quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Portobello pode ser comprada pela Eucatex, da família Maluf

Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo: acionista da Eucatex

Segundo a agência Debtwire, a Portobello faria parte da Nova Eucatex, criada para isolar os passivos da Eucatex, que incluem os inquéritos do acionista Paulo Maluf

ão Paulo - A Eucatex, fabricante de pisos e painéis controlada pela família Maluf, estaria negociando a compra da Portobello, fabricante de produtos cerâmicos, segundo a agência de notícias Debtwire. Procurada por EXAME.com, a Eucatex afirmou que a informação não procede. 

A compra da Portobello seria uma maneira da Eucatex expandir sua marca, que inclui produtos para a indústria da construção como placas de madeira, portas, manchas, telhas e painéis, filtros e produtos de eucalipto. A empresa alvo tem o valor estimado de 530 milhões de reais.
A Portobello faria parte da Nova Eucatex, empresa resultado da reestruturação societária que foi iniciada no mês passado e que, depois de concluída, permitiria a entrada da companhia no Novo Mercado da Bovespa, afirma a agência. De acordo com as informações, a Nova Eucatex poderia ser isolada dos passivos existentes, incluindo os inquéritos policiais que envolvem o acionista Paulo Maluf.

Segundo o Conjur, o Supremo Tribunal Federal recebeu a denúncia por acusação de lavagem de dinheiro feita pelo Ministério Público Federal contra o deputado e integrantes de sua família em setembro do ano passado. De acordo com a acusação, o então prefeito de São Paulo desviou dinheiro da construção da avenida Água Espraiada, concluída em 2000, com custo final de R$ 796 milhões. A lavagem do dinheiro teria acontecido com investimentos na Eucatex.

Este ano, em setembro, os advogados de Maluf sofreram uma derrota na justiça de Jersey e a Corte Real da ilha rejeitou mais uma tentativa de adiar o julgamento em relação ao destino do dinheiro que está congelado em contas no paraíso fiscal.

Também recentemente, com base em uma ação apresentada pelo PT em 1996, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou Paulo Maluf a devolver mais de 21,3 milhões de reais aos cofres públicos da cidade de São Paulo até o fim de outubro.






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Yoani Sánchez e Guillermo Fariñas são detidos em Havana

A detenção de Yoani Sánchez foi também confirmada na rede social Twitter pelo blogueiro governista Yohandry

Estas detenções aconteceram quando vários críticos e dissidentes se dirigiram a uma estação policial de Havana para saber a situação de outros opositores detidos ontem

Havana - A blogueira cubana Yoani Sánchez e o dissidente Guillermo Fariñas foram detidos nesta quinta-feira em Havana, segundo informaram à Agência Efe fontes da oposição interna que denunciaram dezenas de detenções políticas entre ontem e hoje.

A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) e as Damas de Branco confirmaram que também foram detidos na capital cubana vários membros do Grupo dos 75 como Ángel Moya, Librado Linares, Félix Navarro, Ivan Hernández Carrillo e Eduardo Díaz Fleitas.

''Aparentemente se trata de uma espiral de repressão política na capital'', disse à Efe Elizardo Sánchez, porta-voz da CCDHRN.
Estas detenções aconteceram quando vários críticos e dissidentes se dirigiram a uma estação policial de Havana para saber a situação de outros opositores detidos ontem.

A detenção de Yoani Sánchez foi também confirmada na rede social Twitter pelo blogueiro governista Yohandry.

Horas antes das detenções desta quinta-feira, a comissão pró-direitos humanos liderada por Elizardo Sánchez denunciou que ontem foram detidos pelo menos 11 dissidentes, entre eles dois advogados.

‘The Economist’: Brasil evita ser visto como ‘colonizador’ na África


Sílvio Guedes Crespo
Dois dias depois de a rede de TV americana CNN transmitir uma reportagem sobre o avanço das empresas brasileiras na África (vídeo abaixo), a revista britânica The Economist publica um texto sobre o mesmo assunto, na edição que chegou às bancas do Reino Unido nesta semana. Os investimentos brasileiros no continente passaram de US$ 69 bilhões, em 2001, para 214 bilhões, em 2009.

Prejuízo da OGX, de Eike Batista, dispara 1.226% no 3º tri


Nos nove primeiros meses do ano, perdas da empresa somam R$ 887 milhões, ante R$ 177 milhões no mesmo período do ano passado


RIO - A OGX, do empresário Eike Batista, registrou prejuízo líquido de R$ 343,6 milhões no terceiro trimestre desse ano, aumento de 1.226% em relação à perda de R$ 25,9 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado, contudo, representa uma melhora em relação ao prejuízo de R$ 398,6 milhões registrado no segundo trimestre. Nos nove primeiros meses do ano, o prejuízo da empresa soma R$ 887 milhões, ante R$ 177 milhões no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) negativo atingiu R$ 51,6 milhões no trimestre, variação de 57% em relação aos R$ 121,9 milhões registrados no mesmo período de 2011. As despesas com exploração totalizaram R$ 36 milhões no trimestre, contra R$ 50 milhões no terceiro trimestre de 2011.

Nos primeiros nove meses desse ano a companhia apresentou uma despesa financeira líquida de R$ 106 milhões em comparação a uma despesa financeira líquida de R$ 212 milhões no mesmo período do ano passado.

O prejuízo líquido dos nove primeiros meses do ano decorre, segundo a OGX, principalmente de gastos com campanha exploratória no valor de R$ 172,6 milhões; despesas administrativas e gerais de R$ 158,6 milhões; despesa de efeito contábil de R$ 460,2 milhões, referente a poços secos e áreas subcomerciais; despesas de variação cambial, sobretudo não realizada, de R$ 366,1 milhões; despesa financeira líquida de R$ 106,9 milhões; e custo do óleo vendido após o fim do TLD de R$ 124,6 milhões.

A OGX informou ter desembolsado US$ 588 milhões no terceiro trimestre. Comparado com o trimestre anterior, a companhia obteve um ligeiro aumento devido a gastos com sua operação terrestre e com o desenvolvimento dos campos de Tubarão Martelo e Tubarão Azul, informou.

A OGX mantém posição de caixa de aproximadamente US$ 2,5 bilhões. "Considerando as operações do quarto trimestre, a OGX espera encerrar 2012 com uma posição de caixa de aproximadamente US$ 1,8 bilhão", diz a empresa.

Sabrina Valle, da Agência Estado 

Dilma afirma não ter recebido o projeto sobre royalties do petróleo


‘Eu não recebi a lei.  Eu seria uma pessoa leviana se, sem recebê-la, falasse sobre ela’, afirmou


BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 8, que ainda não recebeu o projeto sobre royalties. "Eu não recebi a lei. Eu vou avaliar a lei. Eu seria uma pessoa leviana se sem recebê-la falasse sobre ela", disse a presidente, ao deixar a cerimônia de lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Mais cedo, a presidente  reiterou por meio do Blog do Planalto, que ainda não tomou uma decisão se vai ou não vetar o projeto de partilha dos royalties, aprovado pela Câmara, na última terça-feira. "A presidenta Dilma Rousseff, por meio de sua assessoria direta, informou ao Blog do Planalto que fará uma exaustiva análise do projeto de royalties aprovado pela Câmara antes de concluir pela sua sanção, veto total ou veto parcial", afirma a nota.

A presidente pretende usar o tempo possível para analisar o caso e já repassou à Advocacia Geral da União o tema, para emitir parecer. Dilma quer que o Congresso Nacional também assuma sua parte de responsabilidade neste caso, já que está proporcionando mudanças com as quais o Planalto não concorda. Por isso, vai usar os 15 dias de prazo regimental, depois que o projeto chegar à casa Civil, para decidir o que fazer.

Há setores do governo que acreditam que a presidente Dilma possa até não vetar nenhum trecho da lei para não ter de assumir um ônus que não é seu. Dilma chegou a comentar que não gostaria de assumir o mesmo desgaste que assumiu no caso do Código Florestal. A presidente também entende que o Rio de Janeiro e o Espírito Santo não podem ser prejudicados, com a revisão de uma regra que já está em vigor. Mas ela não sabe ainda o que fazer em relação a isso. O governo não pensa em questionar a decisão no Supremo, deixando isso para os estados prejudicados.

Preocupações do governo
Nesse processo o governo tem três preocupações: a primeira, é poder realizar os leilões que estão programados pela Agência Nacional do Petróleo, para o ano que vem. Para isso, lembram assessores palacianos, é necessário que exista uma lei em vigor, ainda que não atenda integralmente ao governo. A segunda preocupação é conseguir recursos para a educação, já que a emenda que destinava 100% dos royalties para educação caiu. Neste caso, a ideia para reverter essa derrota é fazer uma emenda ao PNE (Plano Nacional de Educação) reconduzindo os 100% dos royalties para a educação.

O terceiro ponto, é que o governo entende que é preciso preservar as regras de distribuição dos royalties do petróleo das áreas já licitadas, a questão é como fazer isso. Não está definido, por exemplo, se é o caso do Planalto vetar isso, ou sancionar, deixando que os estados prejudicados ingressem no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter esta situação.

Tânia Monteiro, da Agência Estado

STF aplica 1ª pena prescrita do julgamento do mensalão


Ministro Joaquim Barbosa atenuou pena da ex-diretora financeira das agências de Marcos Valério com a alegação de que ela agiu sob ordens

Dida Sampaio/Estadão | Ministros chegam ao plenário 
para a 44ª sessão  do julgamento do mensalão
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) livrou nesta quinta-feira, 8, Simone Vasconcelos, ex-diretora financeira das agências de Marcos Valério, de cumprir pena por formação de quadrilha. Por quatro votos a dois, os ministros entenderam que Simone deveria cumprir pena de 1 ano e 8 meses pelo crime. Contudo, a pena está prescrita porque, no caso da formação de quadrilha, o Estado não pode aplicar sanções aos réus condenados a penas inferiores a 2 anos de prisão. É a primeira prescrição declarada no processo do mensalão, mas a ex-diretora das empresas de Valério ainda receberá pena por outros três crimes.

A maioria dos ministros acompanhou a proposta do relator da ação, Joaquim Barbosa. Ele entendeu que Simone agiu sob as ordens de Valério e dos demais sócios dele no esquema de compra de apoio parlamentar do primeiro mandato do governo Lula. Esse fator, considerado atenuante por Barbosa, levou a pena da ex-diretora financeira cair de 2 anos para 1 ano e 8 meses de prisão.

O ministro Marco Aurélio Mello abriu uma divergência para propor a imposição da pena a Simone por 2 anos e 3 meses. Para Marco Aurélio, não se pode reduzir a pena da ex-diretora das empresas de Valério porque ela estava no estrito cumprimento legal. "Ela não deveria proceder como procedeu", ponderou. Ao acompanhar a divergência, o ministro Celso de Mello afirmou que, se fosse o caso de atenuar a pena de Simone por cumprimento de ordens, ela deveria ser absolvida.
Mas prevaleceu a posição do relator. Os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Carlos Ayres Britto o acompanharam. "Ela não se patrimonializou", afirmou Ayres Britto, presidente do STF. Vencido, Marco Aurélio Mello chegou a ironizar. "Começo a me convencer que o único culpado é Marcos Valério".

Ricardo Brito, da Agência Estado

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