quarta-feira, 19 de junho de 2013

Militares punidos na ditadura militar criticam anistia

Em sessão conjunta, a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro ouviram hoje (18) cinco militares da reserva que foram perseguidos, presos e torturados por resistir ao golpe de 1964.
O comandante da Marinha, Ferro Costa - que participou do gabinete do almirante Paulo Mário, o último Ministro da Marinha do governo de João Goulart - foi preso e cassado após o golpe. Ele contou que a resistência à ditadura militar já ocorria antes do Ato Institucional 5 (AI-5), de 1968.
“Ficou cristalizada a ideia de que esse golpe foi uma salvação da democracia. Nunca se salva uma democracia com um golpe, é uma contradição. Além disso, [diziam] que nós éramos inimigos do Brasil, que os inimigos eram os comunistas, os legalistas, quando o verdadeiro inimigo do Brasil, que eles [governo militar] não combateram e que nós queríamos combater, era a miséria, o atraso e a desigualdade que grande parte do povo brasileiro estava mergulhada”.

Eduardo Paes considera manifestação legítima e condena vandalismos

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, considerou legítima a manifestação dessa segunda-feira (17), no centro da capital fluminense, reunindo cerca de 100 mil manifestantes ao longo da Avenida Rio Branco, centro financeiro do Rio. De acordo com Paes, o movimento é legítimo e ele quer ouvir as pessoas que fizeram uma bela manifestação pacífica ao longo da Avenida Rio Branco.

Tarifas de ônibus caem em 11 cidades do país

Em SP, Haddad muda o tom e já admite rever aumento; no Rio, Paes quer ouvir manifestantes

Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo ELIARIA ANDRADE / Agência O Globo

Um dia depois da maior mobilização contra o aumento das passagens de ônibus, que levou cerca de 240 mil pessoas às ruas de várias cidades, prefeitos de 11 cidades, sendo nove capitais, anunciaram que vão reduzir as tarifas, cancelar reajustes ou diminuir o percentual de aumento das passagens. Segundo a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Cuiabá e Recife anunciaram ontem redução de R$ 0,10 nas passagens.

Deputados aprovam 'passe livre' para estudantes da rede pública do ES

Proposta que já era válida para a Grande Vitória, foi aprovada para todo o estado.
PEC vai ser encaminhada ao governador, que decide promulgação.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2012, que estende a gratuidade do transporte público a estudantes das redes públicas estadual e federal, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), nesta terça-feira (18). Já válida para estudantes da Grande Vitória, o passe livre agora é válido para estudantes de todo Espírito Santo. A PEC foi aprovada em segundo turno de votação, em seguida, a proposta vai ser enviada ao governador do estado, responsável pela regulamentação da lei.

CE: prefeito fica quase 6 horas em banco cercado por 10 mil manifestantes

O prefeito de Juazeiro do Norte foi cercado por professores que protestavam contra uma lei que reduz bônus da categoria

O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo (PMDB), ficou quase 6 horas sitiado dentro de uma agência bancária por 10 mil pessoas que protestavam na cidade cearense. No final da tardem, ao saber que o político estava dentro do Banco do Brasil localizado na praça Padre Cícero, os manifestantes cercaram a agência.
A confusão só terminou por volta das 23h30 desta terça-feira, de acordo com a rádio Band News FM. O prefeito foi regatado ileso de dentro do banco quando a manifestação se dispersou. 
Segundo reportagem da TV Verdes Mares, cerca de 150 policiais se envolveram na operação de resgate do prefeito. Os agentes colocaram o político dentro de um carro-forte para tentar retirá-lo do local, mas os manifestantes cercaram o veículo.

SP: 5 dias após repressão, polícia some das ruas e vândalos depredam

Polícia Militar levou quase três horas para chegar à prefeitura e conter a ação de uma minoria de vândalos, que depredaram prédios, saquearam lojas e deixaram rastro de destruição no centro de São Paulo


Bombas de gás, spray de pimenta e cassetetes dos policiais militares sumiram das ruas de São Paulo depois daquela quinta-feira, quando manifestantes e jornalistas foram reprimidos com violência em um protesto que seguia pacífico contra o aumento da passagem de ônibus. Cinco dias depois, um novo ato terminou, nesta terça-feira, marcado pela ação de uma minoria de vândalos que tentou invadir o prédio da prefeitura, queimou o veículo de transmissão de uma emissora de TV e causou revolta em quem queria protestar em paz. Desta vez, a repressão parece ter dado lugar à omissão policial.

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