quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Governo pedirá rapidez em julgamento sobre Lei de Mídia


Notícias

2janeiro2013
IMPRENSA NA ARGENTINA

Governo pedirá rapidez em julgamento sobre Lei de Mídia

O governo argentino vai pedir nesta quarta-feira (2/1) à Justiça para que acelere o julgamento da causa que determinará a constitucionalidade de uma disposição da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, conhecida como Lei de Mídia.
"As chefias do Gabinete e da AFSCA (órgão regulador do audiovisual) se apresentarão amanhã ante a Justiça para pedir que a Corte de Apelações resolva rapidamente os méritos da Lei de Mídia", informou o site da Presidência nesta terça-feira (1º/1).

O Supremo Tribunal do país rejeitou na semana passada um novo pedido do governo para que o caso passasse diretamente à corte, o chamado "per saltum". O recurso também foi usado na primeira instância e negado da mesma forma.
A disputa foi para a Câmara após apelação do Clarín, depois que um juiz de primeira instância deu razão ao governo e declarou legitimamente constitucional a cláusula que exige que as empresas com posições dominantes abram mão de licenças de rádio e de televisão.
O Clarín argumenta que a cláusula viola o direito de propriedade privada e representa uma tentativa de silenciar as vozes críticas ao kirchnerismo.
A batalha judicial sobre a aplicação da Lei de Mídia é um dos pontos da briga entre a presidente e o Grupo Clarín, o maior grupo de comunicação argentino e um dos últimos a fazer oposição ao governo.
Nos últimos três anos, a presidente Cristina Fernández de Kirchner mudou a pauta publicitária e passou a conceder recursos a determinados grupos de comunicação, que mudaram a linha editorial para se alinhar ao governo.
Pela Lei de Mídia, um conglomerado pode ter até 24 licenças de rádio e TV. O Grupo Clarín possui mais de 200 e atua nas áreas de TV a cabo, TV aberta, rádio, internet e jornais.
A nova legislação, aprovada em 2009, determina que a empresa devolva as frequências de rádio e televisão sem que as concessões tenham terminado.
Caso o Grupo Clarín perca suas licenças, seu tamanho será reduzido a menos da metade e há o risco de que essas emissoras sejam entregues a aliados do governo.
Revista Consultor Jurídico

Advogados se negam a defender suspeitos de estupro


Notícias

2janeiro2013
CRIME NA ÍNDIA

Advogados se negam a defender suspeitos de estupro

Advogados que atuam tribunal de Nova Délhi, na Índia, anunciaram que se negam a defender os seis suspeitos do estupro coletivo de uma estudante indiana que faleceu no sábado em consequência dos ferimentos sofridos na agressão. As informações são da AFP.
"Decidimos que nenhum advogado se apresentará para defender os acusados do estupro porque seria imoral defender o caso", anunciou à AFP Sanjay Kumar, advogado membro da Ordem dos Advogados do distrito de Saket.

Kumar afirmou que 2,5 mil advogados registrados no tribunal decidiram "permanecer à margem" para garantir uma "justiça rápida", o que significa que advogados de ofício representarão os suspeitos. Outro advogado ligado ao tribunal confirmou à AFP o boicote.
A primeira audiência do tribunal do distrito de Saket, ao sul da capital federal, deve acontecer na quinta-feira (3/1) com a apresentação de um relatório de mil páginas da polícia.
De acordo com a imprensa indiana, os estupradores da jovem de 23 anos agredida por vários homens em um ônibus em Nova Délhi tentaram atropelar a vítima depois do ataque.
O namorado da estudante, agredido com uma barra de ferro e jogado do ônibus depois que a jovem foi estuprada várias vezes, conseguiu afastar a vítima do veículo antes que ela fosse atropelada, revela o relatório da polícia que será apresentado à Justiça. A imprensa indiana informou ainda que a jovem mordeu três dos seis agressores para tentar escapar das agressões.
As marcas das mordidas, o sangue, o esperma, os fios de cabelo e o depoimento do namorado devem ser usados como provas contra os acusados, segundo a imprensa e fontes policiais. Seis homens foram detidos. Cinco deles devem ser julgados na quinta-feira por assassinato e estupro em um tribunal criado especialmente para o caso.
O sexto acusado, que teria 17 anos, deveria ser julgado por um tribunal de menores, mas está sendo submetido a exames para a comprovação da idade. Os acusados podem ser condenados à pena de morte.
Segundo o Times of India, uma das acusações da polícia será a tentativa de destruição das provas pelo motorista do ônibus, que participou no estupro da estudante de Fisioterapia. Ele tentou lavar o veículo e queimou as roupas arrancadas da vítima.
A brutalidade do ataque provocou revolta na Índia e muitas manifestações contra a violência cometida com total impunidade contra as mulheres no país.
Revista Consultor Jurídico

PORTARIA REAJUSTA CONTRAPARTIDA DO GOVERNO NOS PLANOS DE SAÚDE DOS SERVIDORES


Tabela é ampliada para 10 faixas, com valores entre R$ 82 e R$ 167, conforme a idade e a renda

A partir de 1º de janeiro, será reajustado o valor pago pelo governo federal como reembolso nos planos de saúde dos servidores públicos federais e seus dependentes. De acordo com a Portaria 625, publicada no Diário Oficial da União de 24/12, os valores per capita no custeio da assistência à saúde suplementar ficarão entre R$ 82,83 e R$ 167,70.

A variação se dá conforme a idade e a remuneração do servidor, ou seja, quanto mais elevada a faixa etária e menor a renda, maior é a contrapartida da União. Assim, a maior contribuição do governo é destinada os servidores (ou dependentes) na faixa com 59 anos ou mais e com remuneração até R$ 1.499. Já os mais jovens e com maior renda receberão menos. O menor reembolso vai para quem ganha mais de R$ 7.500 e tem até 18 anos.

A nova tabela foi ampliada para 10 faixas etárias e o reajuste obedeceu ao mesmo processo de equidade que rege a concessão do benefício: privilegiou as faixas etárias mais altas e os servidores com menores salários. Estes últimos tiveram aumentos de até 30% em relação à tabela anterior, cujos valores variavam entre R$ 72 e R$ 129.  

O benefício da saúde suplementar é regido pela Portaria Normativa SRH nº 3, de 30 de julho de 2009 que estabelece orientações aos órgãos e entidades do SIPEC sobre a assistência à saúde suplementar do servidor ativo, inativo, seus dependentes e pensionistas.

Reforma dos Códigos deve ser democrática e pluralista


Colunas

2janeiro2013
DIREITO COMPARADO

Reforma dos Códigos deve ser democrática e pluralista

Por Otavio Luiz Rodrigues Junior
Otavio Luiz Rodrigues - 20/06/2012 [Spacca]
O movimento da codificação foi característico do século XX. Nascida como símbolo do “despotismo esclarecido”, ainda no século XVIII, como se observa do Código Civil da Áustria, a codificação foi capturada pelo liberalismo no alvorecer do Oitocentos. Napoleão Bonaparte fez-se arauto desse movimento, que passou a confundir civilização com codificação. Promulgar códigos, ou decretar a vigência do Code Civil de 1804 nos países conquistados, era um ato revolucionário de grande significado político.

Após a queda do imperador dos franceses e a reação das monarquias vitoriosas no Congresso de Viena, codificar tornou-se elemento integrante das políticas de Estado de nações que se pretendiam “liberais” — em oposição ao absolutismo e ao direito divino dos reis — e também um ato fundacional de países recém-unificados ou cuja independência acabara de ser assegurada, ao exemplo da Itália e dos jovens Estados balcânicos, liberados do domínio otomano. Possuir um código, mais especificamente um código civil, era uma espécie de senha para ser admitido no rol das nações civilizadas e cultas.
A Alemanha, graças à influência teórica de Friedrich Karl Freiherr von Savigny, resistiu até 1896, quando foi promulgado seu famoso código civil (Bürgerliches Gesetzbuch – BGB), em vigor a partir de 1900. Outra causa desse retardo histórico estava na ciosa manutenção das prerrogativas das monarquias que compunham o Reich. Lembre-se que, a despeito da unificação presidida por Otto von Bismarck, no ano de 1871, os antigos reis, príncipes e duques dos territórios alemães mantiveram seus tronos e gozaram, até o final da Primeira Guerra Mundial, de “status” político e de autonomia legislativa consideráveis. O imperador (Kaiser) não o era “da Alemanha”, mas “dos alemães”. Uma sutileza linguística que demarcava sua condição de “primus inter pares” em face de seus “colegas” dentro do Reich. Nesse sentido, a Saxônia, a Baviera e a Prússia, ainda no século XVIII, possuíam codificações (ou consolidações). A preservação desse espaço normativo parece ter influído na tardia codificação nacional alemã.
O século XX assistiu ao nascimento de algumas codificações importantes, como foi o caso da italiana (1942) e da portuguesa (1966), que substituíram antigos diplomas do século XIX. No geral, contudo, muito se falou de um movimento de descodificação, a ponto de Natalino Írti haver celebrizado a expressão “a idade da descodificação”, em artigo homônimo.[1] A irrelevância dos códigos civis, em razão do aumento crescente de legislações emergenciais ou conjunturais, deu espaço a que Ricardo Luís Lorenzetti, fazendo uso de uma bela metáfora, comparasse os códigos civis aos antigos centros das grandes cidades: esvaziados, envelhecidos e substituídos pelas alternativas de lazer, comércio e serviços públicos encontráveis nos bairros, esses últimos correspondendo ao que também se convencionou chamar de “microssistemas”, especialmente no final do século XX.[2]
Áreas inteiras como a legislação trabalhista (a primeira a ser subtraída dos códigos civis, que regulavam os vínculos entre patrões e empregados nos “contratos de locação de mão de obra”), as leis do inquilinato (com forte caráter protetivo ao locatório), os estatutos da criança e do idoso, os códigos de proteção ao consumidor, as leis autônomas de direitos autorais e de propriedade industrial são exemplos clássicos da perda de espaço normativo dos códigos civis.
Independentemente disso, no final do século XX e início da atual centúria, aprovaram-se novos códigos civis, como são exemplos os da Holanda, do Quebec, do Equador e do Brasil. Na Alemanha, em 2002, o BGB foi profundamente alterado pela Lei de Modernização do Direito das Obrigações. Na França, o anteprojeto de reforma do Código Civil de 1804, sob a regência do hoje falecido professor Pierre Catala, é um exemplo de uma onda de “recodificação” ou, de modo menos ambicioso, de “atualização” dos códigos civis, algo que também se almeja em Portugal e Espanha. No caso europeu, há forte influência das diretivas, que têm causado grande impacto nos modelos normativos locais. A tal ponto que hoje se tem defendido a tese de um movimento de “europeização” do Direito Internacional Privado na Europa, como afirma (de modo pioneiro e brilhante) Augusto Jaeger Junior.[3]
O movimento de codificação é surpreendente. Mesmo quando foi tido como historicamente ultrapassado, ele parece ressurgir de tempos em tempos, como que a provar a utilidade desse modelo de racionalização normativa, concebido pelos iluministas e posto em prática no século XIX por uma heterogênea comunidade de estudiosos, compreensiva de pandectistas, exegetas e historicistas, que pouco ou nada tinham em comum, seja em termos filosóficos, seja em questões ideológicas.[4]
Mais do que uma narrativa dos sucessos e insucessos do movimento da codificação, esta coluna fere uma questão extremamente atual: a onda codificadora (ou de reforma de códigos) em curso no Brasil.
Em tramitação no Congresso Nacional, encontram-se os projetos de Código Penal, Código Comercial, Código de Processo Penal, Código de Processo Civil e de reforma do Código de Defesa do Consumidor. As críticas e as eloquentes defesas apresentadas a essas iniciativas têm seu espaço apropriado em outro lugar. Evidentemente, há paixões, interesses acadêmicos (ou mesmo de prestígio intelectual), boa vontade e desejo de aprimorar a legislação em cada um desses grupos de reformistas e antirreformistas.

Cavaco Silva pede que tribunal julgue constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013

Lisboa - O presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, anunciou na noite de ontem (1º), em mensagem de Ano-Novo na televisão, que pediu ao Tribunal Constitucional que julgue a constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013.

“A execução do Orçamento irá se traduzir em uma redução do rendimento dos cidadãos, quer por meio de um forte aumento de impostos quer por meio de uma diminuição das prestações sociais. Todos serão afetados, mas alguns mais do que outros, o que suscita fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios”, disse no pronunciamento.

Apesar de acionar o tribunal, Cavaco Silva, promulgou o Orçamento, proposto em outubro pelo gabinete do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e aprovado no fim de novembro pela Assembleia da República (Congresso Nacional). Segundo o presidente, se o Orçamento não fosse promulgado e não entrasse em vigor, Portugal ficaria sem o “mais importante instrumento de política econômica de que dispõe, e as consequências para o país no plano externo seriam extremamente negativas”.

A promulgação do Orçamento para 2013 (publicada no dia 31 no Diário da República) e a consulta ao Tribunal Constitucional já eram esperadas pelos portugueses. A decisão do presidente de questionar a legalidade do Orçamento não cria uma crise institucional entre os Poderes, explica o jurista e professor de direito do trabalho do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) Antònio Monteiro Fernandes.

“Falar de conflito entre o político e o Judiciário, neste caso, não me parece correto. O Tribunal Constitucional não é um órgão judicial ordinário, é uma instância política a quem compete dar sentido concreto às normas constitucionais”, disse o especialista à Agência Brasil que espera que o tribunal (como fez em 2012) decrete a ilegalidade de parte do Orçamento.

Na mensagem de Ano-Novo, Cavaco Silva lembrou que uma das finalidades do Orçamento do Estado para 2013 é honrar compromissos. “Visa a cumprir o objetivo de redução do déficit acordado com as instituições internacionais que nos têm emprestado os fundos necessários para enfrentar a situação de emergência financeira à que Portugal chegou no início de 2011.”

A execução do Orçamento implica em aumento de impostos, diminuição de aposentadorias e pensões, além da redução de benefícios de proteção social. Pedro Passos Coelho ainda quer reduzir em 4 milhões de euros as despesas do Estado para 2013 e 2014, o que pode aumentar a desigualdade social em Portugal e criar uma expectativa ruim entre os portugueses.

“Acho que 2013 vai ser um ano perigoso. Ninguém sabe muito bem o que vai acontecer. As pessoas vão tomar um susto quando virem qual é o nível fiscal e a forma que isso vai afetar seus rendimentos”, observa Camilo Lourenço, analista econômico e autor de um dos livros mais vendidos em Portugal: Basta! O que fazer para tirar a crise de Portugal.

Segundo ele, medidas restritivas (como estabelecidas pelo Orçamento) são necessárias, mas ponderou: “Austeridade não é mais que ajustar as nossas despesas ao rendimento que a gente tem. O mal está naquilo que fizemos nos últimos 15 anos.”

Contra a austeridade, a oposição ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho quer aumento de salários. Está prevista para sexta-feira (4) a votação na Assembleia da República de um projeto de resolução que recomenda ao governo o aumento imediato do salário mínimo, considerado o mais baixo da zona do euro.

O valor bruto atual do salário mínimo português é 485 euros, cerca de R$ 1,3 mil. De acordo com o partido de oposição Bloco de Esquerda – que propõe aumento para 515 euros neste mês janeiro e para 545 euros a partir de julho próximo –, o valor real do mínimo (após o desconto da taxa social única) é 431,65 euros, o que corresponde a R$ 1.163.
EBC em Portugal

Inflação medida pelo IPC-S fica em 0,66% em dezembro e acumula alta de 5,74% no ano


São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), fechou o mês de dezembro com variação de 0,66%. A taxa é 0,07 ponto percentual menor do que a registrada na apuração anterior. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, o indicador acumula alta de 5,74%.

Quatro das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram decréscimo nas taxas de variação. A maior queda ocorreu nos preços relacionados à educação, leitura e recreação, de 0,92% para 0,64%. O destaque nesse grupo foi o item passagem aérea, que passou de 18,02% para 12,58%.

Em seguida, estão as despesas com habitação, que apresentaram variação de 0,42%. A taxa é 0,22 ponto percentual menor que a registrada na última apuração (0,64%). A maior baixa foi registrada no item móveis para residências (de 1,87% para 0,05%).

Também tiveram taxas inferiores os grupos vestuário (de 0,80% para 0,60%) e alimentação (de 1,31% para 1,26%). Nessas classes de despesa, tiveram maior destaque os preços relacionados a roupas (de 1,04% para 0,73%) e alimentos prontos congelados (de 2,31% para 1,60%), respectivamente. O item comunicação, por sua vez, foi o único a ficar estável, com variação de 0,03%.

O grupo com a maior variação positiva foi o de despesas diversas, que passou de 1,24% para 1,60%, uma diferença de 0,36 ponto percentual. O destaque nessa classe foi o preço dos cigarros (de  3,12% para 3,85%).

Com acréscimos menores aparecem, em seguida, os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,50%) e transportes (de 0,30% para 0,33%). As principais influências nessas classes de despesas foram os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,22% para 0,54%) e tarifa de táxi (de 6,26% para 8,54%), respectivamente.
Agência Brasil

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