sexta-feira, 22 de novembro de 2013
STF faz audiência pública antes de decidir sobre biografias não autorizadas
O Supremo
Tribunal Federal (STF) realizou hoje (21) audiência pública para debater a
publicação de biografias não autorizadas. A questão é discutida na ação direta
de inconstitucionalidade impetrada, em 2012, pela Associação Nacional dos
Editores de Livros (Anel). No total, 17 palestrantes puderam expor argumentos a
favor e contra as decisões judiciais que têm proibido a publicação de
biografias sem autorização dos biografados. A relatora é a ministra Cármen
Lúcia.
A Anel
questiona a constitucionalidade dos artigos 20 e 21 do Código Civil. A
associação argumenta que a norma contraria a liberdade de expressão e de
informação, e pede que o Supremo declare que não é preciso autorização do
biografado para a publicação dos livros. Segundo o Artigo 20 do Código Civil,
“a divulgação de escritos, a transmissão da palavra ou a publicação, a
exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas”.
Na audiência,
a representante do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Sônia da
Cruz Machado, disse que as editoras são reféns da insegurança política
provocada pelas decisões judiciais que proíbem a publicação das biografias, no
entanto, defendeu intervenção judicial nos casos de calúnia ou difamação.
O
representante do Ministério da Cultura, Renato Lessa, se posicionou a favor da
liberdade de publicação das biografias. “O tema da variedade humana
ensina-nos que nenhum de nós possui elementos de elucidação verdadeira a
respeito da história, a história em geral e das nossas vidas em particular. Os
humanos são animais que interpretam e são vítimas de interpretação”, ressaltou.
Ao final da
audiência, a ministra Cármen Lúcia informou que as opiniões dos palestrantes
serão levadas em consideração no julgamento do processo. Segundo a ministra, o
caso deve ser decidido em dezembro.
Da Agência
Brasil –
Powered by
EMF Web Form
EMF Web FormSTF arquiva ação penal contra deputado Tiririca
Da Agência
Brasil – Por 10 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (21)
arquivar a ação penal em que o deputado federal Francisco Everardo Oliveira
Silva (PR-SP), conhecido como Tiririca, era acusado de omitir bens na relação
apresentada à Justiça Eleitoral, em 2010, além de usar declaração falsa de que
sabia ler e escrever.
O plenário do
Supremo julgou uma apelação do Ministério Público Eleitoral de São Paulo
(MPE-SP) contra a absolvição de Tiririca. Em 2010, o juiz Aloísio Silveira, da
1ª Zona Eleitoral de São Paulo, absolveu o deputado das acusações, por entender
que bastava o conhecimento rudimentar da leitura e da escrita para que Tiririca
não fosse considerado analfabeto.
A maioria dos
ministros seguiu voto do relator, ministro Gilmar Mendes. Ele entendeu que a
denúncia do MPE foi inepta e usou notícias veiculadas na imprensa para
justificar a acusação. Além de Mendes, os ministros Luis Roberto Barroso, Teori
Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Carmén Lúcia, Ricardo
Lewandowski, Celso de Mello e Joaquim Barbosa votaram pelo arquivamento.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Voto Facultativo x Voto Obrigatório
Photo Cube Generator
O tema levanta
polêmica e divide as opiniões de especialistas e da própria opinião pública.
Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha (20-21/05/2010) aponta empate
técnico (48% a 48%). O artigo 14 da Constituição Federal estabelece que a
obrigação atinja os brasileiros alfabetizados que têm entre 18 e 70 anos de
idade. Para os analfabetos, os maiores de 70 e os que têm entre 16 e 18 anos, o
voto é facultativo. O debate sobre o voto facultativo versus o voto obrigatório
poderia entrar na pauta apenas se houver uma mudança significativa da opinião
pública. Por ser matéria constitucional demandaria maioria qualificada (3/5 da
Câmara dos Deputados em duas votações e 3/5 do Senado Federal em duas
votações).
A defesa do voto obrigatório baseia-se no princípio de que o voto é um dever.
Os eleitores
são obrigados a participar da eleição para que todos sejam representados, assim
todas as parcelas da sociedade (dos mais pobres aos mais ricos) escolhem os
seus representantes. O eleitor deve separar uma parte do seu tempo e
informar-se sobre os candidatos e, assim, aproximar-se da política. No caso do
voto facultativo, as abstenções aumentariam muito e alguns grupos ficariam
super-representados. As campanhas seriam mais estratégicas e mais caras para
atingir toda a população, dando vantagem aos grandes partidos, pois deveria
haver uma campanha para levar o eleitor à urna e uma campanha para votar no
candidato. O voto facultativo daria vantagem ao poder econômico, pois este
poderia com mais facilidade fazer campanha para atrair eleitores para os seus
candidatos. Haveria também a possibilidade de estímulo ao clientelismo e à
fraude na votação.
A defesa do voto facultativo baseia-se no princípio de que o voto é um direito.
O cidadão deve
decidir se quer ou não participar da eleição. Menos pessoas votariam, mas os
eleitores mais conscientes da ideologia dos partidos participariam das
eleições. Os partidos seriam fortalecidos, assim como o debate. O candidato tem
que agradar a base e mostrar serviço. Do contrário, o eleitor ficaria em casa
no dia da eleição. Ao atrair minorias para votar, o governante acaba criando a
obrigação de atender suas demandas, pois frustrar as expectativas pode
prejudicar suas votações futuras, assim como atender as expectativas pode
ajudar suas votações futuras. No voto facultativo, as campanhas teriam um
marketing estratégico bem focado em quem quer votar, seriam mais baratas e não
precisariam atingir toda a população. O voto facultativo aproxima o eleitor que
quer participar e afasta o eleitor que não quer participar do processo
eleitoral. Os políticos teriam que motivar os eleitores a participar do
processo democrático. Mesmo com o voto obrigatório, cerca de 20% dos eleitores
já não votam e outros cerca de 20% votam em branco e nulo. Portanto, uma
participação de cerca de 60% de eleitores com cerca de 40% de abstenções,
eliminaria a polêmica sobre o motivo do alto índice de votos em branco e nulo.
Seria discutido apenas se o comparecimento foi baixo (faixa de 50%-60%) ou alto
(faixa de 70%-80%).
Algumas
pesquisas mostram que os resultados eleitorais para o executivo (presidente e
governadores) cruzados com a preferência pelo voto facultativo não alterariam o
ganhador e, portanto, teriam o mesmo resultado. Eleições mais polarizadas, que
motivem a participação, podem aumentar o comparecimento dos eleitores, mesmo
com o voto facultativo.
Grupo da reforma política aprova voto facultativo nas eleições
Comitê irá
apresentar propostas de alterações no sistema político e eleitoral.
Deputados também decidiram estabelecer teto para campanha e doações.
Deputados também decidiram estabelecer teto para campanha e doações.
| Grupo da reforma política da Câmara irá propor o fim do voto obrigatório (Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados) |
O grupo de
trabalho criado na Câmara dos Deputados com o objetivo de propor um pacote de
alterações no sistema político e eleitoral aprovou nesta quinta-feira (24)
proposta que prevê o fim da obrigatoriedade de os eleitores votarem nas
eleições.
Os parlamentares
querem substituir o voto obrigatório pelo voto facultativo, modelo vigente em
boa parte dos países com democracias consolidadas, como Estados Unidos e
França. Para virar lei, a proposta ainda terá de ser submetida à votação nos
plenários da Câmara e do Senado, em dois turnos.
Atualmente, a
Constituição determina que o voto é obrigatório para os eleitores com idade
entre 18 e 70 anos. A legislação brasileira garante voto facultativo apenas aos
eleitores analfabetos, aos maiores de 70 anos e àqueles com idade entre 16 e 17
anos.
O projeto que
irá desobrigar todos os eleitores de comparecerem às urnas será apresentado por
meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para promover alterações
na carta constitucional, a proposta precisará ser aprovada em duas votações nas
duas casas legislativas por maioria de 3/5 dos membros (308 deputados e 49
senadores). Se não alcançar esse número mínimo de votos em qualquer uma das
votações, o texto será arquivado.
O comitê
coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza tem até o próximo dia 5 para
apresentar uma proposta final de reforma política à presidência da Câmara. Não
há previsão de quando a proposta da reforma política será votada pelos
congressistas.
Indepententemente
da data, os projetos discutidos pelo comitê não irão valer para as eleições do
ano que vem, porque a legislação eleitoral exige que eventuais mudanças nas
regras têm de ser aprovadas com pelo menos um ano de antecedência. Para terem
efeito no pleito de 2014, as propostas teriam de ter sido promulgadas ou
sancionadas até o dia 5 de outubro.
Teto
para campanhas
Além do voto
facultativo, o colegiado da reforma política aprovou nesta quinta a implantação
de um teto para gastos de campanhas eleitorais e também para as doações. No
entanto, os integrantes do grupo de trabalho não definiram qual será o valor
máximo que poderá ser gasto pelos candidatos.
Se a proposta
for avalizada por deputados e senadores, o teto eleitoral será estabelecido,
posteriormente, por meio de uma nova lei. O comitê não chegou a discutir
modelos que possam servir de parâmetro para definir o máximo de gastos
permitido.
Duração
dos mandatos
Apesar de
terem decidido em setembro modificar de quatro para cinco anos a duração dos
mandatos eletivos, os deputados do colegiado comandado por Vaccarezza recuaram
nesta quinta e decidiram manter a duração dos mandatos em quatro anos.
Ficou em
aberto, no entanto, a definição sobre se será apresentada proposta que
estabelece o fim das reeleições. O tema deverá ser discutido na próxima quinta
(31). No mês passado, parte do grupo já havia sugerido o fim da reeleição para
cargos do Executivo.
Para o
deputado Cândido Vacarezza, que defende a manutenção da regra de reeleição, as
próximas reuniões do grupo terão discussão “fácil”. “Já concluímos o trabalho e
vai ser relativamente fácil a discussão do grupo, sem imposição de nenhuma
posição. Acho que é um grande avanço no sentido da reforma política”, disse o
petista.
Assinar:
Postagens (Atom)
Sobre o Blog
Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!
Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.


