Por Dag Vulpi
Sem a prepotência
de objetivar as subjetividades ou vice versa, e sem analisar variáveis, que,
aliás, sempre estão presentes nos quadrantes e quadrados e certamente não se ausentará
no tal “quadradinho de oito”, trago essa proposta de possibilidade.
Quadradinho de
oito para quem desconhece, é uma “graciosa” dança que vem sendo saracoteado aos
quatro cantos desse Brasil varonil com toda a peculiar desenvoltura da nossa
moçada.
A tal dança não
é para qualquer um, para executá-la é necessário equilíbrio e desapego ao bom senso.
Basicamente a “dança” consiste em posicionar-se de ponta cabeça, e com as mãos
na cintura bambolear freneticamente.
Não é difícil deduzir
que, quanto melhor for o desempenho na tal dança, maiores serão as chances
desses jovens tornarem-se políticos de sucesso num futuro próximo, afinal, eles
preenchem com propriedade os não muitos requisitos necessários para qualificá-los
como postulantes a cargos eletivos e de representatividade.
A coisa
publica caracteriza-se inapelavelmente por situações que, fugas à regra são improváveis
inoportunas e completamente desnecessárias.
Existem algumas
máximas que de fato não são mínimas, e um bom exemplo disso foi a pérola sempre atual, ainda que já longínqua
frase bradada pelo coronel Limoeiro. Não em prosa ou verso, mas escrachado aos
ventos, sol espinhos do sertão pernambucano ”Meu filho, se essa cerca for
esticada a gente passa por baixo; se for bamba ou frouxa, a gente passa por
cima” dizia ele.
E vamos em
frente, afinal os ânimos dos poderes acalmou-se nos últimos dias, aparentando
que tanto o Legislativo quanto o Judiciário já engoliram os sapos alheios,
agora é esperar a digestão.