O
clima de embate eleitoral no Congresso se refletiu ontem (29) nas repercussões
de governistas e oposicionistas sobre o anúncio do presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de que vai se aposentar.
Entre
os membros do PT, a notícia não causou lamentos. Barbosa é considerado o
principal responsável pelas condenações de membros do partido na Ação Penal
470, conhecida como processo do mensalão. O líder da legenda no Senado,
Humberto Costa (PE), divulgou declaração na qual relaciona a aposentadoria
prematura do ministro a um possível “isolamento”, provocado por suas posições
controversas na Corte.
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"Sempre
respeitei as posições tomadas por Joaquim Barbosa. Com o PT, no entanto, penso
que ele agiu com um rigor que não teve em relação a outros partidos em fatos
importantes na política brasileira, como o mensalão mineiro do PSDB, o mensalão
do DEM e o escândalo do Metrô de São Paulo. Essa forma passional com que às
vezes exercia suas posições no Judiciário, levou-o, como presidente do STF, a
afrontar jurisprudências pacificadas e a própria tradição jurídica da Suprema
Corte brasileira. A mais recente delas, com a negativa do direito ao trabalho a
apenados no regime semi-aberto, hoje estendida a mais de 77 mil pessoas em todo
o país. Nesse sentido, acredito que Joaquim Barbosa acabou isolado do mundo
jurídico, em razão de suas próprias posições", disse.