quinta-feira, 18 de outubro de 2012

“O PPS está de olho no Espirito Santo”

A afirmação é do presidente do partido, Roberto Freire, que comemorou o resultado alcançado no 1º turno em Vitória e Cariacica


Luiz Fernando Brumana (A Tribuna)
Na sua segunda visita ao Estado este ano, o presidente do PPS nacional, deputado federal Roberto Freire, veio com a missão de reforçar as candidaturas do partido na Grande Vitória.
Chegou a conversar com o governador Renato Casagrande (PPS) sobre as disputas.
A preocupação com o Espírito Santo tem justificativa. O PPS reserva ao Estado toda a esperança de comandar uma capital. Afinal, disputa em Vitória com o deputado estadual Luciano Rezende.

“O PPS nacional está com os olhos voltados para o Espírito Santo. Sem dúvida é o estado onde temos, em toda a nossa história, resultado bastante expressivo no primeiro turno”, explicou Freire.
Além de Vitória, o partido concorre no segundo turno de Cariacica com Geraldo Luzia Júnior, o Juninho. Nas duas cidades, os candidatos do PPS saíram em primeiro lugar das urnas, no último dia 7.

“Todos aguardam que o resultado se repita no segundo turno, na capital e no terceiro colégio eleitoral do Espírito Santo”, ressaltou.
Belém, capital do Pará, era outra aposta do partido. Mas o candidato Leny May da Silva Campelo perdeu no primeiro turno.

De olho em postos maiores, Freire ressaltou que a tendência, com os bons resultados neste pleito, é refletir na eleição de 2014, quando serão disputados os cargos de governador, deputados e senadores. “Estamos nos preparando para as eleições parlamentares e vamos discutir o que fazer na eleição de governadores”, explicou.
Depois de caminhar pela região São Pedro, em Vitória, com Luciano, Freire elogiou a estratégia de seu candidato. “O gesto da mudança é o mesmo que tem nos esportes. Vitória está anunciando, com o gesto, que a mudança se dará”, exa l t o u .
Depois de reforçar o corpo a corpo, seguiu junto com Juninho para o Palácio Anchieta, onde conversou com o governador.
Sobre a conversa com Casagrande, com quem atuou na Câmara Federal, o presidente teria voltado a tratar e elogiar a neutralidade do governo estadual na disputa, assunto já tratado na primeira visita dele este ano, em maio.
Freire voltou a Brasília no início da noite de ontem.


O QUE FREIRE DISSE SOBRE...



“Aqui, o resultado do partido foi o melhor”


Câmara
 “Voltamos a ter vereador em Vila Velha e ampliamos a bancada na capital com extraordinária votação do Fabrício Gandini e do Professor Vinícius.”
Resultado
“Aqui no Espírito Santo, o resultado do partido foi o melhor. Tivemos mais prefeitos em outros estados, mas não com o peso político daqui.”

Gastos
“Não temos condições de ajudar, porque o Fundo Partidário é pequeno.
Uma coisa que vi é que estamos conseguindo fazer uma boa campanha e enfrentando outras milionárias.”

Ataques
“O adversário está sendo penalizado pela Justiça e perdendo tempo de TV com o direito de resposta para Lucia no. Isso não é bom para o adversário.”

“A Câmara dá preferência às religiões cristãs”, diz deputado


Segundo o deputado federal Jean Wyllys, a Câmara dos Deputados estaria discriminando os cultos e as religiões não cristãs


Amanda Previdelli | Exame
“Acabo de passar pelo culto religioso que a bancada evangélica realiza periodicamente no Plenário 1 ou 2 da Câmara, conduzido por um fervoroso deputado”. É assim que começa a legenda da foto postada ontem pelo deputado Jean Wyllys em seu perfil oficial do Facebook.

O post, que teve quase oito mil compartilhamentos e mais de dois mil comentários, reclamava que “apenas a bancada evangélica goza do privilégio de realizar cultos religiosos nos plenários da Câmara”.

Na verdade (ou pelo menos nos papéis), não é bem assim. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados as reservas dos plenários podem ser feitas por quaisquer frentes parlamentares e parlamentares da Câmara.

De acordo com as informações da assessoria, não há nenhuma restrição de caráter religioso, mas também não há registro de nenhum pedido para a realização de reunião ou atividade de entidade ligada a religiões afro descendentes.

A declaração oficial da assessoria da Câmara dá conta de que a política é de atender todos os pedidos sem discriminação de ordem religiosa, mas, para o deputado Jean Wyllys, isso é “o argumento técnico da Câmara”: “quando lançamos a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Terreiro houve um pedido à mesa diretora para que as mães e os pais de santos levassem tambores e ele foi negado. O lançamento dessa frente teve de ser no restaurante”.

Wyllys admite, porém, que não foi feita uma requisição formal. “Mas sempre que fazemos um pedido informal a desculpa é a mesma: ‘Os plenários estão lotados’. Há sempre argumentos para negar os cultos diferentes. A Câmara vai se desculpar nesse tecnicismo de que a bancada evangélica fez o pedido, mas a verdade é que tacitamente ela se fecha aos cultos diferentes e dá preferência às religiões cristãs”, critica.

Para comprovar sua tese, o deputado promete mudar de abordagem: “Vou testar a tolerância da Câmara enviando um pedido formal”, diz.

Barbosa condena réus por formação de quadrilha


Barbosa reafirmou que José Dirceu "era quem comandava o chamado núcleo político” e que ele não se afastou das funções do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil

Heloisa Cristaldo, da Ag. Brasil 
O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, no Supremo Tribunal Federal (STF), indicou hoje (18) que os réus do núcleo político do processo do mensalão devem ser condenados por formação de quadrilha. Integram esse grupo o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares.

Ao retomar o voto iniciado ontem (17), Barbosa reafirmou que José Dirceu "era quem comandava o chamado núcleo político” e que ele não se afastou das funções do PT quando assumiu a chefia da Casa Civil. Barbosa ainda lembrou o episódio em que a ex-esposa de Dirceu, Angela Saragoça, foi beneficiada pela venda de um imóvel a Rogério Tolentino, sócio do publicitário Marcos Valério.

Para Joaquim Barbosa, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era o principal elo entre o núcleo político e o núcleo publicitário e tinha a tarefa de indicar os valores beneficiários ao grupo. "Ele era o braço operacional do núcleo político", disse, ao citar a proximidade de Delúbio com o publicitário Marcos Valério no período eleitoral de 2002.

“Foi desse contexto que Delúbio Soares, na companhia de Marcos Valério e José Genoino, atuou em contrato no valor de R$ 10 milhões no Banco Rural e foi renovado mais de dez vezes, mesmo sem ter patrimônio”, analisou Barbosa. Segundo o ministro, o banco prestava informações falsas ao Banco Central sobre os empréstimos, que eram usados para lavar dinheiro.

“É fantasioso o que diz Delúbio que não havia uma prova de formação de quadrilha. Os laudos apontam o contrário. Há provas que Delúbio além de funcionar como braço do núcleo político, era o principal elo entre o núcleo político e o publicitário. Genoino era o interlocutor político. Cabia a ele formular os acordos com os líderes de governo”, argumentou Barbosa.

O ministro ainda disse que, apesar de ser presidente do PT na época do esquema, Genoino não tinha autonomia para “bater o martelo nos acordos do partido."

ES será um dos primeiros estados brasileiros a fazer parte do Programa Nacional de Banda Larga



Espírito Santo será um dos primeiros estados brasileiros a fazer parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A iniciativa contribuirá para a massificação do acesso à Internet de alta qualidade e velocidade em todo o Estado. O Termo de Cooperação Técnica que firmará a parceira entre o Governo do Estado e Telebrás será assinado nesta sexta-feira (19) pelo governador Renato Casagrande, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) Anilton Salles Garcia e o presidente da Telebras Caio Bonilha.

A parceria também irá permitir o desenvolvimento de projetos e estudos conjuntos, principalmente os de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de redes e suas aplicações para expansão das infraestruturas e capacidades de telecomunicações.
“Essa assinatura integra as nossas ações da Semana da Ciência e Tecnologia e reforça o compromisso do Espírito Santo com o desenvolvimento sustentável, com a democratização das tecnologias, com o fomento à inovação e, acima de tudo, com a qualidade de vida da população capixaba”, destaca o governador.

O diretor-presidente da Fapes, Anilton Salles Garcia, afirma que a assinatura do termo de cooperação com a Telebras é um grande avanço, que contribuirá para o desenvolvimento do Programa ES Digital, permitindo que seja oferecido em menor tempo o acesso à banda larga em todos os municípios do Estado.

“Essa parceria fortalece a atuação e a rede presente no Estado, de modo que será possível intensificar a implantação do Programa ES Digital, tendo como reflexo de curto prazo a implantação da MetroGVix. Esse acordo proporciona o intercâmbio de conhecimentos técnicos, de informações e apoio nas ações de compartilhamento de espaços físicos e de infraestrutura e serviços de telecomunicações”, afirmou Garcia.

Capixabas de todo o Estado, inclusive do interior, terão acesso à Internet banda larga de alta qualidade, além de instituições de ensino superior e de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento de saúde, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público.

Além disso, a cooperação entre o Governo e a Telebras proporcionará, por meio das ações da Fapes, a capacitação de recursos humanos no Estado do Espírito Santo e a melhoria da gestão pública, ampliando o uso de tecnologia da informação e de sistemas corporativos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria para a implantação do PNBL no Espírito Santo. Com isso, aumentamos ainda mais a adesão ao programa, que já beneficia milhões de cidadãos brasileiros, sendo o responsável pelo aumento de 31,15% de novos assinantes de internet de 2010 a 2011”, afirmou o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
O Governo do Estado tem investido na infraestrutura de comunicação multimídia, visando o aumento da eficiência da gestão pública, a permissão de acesso pleno em todos os níveis da sociedade e a expansão dos serviços disponibilizados à população. A implantação da rede Metro ES, da rede MetroGVix, a criação do Programa ES Digital são exemplos da atuação do Governo neste setor, tanto que o Espírito Santo é um dos primeiros estados a firmar parceria com a Telebras.
(Comunicação Fapes)

Dilma decide exonerar presidente do INSS e abre nova fissura com o PMDB



A oficialização da saída de Hauschild deverá ocorrer somente após a definição de um substituto, a ser indicado pelo PMDB. O Planalto não comentou o caso

A presidente Dilma Rousseff decidiu demitir o presidente do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, e abriu um novo ponto de fissura com o aliado PMDB. Com perfil técnico, Hauschild, no posto desde janeiro de 2011, é apadrinhado do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Entre os fatores que levaram à sua saída está o fato de ele ter se desligado do INSS por 14 dias para atuar na campanha vencedora da chapa PT-PMDB em Lajeado (RS).
Pesou ainda um vídeo em que Hauschild vinculava a eleição da chapa com o repasse de recursos federais para o município –tipo de promessa criticada pela Comissão de Ética da Presidência.

A troca no INSS constou da pauta de Dilma com o vice-presidente Michel Temer, anteontem, no Planalto.
A oficialização da saída de Hauschild deverá ocorrer somente após a definição de um substituto, a ser indicado pelo PMDB. O Planalto não comentou o caso.
O temor do PMDB era que Dilma efetivasse na chefia do INSS o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, ligado ao PT.

Hauschild atendeu a Folha em seu celular pela manhã, mas disse que estava ocupado e pediu para a reportagem ligar de novo em dez minutos. Não atendeu mais. Sua assessoria disse que ele não se manifestaria até ser informado oficialmente da decisão da presidente Dilma.

Ele argumenta que as férias foram legítimas e que foram interrompidas cinco dias antes do previsto, “a pedido” do ministro Garibaldi Alves.
Antes de assumir o INSS, Hauschild chefiava o gabinete de Dias Toffoli no STF.
(Do UOL)

Vetos ao Código Florestal causam controvérsia no Senado



Cyro Miranda vê os vetos como uma desautorização do Congresso Nacional: “É uma desautorização. É uma prerrogativa da presidente? É sim, mas eu acho que ela vai criar arestas muito pesadas”

Enquanto o presidente da Casa, José Sarney, e o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator da matéria, consideraram positivos os vetos aplicados pela presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei (PLV 21/2012) que alterou o Código Florestal, a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) criticaram as mudanças.

Para Ana Amélia, Dilma foi “fundo demais” nos vetos ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados e o Senado (Lei 12.541/2012). De acordo com a parlamentar, os nove vetos publicados no Diário Oficial da União não foram o esperado depois de uma exaustiva negociação entre ruralistas e ambientalistas para se chegar a um consenso no Congresso Nacional.

O ponto principal das divergências é a recomposição mínima das margens dos rios para os que têm propriedade de dez a 15 módulos fiscais nas Áreas de Preservação Permanente (APPs). Um módulo fiscal é a quantidade de hectares necessária para viabilizar uma produção agrícola e varia de município para município.

- O médio agricultor está desassistido em matéria de políticas públicas. Porque o grande tem capacidade de financiamento, mas o médio, aquele até 300 hectares, esse está sem pai nem mãe nesse processo. E aí quais são as condições que ele terá para cumprir o rigor de toda essa legislação? – questionou a senadora, que prevê o aumento da concentração das propriedades ou de reparti-las em pequenos lotes.

Cyro Miranda vê os vetos como uma desautorização do Congresso Nacional:
- O que nos incomoda muito é que havia sempre a presença do governo nessas negociações e todos os dias isso era tratado junto à presidência da República. E depois vem esse veto. É uma desautorização. É uma prerrogativa da presidente? É sim, mas eu acho que ela vai criar arestas muito pesadas – afirmou o senador.

Após reunião na manhã desta quinta-feira (18) com a presidente Dilma Rousseff, Sarney avaliou que os vetos como necessários para restabelecer o equilíbrio do acordo firmado durante a tramitação do projeto no Congresso.
- Acho que os vetos não foram vetos de forma a prejudicar a Lei.  Foram vetos de correção a fim de restaurar o antigo acordo que possibilitou a votação do Código Florestal. Acho que os vetos foram necessários para nós retomarmos aquele espírito que foi o espírito de não ficar radicalizado com nenhuma das correntes – disse Sarney.
‘Além do possível’

No entender de Luiz Henrique, “o projeto sancionado vai propiciar ao país manter a liderança em termos de produção agrícola e de preservação ambiental. Não foi o ideal, mas foi além do possível na correlação de força no Congresso”.
O senador observou que, no texto sancionado, a presidente Dilma Rousseff manteve a proteção aos pequenos agricultores e, no Decreto 7.830/2012, publicado nesta quarta-feira (17), estabeleceu as condições para aqueles que precisarão recompor áreas de preservação desmatadas ilegalmente.

O parlamentar não acredita que haverá retaliação em votações no Congresso por parte de parlamentares da bancada ruralista descontentes com os vetos.
– O que consta do projeto tem aceitação das principais lideranças da Frente Parlamentar da Agricultura. Há vozes discordantes, tanto entre ambientalistas como entre ruralistas, mas a maioria entende que foi um avanço importante a lei que agora entra em vigor – disse.

Questionado pelos jornalistas, Luiz Henrique disse não acreditar na possibilidade de o Congresso derrubar os vetos da presidente.
– Há uma fila imensa de vetos a serem votados e, nos últimos meses, não vi votação de veto algum – observou.

Derrubada de vetos
O líder do DEM, José Agripino (RN), no entanto, defende a derrubada dos vetos que, para ele, representam um   “desrespeito flagrante” ao Congresso.
- O Congresso, que votou na Câmara dos Deputados e no Senado um texto maduro, tem a obrigação de derrubar esses vetos, até por respeito a si próprio – afirmou.
Agripino observou que o acordo de votação na comissão mista que examinou a medida provisória contou com a participação de representantes do governo e a matéria foi aprovada por consenso, o que, segundo o senador, foi desconsiderado pela presidente Dilma Rousseff. Assim, ele considera que o Congresso foi “enganado” com o anúncio dos vetos, a seu ver uma medida ideológica oposta ao crescimento da economia por meio do fortalecimento do setor primário.

Em visita ao Senado, a  presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a senadora licenciada Kátia Abreu (PSD-TO), adotou tom moderado na avaliação dos vetos às modificações ao Código Florestal. Para ela, a presidente Dilma Rousseff usou da prerrogativa de chefe do Executivo para cortar o texto, mas só dois dos novo vetos são “aceitáveis”.

Kátia Abreu disse esperar que o Congresso examine os vetos. De todo modo, segundo a parlamentar “o Congresso já obteve ganhos com o Código aprovado”, uma vez que agora os produtores desfrutam de mais segurança jurídica.
- O pior dos mundos é você não saber onde você está: se você está bem ou se você está mal, ou em uma situação mediana. Hoje não, os produtores rurais gostando ou não gostando, cada um sabe qual é o seu direito, qual é a sua razão e sua obrigação em relação à questão ambiental – afirmou.

Fruticultura
Quantos aos vetos que ela julgou corretos e que, em sua opinião, devem ser dispensados de passar pelo crivo do Congresso, Kátia Abreu citou o que visou impedir o plantio de árvores frutíferas em áreas de proteção permanente (APPs). A seu ver, a bancada ruralista vai compreender que seria “temerário” o plantio de frutíferas nessas áreas, especialmente às margens dos rios, devido à aplicação de defensivos agrícolas próximos das águas.

Com relação ao veto para possam prevalecer regras mais rígidas na recomposição de mata ciliar para as médias propriedades, Kátia Abreu também considera que não vale confronto.

- Mas cinco metros, três metros a mais ou a menos, esse não é ponto fundamental. Falo como presidente da CNA, como senadora e produtora rural – disse.
(Agência Senado)

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