quarta-feira, 30 de julho de 2014

Eleições 2014: Para Eduardo Campos, renovação política é o caminho para o crescimento econômico do Brasil

Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência, participa de sabatina na sede da CNI, em Brasília, nesta quarta.

Em sabatina organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta, o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), afirmou que uma renovação política é fundamental para que se façam as mudanças necessárias para o desenvolvimento da indústria brasileira. Campos atacou a condução da política econômica do governo Dilma, especialmente em relação a ações de curto prazo, como incentivos a setores específicos, maquiagem fiscal e indicação de cargos em ministérios e agências reguladoras.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Em entrevista exclusiva, Eduardo Campos afirma que PT e PSDB se esqueceram do ES

O presidenciável Eduardo Campos concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista da TV Vitória Alex Cavalcanti e garantiu que, se eleito, dará mais atenção ao Estado.

Do Folha Vitória
Em sua visita nesta terça-feira (29) ao Espírito Santo, o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) concedeu uma exclusiva ao jornalista da TV Vitória, Alex Cavalcanti.

Campos afirmou que o Espírito Santo perdeu investimentos nos últimos anos, quando o País foi governado pelo PT e pelo PSDB e que, se eleito, dará atenção ao Estado.

Confira na íntegra a entrevista:

Alex Cavalcanti: Bom, eu quero começar conversando com o senhor sobre economia. O Espírito Santo vem de uma sequência de perdas de receita: primeiro o Fundap, perdeu royalties. Royalties inclusive que foram redistribuídos com muita pressão dos estados do nordeste e, lá atrás, há muito tempo, perdeu também com a Lei Candinho, por conta da desoneração das exportações. Tudo isso sempre fica uma promessa de compensação dos estados pelo governo federal, criação de fundos de compensação e que nunca são proporcionais, o estado nunca recebe quantias equivalentes ao que perdeu. Caso o senhor seja eleito, como fica essa relação do estado do Espírito Santo com o governo federal?

Eduardo Campos: No nosso governo, ao invés de perder, o Espírito Santo vai ganhar. O Espírito Santo há 20 anos assiste o Brasil ser governado pelo PSDB e pelo PT e durante esses 20 anos o tratamento foi praticamente o mesmo em relação ao Espírito Santo. É só dar uma olhada no aeroporto, no porto, nas rodovias e a gente vê que eles ficam um falando do outro, mas na verdade todos deixaram o Espírito Santo esquecido. Agora, recentemente, todos assistiram o PSDB e PT juntos pôr fim ao Fundap, que tocou fortemente os municípios e o Estado. Nós vamos inaugurar um tempo em que aqueles que sempre perderam vão ganhar, vão ganhar o quê? Atenção de um governo que se instala para reduzir as desigualdades no país. Nós vamos fazer esse país voltar a crescer, conter a inflação, baixar os juros e cuidar das desigualdades. Nós sabemos que o povo capixaba já está cansado dessa conversa. Conversa, conversa e conversa, e se tira aquilo que foi construído com muito esforço do povo capixaba. Nós vamos garantir as conquistas, as obras de infraestrutura e vamos fazer com que o Espírito Santo sinta a atenção que hoje falta na vida do povo do Espírito Santo.

Única central elétrica de Gaza é danificada por bombardeios

Principal central elétrica da Faixa de Gaza é bombardeada depois de uma noite de ataques aéreos de Israel

Única central elétrica da Faixa de Gaza foi bombardeada em ataques aéreos israelenses na madrugada de hoje (29)Oliver Weiken/EPA/divulgação Lusa/direitos reservados





A única central elétrica da Faixa de Gaza parou de funcionar após um bombardeio do Exército israelense durante a noite de ontem (28). A informação foi confirmada hoje (29) pelo diretor adjunto da Autoridade de Energia da Palestina, Fathi Al Sheikh Khalil. "A única central elétrica de Gaza deixou de funcionar após um bombardeamento israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor antes de cair sobre os reservatórios de combustível, que pegaram fogo", informou Khalil.

A central fornece aproximadamente 30% da energia consumida em Gaza e o estrago causou a interrupção do fornecimento de eletricidade em várias partes da região, que tem uma população de 1,8 milhão de habitantes. Grandes incêndios também foram vistos na área da central, de difícil acesso para equipes de socorro.

Khalil também informou que cinco das dez linhas de energia que têm origem em Israel e abastecem Gaza foram danificadas pelos bombardeios. “Os serviços de manutenção não conseguem entrar na zona de modo a reparar as ligações", relatou.

Os problemas com o abastecimento energético são comuns na região, que também sofre com a escassez de água. Em tempos normais, as interrupções de energia chegam a durar entre oito e 12 horas, frequentemente. A precariedade afeta hospitais, escolas, o comércio e estações de tratamento de água.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a demanda por energia elétrica em Gaza é 360 megawatts: um terço, ou 120 megawatts, fornecidos por Israel, que impõe um bloqueio à região desde 2006; 22 megawatts pelo Egito e 80 megawatts pela central danificada na noite de ontem.

Desde o início do mais recente conflito entre Israel e o movimento armado Hamas, 1.113 palestinos foram mortos, cerca de 70% civis, de acordo com a estimativa da ONU. Do lado israelense, três civis e 53 soldados perderam suas vidas - maior número desde a guerra contra o grupo Hezbollah, do Líbano, em 2006.

Da Agência Brasil  - Com informações da Agência Lusa

Mais de 80 organizações pedem que Brasil rompa relações com Israel


Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil
Um manifesto com mais de 80 assinaturas de organizações da sociedade civil e de ativistas políticos pede ao governo brasileiro medidas mais enérgicas em relação a Israel como forma de sanção pelos ataques à Faixa de Gaza. O documento, protocolado no escritório da Presidência da República em São Paulo no dia 25, é encabeçado pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e pede o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel. As entidades cobram também o fim do Acordo de Livre Comércio do Mercosul com o país e de contratos com empresas israelenses.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Conselho de Segurança da ONU pede cessar-fogo humanitário imediato em Gaza

Faixa de Gaza
Conselho de Segurança da ONU pede cessar-fogo humanitário imediato em Gaza
Divulgação Lusa/Atef Safadi/Direitos reservados




O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) formalizou na madrugada de hoje (28), em Nova York, uma declaração apelando para um “cessar-fogo humanitário imediato e incondicional” entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Aprovada por unanimidade pelos 15 membros do conselho, a declaração pede para as partes envolvidas no conflito “aplicarem totalmente” o cessar-fogo durante a celebração do fim do Ramadã, esta semana, e estenderem para além desse período, buscando uma negociação da paz na região.

Resumo da sabatina da presidenta e candidata a reeleição Dilma Rousseff


Abaixo apresento um resumo da sabatina de hoje 28/07 com Dilma Rousseff realizada no Palácio do Alvorada, em Brasília, tendo como entrevistadores os jornalistas Josias de Souza, blogueiro do UOL; Ricardo Balthazar, editor do caderno Poder da Folha de S.Paulo; Kennedy Alencar, do SBT; e José Maria Trindade, da rádio Jovem Pan. (no final da postagem você poderá conferir o vídeo com a sabatina na íntegra)

Ricardo Balthazar, editor de o caderno Poder da Folha de S.Paulo, abre a sabatina e apresenta um vídeo sobre Dilma Rousseff.

Questionada Dilma se negou a comentar se manteria o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, num possível segundo mandato. “Não é hora de falar sobre ministério”, afirmou. “Não discuto meu ministério”.

Dilma afirma que, em seu mandato, a economia do país foi prejudicada pela crise internacional e que nenhum país se recuperou da crise. “O mundo errou, todos nós erramos, porém, dos países do G20, o Brasil está entre os seis ou sete que mais cresceram [em 2013]”. Destacou ainda que, apesar da crise, o país gerou mais de 5 milhões de empregos durante seu mandato e que a inflação anualizada ficará inferior ao limite superior da meta. “A inflação não está descontrolada” acrescentou a respeito da previsão sobre as consequências da crise.

Dilma disse divergir das previsões de economistas como Delfim Netto, conselheiro de seu governo. "Minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira", declarou a presidente.

Para Dilma, o pedido de desculpas do banco Santander foi “muito protocolar”, “É lamentável e inadmissível o que foi feito pelo Santander, acho muito perigoso especular em períodos eleitorais”. Disse ainda que é inadmissível aceitar qualquer interferência de qualquer setor na economia e nas eleições.


A candidata à reeleição diz que há um “jogo de pessimismo” no país. Cita como exemplo às críticas à Copa do Mundo, as previsões de falta de energia e na economia. “O mesmo pessimismo que houve com a Copa está havendo com a economia. E como economia é na expectativa, é muito mais grave”.

Internauta pergunta se Dilma pretende mudar a política industrial:

“Temos a menor taxa histórica de desemprego de todos os tempos, o crescimento industrial é condição para o país se desenvolver, o Brasil não pode ser só um produtor agrícola”. Dilma destaca os investimentos de seu governo em infraestrutura.

Dilma diz que faz uma análise realista da economia, e não otimista. “Você não faz mudança porque errou, mas sim porque tem sempre de melhorar”

A presidente cita mudanças feitas no Bolsa Família e na concessão de rodovias.

Dilma afirma que o governo vem fazendo concessões e não privatizações. “Privatização é vender patrimônio, concessão você devolve depois”

Dilma responde questão de Ricardo Balthazer sobre a taxa alta de rejeição da petista em São Paulo afirmando que a população de São Paulo ainda não conhece bem as ações de seu governo no Estado. Cita como exemplo a construção de 600 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida e a criação de 1,2 milhão de vagas no Pronatec. Diz ainda que a campanha eleitoral permite a apresentação de suas ações no Estado

Dilma volta a dizer que o Conselho de Administração da Petrobras não recebeu todas as informações da empresa na época da decisão da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. “Não acho que estou sendo desgastada pela compra de Pasadena, o conselho jamais aprovou a segunda fase da compra [de Pasadena]. O conselho aprovou a primeira fase”


Dilma disse que a mudança no Ministério dos Transportes foi discutida no Palácio do Planalto e que não se sentiu chantageada pelo PR na época da troca feita na pasta. “Não tolero, não compactuo, não aceito corrupção, só aceito ministros que eu tenho em alta conta”

Dilma afirma que os governos do PT têm tomado medidas para “melhorar as instituições” e “combater a corrupção”. “A Controladoria Geral da União investiga todos os ministérios. Sugere e aponta inconformidades em vários ministérios. Não necessariamente todas as inconformidades são fruto de má gestão no sentido criminoso da palavra". “Não vou concordar em chamar o Lupi de um cara que fez mal feitos”, afirma em referência ao ex-ministro do Trabalho.


Dilma afirma que os governos do PT não interromperam processos de investigação de casos de corrupção. “No nosso caso, tomamos todas as providências”. “Como presidenta, não me manifesto sobre decisão do Supremo Tribunal Federal”

Dilma diz não ver acirramento da luta de classes no Brasil. “Não acho que há uma guerra de pobres e ricos”

A candidata à reeleição diz que todos ganharam nas gestões do PT e que os pobres ganharam mais

Dilma declara que o governo está tentando ampliar a oferta de educação e saúde de qualidade.

Dilma sobre a ofensiva de Israel contra palestinos na Faixa de Gaza. “Em relação a Israel, o Brasil tem uma posição bastante antiga de amizade”, diz Dilma. “Não acho que é um genocídio, acho que é um massacre”, afirma. Para a presidente, a ação de Israel é desproporcional.

Para justificar laços com o regime cubano, Dilma declara que todos os países da América Latina aprovaram o fim das restrições econômicas a Cuba. “Esse programa [o Mais Médicos] é por um período no qual temos que formar mais médicos aqui”. “Sabe qual o Estado que tem o maior pedido de médicos? É São Paulo” afirma a presidenta.

Dilma disse que guarda dinheiro em casa porque incorporou hábitos de época em que foi perseguida e presa durante a ditadura militar. “Uma parte disso a gente deposita ao longo do ano, em poupança”.

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