segunda-feira, 24 de junho de 2013

Movimento pede veto total de Dilma ao Projeto do Ato Médico

O movimento Não ao Ato Médico, que mobiliza profissionais e estudantes de 14 setores da área de saúde, que se sentem prejudicados com a aprovação do Projeto de Lei 268/02, decidiu encaminhar à presidenta Dilma Rousseff pedido de veto integral ao texto aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.

Integrantes do movimento se reuniram hoje (24), sob os pilotis da Biblioteca Nacional, e aprovaram a formação de uma comissão integrada por representantes das 14 profissões que integram a mobilização e um dos estudantes. A comissão pretende entregar documento à Casa Civil da Presidência da República, além de organizar uma passeata até o Palácio do Planalto na próxima quarta-feira (26). Outro protesto está marcado para sexta-feira.

MEUS PROFESSORES ME ENGANARAM (Ficção não longe da realidade)

Por  Rui Rodrigues no  Bar do Chopp Grátis

Em casa nos ensinavam a sermos umas crianças boazinhas. A única maldade que aprendíamos em casa era a bater. Naquela época nos batiam para que fossemos crianças boazinhas. Não pensavam, não raciocinavam, e produziam revoltados. Eu vi mais tarde, aqueles que mesmo apanhando diziam que eram culpados, bem mais tarde, ainda bendizer as surras que apanharam de cinto, de chinelo, de palmatória. Mas isso era na escola. 

Apanhei bastante apesar de ser sempre o primeiro ou o segundo da turma, até o dia em que comecei de espontânea vontade a oferecer a minha mão para a palmatória da minha querida professora dona Ermelinda. Digo querida, porque sem ela, meu pai não me teria posto na escola para estudar e muito menos para me formar. Já ouvi falar do complexo de Édipo, do complexo de Electra, e agora temos que inventar o complexo de “inveja paternal”. Podia pagar com folga. Porque não queria que eu estudasse? Não valia a pena o sacrifício, que nem era sacrifício nenhum? Mas quando me formei ficou orgulhoso e me apresentou aos amigos como “meu filho engenheiro”. Ah... Os professores... Então... Todos... Todos eles me ensinaram os bons modos, a ser um sujeito decente, competente, com a recomendação de que seria mais um cidadão do futuro a desenvolver a minha pátria. Como tenho duas pátrias, tenho que desenvolver duas, por isso que não recomendo a ninguém a dupla nacionalidade. 

OAB-RJ cria comitê de mobilização pela reforma política

A seção do Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) promoveu na manhã de hoje (24) um ato a favor da reforma política. No evento, a entidade anunciou a criação de um comitê de mobilização pela reforma política, que vai ter representantes da sociedade civil.

A crise de representatividade dos partidos e a promoção de ações para resgatar o compromisso dos governos com a sociedade serão temas do comitê. O grupo será integrado por centrais sindicais, movimentos estudantis, partidos políticos e por representantes da OAB-RJ. A iniciativa da entidade surge após a onda de manifestações que tomou as ruas do país nos últimos dias. Na reunião desta segunda-feira, participaram representantes de partidos, sindicatos e de estudantes.

De acordo com o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, a entidade vai cumprir seu papel institucional de cobrar das autoridades soluções para os problemas da prestação dos serviços públicos. "Temos que dar uma resposta concreta ao grito de alerta que está sendo dado. Os governantes brasileiros devem compreender que os canais democráticos de representação política estão sendo deixados de lado. A sociedade não entende a atuação dos Poderes estabelecidos. Queremos que esses protestos nas ruas, que são episódios históricos no nosso país, representem a volta da nossa democracia", disse Santa Cruz. 

Dilma se reúne com MPL e ministros no Palácio do Planalto

Dilma se reúne com representantes do Movimento Passe Livre (MPL) para debater a pauta dos protestos
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Começou com meia hora de atraso a reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros e representantes do Movimento Passe Livre, no Palácio do Planalto, em Brasília. Marcada para as 13h30, o encontro só começou às 14h, e não há hora prevista para acabar.

Estão presentes, além da presidente, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e os representantes do MPL Matheus Nordon, Mayara Longo e Rafael Bueno.

Ainda hoje, Dilma se reunirá com prefeitos das capitais brasileiras e governadores. Esta é a primeira vez que a presidente recebe manifestantes após duas semanas do início da onda de protestos que acontecem em todo o País.
O movimento pede o fim da corrupção, questiona o uso de dinheiro público na construção de estádios para a Copa das Confederações e do Mundo, protesta contra a PEC 37 (Proposta de Emenda à Constituição que limita os poderes de investigação do Ministério Público), entre outras pautas.
Terra

Entidades lançam projeto de reforma política inspiradas na Lei da Ficha Limpa

Em apoio às manifestações que tomaram conta das ruas do País, três entidades da sociedade civil apresentaram, nesta segunda-feira, um projeto de lei de iniciativa popular para a reforma política. Entre as propostas estão o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, limite para doação de pessoa física para partidos e eleição para o Legislativo em dois turnos.

Estimulados pela aprovação da Lei da Ficha Limpa, que também partiu de uma mobilização popular, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) propõem que a eleição para deputados federais, por exemplo, ocorra em dois turnos. Em uma primeira votação será definido o número de cadeiras por partido e, no segundo escrutínio, serão escolhidos os candidatos dispostos em uma lista, que deverá ter o dobro do número de cadeiras que cada legenda obteve.

Le Monde: mal-estar social se transforma em crise política no Brasil

Jornal francês afirma em editorial que as perspectivas para as próximas eleições mudaram e a reeleição de Dilma Rousseff não está garantida

No que deve ser a sua edição da próxima terça-feira, jornal francês destaca as manifestações no Brasil
Foto: Reprodução
As manifestações que têm levado multidões às ruas das grandes cidades brasileiras nas últimas semanas virou tema do editorial do jornal francês Le Monde. Em uma prévia da versão que deve chegar às bancas na terça-feira, já disponível em seu site, o jornal afirma que “o mal-estar social que começou em 13 de junho está se transformando em crise política”.

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