quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Introdução ao HTML, a Linguagem da Internet


Com a onipresença da Internet, que, de modo imersivo, passa a ser o meio, por definição, é fundamental saber compor uma pequena página em HTML, a linguagem que age nos bastidores das páginas que fazem o que conhecemos por WEB ou Rede Mundial. Vou mostrar, através de pequenas “aulas”, como tu poderás aprender e se valer deste pequeno agrupado de propedêutica de Internet para conversar em informatiquês básico de formatação amigável das URL’s, durante o desenvolvimento da nossa conversa informal. Saber formatar com elegância (e sem decadência) páginas e “linques” de páginas em HTML amigável é vital, pois permite ao leitor uma abordagem mais profissional e estética, além de lhe dar indicação clara do que trata o Elo de Ligação ou Linque. Fica mais elegante, do ponto de vista do leitor, e também é um chamariz, pois, às vezes, o “linque” não é algo autoexplicativo nem muito menos “atraente” para o leitor. Mas vamos por partes, a la Jack. Antes de nada, a pergunta que não cala: O que é HTML? Amig@, o HTML é a linguagem por trás das páginas da Internet. HTML siginificaHyper Text Markup Language. Tudo que tu lês na Internet contém, essencialmente, HTML, junto com outras tecnologias. Mas o visual, seja um Negrito, um Itálico, uma URL apontando para um tópico (na mesma Aba; em outra Aba ou página, se o Navegador permitir, etc), uma tabela estática, é feito com HTML. O fato de ela ser “Markup Language“, Linguagem de Marcação, significa que precisamos de outras tecnologias, por exemplo, quando for preciso abrir um Banco de Dados. O HTML é essencialmente a parte visual da tua página. Ele invoca, quando necessário, outros motores para enriquecê-la. Outra pergunta: se HTML é uma linguagem e ela faz parte do texto, como eu indico ao próprio texto ou página que eu desejo formatar algo, por exemplo? Resposta: através de Tags, Etiquetas HTML. As Tags indicam onde começa e onde termina um código para conseguir fazer algo na página. Daí a ideia de “Linguagem de Marcação”. Nós, literalmente, marcamos, indicamos, com TAGS, onde começa e onde termina certo efeito na página. As Tags iniciam, sempre, com o Menor QUE (<); depois, tu escreves o efeito, que pode ser i, para itálico; b, para Negrito (b é inicial para BOLD, Forte), por exemplos; depois tu fechas a Tag com o Maior QUE (>). Pronto. Iniciei um efeito. Para fechá-lo, indicando ao texto HTML, o fim daquele recurso ou efeito, tu utilizas, de novo, o Menor QUE (<) seguido da Barra (/); insere o comando do efeito, mas, como tem a Barra, o Navegador “sabe” que é para finalizar o efeito ou comando; fecha a Tag, de novo, com Maior QUE (>). A partir deste ponto, o Navegador interpreta que aquele efeito solicitado foi encerrado. Toda Tag que eu abro, devo também fechá-la, senão o efeito não cessaria (<>,escreve texto com o efeito, </>).Vou dar um pequeno exemplo: Vamos tornar negritada a palavra TAGS na frase “Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de TAGS”. É bem simples. Sugiro que tu copies este texto em um editor simples, como o NotePad, para quem está no Windows. No Linux, eu usaria o KWrite ou o Kate. Nada impede, também, que tu uses um software próprio para edição de HTML, como o Bluefish, o qual é um verdadeiro canivete suíço: serve para escrever código HTML, C, Python, etc., e é multiplataforma. Ao salvar, como por exemplo, para “teste1.html”, tu escreves, se se utiliza o NotePad ou Bloco de Notas, para tal, o nome entre aspas. O NotePad salvará sempre como .txt, salvo se se faz uso das aspas, para dizer ao editor de texto para salvar em outro formato. Isto é uma característica do aplicativo. Pois bem. Salve-o como “teste1.html” e abra-o no Navegador: Internet Explorer, Firefox, Chrome, Opera, não importa. Ele vai “ver” o texto com a formatação solicitada. Bem, como eu disse, para formatar em Negrito é simples: eu abro uma Tag, no início do texto a negritar, com Menor Que (<), depois coloco o código do negrito (B ou b) e fecho-a com o Maior QUE (>); para informar ao Navegador o final do efeito, eu abro com a TAG de fechamento (Menor QUE, Barra, Efeito, Maior QUE – </b>, por exemplo, para encerrar o Negrito). Observe que o código de marcação, no caso aqui, para negrito, pode ser escrito em minúsculo ou em maiúsculo. Por norma, eu escrevo em caixa baixa, mas pode ser um ou outro. A frase era “Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de TAGS”. Deveríamos negritar a palavra tags(Morvan, não era TAGS? Sim. A mesma coisa. Só para entender que, em HTML, não importa a caixa de texto. Pode ser maiúscula ou minúscula). Fica assim: Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de <b>TAGS</b>.O Navegador, por causa das TAGS, vai escrevê-la assim:

“Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de TAGS“

Observe: abrimos o efeito negrito (B) entre TAGS. Fechamo-lo, com o mesmo parâmetro, mas com a Barra Indicadora de cessação do efeito. O que vier depois vem sem efeito. É texto puro, sem códigos de controle. A maioria das Tags fecha com a Barra. As exceções serão destacadas, quando possível. E se tu quisesses, ao invés do Negrito (B, b, Bold, em inglês) oitálico, para a mesma palavra? Seria bem simples. O comando para abrir e fechar o efeito seria o I ou i (lembre-se de que os efeitos são “insensitivos”, não importa a caixa do texto). Tu dizes: “Ah, tudo bem, mas eu quero formatar um trecho em sublinhado, ao invés do Negrito“. Seria bem simples, de novo. O comando para abrir e fechar o efeito seria o U ou u (U ou u, pois em inglês sublinhado é “Underlined“. Lembre-se, novamente, de que os efeitos são “insensitivos”, não importa se caixa alta ou baixa). Quando estivermos falando sobre NetQueta, ver-se-á que, via de regra, se escreve em caixa baixa e veremos também o porquê. Aqui é similar. Mesmo que o Navegador interprete Código HTML sem ligar para a caixa do texto, escreveremos habitualmente em caixa baixa.

Uma alternativa ao Bold (b ou B) é a Tag-FechaTag <strong> Texto a Encorpar </strong>

Fica assim, em HTML:
Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de <u>TAGS</u>. Veja abaixo:

Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de TAGS.

A mesma frase no Navegador, com o uso de estilos → (para ver como está codificado, via estilo, selecione a frase abaixo e acione, com o botão de atalho do rato, a opção “Exibir Código-Fonte da Seleção” ou similar):

Meu Navegador aceita Comandos HTML, em forma de TAGS

Observação: todos estes efeitos são acionados, com melhores resultados, com o uso de estilos, os quais estão além do escopo deste tutorial.

Trabalhando com Cabeçalhos em HTML

Agora, amig@, vamos trabalhar um pouco com Cabeçalhos. Cabeçalhos, em HTML, têm um sentido específico. Cabeçalhos são específicos a uma página e são um texto chamativo, grande, indo do Nível 1 ao 6 (do maior para o menor). Algumas pessoas utilizam a TAG <BIG>Texto a Destacar </BIG>; mas o grupo Cabeçalhos permite padronizar as Seções de sua página com muito mais controle.

Para colocar um título, por exemplo, com Nível 2 de Cabeçalho, basta instruir, na sua página:

<H2>Este é Um Cabeçalho Nível 2</H2>. Como qualquer Tag, informamos à página o fim marcação de cabeçalho com </H[1-6]>. Veja abaixo exemplos de Cabeçalhos em ordem decrescente de tamanho:

Este é Um Cabeçalho Nível 1

Este é Um Cabeçalho Nível 2

Este é Um Cabeçalho Nível 3

Este é Um Cabeçalho Nível 4

Este é Um Cabeçalho Nível 5
Este é Um Cabeçalho Nível 6


Inserindo Comentários em HTML

Às vezes, queremos comentar pequenos trechos da nossa página. Como em qualquer linguagem de computadores, ao se comentar um trecho qualquer, este só será visível em modo de edição, o que é útil para ajudar aos formatadores a entenderem aquele trecho, como está programado, o que faz aquele tópico, etc. No caso específico de HTML, os comentários ajudam o formatador da página, dando-lhe informações que ficam transparentes para o leitor da página. A TAG para iniciar um comentário, o qual pode se desenvolver em várias linhas de texto, é <!– (MenorQUE, Exclamação, hífen, hífen – tudo junto, sem espaço). A partir deste ponto, tudo é tratado como comentário, não sendo exibido pelo seu Navegador, até o HTML encontrar a Tag para finalizar o efeito. Para finalizá-lo, basta indicar o fechamento da TAG de comentários com –> (hífen, hífen, MaiorQUE. esta é uma das poucas TAGS que não fecham com a Barra, a exemplo também da TAG IMG).

Digamos que estou escrevendo um texto e quero sinalizar para o Moderador que determinado trecho não está concluso, ainda. Posso me valer dos comentários, vez que o Moderador analisará o código-fonte do que fora enviado, à cata de possíveis problemas.

Vejamos um exemplo:

“… Para calcular a corrente, precisamos saber, pelo menos, duas grandezas: a voltagem e a resistência…”.

<!– Atenção Moderador. Colocar Gráfico da URL Aqui!!! –>

O que será visto pelo leitor:

“… Para calcular a corrente, precisamos saber, pelo menos, duas grandezas: a voltagem e a resistência…”.

O Moderador / diagramador da página, pelo que se falou, vai ler o código-fonte e vai ver os comentários. Para o leitor, é transparente. Literalmente transparente, ou seja, não viu as informações que só tinham relevância para quem vai editar o conteúdo. Num artigo, em um comentário em um blogue, exemplos, tu podes colocar comentários para registrar data, URL do tópico, etc. Bastante útil.

Destacando Texto Com Tags HTML

Às vezes, estamos, por exemplo, compondo uma prova e queremos ao invés dos recursos de formatação convencional, como Negrito, Itálico e Sublinhado, destacar partes do texto, realçá-lo, como em utilizando uma caneta marca-texto. A Tag <MARK> Texto a Destacar </MARK>faz isto para nós. Queremos realçar, na frase “Atenção, Alunos. Provas I e II têm peso 5; as restantes têm peso 2″ a seleção Provas I e II têm peso 5. A frase completa, com o código HTML, ficaria assim:

“Atenção, Alunos. <mark>Provas I e II têm peso 5</mark>; as restantes têm peso 2.”.

A saída HTML seria assim:

“Atenção, Alunos. Provas I e II têm peso 5; as restantes têm peso 2“.

Observação: Consegue-se muito mais controle, bem como flexibilidade de cores, com o uso de Estilos, os quais, como frisado antes, estão além do escopo deste mini-tutorial. Nos linques por nós fornecidos, por exemplo, da W3Schools, é possível aprofundar bastante sobre o uso de Estilos. Importante, pois é uma tendência irrecorrível, ainda mais quando se sabe que todos os sítios estão migrando para C. M. (Gerenciadores de Conteúdo) e estes, sabe-se, truncam bastante os efeitos de HTML puro.

Transcrevendo Citações E Comentários, Com Destaque

Às vezes, em meio a um artigo, comentário, queremos transcrever o dito pelo autor, dando, porém, destaque a pontos mais relevantes do que fora dito. Entra em cena uma Tag importante. Ela nos permite transcrever só o trecho fundamental do autor, dando destaque gráfico e deslocando o texto, como numa verdadeira citação. É importante deixar este trecho selecionado italicizado, como é praxe nas citações, pois a Tag BlockQuote só nos dá o destaque gráfico, com o deslocamento e, dependendo do Estilo de Página, um sinal, à esquerda, mostrando que há um avanço do texto. Para formatar a Etiqueta (Tag) BlockQuote, segue-se o usual. Fechá-la, idem, utilizando a barra (/) como indicador de final de efeito. Vamos testar, com um pequeno exemplo: em uma discussão sobre codificação, Pedro falou:
— “… sabemos que o Protocolo HEVC vai imperar, é questão de tempo, pois se exigirá mais e mais densidade de informação multimídia e as Camadas MPeg anteriores já obsolesceram.“.

Agora, utilizado a Tag <
blockquote>Texto a Destacar</blockquote></> iremos testar o mesmo excerto de texto do autor:
— “… sabemos que o Protocolo HEVC vai imperar, é questão de tempo, pois se exigirá mais e mais densidade de informação multimídia e as Camadas MPeg anteriores já obsolesceram.“.

Não precisa quebrar a linha, com Enter ou com código HTML. A Tag citada faz isso automaticamente. O travessão (—) é conseguido com um pequeno e útil truque: escreva, em vez do hífen ou do próprio travessão, ”
---
” (três hifens, sem espaço entre eles. O Gerenciador de Conteúdo de qualquer sítio / Blogue vai convertê-lo em travessão). Se quiser, alternativamente, pode digitar, para ser convertido também, de modo automático, “&mdash;” (âmper, “mdash” , ;& “;”). Este método de se escrever o carácter se chama “URL Encode“.

Pronto. Agora já sabes como citar o trecho daquele tópico | comentário. E boa discussão. ;)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Brasil investe mais do PIB para educação que países ricos, mas gasto por aluno é pequeno.


Por Luiza Bandeira da BBC Brasil em Londres 09 de setembro de 2014

O Brasil já destina mais do seu PIB para educação do que os países ricos, mas o gasto por aluno ainda é pequeno, pelo que indica um novo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE.

O país aparece em penúltimo no ranking de investimento por alunos no relatório, lançado nesta terça-feira, que compara resultados dos 34 países da organização, que reúne países ricos, e outros dez países em desenvolvimento.
A educação de um brasileiro é feita com um terço do valor gasto com um estudante dos países ricos, em média, diz a OCDE.

Mas o Brasil tem um número alto de alunos; quando o investimento é dividido pelo número de estudantes, ele se dilui.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o alto grau de repetência e evasão acaba inflando o número de alunos. A baixa qualidade do ensino também sobrecarrega o sistema.

Dentro dos gastos públicos totais do Brasil, a educação até recebe uma atenção grande: em 2011, 19% de todo o gasto público do Brasil foi destinado para a educação. A média da OCDE é de 13%.

O gasto público total em educação representou 6,1% do PIB, quando a média da OCDE é de 5,6%.

Porém, quando divide-se o gasto pelo total de alunos, o país fica em penúltimo lugar. Gastou US$ 2.985 por estudante, enquanto a média da OCDE é de US$ 8.952.

Gastos em educação

Percentual dos gastos públicos

Brasil - 19%
OCDE - 13%

Percentual do PIB

Brasil - 6,1%
OCDE - 5,6%

Gasto por aluno*

Brasil - US$ 2985
OCDE - US$ 8,952

*por paridade de poder de compra

Fonte: Education at a Glance 09/09/2014, OCDE

Matrículas
O Brasil têm muitos estudantes, principalmente nos ensinos fundamental e médio, onde as matrículas cresceram nos últimos anos. Nesses dois níveis de ensino estão matriculados 84,5% dos estudantes, mas a eles são destinados 75% dos gastos em educação.

Segundo o relatório, as instituições públicas gastam 4 vezes mais por aluno do ensino superior do que do ensino fundamental - é a maior diferença entre todos os países que têm dados disponíveis.

O professor Naércio Menezes, do Insper, diz que a discrepância ocorre também porque o Brasil ter um PIB menor do que diversos* países da OCDE - ou seja, uma mesma porcentagem do PIB resulta em menos dólares no Brasil do que nos Estados Unidos, por exemplo.

Dessa forma, segundo ele, a melhor comparação é com o PIB per capita, que leva em conta o tamanho da população. Nessa conta, o Brasil fica atrás dos países ricos.

"Mas mais importante do que o gasto com educação é o resultado em termos de aprendizado. Quando fazemos essa conta, vemos que o Brasil gerencia muito mal esses recursos educacionais. Em matemática, por exemplo, 67% dos nossos alunos estão abaixo do nível 2 do PISA (exame internacional que avalia o nível de aprendizagem). Assim, precisamos mudar rapidamente a gestão dos recursos educacionais no Brasil", afirma.

Já Francisco Aparecido Cordão, do Conselho Nacional de Educação, diz que o Brasil precisa gastar mais que os países desenvolvidos porque eles "já fizeram o dever de casa" - ou seja, estão muito mais avançados em educação que o Brasil.

"Quatro porcento das nossas crianças com 8 anos de idade, embora tenham tido acesso ao ensino fundamental, não sabem ler e escrever. Mais da metade das crianças e adolescentes que concluíram o ensino médio ainda são analfabetos fundamentais. O Ideb mostra melhora, mas nosso resultados ainda estão muito longe dos da OCDE".

Com isso, afirma, precisamos investir mais que outros países, tanto para capacitar nossos professores quando para recuperar esses alunos que não aprenderam. "O aluno que repete de ano, por exemplo, é um dinheiro jogado no lixo. Ele precisar aprender e passar de ano, porque fazer duas vezes a mesma série é jogar dinheiro no lixo."

Para Cordão, o plano que destina 10% do PIB para a educação pode "ajudar a saldar uma dívida que países da OCDE já pagaram".

Diploma
O relatório da OCDE também destaca que adultos com ensino superior no Brasil ganham 2,5 vezes mais do que aqueles que cursaram apenas o ensino médio. Essa diferença nos rendimentos é maior que a média da OCDE e a segunda maior entre todos os países analisados.

A análise também mostra uma peculiaridade brasileira: quem não fez ensino médio tem mais chances de conseguir emprego do que quem fez. Em 2012, a taxa de desemprego para quem tinha ensino médio foi de 5,1%, e para quem tinha menos do que isso foi de 4,1%. Esses números não levam em conta o salário que cada pessoa recebe - além disso, a menor taxa de desemprego é para quem fez ensino superior (2,9%).

A OCDE também mostrou que, no Brasil, o número de jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como os "nem-nem", se manteve estável desde 2005, mas ainda é maior que a média dos países ricos (20% no Brasil e 15% nos países da OCDE).

Estrangeiros
O estudo da OCDE mostra também que as universidades do Brasil têm o menor percentual de estudantes estrangeiros entre todos os países analisados. Eles são menos de 0,5% das matrículas do ensino superior e, desses, 27% vem de países que também falam português. "Não é surpresa, visto que o Brasil não oferece quase nenhum curso completo em inglês no nível superior", afirma o documento.

Os principais rankings internacionais costumam considerar o número de estudantes estrangeiros - a lógica é que essa diversificação dos alunos beneficia o ambiente universitário para aprendizagem e pesquisa.

O relatório também mostra que 23% dos estudantes brasileiros em faculdades no exterior estão nos Estados Unidos, 18% em Portugal e 10% na França.

*O Brasil é a sétima economia do mundo, logo, a justificativa do professor Naércio Menezes, do Insper não procede.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Cinco cubanos




Os Cinco cubanos (Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González, e René González) são cinco agentes de inteligência cubanos condenados em Miami de conspiração para espionar, conspiração para assassinar e outras acusações. Os cinco estavam nos Estados Unidos da América para observar e infiltrar grupos cubano-americanos de oposição ao regime de Fidel Castro (Alpha 66, os Commandos F4, a Fundação Nacional Cubanoamericana, e Brothers to the Rescue).

Em 24 de fevereiro de 1996 dois aviões do grupo Brothers to the Rescue foram derrubados pelas forças armadas de Cuba, matando os quatro tripulantes.

Gerardo Hernández foi condenado por conspiração para cometer homicídio por fornecer informações sobre os aviões que podem ter ajudado às forças armadas cubanas. A corte de apelações, entretanto, derrubou essa condenação afirmando que não há provas de que Hernández sabia que o avião seria derrubado em espaço aéreo internacional.

Cuba reconheceu que os cinco eram agentes de inteligência mas afirmou que eles estavam espionando somente os grupos terroristas de exilados cubanos, não o governo dos Estados Unidos. Cuba explicou que os homens foram enviados ao sul da Flórida após vários ataques terroristas a Havana supostamente planejados por Luis Posada Carriles, um terrorista e ex-agente da CIA, a partir dos Estados Unidos. Os cinco apelaram de suas condenações e a suposta ausência de imparcialidade em seus julgamentos recebeu muitas críticas internacionais. Um painel de três juízes na Corte de Apelações do 11º Circuito em Atlanta derrubou as condenações em 2005, citando preconceitos dos cubanos anti-castristas em Miami, mas o plenário da corte reverteu essa decisão. Em junho de 2009 a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a revisar o caso. Em Cuba os cinco são vistos como heróis nacionais e são apontados como tendo sacrificado suas liberdades em defesa de seu país.

Rene Gonzalez foi liberto em outubro de 2011 sob condicional, tendo que permanecer nos Estados Unidos por três anos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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