domingo, 23 de dezembro de 2012
Crise espanta imigrante de Portugal, mas há brasileiros que optam por ficar no país
Lisboa – Portugal está vivendo um dos piores
momentos econômicos desde a Revolução dos Cravos em 1974 por causa da crise
econômica na zona do euro; e a perspectiva é que esse cenário se estenda por
2013 – ano em que o próprio governo prevê desemprego (perto dos 20%) e recessão
(queda de 1% do Produto Interno Bruto e diminuição de 2% no consumo das
famílias).
Entre 2001 e 2011, a população de Portugal
cresceu em torno de 200 mil habitantes, graças aos imigrantes atraídos pelas
perspectivas econômicas do país, como participante da Comunidade Europeia. Só
de imigrantes brasileiros foram 77 mil pessoas, que formam a principal
colônia de estrangeiros em Portugal (cerca de 111 mil brasileiros, mais de
um quarto dos imigrantes).
Além da diminuição da riqueza produzida pelo
país e do bem-estar das famílias (afetadas com aumento de impostos e redução de
gastos de proteção social a partir do próximo mês), Portugal corre o risco de
sofrer com a diminuição da população – muitos imigrantes podem deixar o país em
decorrência da crise econômica.
Esses números podem diminuir acentuadamente.
Segundo o serviço de estrangeiros de fronteiras do governo português, a
população imigrante encolheu em quase 2% entre 2010 e 2011.
Nova lei sobre Fundap não ouviu classe empresarial do Estado
Decreto do governo do Estado dá superpoderes ao presidente
do Bandes, Guerino Balestrassi
O decreto cria o Comitê Decisório do Fundap, formado pelo secretário da Fazenda, Maurício Duque; o secretário de Desenvolvimento, Nery de Rossi, e Guerino Balestrassi. O problema é que nem a composição nem as atribuições do comitê foram debatidos com os principais usuários do Fundo. É o comitê que irá deliberar sobre quem recebe, como aplicará e onde aplicará os recursos do financiamento.
| Presidente do Bandes Guerino Balestrassi |
Como se não bastasse a decisão de
Brasília que tirou metade dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Portuário
(Fundap), a classe empresarial não está nada satisfeita com o governo do
Estado. Tudo por conta do Decreto 3174, publicado no Diário Oficial do dia 17,
que para os fundapeanos, dá ao presidente do Banco de Desenvolvimento do
Estado (Bandes), Guerino Balestrassi, poderes para deliberar sobre
projetos.
O decreto cria o Comitê Decisório do Fundap, formado pelo secretário da Fazenda, Maurício Duque; o secretário de Desenvolvimento, Nery de Rossi, e Guerino Balestrassi. O problema é que nem a composição nem as atribuições do comitê foram debatidos com os principais usuários do Fundo. É o comitê que irá deliberar sobre quem recebe, como aplicará e onde aplicará os recursos do financiamento.
Juiz acata ação da Amages e censura site de advogado que criticava magistrados
O juiz Cleanto Guimarães Siqueira
fixou multa diária de R$ 10 mil e prisão caso o advogado Gustavo Bassini (foto)
não retirasse os conteúdos do ar em 24h
| Advogado Gustavo Bassini Schwartz |
O juiz Cleanto Guimarães Siqueira,
da segunda Vara Cível de Vila Velha, acatou a ação da
Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) contra o advogado Gustavo
Bassini Schwartz. A instituição acusa Bassini de postar em seu site (www.direitodefamilia.com.br)
conteúdo calunioso, difamatório e injurioso contra magistrados capixabas.
Em seu despacho, o juiz defere a
liminar da Amages, como requerida, e fixa em R$ 10 mil a multa diária e pena de
prisão em caso de descumprimento da decisão, que determinou que o advogado
retirasse todo o conteúdo do site envolvendo magistrados da Amages no prazo de
24 horas.
Sem ter como cumprir a decisão no
prazo estipulado, Bassini preferiu retirar o site do ar. “Como não tenho banco de
dados para buscar as matérias rapidamente, não teria como retirar somente as
relacionadas aos magistrados da Associação dentro do prazo. Afinal, publico conteúdo
no meu site desde 1997. É muito coisa. Inclusive, há vários artigos elogiando
magistrados. Mas como o juiz restringiu todos os magistrados, sem distinção, o
único jeito foi retirar o site do ar”.
Se os políticos mais velhos decepcionam os eleitores, os políticos mais jovens são piores ainda.
Por Carlos Newton
Alguém pode achar que o título dessa matéria é exagerado, mas
representa uma dura realidade (com as honrosas e raras exceções de sempre). No
Rio de Janeiro, por exemplo, jamais se viu uma incompetência tão gritante e um
conluio tão escabroso como a parceira entre o governador (?) Sergio Cabral e o
prefeito (?) Eduardo Paes.
Conforme Helio
Fernandes denunciou repetidas vezes aqui no Blog da Tribuna, o acordo de Cabral
com os traficantes, para implantação das UPPs (Unidades de Polícia
Pacificadora), liberou o tráfico de dólares e desempregou os soldados dos
traficantes, que desceram às ruas e estão fazendo disparar os índices de
criminalidade nos bairros mais nobres do Rio de Janeiro, conforme as últimas
estatísticas do Instituto de Segurança Pública. E se os bairros mais nobres
estão assim, imaginem os outros…
A farsa, a pantomima e o deputado
Por Carlos Chagas
Marx afirmou, Lênin repetiu: a História só se
repete como farsa. Em 1966, Castelo Branco cassou o mandato de mais três
deputados, às vésperas da instalação de uma Assembléia Constituinte fajuta,
convocada pelo Ato Institucional número 4. O primeiro marechal-presidente havia
prometido ao presidente da Câmara, Adauto Lúcio Cardoso, que não cassaria mais
parlamentares, em homenagem à nova Constituição a ser feita. Terá sido
pressionado pela linha-dura, cedeu e viu eclodir a crise.
| Adauto Lúcio Cardoso, um político de verdade. |
Adauto não aceitou o gesto truculento e
continuou dando a palavra aos três deputados. Por uma questão de cautela, pediu
que se transferissem para a enfermaria da casa, onde passaram a dormir e a
fazer as refeições. Seguiu-se a invasão do Congresso por tropa armada, liderada
pelo coronel Meira Matos.
Merece ser reproduzido o diálogo entre o
militar e o presidente da Câmara, cercados por soldados de fuzis embalados:
- Alto! Quem vem lá?
- O senhor, quem é?
- Sou o poder civil, e o senhor?
- Sou o poder militar!
- Curvo-me diante da força e cumprimento os
fuzis!
As palavras de Adauto, pronunciadas em meio a
uma reverência maliciosa, eram as mesmas ditas por Antônio Carlos Ribeiro de
Andrada, em 1823, quando por ordem de D. Pedro I os militares fecharam a
primeira Assembléia Nacional Constituinte de nossa História.
O episódio engrandeceu o Congresso, apesar do
triste resultado. Os três deputados foram presos e perderam os mandatos.
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