terça-feira, 2 de abril de 2013

Efeitos de incentivos do governo para aquecer economia podem estar no fim, diz economista


Os efeitos das medidas que o governo vem tomando desde o ano passado para aquecer a economia e, consequentemente, o setor industrial, podem estar acabando. A avaliação, do  presidente da Ordem dos Economistas do Brasil e professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Manuel Enriquez Garcia, é baseada no resultado da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou queda de 2,5% na produção industrial nacional em fevereiro.

“Os resultados estão evidenciando que essa política, de diminuição da taxa de juros, facilidades para o crédito, a redução de uma série de tributos, com o intuito de que o consumidor brasileiro adquira bens de consumo duráveis, já tenha chegado a um nível de uma certa exaustão”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Entre as categorias pesquisadas, a queda foi puxada, principalmente, pelos bens de consumo duráveis, que tiveram redução de 6,8% na produção, no período. Os bens de consumo semi e não duráveis registraram queda de 2,1%, e os bens intermediários, de 1,3%. A única alta foi observada em bens de capital, com aumento de 1,6% na produção.

“Possivelmente o governo já percebeu a fraqueza dos dados de fevereiro e, daí, ter mantido o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] baixo até o final do ano, principalmente no setor de automóveis, que é uma cadeia importante. Mas, mesmo nesse setor, os reflexos não têm sido nada positivos, estamos ainda patinando bastante”, destacou Garcia.

Hartung é candidato ao senado, garante presidente do PMDB


Deputado Lelo Coimbra admite também que relação do ES com governo Dilma vai de mal a pior. E aposta no fim das coligações via reforma política'

Aliado do governo Dilma no Espírito Santo, o presidente regional do PMDB, deputado Lelo Coimbra, admite que a relação do estado com a União vai mal. E tende a piorar se nada for feito nestes 19 meses que restam até a eleição de 2014. 

Mesmo assim, a tendência do PMDB é apoiar a reeleição de Dilma Roussef (PT) e do governador Renato Casagrande (PSB), lançando o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para o Senado: “Mas tudo vai depender do que vai acontecer este ano. Primeiro em relação à postura da União com o ES. Depois em relação à reforma política que deve decretar o fim das coligações”, disse. 

COLIGAÇÕES
Mesmo sem acordo, a votação da reforma política será realizada pela Câmara dias 9 e 10, conforme anunciou o deputado relator Henrique Fontana (PT/RS). 

Lelo garante que o fim das coligações e a unificação dos pleitos são temas consensuais. 

O que disse o presidente do PMDB 
Nacionalmente o PMDB deve continuar apoiando a reeleição de Dilma para presidente. Mas vamos acompanhar os desdobramentos das candidaturas que estão pré-colocadas do governado de PE, senador Aécio e ex-ministra Marina Silva. Em 2010 o processo nacional não interferiu no local. 

No ES temos aliança em curso para lançar Paulo Hartung para o Senado e uma aliança com o PSB que pressupõe apoiar Renato Casagrande para a reeleição. Mas antes temos que ver como superamos os problemas que estamos tendo na área econômica. 

Nosso esforço será para manter a unidade em torno do interesse do ES, manter o ciclo de prosperidade. O ES sofreu abalo em relação ao Fundap, royalties, e redução do ICMS. Tem um mata burro no meio do caminho colocado pelo governo federal. É um problema para nós. Outro exemplo é a tentativa de tirar o estaleiro Jurong. 

As relações do ES com a União estão com um histórico muito ruim. Não recomenda satisfação com a União. Difícil capixaba votar em Dilma. Neste momento a relação é muito ruim. 

Ex-presidenta da Comissão de Direitos Humanos pede abertura de processo contra pastor Feliciano


A ex-presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara deputada Iriny Lopes (PT-ES) protocolou hoje (2) na Mesa Diretora da Casa requerimento pedindo a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o atual presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (Seppir), Iriny argumenta que as declarações de Feliciano – de que antes da chegada dele à presidência do colegiado a CDHM era “dominada por Satanás” – ferem o decoro parlamentar.
“É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam, com dedicação e firmeza, para a promoção e valorização dos diretos humanos”, diz a deputada no requerimento.
Ela acrescenta ainda que Feliciano “faltou com respeito com os colegas parlamentares e também com a imagem da instituição”, o que, segundo ela, justifica a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.
Na última sexta-feira (29), depois de ser alvo de protestos no início de um culto para evangélicos na cidade mineira de Passos, Feliciano disse que, antes dele, a comissão era “dominada por Satanás”. Ontem (1º), em sua conta no Twitter, o deputado explicou que não comparou os antigos integrantes da comissão com “Satanás”, mas que o termo significa, em hebraico, “adversário e acusador”.

Declarações de Feliciano foram "infelizes", diz líder do PSC


O líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), disse hoje (2) que a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), a deputada evangélica Antônia Lúcia (PSC-AC), desistiu de renunciar do cargo. Ontem (1°), ela cogitou a renúncia por discordar das declarações feitas pelo presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), durante culto evangélico, na última sexta-feira (29), no município de Passos (MG).

“A deputada Antônia Lúcia teve uma conversa conosco hoje pela manhã. Ela ontem deu uma declaração mediante aquilo que foi passado para ela, mas ela conversou com deputado Pastor Marco Feliciano na noite de ontem, conversou conosco hoje, e ela vai ficar na primeira-vice-presidência da comissão”, disse Moura depois da reunião de líderes da base.

O líder do PSC considerou as declarações de Feliciano como “infelizes” e avaliou que ele deve se retratar publicamente. “Entendo que são declarações infelizes da parte dele. Acho que agora, cabe a ele fazer um pedido de desculpas oficial e, logicamente, a Mesa Diretora da Casa fará uma análise das consequências da declaração, mesmo porque, apesar de ser num culto evangélico, fez referência a parlamentares que faziam parte da comissão no ano passado e alguns que continuam fazendo parte da comissão neste ano”, ponderou Moura.

O STJ acomodou os processos dos planos econômicos no "colo" do STF


A decisão dada pela 2.ª Secção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no caso dos pedidos de ressarcimento das diferenças de correção monetária dos valores depositados nas cadernetas de poupança durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90 causou surpresa nos meios forenses e financeiros. Na verdade, houve duas decisões diferentes: uma para os autores de 814 mil ações civis individuais e outra para 1.030 ações civis públicas impetradas por defensorias públicas, associações corporativas e entidades que defendem os direitos dos consumidores, em nome de 40 milhões de poupadores.

No mérito, a 2.ª Secção do STJ entendeu que os correntistas têm direito a uma correção monetária adicional de seus saldos e decidiu que o pagamento é de responsabilidade dos bancos. Esse já era o entendimento das outras instâncias da Justiça Federal. Os ministros também definiram os índices de correção monetária aplicáveis a cada plano: 26,06% para o Plano Bresser; 42,72% para o Plano Verão; 44,8% para o Plano Collor I; e 21,87% para o Plano Collor II.

No entanto, ao julgar uma questão preliminar sobre os prazos de ajuizamento de ações previstos pelo Código Civil e pela Lei de Ação Popular, o STJ entendeu que 1.015 das 1.030 ações civis públicas já haviam prescrito e determinou seu arquivamento. Com isso, cerca de 40 milhões de correntistas representados por entidades da sociedade civil, defensorias e associações corporativas - cerca de 90% dos poupadores que buscaram os tribunais para defender seus direitos - "ganharam, mas não levaram". Só poderão ser ressarcidos os 814 mil autores de ações individuais e os poupadores relacionados nas 15 ações civis públicas admitidas pelo STJ.

Para os bancos, essa decisão reduz significativamente as importâncias a serem ressarcidas aos correntistas das cadernetas de poupança. Antes do julgamento, executivos de bancos privados afirmavam que o montante a ser pago era de R$ 180 bilhões, enquanto a diretoria da Febraban falava em R$ 130 bilhões e o alto escalão do Banco Central e do Ministério da Fazenda trabalhava com o total de R$ 105 bilhões. Cerca de um terço desse montante seria devido pela Caixa Econômica Federal, segundo os especialistas. Os dois terços restantes seriam devidos por instituições privadas.

Com a declaração de prescrição de quase todas as ações coletivas, o valor a ser pago cai para R$ 10 bilhões - valor esse que, segundo o Banco Central, já foi provisionado pelas instituições financeiras, em maio.

Mesmo assim, sob a alegação de que esse valor "continua substancial", os advogados dos bancos anunciaram que devem recorrer da decisão. As entidades que patrocinaram as 1.015 ações civis públicas consideradas prescritas também já anunciaram que irão recorrer. Os recursos serão apresentados ao próprio STJ, que é a última instância da Justiça Federal, mas o caso não deverá ser encerrado tão cedo. Isto porque, além desses recursos, que agora serão julgados pelo plenário da Corte, há uma outra ação judicial impetrada pelos bancos no Supremo Tribunal Federal (STF) que continua tramitando normalmente. E, enquanto a mais alta Corte do País não se pronunciar, a tendência da magistratura das instâncias inferiores é de não seguir a decisão da 2.ª Secção do STJ, mantendo parados todos os processos semelhantes.

Por causa da ação (confira aqui) que corre no STF, o Ministério Público Federal propôs que o julgamento da 2.ª Secção do STJ fosse suspenso. Alguns ministros acolheram a proposta. Mas a maioria optou por realizar o julgamento, mesmo sabendo que tudo depende da palavra final do STF. Informalmente, alguns ministros do STJ e do STF afirmaram que, com a prescrição das ações coletivas, as pressões dos bancos sobre a Justiça deverão diminuir. De fato, o balanço do julgamento mostra que ele pendeu para as instituições financeiras. Por isso, o desafio da Justiça agora é explicar para os cidadãos não afeitos às sutilezas do direito, que acreditam no princípio da igualdade perante a lei, por que alguns poupadores foram favorecidos e outros não.

Estadão

Greve de fome atinge 130 prisioneiros em Guantánamo, diz agência cubana


A greve de fome na prisão da Base Naval da Baía de Guantánamo, localizada em território cubano, atinge 130 prisioneiros, segundo a agência pública de notícias de Cuba (Prensa Latina). Para o local, foram transferidos os presos acusados de envolvimento em atos terroristas contra os Estados Unidos, inclusive nos relacionados aos ataques de 11 de setembro de 2001.

O protesto dos presos é uma reação ao que consideram a profanação do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, e o confisco de seus bens. Shaker Amer, que lidera o grupo de prisioneiros, disse que perdeu mais de 30 quilos desde o início da greve.

Durante sua primeira campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu fechar a prisão. O tema é considerado controvertido tanto nos Estados Unidos como também em Cuba.

Integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha que visitaram a prisão, desde que os prisioneiros começaram o protesto, e expressaram preocupação sobre o estado de saúde deles.

*Com informações da agência pública de notícias de Cuba, Prensa Latina
Agência Brasil

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