Veja quais elementos são típicos da filmografia do dinamarquês, que volta aos cinemas nesta sexta-feira
Não causa surpresa que Lars von Trier seja o diretor de "Ninfomaníaca", filme que estreia nesta sexta-feira (10) e é apenas a primeira parte da história de uma autodiagnosticada viciada em sexo. Estão no longa as principais marcas do cineasta: protagonista feminina, nenhum pudor nas cenas eróticas, divisão de capítulos e um jeitão de "filme para chocar" que é típico da obra do dinamarquês.
Estamos, afinal, falando de alguém que se proclamou o melhor diretor do mundo no Festival de Cannes de 2009, o mesmo do qual foi banido, dois anos depois, por fazer comentários pró-Hitler. Agora decidido a não conceder entrevistas ou fazer pronunciamentos públicos, Von Trier diz esperar que seus filmes falem por ele.
E os filmes, de fato, dão muitas pistas sobre o universo e a personalidade do diretor, que despontou nos anos 1980 com "Elemento de um Crime" e virou figurinha carimbada de Cannes, levando o Grande Prêmio do Júri por "Ondas do Destino" e finalmente a Palma de Ouro por "Dançando no Escuro".