Dag Vulpi - 30 de março de 2023
sábado, 3 de fevereiro de 2024
O cidadão comum e pobre, por falta de consciência política, defende os interesses dos seus algozes milionários
PF investiga 'Abin paralela': Assessora de senador do MDB pode ter sido alvo de monitoramento ilegal
A investigação da Polícia Federal sobre a denominada 'Abin paralela' avança, agora centrada no possível monitoramento ilegal de uma assessora do senador Confúcio Moura (MDB-RO). Alessandra Maria da Costa Aires, lotada no gabinete do senador, teria sido alvo de espionagem pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por meio de uma ferramenta israelense que rastreava a localização de celulares. A conexão entre o monitoramento e as posições críticas do senador em relação ao governo Bolsonaro, incluindo votos desfavoráveis e oposição a nomeações, levanta questões sobre a instrumentalização da Abin para fins políticos. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, já solicitou acesso à lista de parlamentares que foram alvos de monitoramento, enquanto a Abin afirma colaborar com as investigações para esclarecer eventuais irregularidades ocorridas entre 2019 e 2021.
Investigação da Polícia Federal aponta para envolvimento de Jair Bolsonaro em esquema de espionagem ilegal na Abin
Dag Vulpi
A Polícia Federal (PF) teria identificado indícios que apontam para o ex-presidente Jair Bolsonaro recebendo informações do esquema de espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecido como "Abin paralela", durante a gestão de Alexandre Ramagem. Segundo fontes do portal UOL, elementos da investigação foram apresentados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF alega que dossiês e documentos produzidos pela Abin paralela foram entregues no Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro.
As recentes descobertas da Polícia Federal revelam um possível envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro em um esquema de espionagem ilegal operado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conhecido como "Abin paralela". Sob a gestão de Alexandre Ramagem, a PF teria apresentado elementos de investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Dossiês e documentos produzidos pela Abin paralela, que teriam sido entregues ao Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro, agora estão sob escrutínio da polícia. As suspeitas se somam a inquéritos anteriores que apontaram interferências da família Bolsonaro na PF durante o mandato de Jair Bolsonaro como presidente. A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou sobre as acusações, enquanto novas provas são aguardadas a partir de buscas nos endereços de Ramagem e do filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro.
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