quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Senador diz que vigência obrigatória do acordo ortográfico será


A princípio, mudança valeria a partir de 1º de janeiro de 2013


O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse nesta terça-feira (4) que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa deverá ter vigência obrigatória só a partir de 31 de dezembro de 2015.

O acordo, assinado em 2008 por sete países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, e que pretende simplificar as regras ortográficas e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional, valeria a partir de 1º de janeiro de 2013 no Brasil. No entanto, de acordo com Cyro Miranda, a presidente Dilma Rousseff declarou que vai emitir um decreto adiando a data.
O senador diz que havia entrado com uma proposta de resolução para o adiamento, mas que a presidenta a dispensou, já que o processo de aprovação desse tipo de norma é mais demorado.
Miranda acredita que o ideal seria adiar a vigência para 2018 e sugere que seria necessário a elaboração de outro acordo, que tenha a contribuição de mais setores da sociedade.
— Além do novo acordo ter sido muito mal feito, os professores ficaram de fora — disse. — Precisamos rever tudo. Temos que descomplicar a língua, se não vai ser só retórica... temos que aprovar um formato com lógica. [O novo acordo] tem tanta exceção que os professores não sabem o que vão ensinar.
O senador também disse que o governo indicou que vai sugerir aos outros países que adiem a vigência do novo acordo para que todos possam fazer uma total reformulação. Ele diz que em Portugal o acordo só vai valer a partir de 31 de dezembro 2015. Em Cabo Verde a vigência do acordo está programada para 2016.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Divulgando Aloysio Biondi Parte IV


Prosseguindo com a série de curtos textos divulgando parte da obra do Aloysio Biondi*, passo para a parte IV.

Na primeira parte do seu livro O Brasil privatizado, Um balanço do desmonte do Estado, o Biondi mostrou Como foi fácil e barato comprar as empresas que o governo torrou para um seleto grupo de compradores. Na segunda parte ele enfatiza a estratégia adotada pelo governo para, agora valorizar aquelas empresas que já haviam sido devidamente entregues de mão beijada ao seleto grupo, garantindo-lhes um lucro ainda maior. Na terceira parte ele ilustrou Por que foi tão fácil as privatizadas lucrarem. E agora na quarta parte, ele mostra como o governo ainda não satisfeito Injetou Mais dinheiro nosso para aumentar lucros.


Até aqui, foram apontadas algumas das causas dos lucros que as empresas privatizadas apresentam rapidamente, e que a imprensa gosta de elogiar: aumento de preços e tarifas, demissões antes da privatização, dívidas “engolidas” pelo governo, compromissos dos fundos de pensão e das aposentadorias também “engolidos” pelo governo. Mas há outras vantagens incríveis que engordam os lucros dos “novos donos”, sempre à custa do dinheiro do contribuinte, do nosso dinheiro.

• PREJUÍZOS BONDOSOS – existe uma vantagem, sobre a qual nunca se fala, de que desfrutam os “compradores” de bancos estatais – à custa da Receita Federal, do pagamento de impostos. Eles podem utilizar os prejuízos que os bancos estatais “comprados” por eles tenham sofrido nos últimos anos e acumulado nos balanços. Utilizar como? Eles podem “pegar” esse prejuízo e subtraí-lo do seu próprio lucro, reduzindo-o e, portanto, diminuindo também o Imposto de Renda que deveriam pagar. Com esse mecanismo, chamado de “crédito tributário”, o banco “comprador” do gaúcho Meridional pode utilizar um prejuízo de 230 milhões de reais (do banco “comprado”) em seu benefício. Quanto ele havia pago pelo Meridional? Apenas 267 milhões de reais. Como utilizou os 230 milhões de reais, o seu “gasto” para comprar o banco seria, na verdade, de meros 37 milhões de reais. Quem se interessar por maiores detalhes sobre essas operações deve consultar a magnífica reportagem da jornalista Maria Christina de Carvalho, publicada pela Gazeta Mercantil em 17 de novembro de 1998.

• DINHEIRO EM CAIXA – por incrível que possa parecer, há estatais que foram vendidas com “dinheiro em caixa”, isto é, dinheiro que os compradores receberam de mão beijada. A Vale do Rio Doce foi entregue a Benjamin Steinbruch com 700 milhões de reais em caixa, segundo noticiário da época. Ou, mais inacreditável ainda, simplesmente espantoso: a Telesp tinha nada menos que 1 bilhão (com letra b, mesmo) em caixa ao ser entregue à espanhola Telefônica, segundo entrevista do diretor da empresa “compradora” à Gazeta Mercantil, em janeiro de 1999, logo após a queda do real.
Lembrete: a Telefônica pagou uma entrada de 2,2 bilhões de reais pela Telesp. Descontando-se o dinheiro em caixa, seu desembolso na verdade foi de apenas 1,2 bilhão.

VENDAS A PRESTAÇÃO

Outro motivo para o aumento dos lucros dos “compradores” (e novos “rombos”, se as contas forem bem feitas, para o governo): na maioria das privatizações, o valor está sendo pago em prestações, e com juros vergonhosamente baixos, se comparados com as taxas normais no Brasil ou, mais ainda, com as taxas que o governo tem pago sobre sua dívida cada vez mais alta. Na venda das redes ferroviárias, por exemplo, houve uma entrada de 10% a 20% do valor, com prazo, no total, de nada menos de 30 anos.
Isto é, nesses três primeiros anos o “comprador” recebe dinheiro, fatura, utilizando o patrimônio formado pelo Estado ao longo de décadas, e nada paga (e atenção: ainda recebe empréstimos do BNDES para “investir”). Mesmo no caso das teles houve parcelamento, cuidadosamente escondido por todo o noticiário: a entrada era apenas de 40%, seguida de duas parcelas de 30% cada, a vencerem daí a um e dois anos, respectivamente. Os comentaristas dos jornais e TVs, ou as reportagens sobre a venda, repisavam o tempo todo que o governo iria receber 13,5 bilhões de reais (preço mínimo pedido no leilão), ou “quatro vezes o valor recebido pela Vale do Rio Doce” (sic). Era mentira. A entrada seria de apenas 5,4 bilhões de reais, ou 40% daquele valor. E, quando as teles afinal foram vendidas por 22,2 bilhões de reais, os meios de comunicação trombetearam o tempo todo que o governo usaria aquela “dinheirama” para reduzir a dívida... Continuavam a esconder que, na verdade, o governo só receberia 40% desse valor – 8,8 bilhões de reais. (De fato, receberia menos ainda, considerandose que o governo financiaria, por meio do BNDES, 50% da entrada, quando o comprador fosse uma empresa nacional, mesmo que ela fosse apenas participante de um consórcio).

“MOEDAS PODRES” E TRUQUES...

Nas primeiras privatizações, o governo chegou a aceitar que o pagamento fosse totalmente feito em “moedas podres”, isto é, títulos antigos emitidos pelo governo e que podiam ser comprados por até 50% do seu valor. A própria Companhia Siderúrgica Nacional foi “vendida” no leilão por 1,05 bilhão de reais, mas esse valor foi pago em sua quase totalidade, ou 1,01 bilhão de reais, com “moedas podres”, com apenas 38 milhões de reais pagos em dinheiro. Em outras palavras, foi nula a entrada de dinheiro nos cofres do governo, que na prática apenas recebeu de volta uma parcela de sua dívida em títulos (exemplo: Títulos da Dívida Agrária, espécie de “promissória”, a ser paga ao longo dos anos, entregue a proprietários rurais que tiveram suas fazendas desapropriadas). E os grupos “compradores”? Usaram títulos, que compraram pela metade do preço, para “pagar” ao governo, isto é, na verdade compraram as estatais pela metade do preço anunciado. Há mais surpresas, porém: por incrível que pareça, e o que é geralmente desconhecido pela opinião pública, mesmo “moedas podres” usadas nos leilões também foram vendidas a prestação, financiadas pelo BNDES. Como assim? Era o próprio banco do governo que tinha “moedas podres” guardadas e as colocava em leilão, para os interessados em “comprar” estatais, em condições incríveis: até 12 anos para pagar e com juros privilegiados. No final das contas: o governo vendeu empresas aceitando “moedas podres” que estavam com o BNDES, que vendeu essas moedas para pagamento em até 12 anos, para os compradores das estatais. Ou ainda: os compradores não precisaram desembolsar dinheiro vivo nem mesmo para comprar as “moedas podres” usadas para pagar o governo... Sem gastar, viraram “donos” de estatais construídas com dinheiro – bilhões de reais – de todos nós, brasileiros, ao longo de décadas..

...E MAIS FINANCIAMENTOS. 

Em resumo, o governo está vendendo empresas a prestação, fornecendo “metade” da “entrada” nos leilões, financiando até a “compra” de “moedas podres”... Mas não se contenta com isso. Os felizes“compradores” das estatais brasileiras têm ainda novos presentes à sua espera: o BNDES lhes oferece empréstimos bilionários, depois que eles tomam posse das empresas, para executarem –com dinheiro do banco estatal, logo nosso – os “investimentos” que se comprometeram a fazer. Ninguém se espante: depois do caos nos serviços de energia elétrica no Rio, no começo de 1998, a Light ganhou um empréstimo de nada menos que 730 milhões dereais do BNDES. A Companhia Siderúrgica Nacional, comprada com “moedas podres” financiadas, também foi imediatamente presenteada com um empréstimo de 1,1 bilhão de reais do BNDES para execução de um plano de expansão de cinco anos. Tudo, sempre, com juros privilegiados, abaixo dos níveis de mercado. Explicam-se, assim, os rápidos e crescentes lucros dos “compradores” de estatais... Com dinheiro nosso, a baixo custo
. 

Próxima parada, parte V

“Como aumentar a dívida e abalar o real”

Até lá!

Aloysio Biondi*Jornalista econômico colaborou durante 44 anos com reportagens e análises para jornais e revistas. Começou na Folha de S. Paulo em 1956, ocupando o cargo de editor-executivo do caderno de Economia, que o jornal (já) mantinha na época. Ocupou os cargos de secretário de redação da Folha de S. Paulo e da Gazeta Mercantil. Foi diretor de redação do Jornal do Comércio (RJ) e do Diário Comércio & Indústria (SP). Também foi editor de economia das revistas Veja e Visão e editor de mercado de capitais (“pioneiro”, em 1969) de Veja e do jornal Correio da Manhã. Foi diretor editorial do grupo DCI/





30 Nov 2012
Divulgando Aloysio Biondi parte I. Pretendo fazer uma série de curtos textos divulgando parte do trabalho do Aloysio Biondi*. Adianto que, caso haja entre os distintos leitores deste texto algum investidor, que não se ...
01 Dez 2012
Divulgando Aloysio Biondi Parte II. Ainda com pretensões de fazer uma série de curtos textos divulgando parte do trabalho do Aloysio Biondi*, passo para a parte II. Se na primeira parte o Biondi explicou no seu livro - O ...
04 Dez 2012
Divulgando Aloysio Biondi Parte III. Prosseguindo com a série de curtos textos divulgando parte da obra do Aloysio Biondi*, passo para a parte III. Na primeira parte do seu livro O Brasil privatizado, Um balanço do desmonte ...

Estudantes exigem privacidade do Facebook

Grupo da Áustria vai à Justiça para fazer rede social se empenhar mais na proteção da privacidade dos usuários

FOTO: Reuters
VIENA – Um grupo de estudantes austríacos planeja ir aos tribunais como parte dos esforços para obrigar o Facebook, maior site de rede social do mundo, a se empenhar em proteger a privacidade de seus centenas de milhões de usuários.


O grupo de defesa da privacidade europe-v-facebook, que vem pressionando por melhor proteção de dados da parte do Facebook há mais de um ano, disse nesta terça-feira que planeja apelar nos tribunais quanto a decisões da agência de proteção de dados da Irlanda, onde fica a sede internacional do Facebook.
O processo é uma das diversas campanhas em curso contra os gigantes da Internet, que estão sob pressão de investidores para gerar mais receita com suas imensas bases de usuários, mas também enfrentam críticas pelas informações pessoais que armazenam e compartilham.
O gigante dos serviços de buscas Google, por exemplo, foi instruído pela União Europeia a alterar suas novas normas de privacidade, que agrupam dados recolhidos de usuários individuais de todos os serviços da empresa, como YouTube, Gmail e a rede social Google +, e não permitem que os usuários dos serviços optem por não fornecer esses dados.
O europe-v-facebook conseguiu algumas concessões do Facebook, entre as quais, a desativação do recurso de reconhecimento facial na Europa.
Mas o grupo afirmou que as mudanças não foram suficientes e que estava decepcionado com a resposta do comissário irlandês de proteção de dados, que conduziu uma auditoria depois que o grupo de ativistas apresentou numerosas queixas.
“Os irlandeses obviamente não têm grande interesse político em enfrentar essas empresas, porque dependem dos empregos que elas criam”, disse Max Schrems, co-fundador do europe-v-facebook, à Reuters.
Gary Davies, comissário assistente de proteção de dados na Irlanda, negou que os investimentos do Facebook no país tivessem influenciado a regulamentação da empresa.
“Conduzimos o assunto de forma profissional e cuidadosa e promovemos mudanças consideráveis na forma como o Facebook lida com dados pessoais”, disse Davies.
O Facebook não respondeu de imediato a um pedido de comentário. A empresa deve conceder uma entrevista coletiva nesta terça-feira para abordar as preocupações dos usuários quanto às normas de privacidade, na qual representantes do Facebook na Irlanda estarão presentes.
/ Reuters

Governo prevê redução de 16,7% na tarifa de energia elétrica em 2013

Porcentual leva em conta que foram renovadas 100% das concessões de transmissão e 60% das de geração; governo esperava reduzir a conta de luz em cerca de 20%


O governo prevê a redução de 16,7% nas tarifas de energia elétrica a partir de 2013, considerando que 100% das concessões de transmissão com vencimento entre 2015 e 2017 foram renovadas e 60% das de geração, informou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann nesta terça-feira. A expectativa do governo era de que a conta de luz pudesse ser reduzida em cerca de 20% para clientes residenciais e industriais. 
Desse total de 16,7%, segundo o governo, 7 pontos porcentuais (pp) virão da diminuição dos encargos setoriais; 4,5 pp da queda das receitas em transmissão; e 5,1 pp da redução das tarifas de geração. Se todas as companhias tivessem aderido ao pacote, a contribuição na geração seria de 8,5 pp, o que faria com que a redução alcançasse os 20% previstos pelo Planalto.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, esse desconto virá nas contas de março, pois o recolhimento de alguns desses encargos deixará de ser feito a partir desse mês.
Zimmermann responsabilizou as companhias estaduais Cesp, Copel e Cemig pela queda menor no valor da energia. "Essa diferença se deve às decisões da Cesp, Copel e Cemig", afirmou Zimmermann.
Segundo o secretário-executivo, assim como todo o País, a população dos Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais também será penalizada pelas decisões de suas próprias companhias. "Não se entende a lógica que levou essas empresa tradicionais a não renovarem", afirmou. "As companhias não priorizaram o aspecto de trabalhar em um grande mercado como o brasileiro."
Na área de transmissão, todas as nove empresas que possuíam concessões assinaram os contratos. São elas: Celg, Cemig, Eletronorte, CTEEP, CEEE, Chesf, Copel, Eletrosul e Furnas. Já no setor de geração, as empresas que não aceitaram as condições propostas pelo governo foram Cemig, Cesp e Copel.
Do total de 25.452 megawatts que o conjunto dessas usinas representava, 15.301 megawatts foram renovados nas condições que o governo apresentou.

Tops models Naomi Campbell e Kate Moss posam nuas e juntas para revista



As tops Naomi Campbell, 42 anos, e Kate Moss, 38, posaram nuas e juntas para a revista Interview de dezembro. As imagens foram feitas em preto e branco pelas lentes da dupla Mert Alas & Marcus Piggott.
Na publicação “I Love you, Kate”, as duas aparecem em poses sensuais e comentam sobre a carreira e a relação de amizade entre elas.
Segundo o jornal Daily Mail, as duas não posavam juntas desde 2008, quando foram fotografadas para a Voguefrancesa.
(Do Terra)

Em Brasília Casagrande articula apoio para manter veto



O governador Renato Casagrande está em Brasília articulando apoio político para que o Congresso Nacional mantenha o veto da presidente Dilma ao projeto dos royalties.

Ele veio participar, no Palácio do Planalto, da cerimônia alusiva a um milhão de moradias entregues e dois milhões contratadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida.

"Vamos procurar hoje os líderes do PSB, do PT, do governo, e mostrar que o melhor caminho é manter o veto, pois do contrário iremos ao Supremo", disse em entrevista a Agência Congresso.

O governador disse que vai ajudar o governo na tarefa de manter o veto, pois é de interesse do ES. E apoia a destinação de 100% dos recursos do petroleo para educação.

"Falo com Beto Albuquequer (PSB), com Arlindo Chináglia (governo) e com outros líderes, para botar equilíbrio neste debate. Para não votação do veto. O veto poder ser votado antes da MP, (Medida Provisória) mas esperamos que não haja votação", disse.

Sobre a localização do porto de águas profundas do ES, Casagrande disse que se não for em Ponta da Fruta (Vila Velha) será em Praia Mole. 

(AGENCIA CONGRESSO)

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