Um tribunal deve
ser a voz do direito e não a voz das ruas. Condenar e mandar para a cadeia sob
o risco de se tomar uma decisão errada não fará do Brasil um país melhor
O Supremo
Tribunal Federal retoma nesta semana o julgamento da Ação Penal 470, analisando
os embargos de declaração apresentados pelas defesas dos réus, além de discutir
se aceitará ou não os infringentes. O debate sobre o caso volta à tona, mas
agora, na visão de alguns analistas, com um ingrediente extra: ‘a pressão das
ruas’ não deixa espaço para que os ministros analisem cada recurso como manda a
Constituição e o regimento interno da corte.