terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Na Europa, Dilma avisa: "Venezuela não é Ucrânia"


Presidente Dilma Rousseff saiu em defesa da Venezuela e rechaçou comparações entre as manifestações no país sul-americano e a crise na Ucrância; "Não cabe ao Brasil discutir a história da Venezuela nem o que ela deve fazer, pois iria contra o que defendemos em termos de politica externa. É importante que se olhe para a Venezuela sempre do ponto de vista também dos efetivos ganhos sociais que eles tiveram nesse processo, em termos de saúde e de educação para o seu povo", afirmou; posição contrasta com a de seu adversário, o senador Aécio Neves; mais cedo, ele criticou a posição do Brasil em relação aos protestos no país parceiro

Os Desafios do Mediador em Conflitos Coletivos: Como Equilibrar Interesses e Emoções


 Por Dag Vulpi

A mediação em conflitos coletivos representa um dos maiores desafios profissionais na área de solução de disputas. Diferente da mediação individual, onde o mediador lida com duas partes claramente definidas, nos conflitos coletivos o profissional enfrenta uma complexa rede de interesses, relações de poder desiguais e intensas carga emocional. Este artigo explora as principais dificuldades e estratégias para mediações eficazes nesse contexto.

1. A Complexidade Ampliada nos Conflitos Coletivos
Em disputas envolvendo grupos, multiplicam-se exponencialmente as variáveis que o mediador deve considerar:

  • Múltiplos agentes com interesses divergentes

  • Hierarquias internas nem sempre explícitas

  • Diferentes níveis de envolvimento emocional

  • Pressões externas (políticas, midiáticas, sociais)

2. Obstáculos Específicos para o Mediador
2.1. Gestão de Emoções Coletivas
Ao contrário de conflitos individuais, onde as emoções são mais contidas, nos grupos ocorre o fenômeno da "carga emocional compartilhada", que pode:

  • Criar radicalização progressiva

  • Gerar efeito manada nas tomadas de decisão

  • Dificultar a racionalização do conflito

2.2. Assimetria de Poder
O mediador frequentemente se depara com:

  • Desequilíbrio na representatividade dos grupos

  • Lideranças informais não reconhecidas por todos

  • Tentativas de dominação do processo por subgrupos

3. Estratégias para Mediação Eficaz
3.1. Pré-mediação

  • Mapeamento minucioso de todos os atores envolvidos

  • Identificação de líderes formais e informais

  • Estabelecimento claro das regras do processo

3.2. Durante o Processo

  • Técnicas de equalização de participação

  • Uso de comunicação não-violenta

  • Sessões separadas quando necessário

  • Constante verificação de entendimento mútuo

3.3. Controle de Interferências Externas

  • Estabelecimento de pactos de confidencialidade

  • Delimitação clara de canais de comunicação

  • Neutralização de tentativas de politização do conflito

Conclusão
A mediação em conflitos coletivos exige do profissional muito mais do que o domínio técnico das ferramentas de conciliação. Requer:

  • Aguda percepção das dinâmicas grupais

  • Paciência estratégica

  • Coragem para gerenciar desequilíbrios de poder

  • Criatividade para encontrar soluções inclusivas

Embora desafiador, o trabalho do mediador em tais situações é fundamental para transformar conflitos destrutivos em oportunidades de crescimento coletivo e reorganização social.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quem manda no governo Dilma, por Ricardo Noblat


Por Ricardo Noblat
Que time se arriscaria a perder o campeonato mantendo no banco de reservas o maior craque de todos os tempos?

Exagero.
Houve craques tão bons quanto Lula. Por exemplo: Getúlio Vargas, o pai dos pobres. Juscelino Kubistchek, o pai de Brasília. Fernando Henrique, o carrasco da inflação, não pode ficar de fora dessa lista. Elegeu-se e se reelegeu direto no primeiro turno derrotando... Quem?

A mais recente rodada de pesquisas mostrou que Dilma se mantém com 40% a 47% das intenções de votos. Caso a eleição fosse hoje, se reelegeria folgadamente.

Ex-deputado Roberto Jefferson é preso no Rio


O ex-deputado federal Roberto Jefferson se entregou à Polícia Federal na manhã de hoje (24), em casa, no interior do estado. Na última sexta-feira (21), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, determinou a prisão de Jefferson, condenado a sete anos e 11 dias de prisão em regime semiaberto na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Jefferson será levado para a Superintendência da Polícia Federal no centro da cidade do Rio. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que aguarda a documentação do preso para encaminhá-lo a uma unidade prisional do estado.

Datafolha registra maior rejeição a protestos desde junho

O percentual de aprovação dos brasileiros em relação aos protestos iniciados em junho de 2013 atingiu seu nível mais baixo, segundo dados divulgados pela pesquisa Datafolha, que foi realizada nos dias 19 e 20 deste mês.


O levantamento aponta que, atualmente, 52% dos entrevistados apoiam as manifestações. Apesar de ainda ser maioria, este índice chegou a 81% no mês de junho, quando cerca de 1 milhão de pessoas iniciaram os protestos em 25 capitais brasileiras.

Leia também: 

Já o percentual de pessoas que disseram ser contra o movimento aumentou de 15% para 42% no mesmo período.


Em relação às manifestações programadas para o período da Copa do Mundo, 32% dos entrevistados são a favor e 63% contra. 

O maior apoio aos protestos, de acordo com a pesquisa, aconteceu na região Sul, com 60% de aprovação. A região Nordeste, por sua vez, foi a que registrou o menor índice, com apenas 46%.

Em relação à escolaridade, o movimento recebeu apoio de 72% dos entrevistados com curso superior e de 37% daqueles que possuem ensino fundamental completo.


A pesquisa foi realizada pouco tempo após a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, atingido por um rojão durante um protesto no Rio de Janeiro, ocorrido no dia 10 de fevereiro.

Com informações do Data Folha e UOL.

Mais velha sobrevivente do Holocausto morre aos 110 anos


Alice Herz-Sommer, a mais velha sobrevivente do Holocausto, cuja história foi retratada em documentário, morreu em Londres aos 110 anos, informou nesse domingo (23) a família. Judia oriunda de Praga, ela passou dois anos, durante a 2ª Guerra Mundial, no campo de concentração de Terezin, na atual República Tcheca, onde tocava piano, distraindo os colegas de prisão.

Alice Herz-Sommer morreu tranquilamente acompanhada pela família na manhã de domingo, disse o neto Ariel Sommer.

A vida dela, que foi amiga do escritor existencialista Franz Kafka, deu origem ao filme The Lady In Number 6: Music Saved My Life.

O curta-metragem, de 38 minutos, no qual Alice conta a sua vida e mostra a importância da música e do riso para uma vida feliz, foi indicado nesse domingo para o Oscar de melhor documentário.

Cerca de 140 mil judeus foram deportados para o campo de Terezin e 33.430 morreram.

*Com informações da Agência Lusa

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