domingo, 13 de janeiro de 2013

Aécio isola Serra e vai presidir o PSDB


Numa articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, senador mineiro deverá tomar por completo o poder na sigla; à ala serrista restará, no máximo, uma vice-presidência; tudo para evitar sabotagens daqui até 2014; José Serra tentará ainda ter seu nome incluído na próxima pesquisa Data folha sobre sucessão presidencial



Todo o poder a Aécio. Esse é o mantra no PSDB, especialmente agora que José Serra ameaçou pedir prévias para tentar, mais uma vez, disputar a presidência da República.

A consolidação do poder aecista virá em maio, quando os tucanos deverão eleger a nova executiva nacional do partido. Na articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo atual comandante da sigla, Sérgio Guerra, Aécio será eleito presidente do PSDB.

A vice-presidência, que hoje está com o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), também aliado de Aécio, será entregue a um nome indicado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ou seja: a aliança dos mineiros com São Paulo passa por Alckmin – e não por Serra. Aécio fará de tudo para evitar que um serrista, como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ou o ex-governador Alberto Goldman, ocupe o posto. E defende abertamente que Aloysio seja líder no Senado, fora da máquina do partido, no lugar do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

O terceiro posto mais importante na hierarquia tucana, que é a presidência do Instituto Teotônio Vilela, encarregado de formular programas e propostas do partido, será entregue a outro aliado de Aécio, o ex-senador Tasso Jereissati.

Nesse xadrez, Serra ficará totalmente isolado e tentado a buscar abrigo em outra sigla, como o PPS, de Roberto Freire. Magoado, ele tentará ter seu nome incluído na próxima pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial, apostando que ainda aparecerá à frente de Aécio. Mas seu tempo no PSDB parece ter chegado ao fim.
Via 247

Ex-editor da revista do PT garante: IMPRENSA NÃO FAZ POLÍTICA.


Ex-editor da revista do PT, ex-presidente da Radiobras e hoje colunista do Estadão e da revista Época, o acadêmico Eugênio Bucci, professor de Jornalismo na ECA-USP, enxerga um mundo ideal em que os veículos de imprensa cumprem apenas com sua função social, sem abraçar correntes políticas. Neste domingo, ele denuncia também um "furibundo fanatismo anti-imprensa", movido por mentes "autoritárias, intolerantes e mal-intencionadas"


Eugênio Bucci, professor de Jornalismo da ECA-USP, já foi um quadro relevante do PT. Filiado ao partido desde o início dos anos 80, ele foi o primeiro editor da revista Teoria e Debate, editada pela Fundação Perseu Abramo. Depois disso, conciliou atividades acadêmicas com imersões em alguns veículos da chamada grande imprensa, tendo trabalhado, por exemplo, em Playboy, Superinteressante e Quatro Rodas – revistas do grupo Abril.

Quando Lula chegou ao poder, foi convidado para presidir a Radiobrás, braço de informação do governo federal que deu origem à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), e lá ficou de 2003 a 2007. Desde que saiu, no entanto, Bucci tem sido um dos principais porta-vozes das principais famílias que tentam controlar a informação no Brasil. Além de consultor de Roberto Civita, da Abril, ele escreve colunas na revista Época, dos Marinho, e no jornal Estado de S. Paulo, dos Mesquita.

A cada artigo, salvo raras exceções, ele se posiciona contra qualquer discussão sobre eventual regulação dos meios de comunicação. Neste domingo, em Época, ele defende a tese de que os veículos de imprensa cumprem apenas com sua função social, sem abraçar correntes políticas. Ele denuncia também um "furibundo fanatismo anti-imprensa", movido por mentes "autoritárias, intolerantes e mal-intencionadas".

Bucci ignora que, nos Estados Unidos e na Inglaterra, o império de Rupert Murdoch é cada vez mais questionado por agir como um partido político – numa definição colocada pelo próprio Barack Obama. No Brasil, nesta semana, os três principais jornais do País – Folha, Estadão e Globo – protagonizaram grandes erros porque permitiram que as intenções políticas se sobrepusessem à objetividade jornalística (leia mais aqui).

No entanto, segundo Bucci, quem discute a agenda política dos meios de comunicação, que são uma estrutura de poder (o quarto poder, afinal), age de maneira obscurantista. O que mudou tanto no Bucci dos anos 80 e no de agora? 

Abaixo, trecho de seu artigo em Época:
Esses jornais de oposição... 
A Folha de S.Paulo é “a vanguarda entre os veículos da imprensa empenhados em isolar o governo da opinião pública”. Num país em que a oposição não tem peito nem engenho para fazer oposição, as redações jornalísticas se encarregam de jogar as autoridades no descrédito. É assim, ao menos, que pensam os entusiastas do governo federal. Para eles, os jornais cumprem o papel que deveria ser dos partidos de oposição. Inconformados, os representantes do Palácio do Planalto contra-atacam, como fez o líder do partido do governo na Câmara dos Deputados, diante de mais uma reportagem crítica lida em plenário por algum adversário mal-agradecido. “Sinceramente, não encontramos aqui um pensamento inédito”, disse o parlamentar governista. Segundo ele, a imprensa apenas requenta fatos velhos para agredir quem trabalha sem descanso para melhorar a vida dos brasileiros. Os governantes, segundo essa visão, não passam de vítimas da maledicência, padecem sob o bombardeio de uma campanha articulada para desacreditá-los. O líder do partido do governo, no mesmo pronunciamento em que reclamou das notícias requentadas, foi severo e categórico em seu diagnóstico: os órgãos de imprensa “são o grande veículo dessa campanha articulada”. 
Antes de qualquer interpretação apressada, vamos esclarecer. As declarações transcritas no parágrafo acima não reproduzem falas de integrantes do governo Dilma Rousseff. São anteriores. Também não trazem recortes dos inflamados discursos de entusiastas do primeiro ou do segundo governos de Luiz Inácio Lula da Silva. Nem de beneficiários das duas gestões de Fernando Henrique Cardoso, ou do breve mandato de Itamar Franco, ou de Collor, ou mesmo de José Sarney. Elas vêm de um período ainda mais antigo, vêm dos tempos da ditadura militar.
Via - 247

A semana dos grandes erros na grande imprensa


Primeiro, a Folha noticiou uma reunião de emergência sobre o setor elétrico, que era rotineira. O Estadão, em letras garrafais, anunciou que o Ministério Público investigaria o ex-presidente Lula. E o Globo avisou que empresários já estariam fazendo seu próprio racionamento. Três exemplos "wishful thinking", em que a vontade política dos editores se impõe à objetividade dos fatos. Se isso não bastasse, Veja também derrapou feio ao anunciar uma megafusão bancária que não houve



247 - Wishful thinking. A expressão inglesa é a melhor tradução para o comportamento dos grandes jornais brasileiros na semana que passou e expressa um dos principais erros do pensamento, que é o de transformar desejos em realidade. Em vez de narrar os fatos como eles são, a história é contada como gostaríamos (ou gostariam) que fosse.

Entre pessoas comuns, o erro é perdoado. Mas quando se trata de grandes jornais, que têm o dever da objetividade, a questão se complica. A semana que passou, para a grande imprensa, foi também a semana dos grandes erros. Não pequenos deslizes, mas erros colossais, que, em alguns casos, foram escritos em letras garrafais – fugindo até ao padrão gráfico das publicações.

O jogo dos erros começou com a Folha de S. Paulo, dos Frias, que, na segunda-feira, anunciou: "Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico". No subtítulo, a mensagem de que, na "reunião de emergência", seriam discutidas medidas contra o racionamento, sob a imagem de uma vela acesa na escuridão. Este era o desejo – o wishful thinking. A realidade, no entanto, é que a reunião não era emergencial nem haverá racionamento.

No dia seguinte, foi a vez do Estadão, principal concorrente da Folha, que não ficou atrás. O sonho da família Mesquita, que controla o jornal, talvez seja ver o ex-presidente Lula atrás das grades. E a manchete "MPF vai investigar Lula" veio em negrito e letras gigantes como se anunciasse que a Alemanha nazista foi derrotada pelos aliados. Mais um exemplo de wishful thinking. No mesmo dia, a "informação" foi negada pelo procurador-geral Roberto Gurgel.

O Globo, dos Marinho, naturalmente, não poderia ficar de fora da festa e anunciou que grandes grupos empresariais já planejam racionar energia. Outra demonstração de um desejo – na quinta-feira, após uma reunião com a presidente Dilma, os principais empresários do País deram demonstrações públicas de que não estão trabalhando com a hipótese de apagão.

Se tudo isso não bastasse, houve também a barriga de Veja Online, que, também nesta semana, anunciou a fusão entre Bradesco e Santander. Neste caso, não era wishful thinking. Apenas um erro de informação e os jornalistas responsáveis foram demitidos.
De todo modo, a semana foi exemplar ao escancarar os riscos que se corre quando a vontade política dos editores se sobrepõe à objetividade dos fatos.

PS: até agora, apenas a Folha admitiu o erro, ainda que em letras miúdas.
As informações são do site 247

Gaspari vê Don Corleone no comando do PT


E a prova da retórica mafiosa seria o recado enviado pelo deputado André Vargas (PT-PR) ao ex governador gaúcho Olívio Dutra
Don Vito Corleone dá as cartas no PT? Segundo Elio Gaspari, sim. E a evidência seria a reação de André Vargas (PT-PR) ao pedido de Olívio Dutra, ex-governador gaúcho, para que José Genoino (PT-SP) não tomasse posse como deputado federal. Leia abaixo:

Don Corleone orienta o comissariado
Num momento luminoso para o PT, o companheiro Olívio Dutra, fundador do partido, ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, disse ao deputado José Genoino: “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar nisso.”
Dias depois o comissário André Vargas, secretário de Comunicação do partido, disse que Olívio fora “pouco compreensivo”. E mostrou a faca: “Quando ele passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo. (...) Ele já passou por muitos problemas, né?”
Engano. Durante o governo de Olívio Dutra, o PT gaúcho foi apanhado numa maracutaia, mas ele nunca foi acusado de envolvimento direto no caso. Processo judicial, nem pensar. Genoino e seu colegas foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Olívio Dutra é de um tempo em que petistas rachavam apartamento em Brasília (seu parceiro era Lula). Quando deixou a prefeitura voltou a ser um bancário. Com seus bigodes e uma bolsa tétrica, anda de ônibus. Passou por problemas, mas nunca passou pelas soluções dos comissários de hoje.
A resposta do André Vargas indica que no PT 2.0, uma pessoa com a biografia de Olívio é um estorvo, tornando-se necessário colocá-lo ao alcance de qualquer suspeita.
Via 247 

Guru de Aécio, Malan ataca economia de Dilma


Aos poucos, o time aecista começa a entrar em campo. Neste domingo, o ex-ministro Pedro Malan critica duramente as regras para o setor energético e questiona se haverá investimentos futuros na geração com as novas regras e a redução das tarifas em 20%. Em seguida, ele ataca também o PT. "Vimos, recentemente, a tentativa de um partido de se apropriar do monopólio da ética na política. Deu no que deu", afirma



O time econômico do senador mineiro Aécio Neves começa, aos poucos, a ensaiar seu discurso. Neste domingo, o ex-ministro Pedro Malan, um dos conselheiros do time aecista, critica duramente o modelo econômico do governo Dilma. Ele questiona especificamente as regras do setor elétrico, que inibiriam investimentos futuros, e a suposta ineficiência da Petrobras – segundo ele, a única empresa do mundo que perde dinheiro quando vende gasolina. Malan também questiona o maniqueísmo do debate público e a divisão dos analistas em escolas de pensamento que, diz ele, perderam o sentido. Leia abaixo seu artigo originalmente publicado no Estado de S. Paulo:
O tempo dirá. Ou não 

PEDRO S. MALAN
Coincidência ou não, vale o simbolismo: o governo federal escolheu dois 7 de Setembro (2009 e 2012), dias de nossa Independência, para anunciar mudanças importantes nos regimes de concessão nas áreas de petróleo e energia elétrica.

No caso do petróleo, como notei em artigo anterior, "deixemos de lado uma pergunta fundamental: era mesmo preciso mudar totalmente a Lei do Petróleo de 1997 apenas para aumentar a fatia do governo no pré-sal?". (Algo que o regime de concessões, adaptado já permitiria, dizem especialistas, por meio de aumento da "participação especial"para os novos campos.) Mas a questão relevante, após a controvertida decisão da mudança de regime, passou a ser a viabilização dos investimentos para a empreitada, principalmente com a Petrobrás tendo de assumir a posição de operadora, com pelo menos 30% de todos os campos do pré-sal a serem explorados.

Opiniões à parte, são fatos que a mudança de regime atrasou o processo, que há quatro anos não há licitações de nenhuma área e que a Petrobrás, como notou Adriano Pires, é a única grande empresa do mundo que, apesar do petróleo a mais de US$ 100 o barril, perde dinheiro quando vende gasolina (cujo consumo aumentou 60% de 2008 a 2012), porque paga mais caro pela gasolina que importa do que recebe pela gasolina que vende, já que seus preços estão controlados por decisão do acionista majoritário. E isso certamente afetou a sua capacidade de investimento. Investimentos que passariam de US$ 174 bilhões (2009-2013) para US$ 225 bilhões (2010-2014 e 2011-2015) para US$ 236 bilhões (2012-2016). Haja Tesouro.
No dia 7 de setembro de 2012, a presidente Dilma Rousseff anunciou mudanças na legislação sobre o setor elétrico. O governo federal temo direito, estabelecido em lei, de renovar ou não as concessões de geradoras de energia quando os seus contratos terminarem. Era sabido que vários contratos de concessão importantes expiravam em 2015-2017. O governo, buscando o objetivo meritório de reduzir o custo de energia, decidiu propor a renovação antecipada (para 2013) das concessões às empresas de geração e de transmissão que aceitassem reduzir desde logo (2013) as tarifas aos níveis desejados pelo próprio governo.

De novo a questão fundamental, como no caso do petróleo, é: as novas regras contribuirão ou não para aumentar o grau de confiança dos investidores no setor de geração de energia? Em particular, e para usar outras palavras, as novas tarifas (20% mais baixas), tal como estabelecido, permitem às empresas cobrir os seus custos de operação e manutenção - além de efetivar os investimentos necessários à expansão de seus negócios? Há quem diga que sim. Há quem diga que o governo federal terá, cedo ou tarde, de capitalizar as geradoras da Eletrobrás, que seguiu a orientação de seus acionistas controladores de reduzir em mais de 20% a sua receita. E há novos riscos. Haja Tesouro...

Os casos do petróleo e da energia elétrica não são isolados. Problemas assemelhados existem em outras áreas, como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, trens-bala, saneamento, abastecimento de água. O papel do Estado e o do setor privado continuam sendo tema de infindável controvérsia na própria sociedade e, certamente, no âmbito do próprio governo, no qual convivem diferentes posições sobre o tema. Que contribuem, talvez, para confirmar o chiste de Luís da Câmara Cascudo: "O Brasil não tem problemas, apenas soluções adiadas".

Em momentos como este, é fundamental um esforço para melhorar a qualidade do debate público. Apenas quatro observações a esse respeito.

Primeiro, não deveria existir uma política macroeconômica de esquerda, progressista e desenvolvimentista, à qual se contraporia uma política macroeconômica de direita, monetarista, conservadora e "neoliberal". Na verdade, em cada contexto há um espectro de políticas macro mais ou menos adequadas do ponto de vista de sua consistência intertemporal. E um legítimo debate profissional sobre o grau de responsabilidade, de coerência e de credibilidade de uma dada política.

Segundo, não deveria existir, a meu juízo, quando se está discutindo, de boa-fé, na prática, a eficácia de uma política pública específica numa área definida, seja educação, saúde ou segurança, uma posição de esquerda, ou progressista, ou desenvolvimentista em oposição maniqueísta a uma outra posição de direita, ou fiscalista, ou "neoliberal".

Terceiro, há claros limites para a expansão acelerada dos gastos governamentais, ainda quando justificáveis como fundamentais para reduzir injustiças sociais e mitigar efeitos cíclicos de crises econômicas. Como escreveu Luiz Felipe de Alencastro, "a idéia de que se pode alcançar a justiça social às custas das ações do Estado chegou ao limite. É preciso buscar novos caminhos e mobilizar a sociedade em um ambiente onde também atuem mecanismos de mercado".

Quarto, é desonestidade intelectual, além de falta de ética no debate público, imputar a indivíduos, e a supostas escolas de pensamento a que pertenceriam, o descaso com o desenvolvimento econômico e a inclusão social, porque essa "preocupação" teria sido já apropriada e transformada em monopólio de autointitulados "social-desenvolvimentistas". Vimos, recentemente, a tentativa de um partido de se apropriar do monopólio da ética na política. Deu no que deu. O enfrentamento dos difíceis desafios à frente seria mais efetivo se pudéssemos perder menos tempo, talento e energia com falsos dilemas, dicotomias simplórias, diálogos de surdos, pregações dirigidas aos já convertidos e rotulagens destituídas de sentido, exceto para militantes ansiosos por palavras de ordem.
O Brasil merece algo melhor em termos de qualidade de debate público. E acho que, apesar das tentativas em contrário, estamos avançando. As informações são do 247

Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012


saude  Transplantes Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012Espírito Santo registrou 464 transplantes de órgãos e tecidos em 2012, um aumento de 11% em relação a 2011, quando foram contabilizados 416 procedimentos. O destaque ficou para o transplante de rim: houve aumento de 46,5% – no número de procedimentos de doador cadáver, recorde dos últimos 10 anos – e de 20% de doador vivo.
Os transplantes de fígado também cresceram em um ano, chegando a 55%. Foram realizados também sete transplantes de coração e oito de ossos. Já as córneas registraram pequena redução em relação ao número de transplantes do ano passado. Isso porque as doações foram maiores do que o quantitativo de pessoas que necessitavam de transplante e a fila de espera foi zerada.
“Temos uma demanda de, no máximo, 20 transplantes de córneas por mês no Espírito Santo, enquanto recebemos uma média de 25 doações. Por isso, no ano passado, enviamos 64 córneas para outros estados”, explica a coordenadora da Central de Captação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Rosemery Erlacher.

As notificações de óbito por morte encefálica, que possibilitam captação de múltiplos órgãos, cresceram 17%. Segundo Rosemery, para aumentar o número de doações, um trabalho de reestruturação e fortalecimento das Comissões Intra-Hospitalares de Doação (CIHDOTTs) vem sendo feito no Estado, com visitas aos hospitais e cursos de capacitação.

Com o objetivo de contribuir para o aumento do número de identificação e notificação de potenciais doadores, 617 profissionais foram capacitados. Durante o ano, ocorreram dois cursos de coordenadores das CIHDOTTs e um terceiro, voltado para médicos intensivistas que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

Além da capacitação das equipes dos hospitais, a coordenadora destaca a importância de manifestar o desejo de doar os órgãos ainda em vida, conversando com os familiares, já que são eles que autorizam a doação de órgãos e tecidos. “É importante conversar com a família sobre o desejo de ser um doador, facilitando assim o processo de doação”, ressalta.

Novidades para 2013
Neste ano, o acesso a transplantes de rim/pâncreas conjugado e ossos será ampliado com o credenciamento de hospitais para esses serviços. Há expectativa de o Estado também começar a realizar transplante de pulmão.
– Transplante de pulmão: a capacitação profissional de toda a equipe cirúrgica do Hospital Meridional já começou. Ainda não há data para iniciar as atividades.
– Transplante de Ossos: Hospital Meridional já habilitado, aguardando início das atividades. Obs: Atualmente, o Hospital Evangélico já realiza esta atividade.
–Transplante de Rim/Pâncreas conjugado: Hospital Meridional já habilitado.
– Transplante de Pâncreas Isolado: hospital Vitória Apart está credenciado, mas por enquanto está com os serviços de transplantes suspensos.

Mais ações
– Para o segundo semestre deste ano, está prevista a implantação de duas equipes de Organização de Procura de Órgãos (centro-norte e centro-sul do Estado) para cuidar de toda a logística e procedimentos dando apoio aos hospitais notificadores.
– Lançamento da Cartilha Técnica de Doação de órgãos, para profissionais de saúde. Prevista para setembro, durante a Semana do Doador de Órgãos.

Os números

Procedimentos20112012%
Transplantes de Córneas292287-2%
Transplantes de Rim/Cadáver588546,5
Transplantes de Rim/Vivo242920
Transplantes de Fígado223455
Transplante de Coração37133
Transplante de Osso-8800
Medula Óssea Autólogo1714-18
Total41646411

Total de transplantes ano a ano:

2012 – 464
2011 – 416
2010 – 306
2009 – 261
2008 – 234

Lista de espera (até 08 de janeiro 2012)

Órgão/tecidoAtivos
Córnea1
Coração4
Fígado22
Rim880
Total907

  Disponibilização de órgãos para outros estados
Órgão/TecidoQuantidade
Córnea64
Rim12
Fígado8
Total84
(ESHOJE)

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