sexta-feira, 15 de julho de 2011

Rajadas de Política


Não haverá acordo
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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não vai fazer acordo com o senador Roberto Requião (PMDB) para que os dois processos que movem contra o peemedebista sejam suspensos. A decisão foi comunicada hoje (14) pelo ministro a seus advogados. A resposta deve ser protocolada no Supremo Tribunal Federal, onde Requião formalizou a proposta. O ministro está processando Requião por conta da denúncia de que ele teria tentado superfaturar a construção de um ramal ferroviário no Paraná, feita numa das reuniões da extinta Escola de Governo. O governador também acusou Bernardo de ter recebido dinheiro do ex-prefeito de Londrina, Antônio Belinati e de ter usado "laranjas" para comprar uma rádio no interior do estado.

Barril de pólvora
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O líder do PSDB no Senado Federal, Álvaro Dias  (PSDB), fez apelo para que o Itamaraty intervenha nos conflitos que estão ocorrendo na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, especialmente em áreas agrícolas de propriedade de brasileiros, chamados de “brasiguaios”. Segundo o tucano, há algum tempo títulos falsos foram entregues para obtenção de créditos em um banco. Como o banco decretou falência, esses mesmos títulos foram recolhidos pelo Banco Central do país, que os levou a um leilão em praça pública. “Quem adquiriu esses títulos falsos agora invade as propriedades e tentar desalojar os verdadeiros proprietários, geralmente “brasiguaios”. Se o governo não defende esses brasileiros, não sei mais quem esse governo defende”, afirmou Álvaro, que está propondo uma audiência pública para debater a questão na Comissão de Direitos Humanos ou de Relações Exteriores.

Com novo recurso
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O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli continua usando de recursos jurídicos para tentar fugir do júri popular, decisão confirmada recentemente pelo Tribunal de Justiça. Os advogados do ex-deputado apresentaram o recurso embargo de declaração, que visa rever a decisão dos desembargadores. O relator do caso é o desembargador Naor Macedo Neto, que está com o processo em mãos. Caso venha a perder, Carli continuará recorrendo, desta vez ao Superior Tribunal de Justiça. Com isso, a decisão sobre o caso se arrasta e já é pouco provável a realização de um júri popular no segundo semestre deste ano, conforme se previa. Carli Filho é acusado de duplo homicídio com dolo eventual - quando se assume o risco de produzir o resultado. Ele se envolveu em um acidente de trânsito, em maio de 2009, no bairro do Mossunguê, que vitimou os jovens Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida.

O irmão ficará
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Em função do ocorrido e sob a ameaça de perder o mandato, Carli renunciou à Assembléia Legislativa. No ano passado, a família lançou o irmão Bernardo (PSB), que ficou na primeira suplência mas assumiu a Assembléia com a licença de Osmar Bertoldi (DEM), que agora vai continuar fora já que ocupará a Secretaria Especial da Habitação do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.



Como um desastre
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Em comentário ontem na rádio CBN, a cientista política Lúcia Hipolito classificou como “um desastre” para o PSDB a saída do ex-deputado Gustavo Fruet do partido. “O PSDB já não vai bem de quadros e o Gustavo Fruet era um dos melhores quadros jovens do PSDB”. A jornalista criticou ainda a postura do governador Beto Richa, em não abrir espaço para a candidatura de Fruet à prefeitura, por conta de um suposto acordo com o atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), e previu que isso poderá trazer graves prejuízos para os tucanos. “Fruet deve ir para o PDT, e provavelmente terá o apoio dos partidos de oposição. E o PSDB que já é um partido pequeno, acaba de perder um de seus melhores quadros, não só em termos locais, em termos nacionais, porque Fruet era uma das esperanças de renovação da política brasileira”, avaliou.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Trabalhadores têm direito a R$800 mi em fundo antigo

 
Quem declarou Imposto de Renda entre 1967 e 1981 e aplicou no Fundo 157 pode ter dinheiro a receber; saiba como fazer a consulta
O trabalhador que declarou Imposto de Renda entre 1967 e 1981 e aplicou parte do imposto no fundo de investimento, batizado de 157, pode ter um dinheiro extra à sua espera. De acordo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão do governo que regula o mercado financeiro, ainda existem cerca de 3,4 milhões de aplicações que somam R$ 800 milhões para resgate por parte dos aplicadores.
Entre as explicações para a falta de procura pelos rendimentos, especialistas apontam esquecimento por parte do trabalhador e até mesmo morte do titular da aplicação. Porém, nos casos de falecimento do cotista, o representante do espólio pode recuperar o dinheiro.
Naquela época, a Receita Federal permitiu que trabalhadores investissem parte dos vencimentos retidos pelo Leão no fundo de ações. O Fundo 157 foi extinto em 1985, mas os contribuintes não sacaram o dinheiro. Os recursos ficaram aplicados em um banco indicado pelo próprio cotista.
É bem provável que o trabalhador com mais de 50 anos tenha dinheiro a receber. Quem lembrar em qual banco efetuou a aplicação deve procurá-lo e solicitar o resgate. É preciso levar comprovante de identidade, CPF e comprovante de residência.
Quem não lembra se fez a aplicação, mas quer fazer a consulta, deve acessar o site www.cvm.gov.br, no link “Consulta Fundo 157”. Basta inserir o CPF para saber se tem cotas para resgate e em qual banco está depositada. As informações são baseadas em dados de abril de 1996, fornecidos pelos bancos. Quem sacou depois desse período não tem mais direito. Mais informações também podem ser obtidas pelo 0800 722 5354.
A CVM alerta ainda quanto a oportunistas. Pessoas mal intencionadas que procuram cotistas se apresentando como intermediários para o saque e chegam a cobrar pela “assessoria”. O órgão esclarece que ninguém está autorizado a fazer qualquer intermediação.
CVM alerta para falsos agentes intermediários
Quem tem direito a sacar os rendimentos do Fundo 157 deve ficar atento para não cair em golpes. A CVM alerta que ninguém está autorizado a intermediar o resgate da aplicação. Tudo porque alguns golpistas que se apresentam como representantes da entidade cobram para “auxiliar” o cotista no processo.
O órgão esclarece que, para retirar o dinheiro, o trabalhador não precisa fazer depósito prévio em conta corrente que seria utilizado para pagamento de impostos ou taxas referente à operação. Ainda de acordo com a CVM, somente o próprio cotista ou representante legal pode resgatar as contas do Fundo 157.
Por admin • jul 4th, 2011 • Categoria: Seu Bolso







quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pagot diz que está sendo grampeado


Após um depoimento de cerca de oito horas na Câmara, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, revelou nesta quarta-feira que está sendo vítima de grampo e cobrou investigação da Polícia Federal.
Segundo ele, no último dia 5, uma pessoa que não quis se identificar lhe telefonou dando detalhes de conversas pessoais e profissionais que teve em seus dois telefones nos últimos dois anos.
- Fiquei estupefato - declarou Pagot, acrescentando que, se os deputados querem a quebra de seus sigilos telefônico, fiscal, bancário e de e-mail, na prática, isso já está acontecendo.
Repetindo sua conduta do dia anterior, quando depôs no Senado, Pagot evitou o confronto com o governo e líderes petistas nesta quarta-feira e fez lobby para continuar no cargo. Ele disse que quer continuar o seu trabalho no Dnit, mas para isso será necessária uma longa conversa com a presidente Dilma Rousseff.
- É claro que tenho esperança de poder continuar.
O diretor-geral afirmou serem necessárias mudanças estruturais no departamento, como o aumento da quantidade de funcionários e melhoria nas condições de funcionamento.
- Como é que eu posso viver sob o jugo do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados)? - questionou, reclamando que não raro o órgão leva oito dias para resolver um problema.

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A presidente em seu labirinto

 

 Luiz Antônio Pagot é uma bomba com alto poder destrutivo, comprovou o artigo do jornalista Ricardo Noblat publicado na seção Feira Livre.
O detonador não foi acionado durante o depoimento no Senado nesta terça-feira. Mas o petardo não foi desativado, avisam os recados em código embutidos no falatório de cinco horas. Demitido há 10 dias pelo então ministro Alfredo Nascimento, por ordem da presidente Dilma Rousseff, Pagot lembrou mais de uma vez que continua na direção geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Em vez de esvaziar o gabinete, resolveu desafiar a chefe de governo com a ideia de sair de férias.
“Se nada for provado contra ele durante as férias, acho que a presidente deveria mantê-lo no cargo”, emendou o senador Blairo Maggi, que apadrinhou a nomeação de Pagot para o comando do DNIT. Dilma já bateu em retirada ao aceitar que o PR seguisse controlando o Ministério dos Transportes.
Se ceder à chantagem, revogar uma decisão irrevogável e devolver ao empregão o vigarista atrevido, terá renunciado no sétimo mês do mandato ao exercício efetivo da chefia de governo. Se resistir aos chantagistas e consumar a demissão do pecador, poderá precipitar a detonação da bomba suficientemente poderosa para reeditar o escândalo do mensalão.
Os quadrilheiros do PR não são as únicas criaturas do pântano que começa no Ministério dos Transportes e pode terminar no caixa da campanha presidencial de 2010. Nele também chafurdam figurões de partidos alugados, Altos Companheiros do PT, cardeais do Congresso e ministros de Estado.
Por conhecer as abjeções com as quais divide o vasto território, por saber quem são e o que fizeram, Pagot pode acabar escancarando o mensalão de Dilma. A reedição mal paginada de Roberto Jefferson talvez seja menos letal que a matriz. Mas a sucessora é muito mais frágil que Lula.
Ambas de altíssimo risco, as opções oferecidas atestam que Dilma foi confrontada mais cedo do que se imaginava com o monstro gerado por oito anos de patifarias toleradas ou estimuladas pelo governo. Primeiro como ministra, depois como principal parceira de Lula na construção do Brasil Maravilha, ajudou a institucionalizar a impunidade dos bandidos de estimação ─ muitas vezes como cúmplice, outras tantas como protagonista.
Quem se mete com uma Erenice Guerra, por exemplo, não escapa da péssima companhia sem pecados a omitir, sem cadáveres trancados no armário. Acuados, os integrantes de alianças forjada no esgoto da política brasileira se lembrarão subitamente da fábrica de dossiês, da conversa com Lina Vieira, das bandalheiras promovidas por Erenice e seus filhotes.
Dilma é prisioneira de aliados fora-da-lei e do próprio passado. O Brasil é governado por uma presidente em seu labirinto.

Por: Blog de Augusto Nunes Siga o blog Dag Vulpi
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No mínimo, inconcebível!!!


Isabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente, uma temeridade!!!
Favorável ao novo Código Florestal Brasileiro põe em risco as florestas brasileiras, a fauna, aflora, o desflorestamento das matas ciliares, em conseqüência o habitat de muitas espécies de animais. Matas que contribuem com o volume d'água dos rios e ajuda a evitar o seu assoreamento. A destruição em massa da Área de Preservação Permanente.
"Queremos o agricultor produzindo de forma sustentável e correta. Não tenho nenhum interesse em gastar milhões de reais em fiscalização se existem outros mecanismos que posso usar e uma sociedade moderna". Disse ela.
Não quer gastar milhões na preservação do nosso Meio Ambiente através da fiscalização, prefere perder bilhões destruindo biomas, ecossistemas de extrema importância para o Brasil e para o mundo. Ela fala de uma sociedade moderna. Onde? Num país que não tem tradições, sem Educação adequada, cultura, onde numa democracia somos obrigados a votar. Que sociedade moderna é esta que esta senhora defende, uma minoria privilegiada?
Em depoimento divulgado pela Agência Brasil. a Ministra explicou que o "novo Código tem por objetivo construir soluções que sejam viáveis para serem implementadas nos Brasil". Onde ela leu isto neste novo Código Florestal Brasileiro?Triste realidade. Esta é a nossa ou melhor, do Governo Federal,  Ministra do Meio Ambiente.

por Reinaldo Lamenza                           
Revista Plenitude "outubro de 2010"


I

A Crise Ideológica do Capitalismo Ocidental


*Joseph E. Stiglitz ,
Há apenas alguns anos, uma poderosa ideologia — a crença em mercados livres e irrestritos — levou o mundo à beira da ruína. Mesmo no seu auge, do início dos anos 80 até 2007, o capitalismo desregulado ao estilo americano criou maior riqueza material apenas para as pessoas mais ricas nos países mais ricos do mundo. De fato, durante os 30 anos de ascensão desta ideologia, a maioria dos americanos viu sua renda diminuir ou estagnar, ano após ano. Além disso, o crescimento da produção nos EUA não era economicamente sustentável. Com tanto da renda nacional indo para tão poucos, o crescimento só podia continuar via consumo, financiado por uma montanha crescente de dívidas.
Eu estava entre os que acreditavam que, de algum modo, a crise financeira daria aos americanos (e a outros) uma lição sobre a necessidade de maior igualdade, regulamentação mais forte e melhor equilíbrio entre mercado e governo. Mas não foi o caso. O ressurgimento de uma política econômica de direita, impulsionada, como sempre, por ideologia e interesses especiais, uma vez mais ameaça a economia global — ou pelo menos as da Europa e dos EUA, onde essas ideias continuam a florescer.
Nos EUA, esse ressurgimento da direita, cujos adeptos evidentemente buscam revogar as leis básicas da matemática e da economia, ameaça forçar o default da dívida pública federal. Se o Congresso determinar gastos acima das receitas, haverá déficit, que terá de ser financiado. Ao invés de sopesar cuidadosamente os benefícios de cada programa de gastos do governo e os custos de elevar os impostos para financiar esses benefícios, a direita quer usar a marreta — não permitir que a dívida federal se eleve obriga a limitar os gastos à arrecadação tributária. Isto deixa aberta a questão sobre que gasto deve ter prioridade — e, se não for o pagamento dos juros da dívida pública, o default é inevitável. Além do mais, cortar gastos agora, no meio de uma crise criada pela ideologia do livre mercado, simplesmente prolongaria a retração econômica.
Há uma década, no meio de um boom econômico, os EUA tiveram um superávit tão grande que ameaçava eliminar a dívida federal. Guerras e redução de impostos insustentáveis, uma grande recessão e custos ascendentes do sistema público de saúde — reforçados em parte pelo fato de o governo Bush ter dado aos laboratórios liberdade para fixar preços, mesmo com dinheiro público envolvido — rapidamente transformaram um enorme superávit em déficit recorde.
Os remédios para o déficit americano seguem imediatamente esse diagnóstico: pôr os EUA para trabalhar de novo com estímulo à economia; acabar com as guerras insensatas; controlar os gastos militares e o preço dos medicamentos; e aumentar impostos, pelo menos sobre os muitos ricos. Mas a direita não quer nada disso e, ao contrário, pressiona por maiores reduções de impostos para corporações e endinheirados, além de cortes nos investimentos e programas de proteção social, o que coloca o futuro da economia americana em perigo e rasga o que resta do contrato social.
Enquanto isso, o setor financeiro faz intenso lobby para se ver livre de regulamentação para poder voltar às desastrosas práticas anteriores. As coisas não estão muito melhores na Europa. Enquanto a Grécia e outros países enfrentam crises, o remédio do dia são desgastados pacotes de austeridade e privatização, que meramente deixarão os países que os abraçarem mais pobres e mais vulneráveis. Isto falhou no Leste da Ásia, na América Latina e em outras regiões, e falhará de novo na Europa. Na verdade, já falhou na Irlanda, na Letônia e na Grécia.
Há uma alternativa: uma estratégia de crescimento apoiada pela União Europeia e pelo FMI. O crescimento restauraria a confiança em que a Grécia poderia pagar sua dívida, resultando em queda dos juros e dando mais liberdade fiscal para outros investimentos que alavanquem a recuperação. O crescimento aumenta a receita tributária e reduz a necessidade de gastos sociais, tais como auxílio-desemprego. E a confiança que ele estabelece conduz a maior crescimento.
Lamentavelmente, os mercados financeiros e os economistas de direita vêm o problema exatamente da forma oposta: acreditam que austeridade produz confiança e que confiança produz crescimento. Mas a austeridade solapa o crescimento, agravando a situação fiscal do governo, ou pelo menos causando menos benefícios do que seus advogados prometem. Nos dois casos, a confiança é minada e uma espiral descendente entra em ação.
Precisamos mesmo de outra dispendiosa experiência com ideias que falharam repetidamente? Não, mas parece cada vez mais que teremos de aturar outra, apesar de tudo. Será ruim para a economia global se a Europa ou os EUA não conseguirem voltar a um crescimento robusto. Se isto ocorrer em ambos será um desastre — mesmo se os principais países emergentes conseguirem manter um crescimento sustentado. Infelizmente, a não ser que cabeças mais sábias prevaleçam, esse é o rumo para o qual o mundo caminha.

*Prêmio Nobel de Economia, é professor da Universidade de Columbia


Postado no Portal Luis Nassif por: Ivan Bulhões

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