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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Número de eleitores cresce 7,5% no Espírito Santo em relação a 2008
No Estado, o
maior colégio eleitoral é Vila Velha, com 292.948 eleitores e o menor é Divino
de São Lourenço, com 4.067 - Espírito Santo tem 8.076 candidatos a prefeito e
vereador
O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) divulgou o número oficial de eleitores em todo o país.
No Espírito Santo, o eleitorado cresceu 7,5% em relação às eleições de 2008.
Estão aptos
a votar este ano 2.623.944 eleitores, sendo que no último pleito municipal, o
eleitorado era de 2.441.069, um crescimento de 182.875 eleitores.
O eleitorado feminino saiu na frente, com 1.351.546 mulheres aptas a votar no Espírito Santo. Já o masculino é de 1.270.021. Além desses números, 2.377 eleitores não responderam a qual sexo pertencem.
Em todo o Brasil, serão 138.544.348 eleitores que vão às urnas. As eleições acontecem, em primeiro turno, dia 7 de outubro. Esse foi o resultado final do cadastro eleitoral, fechado em 9 de maio deste ano. Nas eleições de 2008, o país tinha 130.604.430.
No Estado, o
maior colégio eleitoral é Vila Velha, com 292.948 eleitores e o menor é Divino
de São Lourenço, com 4.067. Em segundo lugar, aparece o município de Serra, com
275.577 eleitores aptos a votar.
Em terceiro, a capital do Estado, Vitória tem 255.367. Quarto lugar, Cariacica, com 244.867.
Em terceiro, a capital do Estado, Vitória tem 255.367. Quarto lugar, Cariacica, com 244.867.
Esses quatro municípios que integram a Região Metropolitana são os únicos do Espírito Santo onde podem acontecer eleições em segundo turno, marcadas para 28 de outubro, pois possuem mais de 200 mil eleitores. Ainda na Grande Vitória, Viana aparece com 38.803 eleitores.
No interior, o maior colégio eleitoral é Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, com 130.929 eleitores, seguido de Linhares, região Norte, com 102.714, e Colatina, região Noroeste, com 83.954.
Eleitores acima de 70 anos no Espírito Santo correspondem a 4,4% do eleitorado do Estado e o jovem eleitor, aquele com idade entre 16 e 17 anos, corresponde a 1,5% do eleitorado do Estado.
Por que o Curiosity é tão importante para a ciência?
Sucesso da missão em
Marte pode representar um grande passo da NASA para a possível colonização do
planeta
O pouso do jipe-robô
Curiosity na madrugada desta segunda-feira (6) foi acompanhado com tensão pelo
mundo por causa da complexidade da manobra. Quando a NASA confirmou que
Curiosity já estava em solo marciano, a
central de controle do Mars Science Laboratoty, em Pasadena, Califórnia, foi a
loucura. Passada a emoção, fica a pergunta: mas por que o Curiosity é tão
importante para a ciência?
José Leonardo Ferreira,
doutor em Ciências Espaciais e professor do Instituto de Física da Universidade
Brasília (UnB), esclarece essa questão. "Este foi sem dúvida um grande
feito da tecnologia espacial e também da robótica", conta. Além disso, o
Curiosity representa um grande passo da NASA para a colonização do planeta nos
próximos séculos.
A exploração espacial de Curiosity
A partir de agora, o
Curiosity inicia uma missão de dois anos em Marte. Durante esse período, o
jipe-robô vai explorar a região conhecida como Cratera Gale, onde possivelmente
existiu um grande lago. O objetivo é tentar descobrir se Marte já teve um
ambiente capaz de suportar vida microscópica e se tem condições que preservaram
os seus indícios.
Essa busca só é
possível graças a outros instrumentos que estudam Marte desde 1957, quando a
antiga União Soviética e os Estados Unidos da América começaram uma das grandes
competições da história: a corrida espacial.
Porém, o primeiro robô
a chegar a Marte foi o Soujorne, de 1997. “Ele possibilitou manobras de
exploração das rochas e locais da superfície de Marte”, conta Ferreira. Os
robôs exploradores, como o Spirit e Opportunity chegaram ao planeta vermelho
apenas em 2003, quando realmente começou a prospecção geológica no local.
O detalhamento das
propriedades de Marte tem vários objetivos, como o mapeamento do solo do
planeta, o estudo de sua evolução geológica e da constituição de sua atmosfera
com precisão. Além de tudo isso, claro, está a busca da existência de água para
responder uma grande questão: se há ou houve vida no planeta.
Os robôs Spirit e
Opportunity estão lá até hoje. “Eles produziram resultados fundamentais para o
entendimento da evolução do planeta, como evidências de oceanos e lagos que
podem ter existido há milhões de anos”, explica.
A estrela da vez,
Curiosity, dará continuidade ao trabalho dos outros robôs. Ele só pousou na
Cratera Gale graças à missão Mars Express (2003) da ESO (Agência Espacial
Européia) e da Mars Reconnaissance (2006). “Elas foram importantes para a
escolha do local que possui formações geológicas que indicam a existência de um
grande lago no passado de Marte e possui evidências de erosão provocadas pela
água que poderiam abrigar até mesmo vida bacteriana”, explica Ferreira.
Segundo Ferreira, a
missão do Curiosity é extremamente importante porque “representa a perspectiva
da NASA de enviar uma missão científica com astronautas para começar o
estabelecimento de laboratórios permanentes. Por sua vez, eles irão permitir a
colonização do planeta nos próximos séculos”, explica.
A importância do pouso de Curiosity
O Engenheiro Adam
Steltzer, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), caracterizou a entrada da
nave na atmosfera de Marte e seu posterior pouso como “Os 7 minutos de terror”.
“Ele tem razão, pois
para desacelerar a nave com 21.000km/h, ela precisou ser “freada” para
1.700km/h na atmosfera de Marte, o que impõe a resistência do artefato para
temperaturas acima de 2500 ºC. Qualquer objeto espacial sofreria esse mesmo
impacto durante a reentrada na atmosfera da Terra”, explica.
Depois desse começo
bem sofrido, o paraquedas da nave ainda precisou abrir sozinho. O guindaste
voador e o jipe-robô se desprenderam a 1 minuto do pouso e os propulsores do
guindaste foram acionados.
Ferreira explica que,
pendurado a 20 metros da superfície, a velocidade já diminuiu para 2,7km/h para
que o guindaste voador deixasse Curiosity no solo marciano e fosse para bem
longe para evitar colisões com o jipe-robô. “Este foi um grande feito porque os
computadores de bordo devem tomar as decisões em poucos segundos e o sistema
tem que ser quase imune a falhas de todo tipo” conta.
Para piorar a
situação, por causa da distância entre a Terra e Marte, as ondas
eletromagnéticas levam 15 minutos para atingir Marte. Isso impossibilita o
envio de comandos em tempo real. “As imagens da equipe da missão no centro de
controle da NASA durante os momentos de Terror mostraram o alívio e a
comemoração pelo pouso tão importante e bem sucedido”, diz Ferreira.
Câmara aprova projetos sobre crack, vadiagem e vendas de produtos que causam dependência em crianças
A Câmara dos Deputados
aprovou três projetos de lei (PLs) que tratam dos crimes de vadiagem e mendicância,
do aumento das penas em dois terços até o dobro para os traficantes de crack e
o que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para dobrar a pena de
quem fornecer ou vender, a crianças e adolescentes, produtos que possam causar
dependência física ou psíquica, caso fique comprovado o uso do produto pela
vítima.
De autoria do
ex-deputado e atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o PL 4.668/04
retira da Lei de Contravenções Penais o crime de vadiagem. A lei atual prevê
prisão de 15 dias a três meses para esse tipo delito.
O autor do projeto que
trata da pena para os traficantes de crack, deputado Paulo Pimenta
(PT-RS), disse que o crack apresenta elevado potencial de dependência
e de danos às pessoas e que milhares perdem a vida por causa da agressividade
de usuários e traficantes da droga. Também estão sujeitos ao aumento da pena as
pessoas envolvidas com a fabricação, armazenagem, venda ou até o transporte da
droga ou de matéria-prima para sua fabricação.
Os três projetos serão
encaminhados à discussão e votação do Senado Federal. Se forem alterados serão
novamente apreciados pela Câmara antes de serem enviados à sanção presidencial.
PT e PMDB confirmam acordo que garante presidência da Câmara para um peemedebista no ano que vem
Os presidentes do PT,
Rui Falcão, e do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), selaram um acordo para que os
dois partidos apóiem um peemedebista para a presidência da Câmara, na eleição
que ocorrerá no inicio de fevereiro de 2013. O pré-acordo entre os partidos foi
feito por ocasião da eleição do petista Marco Maia (RS) para a presidência da
Câmara no ano passado.
No pré-acordo ficou
estabelecido que nos dois primeiros anos dessa legislatura, a Câmara fosse
presidida por um petista e nos dois anos finais por um peemedebista. Na reunião
de hoje, em que esteve presente o vice-presidente da República e presidente
licenciado do PMDB, Michel Temer, compareceram também diversas lideranças das
duas legendas, os presidentes dos partidos confirmaram que o acordo será
respeitado.
“Se fez uma reunião
para ratificar um acordo que já estava escrito e assinado por mim e pelo então
presidente do PT, José Eduardo Dutra. O presidente do PT [Rui Falcão] achou
melhor ratificarmos o documento para não deixar dúvidas de que a próxima
presidência da Câmara dos Deputados será de um candidato do PMDB”, disse Temer.
Ele negou que houvesse riscos de o acordo ser quebrado e ressaltou que, nas
últimas eleições, os dois partidos têm se revesado na presidência da Casa.
Já o presidente do PT
disse que a ideia é evitar especulações sobre acordo. “Sacramentamos o acordo
de que o PT irá apoiar o candidato do PMDB”. Falcão ponderou, no entanto, que o
acordo não vale para a disputa pela presidência do Senado.
Defesa de João Paulo rebate acusações e diz que deputado era figura lateral no esquema do mensalão
O advogado Alberto
Toron, que defende o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) no julgamento do
mensalão, rebateu hoje (8) as quatro acusações contra seu cliente. O advogado
foi o primeiro a falar depois do intervalo da sessão desta quarta-feira, usando
o tempo limite de uma hora.
Segundo Toron, João
Paulo é uma figura “lateral” e sequer é visto como membro da quadrilha do
mensalão pelo Ministério Público. O parlamentar responde duas vezes pelo crime
de peculato (uso de bem público em proveito próprio em função do cargo) e uma
vez pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
João Paulo era
presidente da Câmara dos Deputados quando as denúncias do mensalão vieram à
tona, em 2005. Submetido a processo de cassação, foi mantido no cargo por cerca
de dois terços dos votos, em abril de 2006. O político se reelegeu em 2010, já
como réu no processo do mensalão.
Na primeira acusação
de peculato, o Ministério Público diz que o deputado usou a Câmara dos
Deputados para contratar a empresa Ideias, Fatos e Texto, do jornalista Luís
Costa Pinto, para fazer assessoria de comunicação particular. Segundo Toron, a
acusação foi desmentida pelas testemunhas, que atestaram que Costa Pinto
efetivamente trabalhava na Câmara.
O advogado ainda disse
que é normal o assessor institucional ficar mais “grudado” na figura do
presidente, relação que se repete em vários órgãos públicos. Disse ainda que o
jornalista já trabalhava na Câmara dos Deputados, na gestão de Aécio Neves, que
antecedeu João Paulo na Presidência da Casa.
Toron também rebateu a
acusação de que João Paulo recebeu R$ 50 mil para favorecer a empresa SMP&B
Comunicação, de Marcos Valério, em licitação disputada na Câmara. O advogado
disse que a licitação foi legal e que o dinheiro sacado pela mulher de João
Paulo foi disponibilizado pelo PT para pagar uma pesquisa eleitoral.
“Se [o dinheiro] fosse
de corrupção, mandaria a esposa receber? Marcos Valério esteve, no dia
anterior, na casa dele e, se fosse o caso, levaria o dinheiro em mãos e não
[faria a transação] pelo banco”, disse o advogado, alegando que a descrição do
suborno pelo Ministério Público foi uma “nítida criação mental”.
A segunda acusação de
peculato contra João Paulo diz que a SMP&B recebeu mais de R$ 1 milhão para
repassar serviços a outras empresas. De acordo com Toron, a subcontratação de
serviços era “prática geral” no meio publicitário, com legalidade confirmada
pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O advogado disse
que a maior parte do valor do contrato – R$ 948 mil – foi usada para pagar a
veiculação de publicidade nas principais emissoras e jornais do país.
Toron desmentiu a
acusação de lavagem de dinheiro alegando que a origem ilícita era dissimulada
no próprio Banco Rural. O advogado afirmou que João Paulo pensava que estava
sacando verba legal do PT, autorizada pelo ex-tesoureiro do partido Delúbio
Soares. “O sacador não lavava nada [referência à lavagem de dinheiro]. Quem diz
é o Ministério Público, porque estava previamente lavado. Não tem como fazer a
‘lavagem da lavagem’”.
O advogado também
disse que a melhor forma de esconder o destino da propina seria usar um laranja
e, não, a própria mulher, para sacar a quantia. “Essa ideia de lavagem é
fantasmagórica”, resumiu.
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