domingo, 9 de setembro de 2012

A redução de preço da energia elétrica inviabiliza-rá sua geração através da biomassa.

Bagaço da cana-de-açúcar usado para a geração de energia elétrica na Usina de Santa Adelia em Jaboticabal, São Paulo (Fernando Cavalcanti)

As medidas de redução do preço da energia elétrica podem ser um novo entrave para a cogeração de energia elétrica a partir de biomassa. Segundo o presidente interino da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, com os atuais preços da energia os investimentos em biomassa já não são viáveis. Assim como energia eólica e de térmicas movidas a gás e diesel, o preço da energia de biomassa é mais caro do que a hidrelétrica.

Rodrigues diz que os investimentos em cogeração de biomassa apenas são viáveis se feitos em conjunto com a produção de etanol, em novas usinas greenfield (projetos criados a partir do zero). "Para que isso ocorra, contudo, o governo precisa resolver a política para o etanol hidratado carburante", completou.

Biomassa pode prover 20% da energia do mundo sem comprometer alimentação, dizem pesquisadores ingleses

Para chegar a esse resultado, sem aumentar a área usada pela agricultura atualmente, será necessário investir em técnicas para aumentar a produtividade e diminuir o desperdício

É possível produzir 20% da energia mundial com biomassa sem prejudicar a produção de alimentos, segundo estudo publicado pelo Centro de Pesquisas do Reino Unido (UKERC, na sigla em inglês). Para isso, porém, será necessário melhorar as técnicas de agricultura, produzindo mais comida em menos espaço.

BIOMASSA
A madeira foi o primeiro tipo de biocombustível usado pelos seres humanos, milênios antes da descoberta do petróleo. Isso ocorreu, estimam os arqueólogos, há cerca de 300 mil anos, no Paleolítico Superior, quando o homem das cavernas dominou o fogo e passou a usar madeira para cozinhar, se esquentar e afugentar predadores.
E a madeira foi, ainda por muito tempo, o único combustível da humanidade. Hoje ainda é um dos maiores, mas o desmatamento e a emissão de gases que causam o efeito estufa durante a queima fazem com que ela não seja um biocombustível ecológico.
Atualmente, materiais como a cana-de-açúcar, o milho, a batata e alguns tipos de capim servem para produzir combustíveis como o etanol e o bio-diesel; que substituem a energia proveniente de fontes não renováveis, como petróleo e carvão mineral.

Cientistas do Imperial College, em Londres, cruzaram dados de mais de 90% pesquisas feitas no mundo inteiro para chegar aos resultados. “Prover até um quinto da energia global com biomassa é uma ambição razoável se fizermos o melhor uso dos resíduos agrícolas, do material que sobra das culturas”, afirma Raphael Slade, principal autor do relatório e pesquisador do Imperial College. Um exemplo é o uso do bagaço de cana de açúcar, que pode gerar açúcar e energia.
Para chegar a esse produção de energia, diz o estudo, não seria necessário aumentar a área que hoje é usada para agricultura. O papel dos governos é essencial para que isso aconteça, já que o apoio a pesquisas que levem ao aumento da produtividade dependem de grandes financiamentos.

O relatório reforça que a possibilidade de produzir esse montante de energia é técnica. Para torná-la prática, é preciso estudar formas de aumentar a produtividade das plantações. As mudanças na dieta de pessoas que vivem em países que estão se desenvolvendo, na Ásia e na América Latina, são vistas como um desafio pelos pesquisadores.
“Quanto mais você quer de bioenergia, mais difícil torna-se conciliar a demanda por proteção alimentar, energética e ambiental”, diz Slade.
“A bioenergia vai fazer parte do mix de energias de baixo carbono do futuro”, afirma Ausilio Bauen, do Centro de Política Energética e Tecnologia do Imperial College. “Mas garantir que a bioenergia, a produção de comida e as florestas não vão competir por espaço não vai ser simples. Só aumentando a produtividade e fazendo melhor uso do que produzimos poderemos produzir combustível, alimentar a população e conservar o meio ambiente”, completa.  

Novos adolescentes, que dão menos valor à estrutura familiar


Eles dão mais valor às relações afetivas do que à estrutura familiar tradicional. Tanto podem ser filhos de pais separados como não. São adolescentes que já representam 46% dos cariocas de 13 a 17 anos das classes A, B e C, de todas as regiões da cidade. O percentual foi medido por uma pesquisa feita pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa e pela Quê Comunicação, que batizou esses jovens de "filhos 2.0", numa referência à expressão Web 2.0, que designa a nova geração da internet, com maior troca de informações e interatividade entre usuários e sites.

- Os "filhos 2.0" têm um novo DNA: o do descendente de um núcleo afetivo. Para eles, a ideia de família não está presa a vínculos formais entre os pais e responsáveis - diz Gustavo Machado, diretor da Casa 7 .
A pesquisa mostra que mesmo os adolescentes que moram com pais casados estão abertos a novas estruturas, desde que sejam harmônicas: 70% deles não se importariam se tivessem que conviver com outros relacionamentos dos seus pais, se fossem separados; 78% não veriam problema caso tivessem meios-irmãos; e 44% não consideram sua família modelo "novela, tipo margarina".
Desses jovens, 40% moram com ambos os pais. Já 28% vivem com um dos pais e 24%, com um dos pais e a madrasta ou o padrasto. Os outros 8% não moram com nenhum dos pais.
Entre aqueles que vivem com pais gays, a pesquisa revela que, embora se sintam bem e amados como filhos, têm um desafio a vencer.

- Esses meninos sentem a pressão da sociedade por conta do preconceito. Os mais novos temem pelo incômodo de ser expostos na escola. Querem evitar virar motivo de chacota. Os que têm mais maturidade preferem não expor os pais - explica Adriana Hack, presidente da Casa 7.

Para esses adolescentes identificados na pesquisa, a máxima de que é melhor os pais estarem separados do que vivendo juntos e brigando deveria sofrer mudanças.
- Eles querem que os pais, mesmo separados, se deem bem. Essa boa relação influencia os seus hábitos e comportamentos - afirma Tatiana Soter, diretora de Planejamento da Quê.

Na Zona Sul, novos jovens são maioria
Com 16 anos, Carolina Vollmers do Nascimento mora em Botafogo com a mãe, Astrid Stefanie Vollmers, a irmã Catarina e cinco gatos. O pai vive com outra mulher no Leblon.
- O importante é ter mãe e pai presentes na nossa vida, independentemente de eles morarem ou não com a gente - opina Carolina, que está no primeiro ano do ensino médio, estuda inglês e, com o pai, faz um curso às terças-feiras sobre a doutrina espírita de Allan Kardec.
Astrid, que se casou e se separou pela segunda vez, procura ter uma boa relação com o pai de suas filhas. Os dois, inclusive, estão construindo juntos o site de uma sex shop (eles pretendem abrir um negócio na internet). E, quando as filhas são o assunto, não falta diálogo.
- O meu ex-marido foi fundamental quando minha filha mais velha começou a querer fumar, há um ano. Conversamos sobre o assunto e ele interferiu. Como a Catarina queria também fazer aula de canto, ele disse que as duas coisas não combinavam. A minha filha parou de fumar, porque queria estudar canto - conta Astrid, que trabalha com telecomunicações na área de petróleo.
Carolina não está entre os 45% dos novos jovens que, de acordo com a pesquisa, consideram ruim a relação entre os pais. Quase a totalidade dos entrevistados (92%), no entanto, classifica como boa a relação das pessoas que moram na casa deles.

Nas classes A (54%) e B (52%), de maior poder aquisitivo, há bem mais "filhos 2.0" do que na C (29%). E é na Zona Sul que eles se concentram mais (59%, reunindo classes A, B e C). O menor índice (19%) está na Zona Oeste e na Barra da Tijuca.

Rodrigo Ferraro Coutinho Boyd, de 13 anos, está entre esses 19%. O adolescente tem um quarto na casa do pai, num condomínio da Barra, e outro na da mãe, em Vargem Grande. São 15 dias num lugar e duas semanas no outro. Rodrigo tem uma irmã por parte de pai e um irmão por parte de mãe. Separada do segundo marido, a mãe está namorando.
- Os meus pais são sempre muito presentes na minha vida e temos um bom diálogo - conta Rodrigo, que está no sétimo ano e não abre mão das partidas de futevôlei com o pai, o piloto Adilson Boyd, na quadra do seu condomínio.
Nas festas de aniversário dos três irmãos, não há constrangimentos. Rodrigo diz que é natural todos se encontrarem: pai, mãe e seus respectivos companheiros.
Já Saulo de Oliveira Bezerra, de 16 anos, aluno do sétimo ano, afirma que a definição de família não pode ser simplificada. Segundo ele, o termo não se refere somente a pessoas que têm uma relação sanguínea.
- Para ser uma família, tem de haver também relação emocional, laços unindo as pessoas - resume Saulo, que mora com a mãe, a professora Tatiana Costa de Oliveira, e bem perto da avó paterna, Quitéria Bezerra, na Tijuca. - Considero minha mãe e minha avó por parte de pai como sendo mais da minha família. O meu pai se preocupa comigo, me ajuda sempre que preciso, mas mora longe, em Niterói, com minha irmã e a mulher. Não vivemos juntos o dia a dia e acabamos não tendo um envolvimento maior - diz o estudante.
Ainda de acordo com a pesquisa, 89% dos novos adolescentes têm liberdade e autonomia no ambiente familiar, influenciando as decisões sobre viagens, consumo e lazer. Na educação, questionam o modelo clássico de ensino: 56,3% avaliam como regular, ruim ou péssima a atual forma de ensino, embora 98,8% considerem a educação importante ou muito importante para o seu futuro. Apesar disso, a grande maioria dos entrevistados (79,3%) cursa ou pretende frequentar uma faculdade.
- Gostariam de ter professores que não contassem sobre aquilo que não viveram. Não querem conteúdo teórico, mas ouvir a história da boca de quem a viveu. Querem o professor como um tutor de conteúdo - explica Gustavo Machado.

Shoppings e praias: lugares preferidos
Poucos desses adolescentes fazem cursos de idiomas (16,8%). A explicação, segundo o pesquisador, é que eles entendem que as viagens e a internet são os melhores meios para aprender a falar outras línguas.
Em relação a lazer, 28,8% deles costumam viajar nas férias e 18%, nos fins de semana. Eles se identificam com a cidade: 96% frequentam shopping e 91,3% vão à praia. Costumam também ir ao cinema (75,5%). O teatro é frequentado por poucos (13,8%). Mais da metade (52,8%) gosta de praticar esportes, 46,3% vão a restaurantes e 21,3%, a bares.
- O shopping tem uma presença forte entre eles, porque é um ambiente controlado, vigiado - diz Tatiana Soter.
Quando o tema é segurança, os novos adolescentes a enxergam como um grande limitador para suas atividades e não veem o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como uma solução efetiva para todos os problemas. Mas acreditam que, com um maior policiamento nas ruas, a tendência é aumentar a confiança dos pais.
Articulados, maduros, irreverentes, independentes, autônomos e versáteis. Com esses adjetivos, os pesquisadores definem os "filhos 2.0".

O GLOBO faz parceria para pesquisas
A pesquisa sobre os jovens cariocas é a primeira de uma série que O GLOBO publica dando início à parceria do jornal com o projeto Riologia, realizado pela Quê Comunicação e pela Casa 7 Núcleo de Pesquisa. O Riologia tem como objetivo pesquisar, entre os cariocas, comportamentos que surgiram ou se reinventaram neste novo momento da cidade.
Para Sandra Sanches, diretora-executiva do GLOBO, a parceria acontece num excelente momento:
- Nosso desejo é aprofundar o conhecimento dos cariocas, suas aspirações e atitudes, a partir de temas específicos. O GLOBO tem uma relação histórica com a cidade, acompanhamos de perto todas as suas transformações, sempre debatendo o impacto sobre os moradores. Essas pesquisas vão permitir um conhecimento e uma cobertura ainda mais ampla das tendências e dos novos comportamentos que vêm surgindo num ritmo cada vez mais veloz.
A parceria, que prevê a realização e divulgação de pesquisas também ao longo de 2013, já tem temas definidos para os próximos meses.
- A proposta do Riologia é trazer visões inéditas sobre perfis de cariocas contemporâneos. Quisemos entender como as transformações que a cidade está vivendo afetam quem mora aqui. Nada mais natural que O GLOBO, um jornal comprometido com o Rio, seja um parceiro para divulgar os dados do estudo - explica Tatiana Soter, diretora de Planejamento da Quê.

Para traçar o perfil dos "filhos 2.0", foram ouvidas 621 pessoas. Inicialmente, foi realizada uma pesquisa qualitativa com 90 adolescentes e especialistas, para o levantamento de hipóteses. Depois, numa pesquisa quantitativa, foram ouvidas 531 pessoas, entre 13 e 17 anos, das classes A, B e C, do Centro e das zonas Sul, Norte e Oeste (incluindo Barra). A pesquisa quantitativa teve duas etapas. Em uma primeira fase, foi definido o percentual dos adolescentes que são "filhos 2.0". Para isso, foram entrevistados 131 adolescentes, que tiveram que avaliar sua afinidade com dez frases obtidas no campo qualitativo. A margem de erro é de 5%. Para aprofundar questões relativas ao perfil desses adolescentes, outros 400 meninos e meninas, todos "filhos 2.0", foram ouvidos. A pesquisa foi realizada entre julho e agosto deste ano.

São Paulo perde 14 árvores por dia

A cidade de São Paulo perdeu, com autorização oficial, 14 árvores por dia nos últimos 14 anos. Foram 72.514 exemplares cortados de lotes e áreas verdes com aval da Prefeitura. A vegetação retirada deu espaço a prédios, shoppings, ruas, estações de metrô e outras construções. O número corresponde a quase cinco Parques do Ibirapuera - a área verde na zona sul tem aproximadamente 15 mil árvores.

Os dados foram compilados pela arquiteta e urbanista Luciana Schwandner Ferreira, que os apresentou em sua dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Luciana já trabalhou no departamento da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente responsável pelas compensações ambientais exigidas para corte de árvore. A pesquisadora fez o levantamento com base nos despachos publicados no Diário Oficial da Cidade entre 1997 e 2011.

Segundo a Prefeitura, uma autorização só é dada após a exigência de replantio de um número maior de árvores do que as que foram retiradas. A pesquisa mostrou, porém, que o mecanismo de compensação não funciona de forma eficiente e tampouco aumenta ou mesmo mantém a cobertura vegetal dos locais onde os cortes foram autorizados.

O número é alto, mas ainda é pequeno se comparado ao total de verde perdido pela cidade nesse mesmo período: desmatamentos ilegais não estão computados. "Existem outros cortes que não exigem compensação ambiental e, claro, os cortes irregulares, que não estão computados", diz a pesquisadora.

Na maioria das vezes, os cortes autorizados dizem respeito a prédios e empreendimentos em áreas nobres ou obras do poder público, que respeitam a legislação ambiental por causa da fiscalização. Na periferia, onde há pouca vigilância dos fiscais, a maioria dos cortes de árvore é feita sem registro da Prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Candidatos pegam carona na festa de Vitória


No dia em que a capital completou 461 anos, os candidatos a prefeito fizeram orações e caminhadas, e não desgrudaram do eleitor

No aniversário de 461 da cidade de Vitória, os candidatos a prefeito não perderam tempo e aproveitaram as festividades ontem para ir atrás de voto.
Teve desde caminhada ecológica a orações em prol da capital.
Logo pela manhã, Iriny Lopes (PT) e Luciano Rezende (PPS) se encontraram na Catedral de Vitória, onde assistiram a uma missa. O governador Renato Casagrande (PSB) e o atual prefeito João Coser (PT) também estiveram presentes.
“Fui à missa hoje (ontem) como vou todo ano nesta data. Pedi a Deus que ilumine a nossa campanha, a cidade e os moradores”, explicou Luciano.

TAT U
O dia ainda contou com discurso de Coser, no Parque Moscoso, que prestou contas de sua gestão. Ele admitiu, em tom de brincadeira, ser o “João Tatu”, por causa das obras de drenagem, mas explicou que a ação foi necessária para tornar Vitória a 1ª capital do País com capacidade para tratar 100% do esgoto.

Usando adesivos em homenagem ao aniversário da capital, Luiz Paulo Vellozo promoveu uma caminhada ecológica pelo Parque da Fonte Grande. “Em uma data como esta, viemos ver como Vitória nasceu. Além de visitar ruínas de fazendas do Brasil Império”.

Já Edson Ribeiro (PSDC) participou de culto na Igreja Batista de Joana D’Arc: “Pedi a proteção de Deus para a nossa cidade, para que a eleição possa ser justa”.

Gustavo De Biase (Psol) e Montalvani Lima (PRTB) promoveram caminhadas e panfletagens.

Haddad desafia Serra a defender gestão de Kassab


Pela primeira vez, Serra mencionou o caso de suposta compra de apoio no Congresso Nacional, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

São Paulo - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que seu adversário José Serra (PSDB) está usando o julgamento do mensalão na campanha porque não tem projetos para a cidade e o desafiou a defender na eleição o legado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia o tucano. "Uma administração que tem 20% de aprovação e 80% de reprovação tem de partir para esse tipo de expediente, para assustar as pessoas", disse.

Serra mencionou o caso de suposta compra de apoio no Congresso Nacional, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os réus, estão petistas como os ex-presidentes do partido José Dirceu e José Genoino, além do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, já condenado.

Em entrevista após carreata em Parelheiros, ao lado da ex-prefeita Marta Suplicy, Haddad, que foi ministro da Educação no governo Lula, se desvinculou do escândalo e defendeu o ex-presidente, sob cuja administração teria ocorrido o mensalão. Também criticou o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, sem mencioná-lo diretamente.
"Fiquei (durante o período no MEC) administrando um orçamento que é o dobro do de São Paulo sem nenhuma insinuação de condutas irregulares da minha parte", afirmou. "Lula foi o primeiro presidente a dar total apoio para que as instituições funcionassem. Não varreu as denúncias para debaixo do tapete, como seu antecessor fez. Lula agiu como estadista."

Pastores e Russomanno
O petista criticou a iniciativa de pastores da Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, que pediram ontem, em culto, que seus fiéis votem no candidato a prefeito do PRB, Celso Russomanno, presente no evento. A prática é proibida pela legislação eleitoral. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo antecipara na véspera que os pastores da Assembleia têm metas de votos a obter.
"Temos uma legislação e não podemos jogar fora uma conquista da democracia, o Estado laico. A Prefeitura, o Estado e o governo federal têm de garantir a liberdade religiosa e as condições para quem quiser manifestar sua crença, isso é constitucional. Mas é inconstitucional o uso do espaço público para partidarização. Temos de impedir qualquer tipo de perseguição religiosa, mas a mesma Constituição que estabelece isso proíbe a utilização oportunista de templos e espaços públicos para a partidarização", disse Haddad.

Aécio convidou Ronaldo Fenômeno para vice em 2014


Declaradamente candidato à presidência em 2014 contra Dilma, o tucano Aécio Neves tem percorrido o país numa pré-costura em busca de apoio de caciques locais, mas o sonho do senador é ter um novato ao seu lado na chapa: o ex-jogador Ronaldo Nazário.
Ronaldo Fenômeno - o sonho de Aécio Neves para vice /Foto: Reprodução
A conversa ainda é prematura, mas, em tom meio sério e meio de galhofa, o Fenômeno foi sondado sobre sua vontade de concorrer como vice de Aécio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apadrinha o mineiro, também deu sinais de que não se opõe à ideia. O tucanato quer que, de qualquer modo, ele participe ativamente da campanha. Pelo menos o jogador teria fôlego de sobra: ele aceitou o convite para ser o astro da nova temporada do quadro ‘Medida Certa’, do ‘Fantástico’, para recuperar a forma em rede nacional.

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