quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ministro defende que Anatel regule neutralidade na internet



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu na terça-feira que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem condições de fiscalizar e regular a neutralidade da rede, prevista no Marco Civil daInternet, que teve votação adiada após pressão dos provedores. Nesta quarta-feira, o presidente da Oi, Francisco Valim, criticou o marco alegando existir “assimetria” na proposta.

- A gente acha que tem que ter uma simetria: ou ninguém pode ou todo mundo pode. Por que o Google é mais crível que a Oi para administrar informação do cliente? – questionou.

O princípio da neutralidade da rede proíbe que as empresas que viabilizam a conexão à rede mundial de computadores privilegiem, por meio de acordos comerciais, sites que paguem para ter suas páginas acessadas com maior velocidade. O Artigo 9º do Projeto de Lei 2.126/2011 estabelece que o responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicativo utilizado na comunicação.

Na prática, isso quer dizer que a empresa de conexão não poderá facilitar o acesso a determinados endereços em detrimento de outros.
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto disse que deputados precisam escolher entre usuários ou provedores

- A Anatel é a agência reguladora do setor de telecomunicações e tem todas as condições de fazer isso. É uma agência com servidores de carreira, os conselheiros são selecionados publicamente e sabatinados pelo Senado, tem regras de governança, tem obrigação de transmitir suas sessões ao vivo, faz prestação de contas. Então, eu não vejo problema – disse, após participar do 1º Fórum Novo Brasil, Desvendando a Classe Média, na capital paulista.

Bernardo disse ainda não concordar que um órgão que não seja público atue junto ao governo ditando regras. “Não se pode colocar em uma lei que um órgão não governamental vá dizer para nós o que tem que ser feito.”

O Marco Civil da Internet estabelece direitos de usuários e responsabilidades de provedores e servirá de base para leis e futuras decisões envolvendo a internet no Brasil. A neutralidade é defendida para evitar a concorrência desleal entre as operadoras e provedores, favorecendo a liberdade de escolha do consumidor.

Sobre a Lei de Comunicação Digital, Bernardo disse que o assunto está parado, pendente de uma decisão do governo. Ele disse ser favorável à existência de uma regulação para o direito de resposta na imprensa seguindo artigos da Constituição. “Acho importante frisar isso porque, às vezes, vejo dirigentes nossos falando sobre isso e claramente vejo que a pessoa quer um direito de resposta e fala em regulação da mídia. Se uma revista, um jornal faz uma matéria esculhambando com você, você tem que procurar seus direitos na Justiça”.

O ministro garantiu que não existirá uma lei regulamentando a mídia e controlando o conteúdo. “Não podemos confundir as coisas, não podemos e não faremos lei para controlar o que os veículos de comunicação dizem”, ressaltou.
Via Correio do Brasil

Militância estranha silêncio do PT sobre condenação a Dirceu e inicia movimento



Amigos do ex-ministro José Dirceu e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) lançaram, nesta quarta-feira, pelas redes sociais, um movimento contra a condenação do líder político a 10 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como o processo do ‘mensalão petista’. Com as hashtags (hiperlinks dentro da rede e indexáveis pelos mecanismos de busca) #SomosTodosMilitantes e #SomosTodosZéDirceu, os manifestantes começaram a divulgar na internet convocações para passeatas e atos públicos em todo o país. Companheira do militante de esquerda, a relações públicas Evanise Santos foi a primeira a afirmar que irá às ruas protestar contra a sentença do Supremo Tribunal Federal.

– Pediram para esperarmos as eleições, depois a dosimetria. Pronto, agora não falta nada e chegou a hora, eu vou para a rua como militante porque não é justo o que estão fazendo com o Zé – disse Eva, como é carinhosamente chamada por Dirceu, em conversa com jornalistas.

Ela contou, ainda, que a pena de mais de uma década de prisão era aguardada:
– Sabíamos que seria uma pena dura como esta, porque veja o que estão fazendo com essa história de obrigar a entregarem o passaporte. Sabem que o Zé não vai fugir, até porque já alertaram até a Polícia Federal. Mas retiveram o documento só para espezinhá-lo – pontuou.
A pena imputada a Dirceu significa o cumprimento do mínimo de um ano e nove meses em regime fechado, em presídio ainda não definido.
– Se tiver visita todos os dias, pode ter certeza de que todos os dias eu estarei lá. Vou ficar ao lado do Zé porque acredito na inocência dele – prometeu Evanise.

No campo jurídico, Dirceu também iniciou uma intensa movimentação no sentido de mostrar aos ministros da Suprema Corte que é inválido o argumento aplicado para a sua condenação, o do “domínio do fato”, ou seja, que ele não teria como não saber do que se passava no PT à época das ações realizadas pelo publicitário Marcos Valério. Os advogados de defesa de Dirceu procuraram o jurista alemão Claus Roxin, um dos autores da teoria usada pelo STF e pediram a ele um parecer jurídico sobre o caso.

Roxin já havia comentado, por meio de um dos jornais que integram o matiz conservador da mídia brasileira, que indícios de que um réu poderia, por sua posição hierárquica, decidir sobre a realização de um crime não bastariam para condená-lo. Seria preciso provar que ele emitiu ordens e, no caso de Dirceu, estas provas simplesmente inexistem, como admitiu o próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em sua peça acusatória. José Luis Oliveira Lima, advogado de Dirceu, está com viagem planejada à Alemanha para um encontro com Roxin.

Solidariedade
Diante da pena aplicada, cientes de que se trata de um empecilho praticamente intransponível à carreira política de Dirceu, a solidariedade ao ex-guerrilheiro e fundador do PT foi imediata. Dirceu estava no Rio de Janeiro, hospedado na casa do produtor Luiz Carlos Barreto, quando soube da decisão tomada no STF. Ligaram para ele o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o publicitário Duda Mendonça, que foi absolvido no caso, e o ministro Gilberto Carvalho, secretário da presidenta Dilma Rousseff, entre outros.

Um artigo, assinado pelo jornalista Breno Altman, diretor do sítio Opera Mundi, e publicado na mídia independente brasileira, no entanto, estranhou o silêncio até aquele momento dos parlamentares e dirigentes do PT. Segundo Altman, “o ministro Joaquim Barbosa (…) praticamente concluiu sua tarefa como relator, às vésperas de assumir a presidência do STF, com um burlesco golpe de mão. Aparentemente para permitir que Ayres Britto pudesse votar na dosimetria dos dirigentes petistas, subverteu a ordem do dia e antecipou decisão sobre José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Apenas a voz de Ricardo Lewandovski se fez ouvir, em protesto à enésima manobra de um julgamento marcado por arbitrariedades e atropelos”.

Altman acrescenta que “talvez em nenhum outro momento de nossa história, ao menos em períodos democráticos, o país se viu enredado em tamanha fraude jurídica. Do começo ao fim do processo, o que se viu foi uma sucessão de atos que violaram direitos constitucionais e a própria jurisprudência do tribunal. A maioria dos ministros, por opção ideológica ou mera covardia, rendeu-se à sentença prescrita pelo baronato midiático desde que veio à tona o chamado ‘mensalão”.

“Os arroubos de Roberto Jefferson, logo abraçados pela imprensa tradicional e parte do sistema judiciário, serviram de pretexto para ofensiva contra o governo Lula, o Partido dos Trabalhadores e a esquerda. José Dirceu e seus companheiros não foram julgados por seus eventuais malfeitos, mas porque representam a geração histórica da resistência à ditadura, da ascensão política dos pobres e da conquista do governo pelo campo progressista”, acrescentou o jornalista.

Na análise do editor, “derrotadas nas urnas, mas ainda mantendo sob seu controle os poderes fáticos da república, as elites transitaram da disputa político-eleitoral para a criminalização do projeto liderado pelos petistas. Com a mesma desfaçatez de quando procuravam os quartéis, dessa vez recorreram às cortes. Agora, como antes, articuladas por um enorme aparato de comunicação cujo monopólio é exercido por umas poucas famílias”.

“O STF, nessas circunstâncias, resolveu trilhar o caminho de suas piores tradições. Seus integrantes, majoritariamente, alinharam-se aos exemplos fornecidos pela extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista, pela cassação do registro comunista em 1945 e pelo reconhecimento do golpe militar de 1964. Como nesses outros casos, rasgaram a Constituição para servir ao ódio de classe contra forças que, mesmo timidamente, ameaçam o jugo secular das oligarquias pátrias”, escreveu.

Segundo Altman, “garantias internacionais, como a possibilidade do duplo grau de jurisdição, foram desconsideradas desde o primeiro instante. Provas e testemunhos a favor dos réus terminaram desprezados em abundância e sem pudor, enquanto simples indícios ou ilações eram tratados como inapeláveis elementos comprobatórios. Uma teoria presidiu o julgamento, a do domínio funcional dos fatos, aplicada ao gosto do objetivo inquisitorial. Através dessa doutrina, réus poderiam ser condenados pelo papel que exerciam, sem que estivesse cabalmente demonstrados ação ou mando”.

“Enganam-se aqueles que apostam em qualificar este processo como um problema de militantes petistas, quem sabe, injustamente condenados. José Dirceu e seus pares não foram sentenciados como indivíduos, mas porque expressavam a fórmula para colocar o PT e o presidente Lula no banco dos réus. Os discursos dos ministros Marco Aurélio de Mello, Ayres Britto e Celso de Melo não deixam dúvida disso. Não hesitaram em pisar na própria Constituição para cumprir seu objetivo”, pontuou.

O artigo também repara que “as forças conservadoras fizeram, dessa ação penal, plataforma estratégica para desgastar a autoridade do PT, fortalecer o poder judiciário perante as instituições conformadas pela soberania popular e relegitimar a função da velha mídia como procuradora moral da nação. O silêncio diante desta agressão facilitaria as intenções de seus operadores, que se movimentam para manter sob sua hegemonia casamatas fundamentais do Estado e da sociedade. Reagir à decisão da corte suprema, porém, não é apenas ou principalmente questão de solidariedade a réus apenados de maneira injusta. A capacidade e a disposição de enfrentar essa pantomima jurídica poderão ser essenciais para o PT e a esquerda avançarem em seu projeto histórico”, concluiu Altman, sobre a condenação a José Dirceu.

Via Correio do Brasil

Abusada, Gata do Paulistão deixa seio a mostra em foto no Facebook

Nesta terça-feira, a bela Lorena Bueri resolveu agradar seus fãs do Facebook com uma foto bem ousada

A Gata do Paulista, Lorena Bueri, deu um bom dia agradável para os seus fãs. Em seu perfil no Facebook, a gata começou a terça-feira (13) com uma foto para aguçar a imaginação masculina. Na foto, a morena aparece vestida apenas com um roupão em frente a um espelho. O grande detalhe é que o roupão da gata aparece um pouco aberto deixando boa parte do seu seio esquerdo a mostra.



'Não preciso estudar', diz jovem suspeito de chefiar tráfico no ES


Adolescente foi apreendido em Jacaraípe, na Serra, na Grande Vitória.
Polícia diz que ele é apontado como gerente do tráfico de drogas.

Adolescente é apontado como gerente de 
uma  quadrilha, no Espírito Santo 
(Foto: Reprodução/  TV Gazeta)
Um adolescente de 17 anos foi apreendido e dois homens suspeitos de tráfico de drogas foram presos com crack, munições e uma arma, na noite desta terça-feira (13), em Jacaraípe, na Serra, município da Grande Vitória.

De acordo com a polícia, o grupo pertence a uma quadrilha de traficantes. O adolescente e os detidos foram levados para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), do mesmo município.

O soldado Malta, da PM, disse que o grupo foi preso durante um patrulhamento no Bairro das Laranjeiras. Segundo o militar, o menor foi o primeiro a ser detido e, em seguida, levou a polícia aos outros dois homens. O soldado também disse que o menor era quem estava a frente do tráfico, na região.

Fora da escola, o adolescente disse que não pensa em sair do crime. "Não Preciso estudar não, porque, no tráfico eu ganho mais", disse o menor.

O soldado informou que um dos homens presos, que é subordinado ao adolescente, é suspeito de assassinar o filho de um sargento, mas, para a polícia, o preso negou qualquer envolvimento com o homicídio.

Além do crack, da arma e das munições, os policiais também apreenderam com eles um relógio banhado a ouro e um carregador de uma arma.

Via G1 ES


Aversão ao risco faz Bovespa voltar ao nível de setembro


O principal índice da Bolsa encerrou com declínio de 2,10%, aos 56.279,36 pontos - menor pontuação desde 4 de setembro
Pregão da Bovespa: o índice apagou os ganhos no mês e no ano, passando a registrar queda de 1,38% e 0,84%
São Paulo - Na véspera do feriado da Proclamação da República a aversão ao risco tomou conta dos negócios e levou a Bovespa a registrar uma nova queda e a perder um importante suporte, em torno dos 56.500 pontos. O cenário externo continua sendo o responsável pelo pessimismo. Logo cedo, o mercado recebeu notícias de greves em diversos países europeus contra a política fiscal adotada após a crise, queda na produção industrial da zona do euro, e recuo no PIB de Portugal e da Grécia no terceiro trimestre.

Além disso, a Espanha voltou ao foco de atenções após o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, ter sugerido no começo da tarde que está tudo bem com a Espanha. Nos EUA, os indicadores tiveram desempenhos mistos. Por aqui, o movimento levou os investidores a se desfazerem dos principais papéis que compõem o Ibovespa - Vale, Petrobras, siderúrgicas e bancos.

O principal índice da Bolsa encerrou com declínio de 2,10%, aos 56.279,36 pontos - menor pontuação desde 4 de setembro, quando fechou em 56.233,90 pontos. Com isso, o índice apagou os ganhos no mês e no ano, passando a registrar queda de 1,38% e 0,84%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 56.038 pontos (-2,52%) e, na máxima 57.472 pontos (-0,02%).

Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, as incertezas sobre os Estados Unidos e a Europa - Grécia e Espanha - são grandes, mas, além disso, contribui o fato de hoje ser véspera de um feriado prolongado, em que os profissionais trabalharão em esquema de plantão. "Aqui tem a questão que ninguém fica comprado em feriado. Não é um ambiente propício para ativo de risco", ponderou, lembrando ainda que a União sindical na Europa é muito forte e que os sindicatos estão organizando um greve geral muito grande, "do tamanho de um país que tem um moeda única". O que pode trazer mais volatilidade os negócios.

Por aqui, os investidores estrangeiros resolveram vender os papéis de maior liquidez, o que levou a Petrobras e a Vale a amargarem forte queda. O papel ON da petroleira caiu 3,36% e o PN, -3,27%, em linha com o petróleo no mercado internacional. Já a ação ON da mineradora registrou declínio de 1,80% e a PNA, -1,85%.

Também registraram queda Gerdau PN (-2,60%), Gerdau Metalúrgica PN (-2,36%), Usiminas PNA (-0,09%) e Siderúrgica Nacional ON (-3,98%).
Entre as instituições financeiras, o Bradesco caiu 0,80%, Itaú Unibanco (-1,38%), o Banco do Brasil ON (-0,14%) e as units do Santander (-2,59%).

 Por Alessandra Taraborelli - Via Exame

Dilma decide enfrentar setor de energia


Presidente não estaria disposta a ceder às pressões para modificar a medida provisória que renova as concessões das empresas

A presidente Dilma Rousseff não vai ceder às pressões das empresas que estão contra as normas de renovação das concessões do setor elétrico. "A presidente mandou uma medida provisória para o Congresso e é esse texto que ela quer ver aprovado", afirmou um assessor do Palácio, ao acrescentar que o governo vai mesmo "peitar" as concessionárias.

Nas contas do governo, a decisão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) de não pedir a renovação de três de suas usinas hidrelétricas, aliada à recomendação feita pelo Conselho de Administração da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) aos acionistas da empresa para rejeitarem a renovação dos contratos terá pouco impacto sobre o objetivo principal do governo, que é reduzir a conta de luz a partir do ano que vem.

Pelas contas apresentadas para a presidente, essas duas ações vão tirar só 1 ponto porcentual da taxa média de redução da conta de luz. Em termos práticos, isso significa que o corte previsto passaria para 19%. A concentração de contratos da Eletrobrás no bloco de concessões que poderão ser renovadas antecipadamente é outro fator que fortalece a decisão do Planalto de comprar a briga com as elétricas.

O grupo detém 67,26% das usinas com concessões vencendo entre 2015 e 2017. Uma posição favorável da Eletrobrás - controlada pela União - à proposta do Planalto garantirá boa parte da redução da conta de luz desejada por Dilma.

O mercado, porém, tem outra interpretação. Para os analistas Gabriel Salas e Pedro Manfredini, do JP Morgan, a decisão do Conselho de Administração da CTEEP de não renovar a concessão dos ativos de transmissão põe em risco a meta do governo de cortar a conta de luz em 20% em 2013. "Nós pensamos que a MP está em risco de falhar em prover o esperado impulso de curto prazo para a economia", escreveram os dois analistas.

Para eles, os termos da MP 579 não oferecem nenhum incentivo para que as elétricas aceitem a renovação dos seus contratos de concessão. "Como resultado, nós esperamos que apenas a Eletrobrás será incentivada a aceitar a MP, porque nós acreditamos que a empresa, controlada pelo governo federal, tem um papel de instrumento de política que supera a busca pelo lucro."

O professor da UFRJ, Nivalde Castro, também entende que a meta da presidente de redução das tarifas pode já estar comprometida. "Na medida em que outras empresas também decidam não renovar, esse comprometimento tende a ficar maior." Na opinião dele, nas condições atuais, a melhor opção é manter a concessão até o fim. Ontem, depois do anúncio da CTEEP, as ações preferenciais da empresa subiram 9,93%.

Mas, para um auxiliar da presidente, a pressão das empresas não surtirá efeito. Segundo ele, se as concessionárias não quiserem renovar os contratos, elas terão que devolver as concessões e explicar para a população e para o Congresso por que querem manter as altas tarifas. "As empresas estavam ganhando demais."

Prazo. Relator da MP 579 no Congresso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que não há como alterar os prazos para manifestar interesse em renovar as concessões e assinar os contratos com as novas tarifas, receitas e indenizações devidas às empresas. "Não temos como fazê-lo", afirmou, ressaltando que a MP, mesmo que ainda não tenha sido aprovada, tem força de lei. Apesar das reclamações das concessionárias e dos governadores, Calheiros mantém a intenção de votar a MP 579 até o fim de novembro na comissão especial e tentar aprová-la no Congresso antes do recesso parlamentar, em meados de dezembro.

Por Tânia Monteiro, Anne Warth / Brasília - O Estado de S.Paulo
/ colaboraram Ricardo Brito, Renée Pereira e Wellington Bahnemann


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