quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os limites do governo

Para oferecer serviços públicos gratuitos e de qualidade, é preciso uma reforma tributária realmente de esquerda, mas que não pode ser feita dentro do atual modelo de governabilidade
por Vladimir Safatle no GGN
Um mês após o início das manifestações nas principais cidades brasileiras ficam claros os limites da capacidade de ação dos governos. Contrariamente ao que muitos gostariam de nos fazer acreditar, os protestos tinham alguns objetivos bastante claros. Há de se desconfiar da pretensa humildade daqueles que se dizem ultrapassados pelos fatos, daqueles que começam seus comentários afirmando: “Tudo isso é muito complexo”. O apelo à complexidade é, muitas vezes, estratégia para não enxergar aquilo que, por ser muito óbvio, virou opaco.

Padilha: "Estrangeiros não vão tirar emprego de médicos brasileiros"

"Queremos trazer médicos de fora do país apenas se as vagas não forem preenchidas e com autorização exclusiva para atuar na periferia das grandes cidades e em municípios do interior"

A decisão do governo de autorizar a vinda de médicos estrangeiros sem a aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), no âmbito do Programa Mais Médicos, é para evitar que esses profissionais disputem mercado com os médicos brasileiros, disse nesta terça-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Flamengo recusa-se a assinar acordo com Consórcio do Maracanã

A Odebrecht informa: sai Maracanã, entra...


Há um bilhão e duzentos milhões de reais atrás, faltou aos idealizadores do Novo Maracanã formular duas perguntas bastante singelas: depois de cumprir todas as exigências da Fifa para a Copa do Mundo de 2014, o que seria feito do estádio? E os clubes cariocas, ou – pela lógica empresarial – os clientes, do que gostariam? Para qualquer planejamento essas respostas seriam cruciais.

A reforma política começa na TV

A população que não se reconhece no sistema político atual, certamente, também não se vê representada na TV. A reforma política e da comunicação começa proibindo a posse dos meios por políticos.
 

Por Pedro Ekman* 
no GGN
Muito se fala sobre a crise de representatividade do sistema político brasileiro. O debate sobre a reforma política ganhou força e o país se debruça em propostas de como fazer a população se sentir novamente parte da política, e não mera espectadora. Essa crise de representatividade não atinge apenas a classe política. Atinge também os meios de comunicação de massa. A mudança brusca de opinião, regada a pedidos de desculpas, só evidenciou a velha desconfiança: o que sai nas telas, nos auto-falantes e nas folhas de papel jornal soa bem diferente da voz das ruas. A comunicação ponto a ponto e cara a cara, promovida pela internet, trouxe a relativização do intermediário que, historicamente, sempre falou pelo povo: a grande mídia.

Manifestações acabam em confronto no Rio e em SP

PM usou bombas de gás para dispersar manifestantes no centro do Rio e na região metropolitana de São Paulo

Os protestos convocados para esta quinta-feira 11 pelas maiores centrais sindicais do País acabaram em conflito entre policiais e manifestante em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na maior parte das outras cidades, as manifestações foram marcadas por bloqueios de rodovias federais e ocupações de prédios públicos.

Senado aprova projeto que define legalmente organizações criminosas

O plenário do Senado aprovou, no início da madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que estabelece a definição para organização criminosa como a associação de quatro ou mais pessoas para a prática de infrações penais.
O projeto, que foi iniciado no Senado em 2006, já passou pela Câmara, onde recebeu alterações. O substitutivo aprovado pelos deputados foi também aprovado na manhã de ontem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, em regime de urgência, no plenário.

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