBPT, 32% de todos os
impostos pagos no Brasil são desviados por conta desta falta de vergonha. E
tudo indica que nossa geração não deixará para a seguinte sequer a proibição de
que pessoas que respondam a processos por corrupção possam se candidatar a cargos
públicos!
Temos
visto a riqueza sorrir como nunca para o nosso país - arrisco dizer que se não
formos omissos nossos filhos habitarão o Brasil grande com o qual sempre
sonhamos. Se falharmos, seja nosso epitáfio a advertência de Martin Luther
King: "nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o
estarrecedor silêncio dos bondosos".
Hoje,
com alegria, ao contemplar nosso povo nas ruas, posso dizer que estava errado:
o Brasil acordou!
Pedro
Valls Feu Rosa* e Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do
Estado do Espírito Santo
Movimento pede veto total de Dilma ao Projeto do Ato Médico
O movimento Não ao Ato
Médico, que mobiliza profissionais e estudantes de 14 setores da área de saúde,
que se sentem prejudicados com a aprovação do Projeto de Lei 268/02, decidiu
encaminhar à presidenta Dilma Rousseff pedido de veto integral ao texto
aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.
Integrantes do movimento
se reuniram hoje (24), sob os pilotis da Biblioteca Nacional, e aprovaram a
formação de uma comissão integrada por representantes das 14 profissões que
integram a mobilização e um dos estudantes. A comissão pretende entregar
documento à Casa Civil da Presidência da República, além de organizar uma
passeata até o Palácio do Planalto na próxima quarta-feira (26). Outro protesto
está marcado para sexta-feira.
MEUS PROFESSORES ME ENGANARAM (Ficção não longe da realidade)
Por
Rui
Rodrigues no Bar do Chopp Grátis
Em casa nos ensinavam a sermos umas crianças boazinhas. A única maldade que aprendíamos em casa era a bater. Naquela época nos batiam para que fossemos crianças boazinhas. Não pensavam, não raciocinavam, e produziam revoltados. Eu vi mais tarde, aqueles que mesmo apanhando diziam que eram culpados, bem mais tarde, ainda bendizer as surras que apanharam de cinto, de chinelo, de palmatória. Mas isso era na escola.
Apanhei bastante apesar de ser sempre o
primeiro ou o segundo da turma, até o dia em que comecei de espontânea vontade
a oferecer a minha mão para a palmatória da minha querida professora dona
Ermelinda. Digo querida, porque sem ela, meu pai não me teria posto na escola
para estudar e muito menos para me formar. Já ouvi falar do complexo de Édipo,
do complexo de Electra, e agora temos que inventar o complexo de “inveja
paternal”. Podia pagar com folga. Porque não queria que eu estudasse? Não valia
a pena o sacrifício, que nem era sacrifício nenhum? Mas quando me formei ficou
orgulhoso e me apresentou aos amigos como “meu filho engenheiro”. Ah... Os
professores... Então... Todos... Todos eles me ensinaram os bons modos, a ser
um sujeito decente, competente, com a recomendação de que seria mais um cidadão
do futuro a desenvolver a minha pátria. Como tenho duas pátrias, tenho que
desenvolver duas, por isso que não recomendo a ninguém a dupla nacionalidade.
OAB-RJ cria comitê de mobilização pela reforma política
A seção do Ordem dos Advogados do
Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) promoveu na manhã de hoje (24) um ato a favor
da reforma política. No evento, a entidade anunciou a criação de um comitê de
mobilização pela reforma política, que vai ter representantes da sociedade
civil.
A crise de representatividade dos
partidos e a promoção de ações para resgatar o compromisso dos governos com a
sociedade serão temas do comitê. O grupo será integrado por centrais sindicais,
movimentos estudantis, partidos políticos e por representantes da OAB-RJ. A
iniciativa da entidade surge após a onda de manifestações que tomou as ruas do
país nos últimos dias. Na reunião desta segunda-feira, participaram
representantes de partidos, sindicatos e de estudantes.
De acordo com o presidente da OAB-RJ,
Felipe Santa Cruz, a entidade vai cumprir seu papel institucional de cobrar das
autoridades soluções para os problemas da prestação dos serviços públicos.
"Temos que dar uma resposta concreta ao grito de alerta que está sendo
dado. Os governantes brasileiros devem compreender que os canais democráticos
de representação política estão sendo deixados de lado. A sociedade não entende
a atuação dos Poderes estabelecidos. Queremos que esses protestos nas ruas, que
são episódios históricos no nosso país, representem a volta da nossa
democracia", disse Santa Cruz.
Assinar:
Postagens (Atom)
Sobre o Blog
Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!
Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.