terça-feira, 25 de junho de 2013

Presidente do Supremo critica partidos e defende participação popular direta


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou hoje (25) os partidos brasileiros e defendeu a participação popular direta nas principais decisões do país. Para ele, os partidos estão "desgastados" e "sem credibilidade", enquanto o povo está pronto para ser ouvido nas questões nacionais, como a necessidade de reforma política.
“A sociedade brasileira está ansiosa por se ver livre, pelo menos parcialmente, dos grilhões partidários que pesam sobre seus ombros. E isso é muito salutar”, disse o ministro. Barbosa falou com jornalistas nesta tarde, no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após conversar com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto sobre os protestos recentes que tomaram o país.
Para o presidente do STF, o Brasil vive uma grave crise de representatividade política e, embora não defenda a eliminação de partidos, apoia menor dependência das legendas para discutir os temas nacionais. “Temos que ter é consciência muito clara de que há necessidade de incluir o povo nas discussões sobre reformas. O Brasil está cansado de reformas de cúpula.”

Delfim Netto depõe na Comissão Municipal da Verdade de São Paulo e diz que não sabia de tortura


O ex-ministro Antônio Delfim Netto depôs hoje (25) na Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog e negou praticamente todos os questionamentos. O economista, que foi ministro da Fazenda entre 1967 e 1974, disse desconhecer que houvesse uma ditadura no país e que pessoas eram presas e torturadas, além de negar que soubesse da existência de empresários que faziam doações para financiar a Operação Bandeirante (Oban).

A Oban, financiada por empresários paulistas, foi uma organização acusada de tortura e ações ilegais, que depois daria lugar ao Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão de repressão ligado ao 2º Exército, sediado em São Paulo.

E o Brasil acordou


Por Antonio Tozzi, no site Direto da Redação
Pois é, falavam tanto que o brasileiro era passivo, acomodado, só pensava em futebol, festa e carnaval que as manifestações pegaram todos de surpesa. E, quando se fala de surpresa, inclui-se governantes, classe e partidos políticos, imprensa e polícia. Parece que ninguém foi capaz de antever o movimento que começou com uma pressão para rever o reajuste das passagens dos ônibus urbanos e do metrô em São Paulo e se espalhou como um rastilho de pólvora por todo o país.

Pastores presos agiam na Maranata mesmo afastados, diz MP-ES

Entre os detidos na manhã desta segunda-feira (24), estava o fundador.
Juiz responsável pelo caso acatou toda a denúncia do Ministério Público.

Pastor Gedelti é detido em sua residência, na Praia da Costa (Foto: Leandro Nossa / G1 ES)
Os dez integrantes da Igreja Cristã Maranata (ICM) presos na manhã desta segunda-feira (24), entre eles o fundador, pastor Gedelti Gueiros, não têm prazo definido para sair da cadeia, segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MP-ES). De acordo com o promotor de Justiça Paulo Panaro, os membros continuavam participando da administração e praticando crimes como estelionato de forma indireta.

Em maio, dezenove membros da Igreja Cristã Maranata, incluindo pastores, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MP-ES) pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Eles teriam praticado desvio de dízimo da igreja, envolvendo uma movimentação financeira de R$ 24,8 milhões, segundo o próprio MPES. Antes, em março, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.

De acordo com Panaro, testemunhas relataram a participação dos acusados na administração da ICM. "Embora haja uma ordem judicial afastando-os da administração, os acusados continuavam praticando os mesmos atos ilícitos de forma indireta. Ficou claro que o ex-presidente da instituição continuava participando da administração, várias testemunhas prestaram depoimentos que relatavam essa participação", falou Panaro.

Quanto à destituição do interventor Júlio Cezar Costa, Panaro informou que foi constatada íntima ligação com os denunciados. "Uma das demonstrações de íntima ligação é o fato de que o próprio advogado que peticionou em nome do interventor também é o advogado de Gedelti Gueiros", disse.

Com apoio de Dilma, senadores acreditam que reforma política será possível

Um dia depois da reunião da presidenta Dilma Rousseff com prefeitos e governadores, as medidas anunciadas por ela estão em todas as rodas de conversas de parlamentares da base do governo e de oposição no Congresso.
Na avaliação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), não há novidade nas propostas feitas pela presidenta. Todas, segundo ele, já estão tramitando no Congresso. Dias rechaçou a ideia de um plebiscito que autorize a convocação de uma Assembleia Constituinte específica para fazer uma reforma política. “Convocar um plebiscito para saber se a população deseja a reforma política? Isso está nas ruas patenteado com muita clareza. O plebiscito é irracional. Não há necessidade. É um desperdício”, disse.
Álvaro Dias disse ainda que para que a reforma política se concretize, “basta que a presidenta da República escolha o modelo político e encaminhe ao Congresso a orientação para que a maioria esmagadora que possui delibere a respeito."
Apesar de a reforma política ser um tema antigo no Congresso sem sucesso, desta vez, o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), disse que acredita que na aprovação da matéria.“Eu sou um defensor da reforma política. Sou contra o suplente de um senador ser eleito sem voto. Não tem sentido isso continuar acontecendo porque a sociedade não aceita mais isso”, ressaltou.
Segundo o senador, a pressão popular é importante, mas o otimismo se deve à decisão do governo de aprovar uma proposta sobre o assunto. Para o líder do PMDB, um plebiscito, porém, não é a melhor alternativa porque atrasaria a votação de uma reforma política no Congresso.
Agencia Brasil

Renan e Alves discutem proposta sobre a Constituinte


Os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e do Senado Federal, Renan Calheiros, reuniram-se para avaliar as propostas apresentadas ontem pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às manifestações que tomam as ruas do país desde a última semana. Nos bastidores do Congresso, a ideia de um plebiscito e da formação de uma Constituinte exclusiva não agradou a alguns parlamentares da oposição e da base aliada.
Ao chegar ao Congresso, o presidente da Câmara Henrique Alves, havia evitado comentar as declarações do Palácio do Planalto. Alves limitou-se a dizer “não acho nada”, ao falar sobre a proposta da Constituinte.

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