terça-feira, 25 de agosto de 2015

Noticias que foram destaque nesta terça 25/08


IBOVESPA sobe forte após estímulos na China

Um dia depois do crash chinês e queda brusca nas bolsas internacionais, Ibovespa opera em alta nesta terça-feira 25 seguindo a disparada global depois que a China deu os tão esperados estímulos à economia como o corte na taxa de compulsório e na taxa de empréstimos; às 12h17 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 2,39%, a 45.395 pontos; Petrobras registrava alta de 5%
Petistas querem punição por página que pede morte a Dilma no Facebook

Conteúdo revoltou parlamentares do PT, que cobram investigação pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal por crime de ódio contra a presidente; deputada Maria do Rosário (PT-RS) defende que responsáveis sejam processados e que a página seja tirada imediatamente do ar; deputada Érika Kokay (PT-DF) lembra que os ataques à presidente Dilma não se limitam ao viés ideológico político, mas são de ódio sexista
Dilma: 2016 continuará com dificuldades, mas "não imensas como muitos pintam"

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (25) que o Brasil atravessa uma situação econômica que “requer cuidados” e reconheceu que, apesar das ações do governo, a crise não será resolvida no curto prazo. Segundo Dilma, 2016 ainda será um ano de dificuldades.

“Eu espero uma situação melhor. Mas não tenho como garantir que a situação em 2016 vai ser maravilhosa, não vai ser, muito provavelmente não será. Agora também não será a dificuldade imensa que muitos pintam. Vamos continuar tendo dificuldades, até porque não sabemos a repercussão de tudo o que está acontecendo na economia internacional”, disse a presidenta em entrevista a rádios do interior de São Paulo, antes de embarcar para Catanduva, onde entrega unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.
Temer diz que continua na articulação política, mas "de outra maneira"

O vice-presidente Michel Temer disse hoje (25) que continua na articulação política do governo, mas com outra forma de atuação. Segundo ele, a conclusão das votações das medidas do ajuste fiscal no Congresso Nacional motivou a mudança no perfil de sua atividade, que começa agora uma segunda fase.

“Passamos essa primeira fase do ajuste fiscal, o governo teve as vitórias necessárias e agora estamos numa segunda fase da coordenação política, fase na qual me encontro, que é exatamente aquela na qual vamos continuar trabalhando na relação com o Congresso Nacional, na relação com o Judiciário, na relação com os estados. Na verdade, vamos continuar trabalhando pela boa ordenação econômica, social e política do nosso país. Continuo nesta articulação, formatada desta outra maneira”, explicou.
Banco central chinês volta a cortar juros para incentivar economia.

Enquanto lá se corta os juros por aqui os eleva a alturas estratosféricas.
Qual a justificativa para a prescrição de remédios distintos para tentar a cura de um mesmo mal?

O Banco Popular da China – o banco central chinês – anunciou hoje (25) nova baixa das taxas de juros, pela quinta vez desde novembro de 2014. Com a redução, a instituição diminui a proporção das reservas obrigatórias dos bancos, num aparente esforço para conter a queda das bolsas locais.
A partir de amanhã (26), a taxa de empréstimos e a taxa de depósitos, para o período de um ano, vão diminuir em 25 pontos. Com isso, o rendimento de empréstimos pessoais cairá para 4,60% e os ganhos com certificados de depósitos bancários diminuirão para 1,75%.

As medidas visam, por meio do desestímulo às aplicações financeiras, a incentivar que os recursos em poder de investidores sejam destinados ao comércio e à produção industrial e agrícola.

Crash prossegue na China. Levy vê Brasil preparado

Um dia depois de afundar 8,5%, o índice Hang Seng, da bolsa de valores chinesa, caiu mais 7,6%; estouro da bolha asiática pressiona preços de produtos exportados pelo Brasil, como o minério de ferro, e também do petróleo, atingindo empresas como Vale e Petrobras; no governo federal, avalia-se que a recessão prevista para este ano poderá se aprofundar, mas o ministro Joaquim Levy diz que o Brasil, com reservas de mais de US$ 350 bilhões, está pronto para enfrentar as turbulências; ontem, em entrevista coletiva, a presidente Dilma Rousseff disse que errou ao subestimar a crise internacional, assim como seus impactos no Brasil.
Dilma defende parceria com estados para enfrentar problemas na economia

A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (25), em São Paulo, que os governos estaduais ajam em parceria com a União para ajudar o país a superar o momento de dificuldade econômica. Dilma participou da entrega de 1.237 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida em Catanduva e acompanhou, por teleconferência, a entrega de casas nos municípios de Araras, Araraquara e Mauá.

Ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de prefeitos da região e ministros, Dilma listou uma série de ações e investimentos do governo federal no estado, como obras em rodovias e de saneamento, construção de escolas federais, interligação de represas para garantir o abastecimento de água e envio de profissionais do Programa Mais Médicos. “O estado que mais recebeu médicos do programa, porque não tinha médico suficiente, foi o estado de São Paulo. O programa veio resolver um problema grave, gravíssimo, no atendimento da atenção básica."

Youssef nega ter repassado dinheiro ao ex-ministro Palocci


Depois de se recusar a responder às primeiras perguntas de integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o doleiro Alberto Youssef quebrou o silêncio e negou, mais uma vez, que tenha repassado R$ 2 milhões ao ex-ministro Antonio Palocci, que seriam destinados à campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2010. Palocci era coordenador da campanha.

“Vou quebrar o silêncio neste assunto. Com respeito ao Palocci, eu confirmo minhas declarações feitas anteriormente. Eu não conheço o Palocci, não conheço o assessor dele. Ninguém me fez pedido para que pudesse arrebanhar recurso para a campanha”, garantiu.

Munido de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, que lhe garante o direito de não responder às perguntas, o doleiro antecipou, em tom de mistério, que novos fatos prometem ratificar sua versão. “Existe uma investigação neste assunto do Palloci, que logo vai esclarecer o assunto. Um novo réu colaborador está falando. Eu não fiz esse repasse e essa colaboração”, afirmou.

Youssef está frente a frente com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em uma acareação promovida pela comissão. Os dois fecharam acordo de delação premiada com a Justiça para contribuir com as investigações da Operação Lava Jato.

A operação da Polícia Federal apura denúncias de irregularidades na Petrobras, e os dois réus foram convocados para falar, no mesmo momento, para que esclareçam divergências nos depoimentos prestados até agora.
Costa foi o autor da denúncia contra Youssef envolvendo o ex-ministro da Fazenda Antonio Palloci. Assim como o doleiro, ele manteve sua versão da história durante os questionamentos dos parlamentares. “Ratifico aqui meus 126 depoimentos”, resumiu.

O ex-diretor da estatal explicou, no início de suas declarações, que “entre CPMI [comissão parlamentar mista de inquérito] e CPI, esta é a quinta vez que estou aqui respondendo a perguntas. Prestei 126 depoimentos, e todos são de domínio público. Estou aqui para esclarecer algumas dúvidas. Vossas Excelências conhecem todos os meus depoimentos”, concluiu.


Costa foi condenado a mais de 7 anos de prisão por participar de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele cumpre a pena em regime domiciliar. O doleiro está preso em Curitiba, condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. 

Dilma defende parceria com estados para enfrentar problemas na economia


A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (25), em São Paulo, que os governos estaduais ajam em parceria com a União para ajudar o país a superar o momento de dificuldade econômica. Dilma participou da entrega de 1.237 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida em Catanduva e acompanhou, por teleconferência, a entrega de casas nos municípios de Araras, Araraquara e Mauá.

Ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de prefeitos da região e ministros, Dilma listou uma série de ações e investimentos do governo federal no estado, como obras em rodovias e de saneamento, construção de escolas federais, interligação de represas para garantir o abastecimento de água e envio de profissionais do Programa Mais Médicos. “O estado que mais recebeu médicos do programa, porque não tinha médico suficiente, foi o estado de São Paulo. O programa veio resolver um problema grave, gravíssimo, no atendimento da atenção básica."

Segundo Dilma, a parceria com estados e municípios vai continuar e não depende da relação dos partidos dos gestores com o governo federal. São Paulo é administrado há mais de 20 anos pelo PSDB. “Tenho certeza de que essa parceria com estados e prefeituras vai continuar e está baseada em uma visão democrática e republicana da coisa pública. Podemos divergir, mas temos que agir juntos no que se refere à administração para proteger os interesses da população. Quando agimos juntos somos capazes de realizar mais e melhor.”

No discurso de cerca de meia hora, a presidenta disse que o Brasil vai superar as dificuldades na economia e voltou a criticar os que, segundo ela, torcem pelo pior. “Vamos superar este momento de dificuldade, todos nós, que somos brasileiros e brasileiras, sabemos que temos capacidade de superar desafios, de apresentar e de construir caminhos e de chegar a resultados. Quanto mais rápido fizermos isso, mais rápida será a superação das nossas dificuldades. Temos que enfrentar os problemas de frente, jamais aceitar que se torça para o pior, porque quando acontece o pior, quem paga é a população do país.”
Segundo Dilma, os problemas enfrentados pela economia brasileira também afetam outros países. “São dificuldades pelas quais todos os países do mundo estão passando, uns mais, outros menos. A segunda maior economia do mundo, a economia chinesa, ontem [24] teve um momento de muita dificuldade, e nós torcemos para que essas dificuldades econômicas e financeiras sejam superadas.”

Mais cedo, em entrevista a rádios do interior de São Paulo, Dilma disse que o Brasil atravessa uma situação econômica que “requer cuidados” e reconheceu que, apesar das ações do governo, a crise não será resolvida em curto prazo.  “A situação em 2016 não será maravilhosa”para a economia, afirmou a presidenta.

Segundo Dilma, a parceria com estados e municípios vai continuar e não depende da relação dos partidos dos gestores com o governo federal. São Paulo é administrado há mais de 20 anos pelo PSDB. “Tenho certeza de que essa parceria com estados e prefeituras vai continuar e está baseada em uma visão democrática e republicana da coisa pública. Podemos divergir, mas temos que agir juntos no que se refere à administração para proteger os interesses da população. Quando agimos juntos somos capazes de realizar mais e melhor.”


Da EBC

Ibovespa sobe forte após estímulos na China


Um dia depois do crash chinês e queda brusca nas bolsas internacionais, Ibovespa opera em alta nesta terça-feira 25 seguindo a disparada global depois que a China deu os tão esperados estímulos à economia como o corte na taxa de compulsório e na taxa de empréstimos; às 12h17 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 2,39%, a 45.395 pontos; Petrobras registrava alta de 5%

Por Ricardo Bomfim


SÃO PAULO - O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (25) seguindo a disparada das bolsas internacionais depois que a China deu os tão esperados estímulos à economia como o corte na taxa de compulsório e na taxa de empréstimos. As boas indicações do governo chinês fazem os índices norte-americanos Dow Jones e S&P 500 subirem 2,47% a 16.264 pontos e 2,63% a 1.943 pontos respectivamente, além de impulsionar commodities como o petróleo, com o barril do Brent registrando alta de 3,09% a US$ 44,01.

Às 12h17 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 2,39%, a 45.395 pontos. Já o dólar comercial recua 0,50% a R$ 3,5346 na venda, ao mesmo tempo em que o dólar futuro para setembro registra perdas de 0,37% a R$ 3,547. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 recua 14 pontos-base a 13,95% ao passo que o DI para janeiro de 2021 cai 9 pbs a 13,81%. Ontem o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a inflação terá forte queda.

No cenário doméstico o Senado começa a votar hoje as medidas da chamada agenda Brasil, testando trégua  política após entendimento entre o presidente do Congresso Renan Calheiros (PMDB-AL) e o governo. Enquanto isso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avalia ação contra Dilma, que admite erros após União anunciar corte de ministérios.

Indicadores O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,163 bilhões em julho, informou o Banco Central nesta terça-feira, acumulando em 12 meses um saldo negativo equivalente a 4,34% do Produto Interno Bruto (PIB).  O resultado no mês veio melhor ao estimado por economistas consultados pela Reuters, que esperavam saldo negativo em julho de US$ 6,7 bilhões.

Já os Investimentos Diretos no País (IDP) - antiga denominação para Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) - alcançaram 5,994 US$ bilhões em julho, contra expectativa de 6 bilhões de dólares em pesquisa Reuters.

Também foi divulgada às 9h desta terça a Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio) Contínua, que mostrou um aumento da taxa de desemprego a 8,3% no segundo trimestre de 2015, ante 7,9% no primeiro trimestre deste ano. O número foi o maior da série histórica iniciada em 2012.

Destaques de ações Depois de caírem forte ontem, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 9,10, +4,60%; PETR4, R$ 8,08, +4,12%) disparam mais de 3% nesta terça. Após a forte queda de 6% ontem em meio ao cenário de pânico das bolsas mundiais com a China, a Petrobras voltou a registrar ganhos, também de olho nas novas medidas chinesas. Hoje, o dia é de recuperação para os mercados: o preço do barril de petróleo brent sobe 2,88%, a US$ 43,92, enquanto o WTI tem ganhos de 2,80, a US$ 39,31, o que impulsiona também as ações da estatal.

Petrobras sobe 5%, elétrica dispara 8% e 2 small caps saltam 20%

Após a derrocada de ontem em meio à falta de estímulos na China, fazendo com que a Bovespa voltasse aos níveis de 2009, hoje o dia é de forte alta para o benchmark da bolsa brasileira com o anúncio de novas medidas pelo gigante asiático. Papéis das empresas ligadas a commodities são as mais beneficiadas.

Com a euforia dos mercados por conta das medidas de estímulo chinês, apenas 2 ações do Ibovespa tem queda nesta manhã. Confira abaixo os principais destaques da Bolsa, segundo cotação das 12h24 (horário de Brasília):

Petrobras (PETR3, R$ 9,01, +3,56%; PETR4, R$ 8,02, +3,35%) Após a forte queda de 6% ontem em meio ao cenário de pânico das bolsas mundiais com a China, a Petrobras repica hoje e aparece entre as maiores altas do Ibovespa. Apesar do forte movimento positivo, a alta é mais amena do que na abertura, quando os papeís chegaram a subir 6%.

Hoje, o dia é de recuperação para os mercados: o preço do barril de petróleo brent sobe 2,88%, a US$ 43,92, enquanto o WTI tem ganhos de 2,80, a US$ 39,31, o que impulsiona também as ações da estatal.

Vale (VALE3, R$ 15,99, +3,83%, VALE5, R$ 12,70, +2,58%) e siderúrgicas Além da Petrobras, as ações da Vale reagem positivamente hoje depois de despencarem na véspera. Com as medidas adotadas pelo BC chinês, os ativos chegaram a subir mais de 5% nesta manhã. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 8,16, +2,26%), holding que detém participação na mineradora.

No mesmo caminho da Vale, as ações das siderúrgicas também têm alta hoje: Gerdau (GGBR4, R$ 4,77, +0,90%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,61, +1,16%), CSN (CSNA3, R$ 2,92, +3,18%) e Usiminas (USIM5, R$ 2,83, +2,91%).

No mercado de commodities, o minério de ferro cotado no porto de Qingdao, na China, encerrou a sessão com leve alta de 0,32%, a US$ 53,45 a tonelada - lembrando que quando o governo chinês anunciou as medidas a sessão já havia sido encerrada.

Hoje, o BTG Pactual divulgou um relatório comentando sobre o setor de siderúrgica, mineração e papel e celulose. Para o banco, Suzano, Fibria e Gerdau parecem mais interessantes agora, embora Gerdau sofra ainda com o cenário macroeconômico desafiador. Já em relação à Vale, os analistas comentam que o risco/retorno ainda não parece dos melhores (podendo surgir mais para frente um melhor ponto de entrada), mas lembraram que o corte de juros e compulsório na China deverão impulsionar os papéis do setor.

Além disso, sobre a Gerdau, a Standard and Poor's reafirmou os ratings 'BBB-' e 'brAAA' da siderúrgica em escala global e nacional. A perspectiva segue estável. Em comunicado, a S&P's afirmou que a reafirmação reflete a diversificação geográfica da siderúrgica, operação eficiente e amplo escopo de produtos e mercados finais da Gerdau, que resultaram em margens e fluxo de caixa resilientes, mesmo com uma demanda mais fraca por aço no Brasil.
Bancos Os papéis dos bancos sobem e ajudam a impulsionar o benchmark nesta sessão. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 26,67, +3,05%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,34, +3,47%; BBDC4, R$ 23,47, +2,62%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 18,25, +1,78%) e Santander (SANB11, R$ 14,16, +1,14%) sobem forte depois de derrocada da véspera.

Gol (GOLL4, R$ 4,12, +3,78%) As ações da Gol tem alta hoje, acompanhando o dia de repique do mercado, depois de ter renovado na véspera mínima histórica. Na segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota da empresa na escala global e nacional, com perspectiva estável, citando enfraquecimento dos fundamentos da companhia por conta da deterioração macroeconômica.

Somente em agosto, as ações da Gol já caíram 30%, enquanto no ano desabam 71,9%. Por conta da forte queda, operadores do mercado já comentavam que a notícia da S&P não deveria fazer preço nas ações da companhia aérea.

Light (LIGT3, R$ 11,83%, +8,14%) A Light vê suas ações dispararem hoje após ter recomendação elevada pelo JPMorgan, de neutra para overweight (desempenho acima da média). A revisão veio após a companhia anunciar um plano de investir R$ 3,5 bilhões entre 2015 e 2018, representando um corte de 22%, ou R$ 1 bilhão, frente ao plano anterior, de R$ 4,5 bilhões entre 2014 e 2017. A expectativa da companhia é investir, anualmente, em média, R$ 865 milhões, patamar abaixo dos R$ 1,054 bilhão no ano passado.

Por outro lado, o Credit Suisse se manteve neutro no papel, apontando que ontem, no Investor Day da empresa, não foi apresentado nenhuma notícia muito relevante para os investidores ficarem mais animados com a perspectiva da empresa. Apesar da queda de 36% no ano, os analistas preferem se manter neutros, já que a alta a alta alavancagem, falta de geração de caixa e potencial revisao de lucro para baixo devem manter as ações sob pressão.

Lupatech (LUPA3, R$ 4,00, +21,21%) A fornecedora de equipamentos e serviços para o setor de óleo e gás Lupatech informou ter apresentado na segunda-feira seu plano de recuperação judicial, que estabelece termos e condições para a restruturação de suas dívidas e de suas subsidiárias e prevê a venda de ativos considerados não essenciais.

A companhia apresentou pedido de recuperação judicial no fim de maio, em conjunto com outras empresas do grupo e em caráter de urgência, uma vez que vem sendo afetada pelos menores preços do barril do petróleo e pelas turbulências envolvendo a Petrobras, sua principal cliente. O processo tramita perante a 1ª Vara de Falências, Recuperações Judiciais e Conflitos Relacionadas à Arbitragem da Comarca de São Paulo.


Triunfo (TPIS3, R$ 5,45, +18,48%)  As ações da Triunfo chegaram a disparar 30% nesta sessão, após a companhia informar hoje cedo que seu conselho de administração aprovou vender fatia de três controladas do segmento de energia Rio Verde Energia para a China Three Gorges Brasil Energia. O valor a ser pago pela CTG Brasil para a totalidade das três controladas é de R$ 970 milhões no fechamento.

Temer diz que continua na articulação política, mas "de outra maneira"


Yara Aquino da Agência Brasil
O vice-presidente Michel Temer disse hoje (25) que continua na articulação política do governo, mas com outra forma de atuação. Segundo ele, a conclusão das votações das medidas do ajuste fiscal no Congresso Nacional motivou a mudança no perfil de sua atividade, que começa agora uma segunda fase.

“Passamos essa primeira fase do ajuste fiscal, o governo teve as vitórias necessárias e agora estamos numa segunda fase da coordenação política, fase na qual me encontro, que é exatamente aquela na qual vamos continuar trabalhando na relação com o Congresso Nacional, na relação com o Judiciário, na relação com os estados. Na verdade, vamos continuar trabalhando pela boa ordenação econômica, social e política do nosso país. Continuo nesta articulação, formatada desta outra maneira”, explicou.

A decisão do vice-presidente de deixar o dia a dia da articulação foi anunciada ontem (24), mas Temer ainda não havia se pronunciado sobre as mudanças em sua atuação no governo. Ele destacou que, além da aprovação das medidas do ajuste, outras demandas da articulação política já estão encaminhadas e serão concluídas pela equipe da Secretaria de Relações Institucionais.

“Aquela chamada entrega de cargos, emendas orçamentárias, praticamente já solucionada, nesta parte não vou entrar mais. Haverá alguns na Secretaria de Relações Institucionais que continuarão cuidando desse assunto, mas não eu”, explicou. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha – auxiliar de Temer na articulação – vai continuar nessas funções pelo menos até o dia 1° de setembro. Depois disso, o ministro deve passar a se dedicar exclusivamente à sua pasta.

Segundo Temer, a presidenta Dilma Rousseff pediu que ele ficasse na articulação. Os dois se reuniram ontem, após a reunião de coordenação política, para tratar das mudanças nas atribuições do vice-presidente. “Ela fez um pedido, naturalmente enalteceu, gentilmente, minha colaboração nessa primeira fase, mas concordou plenamente que estamos numa segunda fase e portanto devo exercitar uma outra espécie de atividade, ainda na coordenação política. Não há embaraço nenhum para ela.”

Temer reconheceu que houve pressões de seu partido, o PMDB, para que ele deixasse de vez a articulação política do governo. “No PMDB, tem alguns que querem que eu deixe a articulação e outros tantos que querem que continue, mas eu entendi que não posso, tendo responsabilidade com o país, não posso deixá-la de uma vez.”

Perguntado sobre especulações de que sua saída da articulação política do governo abriria caminho para um pedido de impeachment da presidenta Dilma, Temer disse que “não há qualquer hipótese” de afastamento da presidenta. “É falso, absolutamente falso. Tenho sempre dito e repetido ao longo do tempo que qualquer hipótese de impeachment é impensável. Tenho dito isso frequentemente.”


O vice-presidente assumiu as funções da Secretaria de Relações Institucionais em abril, diante do agravamento da crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, com derrotas do governo em votações importantes. Nesse período, Temer foi responsável pela articulação para aprovar as medidas do ajuste fiscal na Câmara e no Senado.

Crash prossegue na China. Levy vê Brasil preparado


O crash do mercado de ações na China, que ontem desencadeou uma onde de pânico global (leia mais aqui), prosseguiu nesta terça-feira. O índice Hang Seng, que mede o comportamento das ações chinesas, caiu 7,63%, depois de ter afundado 8,5% na véspera. No Japão, o tombo do índice Nikkei foi de 3,93%.

Tais quedas prenunciam mais um dia de fortes perdas para os investidores na BM&FBovespa. Isso porque o estouro da bolha chinesa atinge fortemente os preços das commodities exportadas pelo Brasil, como o minério de ferro, o que afeta a Vale, e também o petróleo, o que atinge a Petrobras. Ontem, não por acaso, Vale e Petrobras estiveram entre as ações mais penalizadas no Brasil.

Ontem, em entrevista, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou rumores de sua saída do cargo e disse que o Brasil, com mais de US$ 350 bilhões em reservas internacionais, está preparado para enfrentar choques externos. “A gente está preparado e sabe que pode haver essa volatilidade, mas a gente não deve confundir a volatilidade com um problema permanente da nossa economia. Estamos ajustando a economia para uma nova realidade”, afirmou.

Também em entrevista coletiva, a presidente Dilma Rousseff afirmou que um dos seus erros foi não dimensionar o tamanho da crise externa, assim como suas repercussões no Brasil. “Vocês sempre me perguntam: em que você errou? Eu fico pensando. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”, disse. “Talvez porque não tinha indício de uma coisa dessa envergadura. A gente vê pelos dados. Nós levamos muito susto. Nós não imaginávamos. Primeiro que teria uma queda da arrecadação tão profunda. Ninguém imaginava”.

XANGAI (Reuters) – As ações chinesas desabaram novamente nesta terça-feira, apesar da recuperação de outros mercados asiáticos, com investidores desesperados com a falta de medidas de Pequim em reação a dados recentes sugerindo que a desaceleração da segunda maior economia do mundo está se aprofundando.

Os dois principais índices acionários chineses despencaram mais de 7 por cento nesta terça-feira, atingindo o menor patamar desde dezembro, após o tombo de mais de 8 por cento na segunda-feira, que reverberou ao longo dos mercados financeiros globais.

A China, um dos mais importantes motores da economia global, superou a Grécia no topo da lista de preocupações que acometem investidores globais, que temem que a economia esteja crescendo em ritmo muito mais lento do que a meta oficial de 7 por cento para 2015.

Mas, ao contrário de julho, quando Pequim injetou bilhões de dólares no mercado em uma operação de resgate sem precedentes, autoridades têm amplamente dado de ombros durante a última rodada de turbulência, que começou na semana passada.

“Investidores globais estão canibalizando uns aos outros. Chamar isso de um desastre no mercado não é exagerado”, disse o analista Zhou Lin, da Huatai Securities. “O pânico está dominando o mercado… E não vejo sinais de intervenção significativa do governo”.

O índice CSI300 das maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen caiu 7,1 por cento para 3.042 pontos, enquanto o índice de Xangai fechou com perda de 7,6 por cento a 2.965 pontos.

Destacando o pânico que envolve investidores de varejo, que dominam as bolsas da China, os contratos futuros do índice caíram pelo limite diário de 10 por cento pelo segundo dia seguido, apontando dias mais sombrios à frente.
(Por Samuel Shen e Pete Sweeney)

Banco Central chinês corta juros
PEQUIM (Reuters) – O banco central da China reduziu as taxas de juros e, ao mesmo tempo, afrouxou as taxas de compulsório pela segunda vez em dois meses nesta terça-feira, em um movimento de apoio à economia cambaleante e ao mercado acionário, cuja forte queda reverberou ao redor do mundo.

O Banco do Povo da China anunciou em seu site na Internet que reduziu a taxa de empréstimo de 1 ano em 0,25 ponto percentual, para 4,6 por cento. Segundo a autoridade monetária, o corte entra em vigor a partir de 26 de agosto. Além disso, cortou a taxa de depósito de um ano em 0,25 ponto percentual.

Ao mesmo tempo, o banco central também reduziu a taxa de compulsório em 0,5 ponto percentual, para 18,0 por cento, para a maioria dos grandes bancos, sendo que a mudança terá efeito a partir de 6 de setembro.

A medida vem depois de os índices acionários da China despencarem mais de 7 por cento, atingindo os menores patamares desde dezembro, na sequência da forte queda de mais de 8 por cento na segunda-feira.

O banco central chinês chocou os mercados mundiais ao desvalorizar o iuan CNY=CFXS em quase 2 por cento em 11 de agosto. O Banco do Povo da China havia classificado a medida de uma reforma de livre mercado, mas alguns a viram como o início de uma depreciação do iuan de longo prazo para impulsionar as exportações.


Fonte: Brasil 247

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