segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mujica defende “grande guerra” contra a desigualdade e a pobreza


O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, disse hoje (8) que a “grande guerra” que o mundo deve travar é o combate à “desigualdade e pobreza”. Ao discursar na 10ª Conferência dos Ministros da Defesa das Américas, que está sendo realizada na cidade uruguaia de Punta del Este, Mujica ressaltou que a “nova era se globaliza em extensão e cultura”, por isso os esforços devem ser redobrados em busca da inclusão social.

Para o presidente uruguaio, é fundamental mudar a forma de se observar a vida baseando-se no consumismo. Segundo Mujica, a civilização mundial tem de avaliar que há um crescimento permanente no planeta que depende de ações atuais e futuras relativas ao meio ambiente.

Porém, Mujica destacou que, apesar de as Américas terem “grandes recursos naturais e humanos”, ainda mantêm uma "tremenda dívida social". Devido a isso, afirmou, “nossa grande guerra é contra a desigualdade e a pobreza". O discurso de Mujica pode ser lido em espanhol na página da Presidência da República do Uruguai na internet.

Em julho, quando esteve no Brasil para a cerimônia de adesão da Venezuela ao Mercosul, Mujica defendeu a unidade de esforços em torno de ações que levem à inclusão social. “Estamos em outro momento histórico. É agora ou nunca. O desafio é enorme”, ressaltou ele, na solenidade.

Mujica acrescentou ainda que o objetivo dos líderes políticos latino-americanos deve ser os mais pobres. “A nossa verdadeira causa está nestes anônimos, nesta multidão anônima, com a qual temos uma causa e um dever”, destacou. “Tudo isso compõe a esperança, a angústia e a esperança que temos. Por isso, é necessário somar. Precisamos acrescentar os trabalhadores, aqueles que estão andando de chinelos. Os populares precisam estar incluídos.”

Anvisa proíbe o comércio e o uso de medicamentos injetáveis que contenham chá verde


Paula Laboissière da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu hoje (8) a fabricação, a manipulação, a distribuição, o comércio, a divulgação, a administração e o uso de  medicamentos injetáveis à base de extratos vegetais como o chá verde.

De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União, a medida foi tomada após a identificação de propagandas na internet de tratamentos estéticos para emagrecimento e combate à gorduras localizadas sugerindo o uso de formulações injetáveis contendo chá verde isolado ou associado a outras substâncias.

A Anvisa ressaltou que não há estudos que comprovem a segurança e a eficácia da aplicação de formulações subcutâneas contendo chá verde ou outros extratos vegetais, isolados ou em associação. A resolução entra em vigor hoje (8).
Edição: Lílian Beraldo

Votos nulos ficam em aberto por causa de Ficha Limpa


Débora Zampier e Luana Lourenço da Agência Brasil
Brasília – A estreia da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais deste ano provocou um efeito colateral: a impossibilidade de apurar a quantidade de votos nulos, assim como as situações em que algum candidato não recebeu um voto sequer.  

Quando o candidato está com o registro negado, mas ainda pendente de análise na Justiça, ele fica em uma espécie de limbo. Seus votos são registrados, mas não aparecem na totalização porque entram na conta dos nulos. Com isso, muitos candidatos aparecem sem voto na consolidação dos resultados.

É o caso da cidade de Alexânia, em Goiás, onde 45 vereadores aparecem sem nenhum voto. Neste caso, só é possível saber a real situação com uma pesquisa sobre cada registro. Em Osasco (SP), 42% dos votos registrados para prefeito são nulos, mas neste caso muitos podem ter sido destinados a um dos líderes nas pesquisas, Celso Giglio (PSDB), atualmente com o registro negado.

Outra dificuldade para medir os votos nulos e brancos é que eles não aparecem nas pesquisas de totalizações por estado ou nacional. Na eleição presidencial de 2010, os números estavam disponíveis, mas agora só é possível checar os brancos e nulos com a pesquisa por cidade.

Em coletiva hoje (7), a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse que a Justiça Eleitoral deve começar a divulgar amanhã (8) a lista de votos obtidos pelos candidatos com registro negado. Somente com estes números será possível ter um panorama melhor dos votos efetivamente nulos.
Edição: Carolina Pimentel

"Efeito Russomanno me atrapalhou", lamenta Chalita após 1° turno


Em quarto lugar nas eleições municipais de São Paulo, o candidato do PMDB à prefeitura da capital Gabriel Chalita fez um balanço do resultado das urnas, conhecido na noite deste domingo e colocando José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno. De acordo com o deputado federal, o "efeito Russomanno", criado no início da campanha atrapalhou seus planos.

"A campanha polarizou no final, mas o efeito Russomanno foi um efeito que atrapalhou muito minha campanha, porque a gente era uma alternativa a essa briga entre PT e PSDB e uma alternativa com mais consistência, mais projeto. Não teríamos caído, mas existiu a dificuldade de conhecimento. Mesmo nas ultimas pesquisas não atingi o conhecimento das pessoas", afirmou Chalita.

Nas últimas semanas, o candidato do PMDB atacou Russomanno com frequência, afirmando que o adversário do PRB não tinha propostas para cidade. Apesar dos ataques, Chalita fez questão de afirmar que nunca fez ataques pessoais ao apresentador.
"Tomei muito cuidado para fazer a crítica, mas realmente ele não tinha proposta nenhuma. Ele não acreditava que pudesse ganhar. Foi uma reflexão que eu achei até como alguém que gosta de São Paulo e que tinha que fazer. Nem PT nem PSDB atacavam porque achavam que era uma campanha que ia desidratar, mas não desidratava porque a população não queria PT e PSDB. As pessoas queriam um fato novo, mas o eleitor começou a ficar com medo e o Serra começou a crescer", explicou Chalita.

O deputado federal disse ainda que o maior ganho de sua campanha foi ter conquistado o respeito do eleitor e que, mais do que nunca, demonstrou a vontade de ocupar um cargo executivo.
"Minha vontade é essa, fiquei com muita vontade de ganhar, mas vida politica é isso, amadurecer, se tornar conhecido. Reitero que o ganho que saio dessa campanha é o respeito das pessoas. Nenhuma proposta nossa foi destruída por ninguém porque todas eram consistentes. A campanha é complexa e foi uma campanha que saímos muito maiores", completou.

Via Portal Terra

Após passar para o 2º turno, Serra cutuca PT ao citar mensalão


O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, deu uma amostra neste domingo do que deve ser sua principal arma contra o PT no segundo turno das eleições municipais. Depois de passar em primeiro lugar, com cerca de 30% dos votos, e saber que vai enfrentar Fernando Haddad (PT-SP), o tucano discursou na sede do partido, no centro de São Paulo, e citou o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), processo no qual vários líderes petistas são réus.

"Aproveito para pedir a todos os paulistanos que não votaram em nós que agora se detenham na hipótese de votar em mim pelo bem e pelo futuro de São Paulo. Para mim, a ação política é revestida de valores. Isso é muito importante. Valores. Uma coisa que no Brasil ameaçou sair de moda e que, felizmente, o nosso STF, Supremo Tribunal Federal, está voltando à moda, os valores", afirmou.
Além disso, Serra repetiu a mesma estratégia adotada na reta final do primeiro turno e procurou enaltecer a parceria com o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que tem boa avaliação entre o eleitorado paulistano.

"Quero também sublinhar o valor da parceria, horizontal e vertical. Parceria em primeiro lugar com o governo do Estado, que tem peso decisivo. Basta lembrar atribuições que o Estado tem. Nós já temos a experiência. Primeiro a minha como prefeito e a de Alckmin. Depois de Gilberto Kassab (PSD-SP) como prefeito e eu governador. A experiência do Alckmin governador e Kassab prefeito. E agora, se Deus quiser, vamos ter de novo essa parceria revigorada", disse.

Visando parte do eleitorado do candidato do PRB, Celso Russomanno, que ficou de fora da eleição ao ficar em terceiro lugar, com 21,6% dos votos, Serra falou "aos mais pobres". De acordo com ele, esta parcela da população será o "centro" da sua política.
"Aquilo que fizermos vai ser pouco diante daquilo que faremos nos próximos anos. As pessoas mais pobres, mais carentes e os mais vulneráveis serão o centro da nossa política", afirmou.

Para conseguir vencer o segundo turno, Serra prometeu ainda fazer campanha "até de madrugada". "Não dormir uma noite sequer, sou só eu que faço. Quero dizer aos jornalistas que aquela agenda no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) não foi exceção. Nós vamos começar a marcar agendas também neste terceiro horário. A partir de agora, (vamos) à campanha do segundo turno. Campanha, quando der, bem-humorada. Campanha de dia, de noite e de madrugada", disse.

Por último, o candidatos sinalizou aos seus cabos eleitorais e comemorou o fato da coligação formada pelo PSDB ter eleito os cincos vereadores mais votados na capital paulista. "Tem uma coisa que merecer ser comemorada. Se estiver errada, a culpa é dele", disse em referência ao deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP) antes de complementar. "Os cincos vereadores mais votados são da nossa coligação. Eu não sabia. Orlando, a informação é sua."

Serra discursou ao lado de seu vice, Alexandre Schneider, do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), e dos coordenadores de campanha, Edson Aparecido e Walter Feldmann (PSDB-SP), deputado estadual. No entanto, saiu sem conversar com a imprensa.
Via Portal Terra

Russomanno nega erros e culpa "todos contra um" por fracasso


O candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou neste domingo, após reconhecer que não irá ao segundo turno da eleição paulistana, que a sua campanha não teve falhas estratégicas e que a queda de sua popularidade se deu por conta dos ataques sincronizados por seus adversários. Os dois minutos diários no horário eleitoral gratuito foram insuficientes para neutralizar as ofensivas, de acordo com o candidato.

"A queda, de fato, aconteceu. Eram todos contra a gente. Mas saímos fortalecidos desta eleição, com mais de 1,3 milhão de votos", disse ele. Para Russomanno, o fim do primeiro turno zera a disputa e um possível acordo a Serra ou Haddad será costurado a partir desta segunda-feira em uma reunião envolvendo Russomanno, Luiz Flávio D'Urso, candidato a vice-prefeito, além de Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, e Campos Machado, presidente estadual do PTB.

"Somos agora um grupo político. Trabalharemos unidos", afirmou Russomanno. Porém, o discurso do presidente municipal do PRB, Aildo Rodrigues Ferreira, é um pouco diferente. "Apoiar Haddad é a tendência natural", disse ele.
A afirmação de Ferreira se deve ao fato de o PRB ser da base aliada da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, enquanto Campos Machado é fiel ao governador Geraldo Alckmin, apoiador de Serra. "PRB e PTB podem caminhar separados", afirmou Ferreira. Ele descartou ainda o fato de que o texto em defesa de Russomanno, publicado no blog pessoal do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, tenha sido um revés na campanha.

Desde o início da candidatura, Russomanno vinha tentando se desvencilhar da ligação com a denominação evangélica, exatamente para evitar possíveis rejeições. "Eu acho que essa não foi a causa. Veja que isso era dito há muito tempo, mas a intenção de voto não caía. Ficamos sem fôlego para resolver a questão da tarifa do ônibus, sem tempo de televisão suficiente", disse ele.
Russomanno se apressou a desmentir a possibilidade de racha no grupo. "Saímos unidos desta eleição. Fizemos uma campanha limpa, sem ataques e construímos uma terceira via", disse. Ao seu lado, Campos Machado ficou calado durante todo o tempo durante a entrevista.

O candidato tentou minimizar os efeitos danosos à sua campanha da proposta da passagem de ônibus proporcional, criticada duramente pelos adversários. "O problema não foi a proposta, mas os ataques feitos a ela", resignou-se Russomanno.
Luiz Flávio D'Urso fez coro ao negar possíveis erros de campanha. "Houve ajustes de estratégia durante todo o período de campanha e esses ajustes permaneceram agora no final", disse o candidato a vice-prefeito. 

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