domingo, 8 de outubro de 2017
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Espécie de serpente recém-descoberta sobrevive a incêndio

A
capacidade da Thamnodynaste Phoenix de sobreviver ao fogo foi descoberta quando
o instituto que a estudava pegou fogo
A
revista alemã Salamandra publicou em agosto artigo em que o
pesquisador Francisco Luis Franco, do Laboratório Especial de Coleções
Zoológicas do Instituto Butantan, descreve uma nova espécie de serpente, a Thamnodynaste
Phoenix.
Confira
também:
O
gênero Thamnodynaste é composto atualmente por 19 espécies de cobras
vivíparas (que colocam ovos) e opistóglifas (cujos dentes inoculadores de
peçonha se encontram na parte posterior do maxilar superior).
A
serpente estudada foi doada pelo Centro de Conservação e Manejo de Fauna da
Caatinga (Cemafauna Caatinga) ao Instituto Butantan.
Em
março de 2010, o Instituto sofreu um grave incêndio que destruiu 90% da Coleção
Herpetológica “Alphonse Richard Hoge”, atingindo grande parte de seu material
biológico.
Foram
resgatados somente alguns espécimes, incluindo dois espécimes em depósito da Thamnodynaste
Phoenix. Daí o nome da espécie, uma alusão à ave mitológica que morre em
combustão e renasce das próprias cinzas.
Segundo
o Cemafauna Caatinga, a nova espécie hemipeniana se distingue de todos os seus
congêneres por uma combinação única de caracteres, incluindo 19 linhas dorsais
de escamas lisas no meio do corpo, o menor número de linhas sob a cauda no
gênero e uma morfologia e padrão de coloração distintos.
A Thamnodynaste
Phoenix tem ampla ocorrência nas áreas abertas do semiárido nordestino. O
município de Petrolina, interior de Pernambuco, especificamente o Campus de
Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
ficou designado como a localidade da espécie.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Em debate sobre polêmica do MAM, deputados sugerem 'porrada' e tortura

Parlamentares
quase entraram em confronto físico no plenário da Câmara, nessa terça-feira
(3), ao discutirem performance de artista nu.
Deputados
federais quase entraram em confronto físico no plenário da Câmara nesta
terça-feira (3) ao baterem boca em torno da mostra que envolveu a interação de
uma criança com um homem nu no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Dois
parlamentares chegaram a defender "porrada" e tortura em colegas e no
coreógrafo Wagner Schwartz, que realizou o trabalho na abertura da exposição
"Brasil em Multiplicação" - nela seu corpo pode ser tocado pelo
público, em uma interpretação da obra "Bicho", de Lygia Clark.
Durante
o ato, uma menina foi incentivada pela mãe a interagir com o artista. Agachada,
ela se movimentou ao lado dele e tocou sua perna e sua mão.
Um
dos primeiros deputados a se inflamar na Câmara nesta terça foi João Rodrigues
(PSD-SC), que em 2015 chegou a ser flagrado no plenário vendo pornografia no
seu aparelho de telefone celular em plena votação da reforma política. Na época
atribuiu o episódio a amigos que lhe mandavam "muita sacanagem".
"Um
marmanjo completamente nu de mãos dadas com três ou quatro crianças fazia uma
apresentação cultural", começou a discursar o deputado, subindo o tom a
cada frase dita.
"O
ato daquele pilantra que estava nu no museu de artes modernas não é só um
ataque à moral do povo brasileiro, mas é pra mexer com o subconsciente dos
tarados do Brasil. O psicopata, o tarado por criança, quando vê aquela imagem
daquele patife, certamente dirá: 'tudo pode'.", prosseguiu.
Ao
final de sua fala, se exaltou mais ainda: "Não consigo acreditar que tenha
algum pilantra, algum vagabundo dentro dessa Casa que aplauda isso, porque se
tiver tem que levar porrada. Se tiver tem que ir para o cacete, para aprender.
Bando de safado, bando de vagabundo, bando de traidores da moral da família
brasileira. Tem que ir pra porrada com esses canalhas."
Após
sua fala, o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) foi à tribuna e lembrou o
episódio em que João Rodrigues foi flagrado vendo e mostrando imagens
pornográficas a colegas no plenário. "Ele foi flagrado assistindo filme
pornográfico. Se é filme pornográfico, tem sexo, tem nu. Tenha vergonha na cara
aqueles que querem dar puxão de orelha aos quem têm compromisso com a arte e a
justiça social."
Ao
descer ao plenário, os ânimos se exaltaram e os dois tiveram que ser contidos
por colegas para não se agredir. Momentos depois, o deputado Laerte Bessa
(PR-DF), que é delegado da Polícia Civil, exaltou instrumentos de tortura,
afirmando que o coreógrafo da performance no MAM-SP merecia levar uma
"taca".
"Pergunta
se ele conhece direitos humanos? Direitos humanos é um porrete de pau de
guatambu que a gente usou muitos anos em delegacia de polícia. Se ele conhece
rabo de tatu [usado para chicotear presos], que também usamos em bons tempos em
delegacia de polícia. Se aquele vagabundo fosse fazer aquela exposição (...)
ele ia levar uma 'taca' que ele nunca mais ele iria querer ser artista e nunca
mais iria tomar banho pelado", afirmou Bessa.
O
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apelou para o deputado
"manter o nível" e ordenou que suas palavras não fossem registradas
nos anais da Casa.
Do Política ao minuto
Tucanos querem saída definitiva de Aécio da presidência do PSDB

Senador
foi afastado do mandato, por decisão do Supremo Tribunal Federal, por suspeita
de receber R$ 2 milhões em propina.
Dirigentes
e parlamentares do PSDB vão cobrar a saída definitiva do senador Aécio Neves
(MG) da presidência do partido nas próximas semanas. Eles querem que o mineiro
renuncie ao posto assim que o Senado concluir a votação sobre seu afastamento
do cargo, prevista para o dia 17.
Leia também:
Tucanos
reivindicam que Aécio deixe o cargo para tentar conter o desgaste sofrido pela
sigla com as acusações de corrupção contra o senador. Para eles, a situação se
agravou com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou que o
mineiro fosse afastado do cargo e cumpra recolhimento noturno em casa.
O
movimento é encabeçado por integrantes da ala paulista do PSDB, vinculados ao
governador Geraldo Alckmin. Eles acreditam que a permanência de Aécio no posto,
mesmo licenciado, é insustentável e pode prejudicar as pretensões eleitorais de
integrantes da sigla em 2018 - inclusive a pré-candidatura de Alckmin ao
Palácio do Planalto.
O
senador é alvo de denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal ao STF
pelos crimes de obstrução da Justiça e corrupção passiva. Ele foi gravado pelo
empresário Joesley Batista, da JBS, a quem pediu R$ 2 milhões.
Desde
maio, quando foi afastado do mandato pela primeira vez pelo STF, Aécio está
licenciado da presidência do PSDB, que é exercida interinamente pelo senador
Tasso Jereissati (CE). Apesar disso, o mineiro mantém influência sobre a sigla,
em especial sobre parte da bancada na Câmara.
Nos
últimos meses, Aécio ampliou sua interlocução com o presidente Michel Temer
para evitar a deterioração do relacionamento entre o Palácio do Planalto e o
PSDB, que ameaçava abandonar o governo. Nesta semana, o senador atuou para
tentar conter as divisões na bancada tucana com a escolha do deputado Bonifácio
de Andrada (MG) para relatar a segunda denúncia contra Temer.
Tampão
Tucanos
discutiram a saída definitiva de Aécio da presidência do PSDB em almoço nesta
terça-feira (3), no gabinete de Tasso. Segundo relatos, mesmo os principais
aliados do senador mineiro concordaram que o afastamento é essencial para
preservar o partido.
Caso
Aécio renuncie, a direção do PSDB será obrigada a convocar uma reunião de sua
cúpula para eleger um novo presidente.
A
tendência é que esse novo comando da sigla seja eleito para um mandato-tampão,
até dezembro, quando uma convenção nacional da legenda deve escolher um
presidente para os próximos dois anos.
Alguns
tucanos, entretanto, defendem que o presidente escolhido nessa eleição
extraordinária comande o partido pelos próximos dois anos.
Em
qualquer cenário, o favorito para uma eleição convocada para as próximas
semanas é o próprio Tasso Jereissati. Ele tem o apoio dos principais dirigentes
do PSDB e se aproximou de Alckmin.
Com
informações da Folhapress.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Ayres Britto: 'Senado não tem competência para revisar decisão do STF'

Para
o ex-presidente do Supremo, se parlamentares sustarem a ordem da Corte, haverá
"uma fratura institucional exposta”.
O
ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, se
pronunciou sobre o impasse envolvendo a Corte e o Senado, após os ministros da
Primeira Turma decidirem afastar Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato, além de
determinar o seu recolhimento domiciliar noturno.
Leia também:
Na
última quinta-feira (28), durante discussão no plenário, vários parlamentares
ponderaram que a situação é grave e deve ser tratada com prudência, para evitar
conflito institucional entre os poderes Legislativo e Judiciário. No entanto,
aprovaram requerimento de urgência para revisar, já nesta terça-feira (3), a
ordem do Supremo. A maioria dos senadores defende que o afastamento do mineiro
não tem respaldo na Constituição.
“Em
decisão dividida, parte da Primeira Turma do Supremo invadiu a soberania do
Legislativo ao decretar a prisão domiciliar disfarçada de um senador. Invasões
pedem reações imediatas", comentou um parlamentar, pedindo para não ter o
nome revelado.
Para
Ayres Britto, "o que de pior pode acontecer neste caso é o Senado sustar a
eficácia da decisão jurisdicional do Supremo". "Os senadores não têm
competência legal para isso. Seria inconcebível. Se acontecer abrirá uma
fratura institucional exposta”, avaliou.
Ao
ser questionado pelo blog do Josias de Souza, do portal UOL, se a postura do
Senado é justificável, o ex-presidente do STF disse ser "inteiramente
injustificável". "Sugiro que nos concentremos no que diz a
Constituição em matéria de separação dos Poderes. O artigo 2º diz que são três
os Poderes da União, independentes e harmônicos entre si: Legislativo,
Executivo e Judiciário. Essa ordem é tão lógica quanto cronológica. Tudo começa
com o Legislativo, porque ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa senão em virtude de lei. O primeiro princípio regente de toda a
administração pública é a legalidade. Tudo começa com a lei. O Executivo, como
o nome diz, executa as leis. Para isso, baixa decretos e regulamentos. Tudo na
ordem lógica e cronológica. Mas é preciso que haja um Poder que diga se o
Legislativo editou as leis de acordo com a Constituição e se o Executivo editou
seus decretos e regulamentos de acordo com as leis. Esse Poder é o Judiciário.
Tudo afunila para o Judiciário. O Judiciário não governa, mas impede o
desgoverno. Isso é lógico, é civilizado. O mundo ocidental democrático se
comporta assim".
Ele
reforçou que a última palavra deve ser do Supremo. "Você vai ao artigo 102
da Constituição e verifica que está dito lá: compete ao Supremo a guarda da
Constituição. Então, quando o Supremo fala, acabou! Quem quiser recorrer,
recorre para o próprio Supremo. Há o habeas corpus, o mandado de segurança,
embargos de declaração. O jogo constitucional que pode ser praticado em uma
democracia é esse", explicou.
Ayres
Britto ainda destacou que, ao entrar com mandado de segurança no próprio
Supremo, Aécio obriga o Senado a suspender qualquer tipo de deliberação nesta
terça-feira. "Foi o próprio senador atingido que bateu às portas do
Supremo, reconhecendo que cabe ao tribunal dar a última palavra. É mais uma
razão para que nesta terça-feira não ocorra deliberação nenhuma por parte do
Senado", afirmou.
Ontem,
o PSDB entrou com recurso pedindo ao STF para suspender a determinação de
manter Aécio afastado das funções parlamentares.
Ao
comentar se havia algum risco de a Primeria Turma ter ultrapassado de suas
atribuições ao punir Aécio, Ayres Britto negou. "Basta ler o artigo 102,
inciso 1-B. Estabelece que cabe ao Supremo, entre outras coisas, julgar os membros
do Congresso Nacional nas infrações penais comuns. Você pode dizer: ah, por
desencargo de consciência, vou verificar as competências do Congresso,
enumeradas no artigo 49 da Constituição. Não há neste trecho nada que habilite
o Congresso, seja em reunião conjunta, seja em sessões do Senado ou da Câmara,
a sustar atos jurisdicionais do Supremo. Não existe isso. Não tem. Nem poderia
ter. Do contrário, a Constituição seria incoerente. O Congresso não tem
competência para sustar decisões do Supremo".
Ainda
conforme entrevista concedida pelo ex-presidente do STF, o jurista explicou que o recolhimento domiciliar noturno não se trata de
prisão domiciliar.
"Digo
que não é porque a Constituição só considera como prisão o trancafiamento em
estabelecimento prisional do Estado. Como se não bastasse, a própria lei,
deliberadamente, oferece ao julgador um elenco de medidas diversas da prisão,
alternativas à prisão. Não é invencionice. Está escrito na lei aprovada pelo
Congresso. Então, a Primeira Turma do Supremo não incorreu em nenhuma
esdruxularia interpretativa. Nenhuma", salientou.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Qual a nota que você daria para a nota da presidenta?

Dag Vulpi 29/09/2017
No
fundo, mas bem no fundo mesmo, até a militância petista menos politizada,
aquela que normalmente carrega as bandeiras do partido, sabe que o que a sua presidenta
fez no caso da fatídica nota foi cometer um grande equivoco. Porém, também é
sabido por todos que dizer "amém" para tudo o que vir da direção do partido,
é uma pratica comum, inclusive para alguns dos petistas um pouco mais esclarecidos.
Entendo
que a presidenta Gleise realmente deveria ter demonstrado sua insatisfação com
o STF quanto a pena aplicada contra o senador tucano, porém, ela deveria ter
sido um pouco mais articulada e, ao invés de sugerir que foi uma
"condenação esdrúxula, sem previsão constitucional", ela deveria ter
sugerido na sua nota, depois de tecer o rosário de criticas ao senador tucano, que
apoiava a decisão do STF de condenar o senador, porém, que o PT considerava a
sentença aplicada uma pena incondizente com os crimes cometidos pelo tucano e
que, esperaria do CCJ do senado, uma postura mais rígida e que o Conselho
sugerisse ao STF uma pena assemelhada à dos políticos petistas que foram
julgados pelo mesmo STF por terem cometido o mesmo tipo de crime.
Da
forma como a nota foi redigida afirmando que o STF não estaria capacitado para
julgar o senador tucano e que quem deveria julga-lo seria o CCJ do senado, a
presidenta deu a entender que o PT estava tentando proteger e não querendo uma condenação
maior para o principal algoz do seu partido.
Foi
com certeza um tiro no pé, pois todos, inclusive os carregadores de bandeiras,
sabem que o CCJ é formado por alguns políticos envolvidos em corrupção, ou
seja, bandidos, e o que um representante maior de um partido poderia esperar do
julgamento vindo de um Conselho desses? Que eles o condenem? Faz-me rir.
Agora
resta-nos aguardar a segunda nota assinada pelo PT, onde sua digníssima
presidenta possa corrigir as besteiras cometidas na primeira.
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