
"Enquanto empresários se sentirem livres para ajudar a
eleger políticos, a corrupção estará garantida"
Por Dag Vulpi - editado em 07/06/2015 às 12:50 hs.
Sou contrário
a qualquer tipo de financiamento de campanhas eleitorais, sejam eles públicos
ou privados. Penso que o mais justo seria que cada candidato bancasse a própria
campanha, afinal ele é, ou ao menos deveria ser, o maior interessado no mandato.
Certamente que
em sendo os candidatos os únicos financiadores de suas próprias campanhas,
haveria uma discrepância nos valores a serem investidos, já que, evidencia-se
que os candidatos com maior poder econômico fariam um investimento maior, dadas
às suas possibilidades, por outro lado, os candidatos menos abonados não teriam
igual sorte no volume de dinheiro investido e, é neste ponto que apresento para
essa proposta um fator que irá equilibrar as capacidades de investimento entre
todos os candidatos.
Muito bem,
para evitar o desequilíbrio de investimento entre campanhas de candidatos com
potenciais econômicos diferenciados, sugiro que seja introduzido um fator
limitador, de forma a impedir que o poder econômico de um candidato venha a ser
o maior diferencial entre os concorrentes ao pleito.
Esse fator que
tem por propósito tornar as campanhas eleitorais mais justas economicamente, seria
a limitação dos gastos de todos os candidatos com base no menor valor
apresentado entre todos os candidatos que concorrerão a uma mesma vaga. Por exemplo, os candidatos que concorreriam à vereança de uma
determinada cidade, teriam o limite de gasto de suas campanhas balizado pelo
menor valor apresentado entre todos os concorrentes daquele pleito.
Essa proposta tem
por objetivo tornar as campanhas eleitorais mais justas, ao menos
financeiramente, portanto, não permitirá que um candidato tenha uma campanha
com valores maiores ou menores que os dos demais, porém, para não cercear o
direito daqueles que possuem um poder econômico maior e que considerarem o
fator limitador um valor muito baixo, propõe-se que seja concedido para aqueles
o direito de contribuir para as campanhas dos candidatos menos favorecidos
financeiramente, de forma a aumentar o valor do fator limitador que,
consequentemente, aumentará também o valor de investimento de todos os demais candidatos.
Seguindo na
mesma linha de raciocínio, onde é priorizada a ideia de que quem deve financiar
as suas campanhas sejam os próprios políticos, poderia também ser considerada a
hipótese de propor que sejam os políticos com mandatos que financiem as
campanhas eleitorais seguintes, ou seja, todo político que se eleger teria que,
durante os quatro anos do seu mandato, contribuírem mensalmente com determinada
porcentagem de seus vencimentos para um fundo de campanha eleitoral. Seria
desse fundo que sairiam as verbas para o financiamento das campanhas eleitorais
de todos os candidatos do pleito seguinte. Os valores seriam rateados em
proporções iguais entre todos os candidatos de todas as legendas. Essa forma de
financiamento poderia inclusive ser considerado um financiamento público de
campanha, já que a verba tem sua origem nos vencimentos de cargos públicos
Entendo que
essa seria uma forma de equilibrar as campanhas e acabar com os fraudulentos
financiamentos de campanha, tornando as disputas eleitorais mais justas e sem
que haja necessidade de doações de empresas privadas ou do desperdício do
dinheiro público.



