domingo, 13 de janeiro de 2013

Integrantes do governo da Venezuela se encontram com Raúl Castro


Brasília - A cúpula dos líderes políticos venezuelanos, entre eles o vice-presidente Nicolás Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, está em Cuba para visitar o presidente reeleito Hugo Chávez. Ele está internado em Havana desde dezembro.
Os dois líderes chavistas tiveram um encontro com o presidente cubano Raúl Castro. Eles estavam acompanhados pelo ministro do Petróleo, Rafael Ramirez, e a procuradora-geral, Cilia Flores (que é mulher de Maduro).
Nenhum detalhe da reunião foi divulgado.
Hugo Chávez está passando por tratamento contra o câncer na capital cubana. Desde que foi submetido à quarta cirurgia, em 11 de dezembro, para a retirada de um tumor na região pélvica, ele não é visto em público. Com informações da  BBC Brasil

Brasil só supera Estados Unidos em mortes por cancer de mama por falta de diagnóstico precoce


São Paulo – Mulheres com câncer de mama em estágio inicial que recebem tratamento no Brasil podem ter a mesma sobrevida de pacientes tratadas nos Estados Unidos, revelou estudo da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu. O estudo, iniciado em 2011, levantou dados de pacientes diagnosticadas entre 1998 e 2001, para que pudessem ser observadas as taxas de sobrevida após 10 anos do início do tratamento.

Apesar da igualdade de chances na expectativa de vida entre as pacientes dos dois países, a falta do diagnóstico precoce faz com que a mortalidade brasileira permaneça ainda muito superior à norte-americana, explica o autor da pesquisa, René Aloísio da Costa Vieira, mastologista do Hospital do Câncer de Barretos.
O médico usou dados de cerca de 47 mil pacientes dos Estados Unidos, obtidos no programa The Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER), que representa 28% da população do país. Ele comparou com informações de 834 pacientes do Hospital do Câncer de Barretos (SP), considerado Centro de Referência de Alta Complexidade em Oncologia (Cracon), que atende basicamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e existe há 50 anos.
O levantamento mostrou que 50,1% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama nos Estados Unidos encontravam-se no estágio inicial do doença, com tumores menores do que 2 centímetros e ainda não palpáveis. No Brasil, porém, os diagnósticos nesse estágio precoce ocorreram em apenas 10% dos casos. O médico esclarece que é muito importante que a doença seja descoberta exatamente nesse ponto, de forma precoce, uma vez que as chances de cura a partir de um tratamento nesse estágio chegam a 90%.
A detecção do câncer de mama em estágios mais avançados foi observada, a partir do levantamento, em 45,8% das pacientes brasileiras e em somente 8,4% das norte-americanas. Nesse nível mais adiantado da doença, a taxa de sobrevida após 10 anos cai para apenas 17% dos casos. “No Brasil, demora-se mais para chegar ao médico e o tamanho do tumor é maior”, disse.
No mundo, os países desenvolvidos como os Estados Unidos têm uma relação de 19 mortes por câncer de mama para cada 100 pacientes diagnosticadas com a doença. Na América do Sul, essa proporção sobe para 29,8 mortes. No continente africano, a situação é ainda pior pois para cada 100 mulheres com a doença, 60 morrem.

Índia tem novo caso de estupro coletivo em ônibus, informa a polícia


Brasília - A polícia na Índia prendeu neste domingo (13) seis homens acusados de terem praticado o estupro coletivo de uma mulher dentro de um ônibus, semanas depois de um caso similar ter chocado o país. A vítima é uma jovem de 29 anos. Segundo autoridades, o caso mais recente ocorreu no estado do Punjab, ao norte do país. A polícia busca um possível sétimo estuprador.

Em dezembro passado, uma estudante indiana de 23 anos morreu depois de ser vítima de estupro coletivo num ônibus na capital, Nova Déli. Cinco acusados serão julgados e podem ser condenados à pena de morte. O sexto homem, que acredita-se ser menor de idade, será julgado separadamente.
O episódio provocou uma onda de protestos no país e um debate sobre a situação das mulheres indianas. O governo criou cortes judiciais rápidas exclusivamente para tratar de casos de abusos sexuais. as informações são da BBC Brasil

Aécio isola Serra e vai presidir o PSDB


Numa articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, senador mineiro deverá tomar por completo o poder na sigla; à ala serrista restará, no máximo, uma vice-presidência; tudo para evitar sabotagens daqui até 2014; José Serra tentará ainda ter seu nome incluído na próxima pesquisa Data folha sobre sucessão presidencial



Todo o poder a Aécio. Esse é o mantra no PSDB, especialmente agora que José Serra ameaçou pedir prévias para tentar, mais uma vez, disputar a presidência da República.

A consolidação do poder aecista virá em maio, quando os tucanos deverão eleger a nova executiva nacional do partido. Na articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo atual comandante da sigla, Sérgio Guerra, Aécio será eleito presidente do PSDB.

A vice-presidência, que hoje está com o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), também aliado de Aécio, será entregue a um nome indicado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ou seja: a aliança dos mineiros com São Paulo passa por Alckmin – e não por Serra. Aécio fará de tudo para evitar que um serrista, como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ou o ex-governador Alberto Goldman, ocupe o posto. E defende abertamente que Aloysio seja líder no Senado, fora da máquina do partido, no lugar do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

O terceiro posto mais importante na hierarquia tucana, que é a presidência do Instituto Teotônio Vilela, encarregado de formular programas e propostas do partido, será entregue a outro aliado de Aécio, o ex-senador Tasso Jereissati.

Nesse xadrez, Serra ficará totalmente isolado e tentado a buscar abrigo em outra sigla, como o PPS, de Roberto Freire. Magoado, ele tentará ter seu nome incluído na próxima pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial, apostando que ainda aparecerá à frente de Aécio. Mas seu tempo no PSDB parece ter chegado ao fim.
Via 247

Ex-editor da revista do PT garante: IMPRENSA NÃO FAZ POLÍTICA.


Ex-editor da revista do PT, ex-presidente da Radiobras e hoje colunista do Estadão e da revista Época, o acadêmico Eugênio Bucci, professor de Jornalismo na ECA-USP, enxerga um mundo ideal em que os veículos de imprensa cumprem apenas com sua função social, sem abraçar correntes políticas. Neste domingo, ele denuncia também um "furibundo fanatismo anti-imprensa", movido por mentes "autoritárias, intolerantes e mal-intencionadas"


Eugênio Bucci, professor de Jornalismo da ECA-USP, já foi um quadro relevante do PT. Filiado ao partido desde o início dos anos 80, ele foi o primeiro editor da revista Teoria e Debate, editada pela Fundação Perseu Abramo. Depois disso, conciliou atividades acadêmicas com imersões em alguns veículos da chamada grande imprensa, tendo trabalhado, por exemplo, em Playboy, Superinteressante e Quatro Rodas – revistas do grupo Abril.

Quando Lula chegou ao poder, foi convidado para presidir a Radiobrás, braço de informação do governo federal que deu origem à Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), e lá ficou de 2003 a 2007. Desde que saiu, no entanto, Bucci tem sido um dos principais porta-vozes das principais famílias que tentam controlar a informação no Brasil. Além de consultor de Roberto Civita, da Abril, ele escreve colunas na revista Época, dos Marinho, e no jornal Estado de S. Paulo, dos Mesquita.

A cada artigo, salvo raras exceções, ele se posiciona contra qualquer discussão sobre eventual regulação dos meios de comunicação. Neste domingo, em Época, ele defende a tese de que os veículos de imprensa cumprem apenas com sua função social, sem abraçar correntes políticas. Ele denuncia também um "furibundo fanatismo anti-imprensa", movido por mentes "autoritárias, intolerantes e mal-intencionadas".

Bucci ignora que, nos Estados Unidos e na Inglaterra, o império de Rupert Murdoch é cada vez mais questionado por agir como um partido político – numa definição colocada pelo próprio Barack Obama. No Brasil, nesta semana, os três principais jornais do País – Folha, Estadão e Globo – protagonizaram grandes erros porque permitiram que as intenções políticas se sobrepusessem à objetividade jornalística (leia mais aqui).

No entanto, segundo Bucci, quem discute a agenda política dos meios de comunicação, que são uma estrutura de poder (o quarto poder, afinal), age de maneira obscurantista. O que mudou tanto no Bucci dos anos 80 e no de agora? 

Abaixo, trecho de seu artigo em Época:
Esses jornais de oposição... 
A Folha de S.Paulo é “a vanguarda entre os veículos da imprensa empenhados em isolar o governo da opinião pública”. Num país em que a oposição não tem peito nem engenho para fazer oposição, as redações jornalísticas se encarregam de jogar as autoridades no descrédito. É assim, ao menos, que pensam os entusiastas do governo federal. Para eles, os jornais cumprem o papel que deveria ser dos partidos de oposição. Inconformados, os representantes do Palácio do Planalto contra-atacam, como fez o líder do partido do governo na Câmara dos Deputados, diante de mais uma reportagem crítica lida em plenário por algum adversário mal-agradecido. “Sinceramente, não encontramos aqui um pensamento inédito”, disse o parlamentar governista. Segundo ele, a imprensa apenas requenta fatos velhos para agredir quem trabalha sem descanso para melhorar a vida dos brasileiros. Os governantes, segundo essa visão, não passam de vítimas da maledicência, padecem sob o bombardeio de uma campanha articulada para desacreditá-los. O líder do partido do governo, no mesmo pronunciamento em que reclamou das notícias requentadas, foi severo e categórico em seu diagnóstico: os órgãos de imprensa “são o grande veículo dessa campanha articulada”. 
Antes de qualquer interpretação apressada, vamos esclarecer. As declarações transcritas no parágrafo acima não reproduzem falas de integrantes do governo Dilma Rousseff. São anteriores. Também não trazem recortes dos inflamados discursos de entusiastas do primeiro ou do segundo governos de Luiz Inácio Lula da Silva. Nem de beneficiários das duas gestões de Fernando Henrique Cardoso, ou do breve mandato de Itamar Franco, ou de Collor, ou mesmo de José Sarney. Elas vêm de um período ainda mais antigo, vêm dos tempos da ditadura militar.
Via - 247

A semana dos grandes erros na grande imprensa


Primeiro, a Folha noticiou uma reunião de emergência sobre o setor elétrico, que era rotineira. O Estadão, em letras garrafais, anunciou que o Ministério Público investigaria o ex-presidente Lula. E o Globo avisou que empresários já estariam fazendo seu próprio racionamento. Três exemplos "wishful thinking", em que a vontade política dos editores se impõe à objetividade dos fatos. Se isso não bastasse, Veja também derrapou feio ao anunciar uma megafusão bancária que não houve



247 - Wishful thinking. A expressão inglesa é a melhor tradução para o comportamento dos grandes jornais brasileiros na semana que passou e expressa um dos principais erros do pensamento, que é o de transformar desejos em realidade. Em vez de narrar os fatos como eles são, a história é contada como gostaríamos (ou gostariam) que fosse.

Entre pessoas comuns, o erro é perdoado. Mas quando se trata de grandes jornais, que têm o dever da objetividade, a questão se complica. A semana que passou, para a grande imprensa, foi também a semana dos grandes erros. Não pequenos deslizes, mas erros colossais, que, em alguns casos, foram escritos em letras garrafais – fugindo até ao padrão gráfico das publicações.

O jogo dos erros começou com a Folha de S. Paulo, dos Frias, que, na segunda-feira, anunciou: "Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico". No subtítulo, a mensagem de que, na "reunião de emergência", seriam discutidas medidas contra o racionamento, sob a imagem de uma vela acesa na escuridão. Este era o desejo – o wishful thinking. A realidade, no entanto, é que a reunião não era emergencial nem haverá racionamento.

No dia seguinte, foi a vez do Estadão, principal concorrente da Folha, que não ficou atrás. O sonho da família Mesquita, que controla o jornal, talvez seja ver o ex-presidente Lula atrás das grades. E a manchete "MPF vai investigar Lula" veio em negrito e letras gigantes como se anunciasse que a Alemanha nazista foi derrotada pelos aliados. Mais um exemplo de wishful thinking. No mesmo dia, a "informação" foi negada pelo procurador-geral Roberto Gurgel.

O Globo, dos Marinho, naturalmente, não poderia ficar de fora da festa e anunciou que grandes grupos empresariais já planejam racionar energia. Outra demonstração de um desejo – na quinta-feira, após uma reunião com a presidente Dilma, os principais empresários do País deram demonstrações públicas de que não estão trabalhando com a hipótese de apagão.

Se tudo isso não bastasse, houve também a barriga de Veja Online, que, também nesta semana, anunciou a fusão entre Bradesco e Santander. Neste caso, não era wishful thinking. Apenas um erro de informação e os jornalistas responsáveis foram demitidos.
De todo modo, a semana foi exemplar ao escancarar os riscos que se corre quando a vontade política dos editores se sobrepõe à objetividade dos fatos.

PS: até agora, apenas a Folha admitiu o erro, ainda que em letras miúdas.
As informações são do site 247

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi