quinta-feira, 15 de junho de 2017

Liesa suspende desfile de escolas de samba no Rio em 2018 após corte de recursos


Até entendo os que não aprovarem minha opinião, mas particularmente, eu sou favorável a não haver patrocínio de dinheiro público para custear o carnaval. O fato é que o carnaval faz girar milhões na economia do estado do RJ, dando altos lucros para os empresários ligados diretamente ao evento e um lucro razoável para o comercio da região, logo, nada mais justo que aqueles que faturam alto patrocinem o evento.

O estado do RJ passa por uma situação complicada nas suas finanças, tudo graças a uma péssima administração e corrupção dos políticos que estiveram à frente do seu governo nos últimos 30 anos. Portanto, é hora de rever alguns conceitos e priorizar o que é fundamental para o povo daquele estado, os recursos públicos deverão ser investidos em serviços como saúde, educação, segurança e infraestrutura para sua população.

As escolas de samba do Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou uma nota no final da noite de ontem (14), no Facebook da liga, em que decide que não haverá desfiles das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro no carnaval de 2018 após a decisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de cortar pela metade os recursos da subvenção destinados às escolas de samba.

A decisão da Liesa foi tomada durante uma reunião na sede da entidade com a participação de presidentes das escolas de samba. Segundo a nota, presidentes das escolas de samba e a Liesa  aguardam o agendamento de uma audiência já solicitada para tentar “encontrar uma solução para o problema”.

Na nota, a Liesa destaca os “benefícios econômicos, financeiros, de geração e renda, além da valorização da imagem da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil” e o aumento substancial da arrecadação de impostos e receitas diretas e indiretas “proporcionadas durante o período de preparação e realização dos desfiles carnavalescos”.

Segundo a Liesa, o corte de 50% dos recursos “trará graves consequências para produção do espetáculo” e tornará os desfiles inviáveis de serem feitos com a mesma qualidade com que estavam sendo produzidos.  A entidade também destacou que Crivella, enquanto candidato, visitou a sede da Liesa e firmou um compromisso de manter o subsídio aos desfiles, com perspectiva de aumentar os recursos.

Prefeitura
A prefeitura do Rio divulgou, na segunda-feira (12), a decisão do corte e informou que os recursos destinados às escolas de samba seriam transferidos para aumentar o repasse de manutenção de creches conveniadas com o município. De acordo com a prefeitura, as agremiações receberam cerca de R$ 24 milhões para os desfiles de 2017, e, agora, 50% do valor serão revertidos para melhorar a alimentação e o material escolar das crianças.


Quando a decisão foi divulgada, a prefeitura garantiu que o remanejamento não significa que as escolas de samba ficariam sem recursos. A ideia oficial é fazer investimentos diretamente nas agremiações por meio do Conselho de Turismo com a utilização de um fundo setorial ou por cadernos de encargos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Grupo de cidadãos protocola no Senado pedido de impeachment contra Gilmar Mendes

O ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles protocolou hoje (14), no Senado, pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, com assinaturas de juristas, professores, funcionários públicos e estudantes. Além do impeachment, o grupo também pediu que o STF e a Procuradoria-Geral da República investiguem se a conduta de Mendes tem sido compatível com o cargo que ocupa.

O grupo produziu três peças jurídicas. O impeachment foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado e deverá ter sua admissão inicialmente analisada pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

A segunda peça é uma reclamação que será encaminhada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para apuração administrativa das condutas do ministro. A terceira peça é uma notícia-crime encaminhada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Agência Brasil procurou Gilmar Mendes para ouvi-lo sobre as acusações, mas não foi possível o contato até a publicação da matéria. Segundo sua assessoria, ele foi ao Rio de Janeiro para o velório do jornalista Jorge Bastos Moreno e está em trânsito neste momento.

Conversa telefônica
As três peças tomam como base a conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal em que o senador afastado Aécio Neves pede a Gilmar Mendes que interceda com outros senadores para propiciar a aprovação de um projeto de lei. Os documentos pontuam que, apesar de estar sob sigilo, a gravação foi amplamente divulgada na imprensa e o próprio ministro admitiu o teor da conversa.

“O momento da história brasileira presente pede a participação de cidadãos e cidadãs brasileiros. Na qualidade de cidadãos, nós apresentamos este pedido aqui no Senado da República, um pedido por crime de responsabilidade. Calcado em notícias de quem produz jornalismo? Não, calcado em declarações do ministro Gilmar Mendes, publicadas sim pela imprensa, mas por ele jamais desmentidas, essas declarações. E que nós consideramos que elas caracterizam crime de responsabilidade”, explicou o ex-procurador-geral.

O crime de responsabilidade que justificaria o impeachment, explicou Fonteles, estaria caracterizado pela conduta do ministro de “exercer atividades político-partidárias mediante a articulação e participação em atividades típicas de uma liderança político-partidária, especialmente por meio de atos de influenciar e persuadir parlamentares a votarem a favor de um determinado projeto de lei, por solicitação do presidente do respectivo partido político”, fato que teria ficado comprovado na conversa com o senador afastado.

Condutas
Outras condutas de Gilmar Mendes são apontadas pelo grupo, como proferir julgamento em processo nos quais estaria impedido por ser, a parte, cliente do escritório de advocacia onde atua a esposa do ministro, ou em causas na qual seria legalmente suspeito por se apresentar como “velho amigo” de uma das partes. Em maio, o ministro divulgou nota afirmando que, no habeas corpus por meio do qual concedeu liberdade ao empresário Eike Batista, o empresário não era representado por advogado do escritório Sérgio Bermudes, onde a esposa Guiomar Mendes é sócia.

Os signatários das petições também acusam Mendes de proceder de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro das funções de ministro do Supremo Tribunal Federal, por ter feito uso de linguagem impolida, depreciativa e agressiva contra o ministro Marco Aurélio, a Procuradoria-Geral da República e seus membros, e o Tribunal Superior do Trabalho e seus membros; e de alimentar e ter relações de proximidade com pessoas investigadas ou denunciadas criminalmente no STF, ou que sejam réus, partes ou juridicamente interessadas em processos em andamento no STF e no TSE.


No pedido encaminhado ao Senado, o grupo pede que o processo seja instaurado para que seja iniciada a apuração, com apresentação de rol de testemunhas e produção de provas. No Supremo, eles querem que os pares de Mendes avaliem administrativamente, em caráter disciplinar, se ele atuou com conduta incompatível com o cargo e com suspeição nos processos que julgou, aplicando as penas previstas em lei. Já para a Procuradoria-Geral da República, o pedido é para que seja investigado se o ministro utilizou-se do cargo para atuar em favor de interesses próprios e de terceiros.

Cunha diz à PF que seu silêncio nunca esteve à venda e que Temer não o procurou


O ex-presidente da Câmara deputado cassado Eduardo Cunha disse hoje (14), em depoimento à Polícia Federal (PF), que o seu silêncio “nunca esteve à venda”, em referência à denúncia feita por Joesley Batista em acordo de delação premiado assinada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O peemedebista depôs nesta quarta-feira, em Curitiba, no inquérito que investiga o presidente da República Michel Temer.

Saiba mais:

Na saída da sede da PF na capital paranaense, o advogado de Cunha, Rodrigo Rios, informou à imprensa que o ex-deputado disse também que nunca foi procurado pelo presidente Michel Temer ou por interlocutores dele para evitar que ele fizesse delação premiada.

O depoimento de Cunha estava marcado para as 11h e durou cerca de 1h30. Preso desde outubro do ano passado no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Cunha foi condenado a 15 anos de prisão em uma das ações em que é réu na Lava Jato.

Delação
Em maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Para o acordo, Joesley entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de um encontro com o presidente Michel Temer. No diálogo, Temer teria sugerido que o empresário mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio.


Temer nega as acusações e pediu à PGR que o áudio apresentado pelo empresário seja periciado. Com autorização do Supremo, a Polícia Federal está fazendo a perícia nas gravações feitas pelo empresário Joesley Batista.

Lewandowski é sorteado relator de um dos inquéritos contra Aécio Neves no STF


O ministro Ricardo Lewandowski é o relator de um dos seis inquéritos contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), após redistribuição feita a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele substituirá o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Saiba mais:

Nesse inquérito, Aécio é investigado junto com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais, e o deputado federal Dimas Toledo (PP-MG) e o ex-deputado Pimenta da Veiga.

Todos são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro, suspeitos de participar de um esquema para a receptação de R$ 6 milhões em doações ilegais para a campanha eleitoral dos envolvidos, em 2014.

Eles foram citados pelo delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, que afirmou que Aécio pediu a ele para que a empresa fizesse repasses à campanha dos parlamentares pouco antes do primeiro turno das eleições em 2014.

O inquérito é um dos 76 decorrentes das delações premiadas de ex-funcionários da Odebrecht. As investigações foram autorizadas por Edson Fachin, que havia sido escolhido relator por prevenção, por ser o responsável pela Lava Jato no Supremo.

A própria PGR, no entanto, argumentou que o caso não guarda relação com a Lava Jato, e pediu a redistribuição livre, por sorteio, o que foi autorizado na terça-feira (13) pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

“As razões apresentadas pelo Ministério Público Federal e a manifestação do ministro relator conduzem à conclusão de inexistência de conexão ou continência” com a Lava Jato, escreveu a ministra no despacho em que determinou a redistribuição.


Tiroteio deixa ao menos dois mortos em São Francisco, na Califórnia

Um tiroteio ocorrido nesta quarta-feira (14) em uma agência de postagens da empresa de envio de encomendas UPS, no bairro Potrero Hill, em São Francisco, deixou pelo menos dois mortos e vários feridos, informou o jornal San Francisco Chronicle, que citou como fontes autoridades locais. As informações são da EFE.

Saiba mais:

A UPS disse em um comunicado que o suspeito é um de seus funcionários.

O hospital-geral da quarta maior cidade do estado da Califórnia confirmou que atendeu várias vítimas provenientes do lugar onde os disparos aconteceram, mas não deu detalhes do número de atendimentos ou sobre o estado de saúde das vítimas.

Uma testemunha do tiroteio, que usava uniforme da UPS, disse ao jornal que o suspeito abriu fogo contra pelo menos três pessoas por volta das 9h, horário local (14h de Brasília).


Um morador da região afirmou que viu várias pessoas saindo da agência completamente cobertas de sangue, algumas com ajuda de policiais e bombeiros.

Sanders condena "ato desprezível" e diz que atirador trabalhou em sua campanha

O senador e candidato derrotado nas primárias democratas para a presidência dos Estados Unidos em 2016, Bernie Sanders, disse nesta quarta-feira (14) que o homem que atirou contra vários congressistas republicanos em Alexandria, na Virgínia, trabalhou como voluntário de sua campanha. As informações são da Agência EFE.

Saiba mais:

"Estou enojado por esse ato desprezível", afirmou Sanders no Senado após a divulgação da identidade do atirador, James Hodgkinson, que morreu posteriormente em um hospital da região.

No tiroteio, quatro pessoas ficaram feridas, entre elas o congressista republicano Steve Scalise.

"Acabo de ser informado que o atirador é alguém que aparentemente foi voluntário da minha campanha presidencial. Deixem-me ser o mais claro o possível: a violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade e condeno essa ação nos termos mais contundentes possíveis", disse o senador.

O suspeito afirmou nas redes sociais que Trump é um "traidor" e escreveu que era "hora de destruir Trump e companhia". Além disso, o responsável pelo ataque expressou apoio a Sanders em uma postagem.

Hodgkinson, de 66 anos e morador de Belleville (Illinois), utilizou uma espingarda de assalto M-4 e um revólver, segundo as autoridades. O atirador disparou mais de 50 vezes no ataque.

Ataque
O ataque ocorreu em um campo de beisebol de Alexandria, na Virgínia, onde membros do Partido Republicano treinavam para uma partida beneficente anual marcada para amanhã.

O FBI, que assumiu a investigação, afirma que é muito cedo para saber se o ataque teve motivação política e tinha como alvo específico os congressistas que participavam do treinamento.

Em breve discurso, o presidente dos EUA, Donald Trum, pediu unidade política e cancelou sua agenda nesta quarta-feira.


"Podemos ter nossas diferenças, mas, em tempos como estes, cabe lembrar que todos os que servem no Capitólio estão lá porque amam nosso país. Somos mais fortes quando estamos unidos e quando trabalhamos lado a lado pelo bem comum", destacou Trump. O Capitólio é o prédio onde funciona o Poder Legislativo, nos Estados Unidos.

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