segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mensalão: Joaquim Barbosa absolve Duda Mendonça e ex-sócia


O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, e o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, inocentaram o publicitário Duda Mendonça e sua ex-sócia Zilmar Fernandes das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas

O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, inocentou o publicitário Duda Mendonça e sua ex-sócia Zilmar Fernandes das acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em sessão nesta segunda-feira (15) do julgamento do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília.

Em seguida, o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, antecipou seu voto e absolveu os dois réus por evasão de divisas, mas ainda não votou sobre a imputação de lavagem.
Ao absolver os réus da acusação de lavagem de dinheiro, o relator afirmou que Duda e Zilmar sonegaram tributos, mas não faziam parte da quadrilha de Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão. “Não há como afirmar que ambos integravam a quadrilha”, ressalta Barbosa.

“Ao que tudo indica, o objetivo [de Duda e Zilmar] era tão somente o recebimento pelos serviços publicitários prestados”, afirma Barbosa.
Já ao inocentar os réus da acusação de evasão de divisas, Barbosa afirmou que, “não há dúvidas que eles mantiveram esses valores acima de 100 mil dolares no exterior sem declarar”. O relator, entretanto, fez uma ressalva e deixou a questão em aberto para os outros ministros.

Barbosa leu um texto jurídico que explica que a lei obriga que haja declaração ao Banco Central dos valores no exterior se o depósito na conta ultrapassar US$ 100 mil no último dia do ano.

Segundo Barbosa, em 31 de dezembro de 2003 e em 31 de dezembro de 2004, não havia mais do que 100 mil dólares na conta Dusseldorf –de Duda e Zilmar–, portanto, “não há como se exigir de ambos a declaração de depósitos.”
Os marqueteiros são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, narrados no item 8 da denúncia da Procuradoria Geral da República.

Núcleo publicitário
Além deles, são acusados neste capítulo o publicitário Marcos Valério e seus ex-sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, Simone Vasconcelos e Geiza Dias, ex-funcionárias da SMP&B, e o ex-advogado de Valério, Rogério Tolentino.
Os réus ligados ao Banco Rural José Roberto Salgado, Ayanna Tenório, Vinícius Samarane e Kátia Rabello também são acusados.

Tanto os réus ligados a Valério quanto os réus do Banco Rural respondem pela acusação de evasão de divisas por depósitos nas contas Dusseldorf.
Segundo a PGR, o publicitário teria criado a empresa Dusseldorf com registros no exterior para evitar a obrigatoriedade de declarar ao Banco Central qualquer depósito de sua titularidade. Nesta conta, teria recebido cerca de R$ 10,4 milhões do PT pela campanha que elegeu Lula.

Zilmar Fernandes também é acusada de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Ela teria recebido três parcelas de R$ 300 mil e duas de R$ 250 mil, em espécie, em agências do Banco Rural por meio do resgate de cheques nominais à empresa SMP&B –agência de Marcos Valério– sem registro dos reais beneficiários dos valores. Ela seria ainda responsável por movimentar a conta criada por Mendonça no exterior.

Barbosa citou depoimento de Zilmar Fernandes em que ela conta que Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, disse que quem passaria a fazer os pagamentos a ela e a Duda seria Marcos Valério. A agência de Zilmar e Duda tinha contrato de publicidade com o PT.
“Os depoimentos de Marcos Valério, Simone Vasconcelos e Zilmar Fernandes (…) reconheceram que tais fatos são verdadeiros. Delúbio Soares determinou ao Marcos Valério que fizesse o repasse dos recursos para Duda Mendonça”, afirmou o ministro Segundo Barbosa, em juízo, Marcos Valério acrescentou que o pagamento ao publicitário se referia a débitos do PT pelas campanhas eleitorais que a agência de publicidade fez em 2002 e faria em 2004. No depoimento, Valério disse que foram “cinco ou seis parcelas, de aproximadamente R$ 250 mil cada”.

O relator afirmou que, apesar de saber quem era os verdadeiros beneficiários dos saques, que seriam Duda Mendonça e Zilmar Fernandes, o Banco Rural registrava que a sacadora formal e beneficiária era a SMP&B e que o dinheiro seria usado para pagar prestadores de serviço.
O ministro observou que essas operações no Banco Rural foram realizadas mediante fraude na contabilidade das pessoas jurídicas ligadas a Marcos Valério, simulação de empréstimos bancários, assim como a utilização de mecanismos fraudulentos para encobrir os empréstimos fictícios e pagamentos de origem ilícita.

“Primeiro, a SMP&B emitia um cheque oriundo da sua conta nominal a ela própria, sem qualquer identificação de outro beneficiário. A SMP&B, em e-mail, informava à agência de onde ocorreria o saque com o nome do sacador, que no caso era Zilmar Fernandes”, afirmou o ministro.

O advogado criminalista Gustavo Badaró, que é professor de direito processual da USP (Universidade de São Paulo), acompanha e comenta na redação do UOL a sessão do STF, analisa a questão. “A questão é interessante. O relator já votou pela absolvição. Mas no julgamento colegiado, nada impede que, depois do voto de outros ministros, o relator, como qualquer outro ministro que já tenha votado, altere o voto dado. “
(Do UOL, colaboraram Fernanda Calgaro, em Brasília, e Guilherme Balza, em São Paulo)

Orgasmos : Inglesa tem mais de 500 diariamente


Cleaner Zara, de 30 anos, sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, o que significa que ela pode ter até 500 orgasmos por dia.

Cleaner Zara, de 30 anos, sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, o que significa que ela pode ter até 500 orgasmos por dia.
A mulher, que mora em Basingstoke, Inglaterra, descobriu a doença em 2010, depois de sentir-se constantemente excitada, segundo o tabloide The Sun.

Cleaner Zara
— Eu não tenho controle sobre o meu corpo e isso afeta todos os aspectos da minha vida.

Zara disse que qualquer movimento, como andar de trem ou o celular vibrar a faz sentir excitada.— Esse sentimento nunca vai embora. Tento me distrair fazendo exercícios, tomo banho quente ou assisto a um filme deprimente, mas, mesmo assim, essa sensação continua.

Depois de quase ter até 500 orgasmos por dia, Zara resolveu procurar ajuda em sites e fóruns nos quais ela percebeu que não era a única que tinha esse problema. Depois disso, ela resolveu procurar ajuda médica.
— Meu médico receitou antidepressivos leves, anti-inflamatórios e analgésicos para quando tiver os ataques.

Além disso, ela também utiliza compressas quentes e frias para interromper os orgasmos.
Esse problema também causou o rompimento do namoro com Rob, de 33 anos, pois ele não conseguia lidar com o fato de que não havia forma de satisfazê-la sexualmente.
Hoje, Zara está planejando participar de estudos globais para ajudar especialistas sobre a síndrome.
(Do R7)

Aracruz: Vereador condenado junto com servidores por improbidade


capixaba politica  camara aracruz400 Vereador condenado junto com servidores por improbidade
A Vara dos Feitos da Fazenda Pública, Registros Públicos e Meio Ambiente da Comarca de Aracruz condenou o vereador do município Gilberto Furieri e os servidores Jardel Gouvêa de Souza e Gilberto Luiz Pinheiro por ato de improbidade administrativo.

Em Ação Civil Pública nº 006.11.005440-7, o Ministério Público Estadual acusa o vereador de Aracruz de contratar “funcionários fantasmas”, bem como de se apoderar de parte do salário recebido pelos mesmos.
Gilberto Furieri foi condenado ao ressarcimento integral do dano ao erário a perda da função pública; a suspensão dos direitos políticos por oito anos; a proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais por 10 anos; e ao pagamento de multa civil no valor equivalente do salário dos dois servidores no período em que estavam nomeados nos cargos em comissão.
A pena aplicada aos servidores Jardel Gouvêa de Souza e Gilberto Luiz Pinheiro foi ressarcimento integral do dano ao erário a perda da função pública; suspensão dos direitos políticos por cinco anos;  proibição de contratar com o Poder Público e também a proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais por cinco anos; e ao pagamento de multa civil no valor equivalente do salário no período em que estavam nomeados nos cargos em comissão.
Para o magistrado Thiago Vargas Cardoso, nos autos do processo, ficou comprovada a improbidade. No gabinete do vereador, que podia contratar até sete funcionários, mal havia espaço para dois servidores atuarem ao mesmo tempo. E, ainda, não foi exigido na hora da contratação comprovação de escolaridade, bem como não havia comprovação de controle de expediente por parte do vereador e nem da Câmara Municipal de Aracruz.
Outro fator que levou a condenação do vereador Gilberto Furieri e dos servidores foi que ao ser perguntado pelo juiz sobre o serviço desempenhado nenhum funcionário soube explicar ao certo qual a função realizada no gabinete do Parlamentar, mas somente responderam que “o representavam nas comunidades da Comarca”.

Para Delfim Netto, Banco Central deve encerrar corte de juros


Segundo o ex-ministro da Fazenda, o BC deveria esperar para analisar os efeitos sobre a economia dos cortes promovidos até o momento

ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto

Wladimir D'Andrade,  Agência Estado
O economista e ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto afirmou nesta segunda-feira que o corte da Selic na semana passada, de 7,50% para 7,25% ao ano, encerrou a série de reduções da taxa básica de juros neste ano. Segundo ele, o Banco Central (BC) deve esperar para analisar os efeitos sobre a economia dos cortes promovidos até o momento e das medidas de estímulo anunciadas.

"O governo já deu muitos incentivos de forma que seja bom parar um pouquinho para verificar seus efeitos", declarou Delfim Netto, após ser homenageado com o 16.º Troféu Guerreiro da Educação, entregue pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Delfim Netto disse confiar na análise do BC e que a instituição tem instrumentos mais sofisticados que os analistas para avaliar a economia do País. "Na minha opinião, o BC tem se comportado de uma maneira muito conveniente para o desenvolvimento brasileiro."

O economista elogiou também a abertura dos votos dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom). Para ele, isso reforça a independência do BC. "Essa abertura é muito boa, porque mostra que as pessoas estão pensando diferente."
Delfim Netto negou ainda que o BC tenha deixado de lado o tripé econômico formado por superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação. Na opinião dele, o BC segue as metas, mas faz ajustes de acordo com a realidade de cada momento. "Os três alicerces são os mesmos, isso não mudou nada. Apenas estão sendo feitos ajustes para a economia se adequar à realidade do momento."

Valorização cambial
Delfim Netto também disse nesta segunda-feira que "é óbvio que o aumento da liquidez mundial tende a valorizar o real". Segundo ele, os países desenvolvidos que promovem afrouxamentos monetários sabem disso e o Brasil toma medidas "em legítima defesa" para combater a valorização artificial da sua moeda.

Delfim deu as declarações em evento em São Paulo após ser questionado por jornalistas sobre a fala do presidente do Banco Central norte-americano (Fed, na sigla em inglês), Ben Bernanke, em seminário patrocinado pelo Banco do Japão (BoJ) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Tóquio. Bernanke afirmou que os efeitos do fluxo de capital nas economias emergentes não são predeterminados, e, sim, dependem das escolhas das autoridades monetárias dessas economias.

"Ele (Bernanke) está falando aquilo que ele tem que falar, mas é óbvio que o aumento da liquidez mundial tende a valorizar o real. Isso nem ele nem ninguém nega", disse Delfim Netto. "O Brasil apenas toma medidas em legítima defesa, medidas que estão funcionando", completou.

Protecionismo
Sobre o questionamento de países na comunidade internacional de que o Brasil está adotando medidas protecionistas, o ex-ministro rebateu afirmando que todos os países do mundo defendem sua atividade e que o Brasil é menos protecionista do que aqueles que o acusam. "O Brasil tem uma porção de dificuldades. Tivemos um câmbio sobrevalorizado durante muitos anos, destruímos a sofisticação de uma indústria que é muito importante e agora estamos tentando reconstruir isso. Não tem nada de protecionismo", afirmou Delfim Netto. "Na OMC (Organização Mundial do Comércio) o Brasil tem medidas que atingem outros países, e os outros países têm medidas que afetam o Brasil. Mas o Brasil é credor nessa contabilidade."

O economista foi homenageado hoje, na capital paulista, com o título de professor emérito de 2012 ao receber o Troféu Guerreiro da Educação, promovido pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Também estava presente no evento o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Ele, porém, saiu da cerimônia sem falar com a imprensa.

Pagamento de calote será oficializado até quarta no senado

Mesmo diante da reação da opinião pública e de um grupo restrito de parlamentares, o Senado Federal não recuou na decisão de pagar o calote histórico aplicado na Receita Federal por atuais e ex-senadores que receberam 14º e 15º sem descontar Imposto de Renda.


A Secretaria de Administração Financeira da Casa já calculou o valor do rombo, mas ainda não divulgou a cifra. O pagamento com o dinheiro do contribuinte vai ser efetuado até a próxima quarta-feira. 
O assunto é tão delicado que a assessoria de imprensa do Senado não se pronunciou ao ser questionada. No cálculo, não foram incluídos aqueles senadores que resolveram pagar a dívida por conta própria. 


No entanto, a Casa ressaltou que os parlamentares que se anteciparam e pagaram o imposto podem solicitar o ressarcimento do valor. 
O ato da Comissão Diretora da Mesa, publicado em 26 de setembro, determinava que a quantia a ser paga pelo Senado seria calculada de maneira individualizada num prazo de dez dias a contar da data de publicação. 


Mesmo pagando a conta, o Senado Federal entrará na Justiça para reaver os recursos. Quando a medida foi anunciada, ficou acertado que o pagamento, referente ao período compreendido entre 2007 e 2011, começaria a ser efetuado a partir de 3 de outubro.
Logo após o anúncio de que o calote seria coberto com o dinheiro do contribuinte, o vice-presidente da Casa, senador Aníbal Diniz (PT-AC), declarou que, depois da notificação do Fisco, os senadores pressionaram a Mesa Diretora para não serem punidos.

A versão oficial aponta que o erro que beneficiou os parlamentares teria sido ocasionado por uma falha administrativa do Senado. No entanto, o próprio presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), negou o equívoco e disse que um decreto do próprio Senado isentava o pagamento sobre os salários extras, considerados ajuda de custo.
Na ocasião, ele acrescentou que cada senador deveria responder individualmente à intimação da Receita. Cálculos preliminares apontavam entre R$ 70 mil e R$ 90 mil o débito dos parlamentares há mais tempo na Casa. 


Drible 
O drible no Leão foi denunciado pelo Correio no início de março. Após a publicação da série de reportagens, a Receita Federal instaurou procedimento investigativo e, em agosto, iniciou o processo de notificação aos senadores. 


Eles foram intimados em casa, por meio de correspondência. Logo após as primeiras denúncias, o Senado rebateu as reportagens em nota oficial, alegando que os rendimentos adicionais não seriam tributáveis “por terem caráter indenizatório”.

Logo em seguida, a Receita Federal alertou que os vencimentos eram tributáveis, sim, por apresentarem natureza remuneratória. 
O discurso oficial caiu por terra quando os próprios senadores, pressionados após as reportagens, aprovaram em plenário projeto que acaba com a regalia. 


A matéria foi aprovada no Senado em 10 de maio. Atualmente, encontra-se parada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. 
Apesar de existir um pedido para que tramite com urgência, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), afirmou, ainda no semestre passado, que deixaria a proposta seguir a tramitação normal e, consequentemente, mais lenta, passando pelas comissões. Dessa maneira, há o risco de os parlamentares receberam os extras no fim deste ano e no início do próximo. 


R$ 90 mil 
Valor a que pode chegar a dívida dos senadores há mais tempo na Casa com o Imposto de Renda 
Com informações do Correio Braziliense. 

Advogado de prefeito capixaba impugnado é um dos mais caros do país


O candidato impugnado a Prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS) que quarta-feira esteve em Brasília, contratou um dos advogados mais caros da capital federal, para tentar salvar seu terceiro mandato conquistados nas urnas no último dia sete.

Fernando Neves da Silva já defendeu políticos como o ex-presidnete do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). É um dos mais conceituados advogados eleitorais do Brasil e foi ministro do TSE entre 2000 e 2002.

Silva é formado em Direito pela Universidade de Brasília, (turma de 1975) e exerce a advocacia como sócio do escritório Lacombe e Neves da Silva - Advogados Associados.

A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Guarapari não informou quem pagará o advogado, se o prefeito ou a prefeitura. 
Via Ag. Congresso -

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