terça-feira, 12 de junho de 2012

MUG vai navegar pelos mares franceses em busca do título do carnaval 2013


"Oui, voilá la France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beaucoup!" é o título do enredo da agremiação de Vila Velha
MUG 2013
Depois de meses de especulações, a Mocidade Unida da Glória confirmou o enredo que vai disputar  o carnaval 2013. "Oui, voilá la France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beaucoup!" é o título do enredo - divulgado em primeira mão para o gazeta online - que será desenvolvido pelo carnavalesco Petterson Alves.

A imagem ao lado mostra a logomarca do enredo, e está estampada no convite para a festa de lançamento do enredo, no próximo dia 23, na quadra da escola.

Petterson está na cidade francesa de Dunkerque pesquisando o enredo e deve voltar ao Brasil somente às vésperas da festa de lançamento do tema, no final do mês. Ele garante que o carnaval capixaba em 2013 terá muitas surpresas no que depender dos preparativos da MUG.

"As pesquisas estão sendo desenvolvidas aqui na França mesmo. Já estou desenhando os figurinos. A MUG terá uma França diferente, o público pode ficar tranquilo que não haverá repetição. Não será um enredo sobre Paris, ou algo que já tenha sido visto antes", aposta.

O diretor Social e de Harmonia da agremiação, Slin Ribeiro, adianta que a parceria da escola de samba capixaba com o país europeu não se restringe ao desfile. O projeto envolve também um intercâmbio entre brasileiros e franceses.

"Esse enredo vem de quase dois anos de conversas. Na verdade está sendo inaugurado um intercâmbio, e o enredo vai sacramentar esse trabalho. Isso envolve até mesmo a troca de culturas, como a dança, por exemplo. Em julho teremos dançarinos franceses na nossa escola. No mesmo mês, levaremos nossos passistas à França".
MUG 2013
Jornal francês registra a passagem dos sambistas capixabas pelo país e anuncia "Um toque de Dunkerque no Carnaval de Vitória"
Esta é a segunda vez que o Leão da Glória leva para a avenida um enredo que faz alusão a um país europeu. Na primeira vez, em 2005, o enredo "Grécia: uma viagem ao templo dos deuses da Mitologia" rendeu à MUG o seu segundo título no carnaval capixaba. O samba daquele ano, que cantava "Vou sacudir essa cidade com a Minha Mocidade", é um dos mais famosos da discografia da escola.

Festa de Lançamento do enredo da MUG
Enredo: Oui Voilá le France! Mocidade singra os mares de Dunkerque. Merci beacoup
Dia: 23/06/2012
Horário: 22 horas
Local: quadra da MUG, na Glória
Entrada franca

BALANCE CAPIXABA 12/06/2012

BALANCE CAPIXABA 12/06/2012
Vila Velha: Hércules Silveira está no caminho de Neucimar Fraga e Max Filho - Rogerio Medeiros | Foto: Gustavo Louzada
Em Vila Velha, lideranças do PT e o deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) examinam uma chapa para a prefeitura que tanto pode ter o próprio Hércules ou o vereador João Batista Babá (PT). Mas para Hércules consolidar a sua candidatura necessita da maioria no diretório do seu partido no município. Ele precisa também que o partido também quite as dívidas de campanha da eleição anterior a prefeito, vencida por Neucimar Fraga (PR).

Hércules vem figurando como favorito nas pesquisas até agora feitas para mediar a cotação dos pré-candidatos. Caso não possa disputar, pelas razões anteriormente expostas, sua preferência é o candidato Babá, do PT, partido com o qual o peemedebista convive bem, desde da época em que foi vereador e presidente da Câmara de Vereadores.

No seu propósito em encontrar um nome para derrotar o atual prefeito Neucimar Fraga, que tem como meta prioritária nesta eleição, ele vem conversando também com o candidato do DEM, o ex-secretário de Segurança e atual 
deputado estadual Rodney Miranda. 
Um candidato bem-visto dentro do partido de 

Hércules por causa de suas estreitas relações com o ex-governador Paulo Hartung.

Enquanto Hércules, que tem cacife próprio para disputar com Neucimar e Max Filho, tenta se livrar de seus problemas partidários e dívida de campanha, os dois candidatos consolidados – Max Filho(PSDB)  e Neucimar Fraga( PR) -
disputam acirradamente o apoio do partido do governador Renato Casagrande, o PSB. A ponto do diretório de Vila Velha insurgir contra a direção regional do partido, empenhada num acordo com Neucimar em que daria, retribuindo o apoio do seu PR à candidatura  do deputado federal Audifax Barcelos, do PSB, à prefeitura da Serra.

Um impasse que não deixa de alcançar o governador Renato Casagrande, cuja o acordo Vila Velha-Serra passou pelo o seu crivo. Lembrando que o governador já ocasionou, quando mexeu com a política de Vila velha, uma crise de enorme proporção. Quando tentou levar para o seu partido o ex-prefeito Max Filho. Naquela oportunidade, Casagrande foi obrigado a recuar e agora se depara com o diretório de Vila Velha manifestando o seu desejo de apoiar o candidato Max Filho. 

Nota da Redação: O deputado Hércules Silveira pediu para incluir na matéria uma certidão da juíza eleitoral de Vila Velha, Rosana Ferreira Fernandes, de aprovação de suas contas de campanha no pleito de 2008. Informando também que se dívida há de sua campanha, essa pertence aos partidos que fizeram parte da coligação. 
Sem clima em Vitória, Hartung deve se movimentar pelo interior do Estado
Após desistir de concorrer à prefeitura da Capital, a tendência é que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) se mantenha afastado da disputa em Vitória. Mesmo porque, dois dos principais candidatos que estão no páreo – Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSBD) – são próximos de Hartung. A neutralidade seria a posição mais cômoda para Hartung, que além de tudo está com baixa densidade para transferir apoio a quem quer que seja.

Sem espaço na Capital, o ex-governador deve começar a mexer as peças no tabuleiro eleitoral no interior do Estado. Entretanto, em alguns municípios, Hartung também não terá vida fácil. São Mateus, no norte do Estado, é um exemplo da dificuldade que o ex-governador terá para se movimentar entre os seus próprios seus aliados.
Em São Mateus, a tendência seria Hartung subir no palanque do atual prefeito Amadeu Boroto (PSB), mas uma reunião entre oito partidos – PMDB, PT, PSDC, PPS, PSDB, PTB, PP, PDT -, no último sábado (9), deu uma guinada no cenário político mateense, que se desenhava em torno de uma polarização entre duas tradicionais forças políticas: o próprio Boroto e Lauriano Zancanela (PMDB).

Após o encontro, no entanto, Zancanela – que possui um respeitável capital político – aceitou abrir mão da disputa em nome de uma candidatura de consenso, que deve reunir o ex-deputado estadual Paulo Roberto, também do PMDB, puxando a chapa que teria a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de São Mateus e presidente do diretório municipal do PT, Jaciara Teixeira, como vice.
Além de Zancanela e dos partidos que compõem a aliança em torno de Paulo Roberto, o deputado federal Jorge Silva (PDT), que também é um importante puxador de votos no município, já confirmou apoio à frente. A entrada de Jaciara como vice também atende às pretensões do vereador Eneias Zanelato (PT), que estaria disposto a abrir mão de sua candidatura para apoiar a mulher na disputa.

A composição também agradou ao PT. Duas importantes lideranças do partido, Perly Cipriano e Guilherme Lacerda, marcaram presença na reunião e endossaram a chapa. De saída, Paulo Roberto já marcou um ponto importante com Lacerda, pois o peemedebista é irmão do superintendente da Caixa Econômica Federal no Estado, Antônio Carlos Ferreira, que é bastante próximo de Lacerda - diretor do BNDES.
Mesmo com o apoio das principais lideranças políticas locais, Paulo Roberto ainda espera contar com o reforço do ex-governador Paulo Hartung para enfrentar Boroto, que está cada vez mais isolado.

O convite, no entanto, deve provocar uma saia justa danada para Hartung, que é aliado histórico de Boroto, mas que também não pode virar as costas para Paulo Roberto. Para quem não se lembra, Paulo Roberto foi líder do governo na Assembleia e sempre defendeu Hartung com unhas e dentes.
O amplo apoio conquistado neste fim de semana e o histórico hartunguete de Paulo Roberto quase que obrigariam Hartung a escolher o palanque do candidato do PMDB. Entretanto, como é impossível fazer qualquer previsão em se tratando de Hartung, não se sabe se o ex-governador também decidirá se esquivar da disputa em São Mateus, como deve fazer em Vitória.
José Rabelo |
Foto: Arquivo SD 
CNJ volta a cobrar informações do TJES sobre obras do novo Fórum de Vila Velha
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a acionar o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) em função das investigações na obra do Novo Fórum de Vila Velha, construído pela empresa carioca Delta Construções. Na última semana, o conselheiro Jefferson Kravchychyn deu prazo de 30 dias para que a cúpula do TJES envie para o órgão de controle todos os dados da contratação da Delta e da execução do serviço. Apesar de ter considerado que não houve superfaturamento, o CNJ apontou deficiências na gestão da obra.

De acordo com o despacho, o conselheiro aponta que o Tribunal de Justiça respondeu a dois dos três questionamentos feitos após o julgamento, realizado em fevereiro deste ano. No caso mais grave, que se refere à utilização de materiais inferiores previstos no projeto, o TJES enviou o parecer da Pretti Arquitetura e Engenharia Ltda – apontada como responsável técnica pela estrutura – que revisou o projeto estrutural da obra e constatou que não houve alterações que provocassem a necessidade de reforços na estrutura do prédio.

Sobre os dados econômicos da empreitada, Kravchychyn considerou como satisfatória a resposta enviada pelo tribunal capixaba. Na resposta, o TJES informou a previsão de pouco mais de R$ 172 mil, valor referente a índices embutidos na proposta da Delta que acabaram sendo estornados em R$ 1,47 milhão.
Para as futuras obras do Judiciário capixaba, o CNJ determinou que se observem a necessidade de detalhamento de encargos sociais, adequação das exigências mínimas para permitir a maior participação de empresas – já que a licitação para as obras do fórum foi disputa apenas pela Delta – e a proibição da utilização de “projetos básicos elaborados às pressas ou sabidamente inadequados”.

As obras do novo Fórum de Vila Velha tiveram início durante no ano de 2007, durante a gestão do ex-presidente Jorge Góes Coutinho. Em uma licitação sem concorrentes, a empresa carioca Delta Construções S/A foi escolhida para tocar o projeto, inicialmente avaliado em R$ 24,5 milhões. A previsão inicial era de que o Fórum fosse inaugurado até o início de 2010. No entanto, a sede foi entregue apenas em dezembro do ano passado.
Para justificar a demora na conclusão das obras, o ex-presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alves Rabelo, alegou que o ritmo de construção foi diminuído para a renegociação de valores. O custo aproximado por metro quadrado foi de R$ 1.458,00. “Abaixo do valor de mercado e até do programa Minha casa, Minha Vida”, justificou, à época, Manoel Alves Rabelo.
Nerter Samora | Foto: Thiago Guimaraes/Secom 

Desembargadores votam pela pena de advertência contra juiz Robson Albanez
Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) começaram a julgar, nesta segunda-feira (11), um procedimento administrativo disciplinar (PAD) contra o juiz Robson Luiz Albanez, titular da 8ª Vara Cível de Vitória. O relator do caso, desembargador William Silva, votou pela pena de advertência contra o juiz acusado de prejudicar uma parte em disputa entre empresas de comércio exterior que tramitava na Vara.

O julgamento foi interrompido após o pedido de vista de Ney Batista Coutinho, quando o placar era de 11 votos a favor da punição contra nenhum voto favorável a Albanez.

De acordo com Silva, as provas trazidas remetem ao “desaparecimento” dos autos de um recurso movido pela empresa Guimarães Café contra a Cotia Trading entre agosto de 2001 e março de 2008. “Não há qualquer registro de remessa dos autos para a 4ª Câmara Cível do TJES, pela 8ª Vara Cível de Vitória, razão pela qual é impossível identificar-se qual a serventia manteve os autos durante estes quase sete anos”, indicou.

O relator considerou que houve desrespeito flagrante aos prazos processuais. No entanto, Silva julgou a inexistência de provas capazes de incriminar o juiz. “Em especial considerando-se que o Cartório da 8ª Vara Cível de Vitória continha quase cinco mil processos em tramitação à época dos fatos”.

“Uma vez constatado que, sob o prisma das provas coligidas, as condutas apuradas não evidenciam reiterada negligência por parte do requerido na condução de suas atividades funcionais, há que ser aplicada a pena de advertência, sendo esta razoável e proporcional”, avaliou.

Seguiram o entendimento do relator os desembargadores Adalto Dias Tristão, Maurílio Almeida de Abreu, Manoel Alves Rabelo, Sérgio Bizzoto Pessoa Mendonça, Álvaro Bourguignon, Arnaldo Santos Souza, Carlos Roberto Mignone, Ronaldo Gonçalves de Sousa, Fábio Clem de Oliveira e Samuel Meira Brasil Júnior. A desembargadora Catharina Novaes Barcellos declarou impedimento para votação.

O desembargador Ney Batista Coutinho pediu vista dos autos. O Regimento Interno do TJES prevê que ele deve apresentar o voto em até duas sessões do Tribunal Pleno. Restam apenas oito votos, incluindo, o do presidente do TJ, Pedro Valls Feu Rosa. No entanto, até o final do julgamento, os magistrados podem mudar os votos.

Caso seja mantido o posicionamento favorável à punição de Albanez, o juiz poderá ficar impedido de participar de editais de promoção por merecimento por até um ano. Primeiro nome da lista de antiguidade, Albanez poderá disputar uma cadeira por este critério. Na última tentativa, o titular da 8ª Vara Cível abriu mão de participar da disputa após a indicação ter sido rejeitada pelo Pleno.

Na época, a defesa do juiz alegou que o recuo se devia a uma estratégia para que se concentrasse na defesa das sindicâncias movidas contra Albanez. O magistrado responde a outro PAD pela suposta participação em episódios de corrupção revelados durante a “Operação Naufrágio”. O nome de Albanez consta entre os 26 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na ação (hoje sob responsabilidade do Ministério Público Estadual após a mudança de foro do caso).
Nerter Samora | Foto: Nerter Samora 
PT, PSDB, PMDB, PPS e DEM se unem por prefeitura no Espírito Santo
Uma aliança política inusitada na eleição municipal deste ano foi firmada no extremo norte do ES, na cidade de São Mateus.

Lá o PT se uniu ao PSDB, ao PPS e ao DEM, para tentar derrotar o PSB que está no poder. Todos unidos em torno do candidato a prefeito do PMDB, o ex-deputado Paulo Roberto.
A vice é do PT, Jaciara que tem apoio de tucanos e comunistas, pedetistas e demistas. A união visa derrotar o atual prefeito Amadeu Boroto (PSB), aliado do governador Renato Casagrande (PSB).
As últimas pesquisas na região mostraram o deputado Jorge Silva (PDT), liderando a corrida contra o atual prefeito. Mas Silva desistiu de concorrer porque é deputado federal e deseja cumprir seu mandato.
Se fosse eleito, teria que abdicar de dois anos do mandato na Câmara federal. Silva foi o primeiro deputado federal eleito por São Mateus.

Resolução petista:

Resolução aprovada no 4º Congresso do partido sobre estratégia eleitoral para as disputas municipais, foi aprovada resolução que veta coligações com os três partidos de oposição à presidenta Dilma Rousseff. Assim, candidatos petistas não poderão fazer alianças com PSDB, DEM ou PPS em 2012.
De acordo com a resolução: "Nosso objetivo é ampliar fortemente a presença do PT e seus aliados no comando dos municípios brasileiros e nas Câmaras de Vereadores(as), especialmente as capitais e as cidades com mais de 150 mil eleitores. Nossos adversários serão as agremiações que representam o bloco conservador, formado pelo PSDB, pelo DEM e o PPS, com os quais não faremos chapas". www.agenciacongresso.com.br
Relator dos royalties diz que seu parecer não vai gerar perdas para Rio e ES
O relator do projeto de lei (PL 2565/11) que trata da divisão dos royalties do petróleo, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), disse que já finalizou seu parecer sobre a proposta e espera apenas a definição do presidente da Câmara, Marco Maia, sobre a votação em Plenário para divulgar o texto.

Zarattini adiantou que o seu parecer não vai gerar perda de recursos para os estados do Rio e do ES. Apesar disso, segundo ele, a bancada do Rio é a única que não concorda com mudanças na distribuição dos contratos licitados e ameaça recorrer ao STF caso o texto seja aprovado.

“Todas as outras bancadas – inclusive a do Espírito Santo, que é um estado produtor – estão de acordo”, disse Zarattini. “Avançamos muito e temos condições de votar um projeto em que nenhum estado vai perder recursos.” Na primeira versão de seu parecer, entre outras medidas, Zarattini estabeleceu que os recursos dos royalties destinados à União seriam aplicados em ciência, tecnologia e defesa nacional. (Com informações da Agência Câmara).

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Globo demitiu Ricardo Boechat pelas mesmas razões que defende a revista Veja

Por que as organizações Globo não viram nada de grave nas relações de Policarpo Jr. com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, mas demitiram Ricardo Boechat por relação com empresário Nelson Tanure, sendo que as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure?

Ricardo Boechat foi demitido de O Globo em 2011
Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril (ver aqui). Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas (confira aqui). Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.
Outros tempos?

Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.

Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.

A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a (Paulo) Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.

Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.

Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?


Da Carta Capital

Advogado de Gilson Gomes tentará Habeas Corpus nesta terça


Após quatro dias da prorrogação da prisão preventiva do delegado Gilson Gomes, o seu advogado, Leonardo Barbieri, deve entrar com pedido de revogação e Habeas Corpus nesta terça-feira (12). De acordo com ele, o pedido está sendo preparado e vai ser entregue ao Tribunal de Justiça na tarde de terça-feira. “Esperamos que o pedido seja atendido e o delegado seja solto”, disse Barbieri.

A Justiça decretou na última quinta-feira (07) a prorrogação da preventiva para mais 30 dias. Gilson Gomes foi preso no dia 30 de maio durante a Operação Peculatus da Polícia Federal, que cumpriu 16 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão. Foram presos um servidor efetivo da Caixa, um contador, vários estelionatários, o delegado titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), Gilson Gomes, e um escrivão da mesma unidade.

A ação da quadrilha redundou em prejuízo estimado à Caixa da ordem de R$ 1 milhão, podendo ser bem superior, fato que será avaliado após análise do material apreendido. Parte da quadrilha também foi responsável pelo desvio de cerca de R$ 250 mil através de fraudes no pagamento por meio de cartões de crédito em um posto de gasolina na região metropolitana de Vitória. 

Relator quer CPMI investigando mais Cachoeira e menos Delta


Relator deseja que CPMI investigue mais
envolvimento de Carlinhos Cachoeira com
governos, do que a relação da Delta com
os governantes
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), quer a comissão centrada mais na investigação da relação dos governos com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, do que nas atividades da empresa Delta com os governos.

- O fato determinado da nossa CPMI é identificar a relação do Cachoeira com os governos, com órgãos de Estado. Não é investigar a relação da empresa Delta com governos – disse o relator à Agência Brasil.

Odair Cunha quer a comissão perseguindo o “foco”, que, segundo ele, está nas relações de Cachoeira com entes públicos. “A relação da Delta com governos não deve ser investigada por nós, porque senão vamos perder o nosso foco. É preciso nos preocuparmos com o fato determinado que originou essa investigação”.

- Abrir a investigação de maneira ampla, geral e irrestrita não é bom método de investigação. Não é um método eficiente. Fazendo isso, pode ser que a gente deixe de fora ao fim de nossa investigação, as pessoas que o Cachoeira corrompeu – disse o relator.

Na sexta-feira o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) criticou a posição do relator de não pautar os requerimentos de convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot. Além disso, o senador acusou o relator de fazer uma “blindagem” à Delta. “Tudo que tem interface com a Delta tem sido sobrestado”, reclamou Rodrigues.

Rodrigues é um dos parlamentares que pressionam para que na próxima quinta-feira haja uma sessão administrativa para votar os requerimentos de convocação de Pagot. Ele também quer que a comissão julgue 28 requerimentos de quebra de sigilos de empresas “laranjas” que teriam recebido dinheiro da Delta.

Já o relator é contrário à sessão administrativa. “Temos 70 convocações de pessoas já feitas e 38 quebras [de sigilo] de pessoas jurídicas, além de 12 de pessoas físicas, que precisam ser analisadas. Nós não podemos sair quebrando sigilos de pessoas e empresas ao sabor das pressões políticas e partidárias”.


Leia (aqui) um pouco mais sobre a vida publica do Sr. Odair Cunha, relator da CPMI do Cachoeira. Explicará o motivo do desinteresse dele em investigar a empresa Delta.  

BALANCE CAPIXABA 11/06/2012

BALANCE CAPIXABA 11/06/2012

PSB quer fechar parceria com Max Filho em Vila Velha
No lançamento da candidatura, o tucano recebeu apoio de liderança socialista
A chuva que atingiu Vila Velha ontem serviu de combustível para inflamar os discursos na convenção tucana que lançou a candidatura do ex-prefeito Max Filho (PSDB) a prefeito da cidade. Max fez críticas à gestão do prefeito Neucimar Fraga (PR) e recebeu sinalização do PSB de Vila Velha para caminharem juntos.

"Com certeza o bem vencerá o mal e vamos chegar juntos à prefeitura em 1º de janeiro de 2013", discursou o presidente municipal do PSB, Fábio D’Ávila.

D’Àvila frisou que o acordo não está fechado, mas garantiu que esse é o desejo da maioria no partido. A aliança depende do aval da direção estadual do PSB, que poderia levar a legenda para o palanque de Neucimar em troca de apoio do PR em municípios como a Serra, onde a pré-candidatura do deputado Audifax Barcelos (PSB) a prefeito é considerada prioridade.

"O desejo é que não sejamos moeda de troca para outro município. Temos de escolher o melhor caminho e achamos que é com Max Filho", acrescentou D’Ávila. Ele é cotado para vice do tucano.
O secretário-geral do PSB estadual, Carlos Rafael, havia feito discurso mais moderado. Desejou sucesso na caminhada de Max, destacou a importância de ele se colocar na disputa e que "o PSB está aberto ao diálogo com todos".

"Respeitamos as manifestações dos que conhecem a política local, mas temos de ver o tamanho e a responsabilidade do partido. Vamos buscar o crescimento do PSB sem criar instabilidade para o governo. Não entraremos em um projeto só para marcar posição", ponderou Rafael.
Max Filho disse que sua candidatura tem perspectiva de parceria com o governador Renato Casagrande (PSB) e vai fazer de tudo para consolidar a aliança formal com o PSB, pois "no campo político ela já está dada". "Mais importante que a sigla são as pessoas que ela abriga", destacou.

Além do PSB, lideranças do PTN, PPL, PTdoB, PRB, PV, PHS, PSOL e do PPS – o vice-prefeito de Cariacica, Geraldo Júnior, o Juninho – estiveram na convenção, que reuniu na Escola Vasco Coutinho 1,2 mil pessoas, segundo a organização. O PSDB ainda conversa com o PDT, segundo o presidente da sigla em Vila Velha, Giuliano Nader.
Max Filho e o pai dele, o ex-governador Max Mauro (PTB), subiram o tom das críticas à atual administração. "O prefeito errou ao prometer demais, ao prometer o céu e entregar o inferno. Não quero pautar a campanha em críticas, mas não vou faltar com a verdade", atacou o tucano.

O presidente regional do PSDB, César Colnago, e o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas se mostraram otimistas com Max. "Vamos ganhar as eleições, se possível no primeiro turno", enfatizou Luiz Paulo.

Discursos
"Disseram que estamos fracos. Vamos chegar na frente daqueles que estão dizendo que estamos fracos. Quem tem essas lideranças (Max Filho e Luiz Paulo) não tem fraqueza" -  César Colnago deputado federal e pres. Estadual do PSDB

"É preciso dar um basta nessas mentiras e demagogias. Quem representa as mudanças para Vila Velha é um filho do município, o Max Filho. Vila Velha está mergulhada na incompetência" - Max Mauro (PTB) Ex-governador

Neucimar lembra que socialistas rejeitaram tucano

Com expectativa de obter apoio de 12 partidos na disputa à reeleição, o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), reagiu às declarações de socialistas e tucanos sobre aliança do PSB com o ex-prefeito Max Filho (PSDB).

"Se o PSB quisesse mesmo apoiar Max Filho, teria deixado ele entrar no partido", disparou o republicano. Ele se refere ao recuo do PSB à filiação de Max, no ano passado, após reação de aliados do governador Renato Casagrande (PSB).

Sobre o desejo do presidente municipal do PSB, Fábio D’Ávila, de que o partido esteja na chapa de Max Filho, Neucimar disse que trata-se de preferência pessoal. "O que vai prevalecer é a decisão da executiva. Estamos fazendo a discussão a nível de Estado. Acredito que teremos o PSB na nossa aliança", afirmou.

Ontem, Neucimar garantiu seu primeiro aliado oficial: o PSDC, que declarou apoio em convenção. "A gente tem defendido a administração. Sou o líder dele na Câmara e ele prometeu incluir no plano de governo a criação da Secretaria da Família", disse o presidente municipal da sigla e vereador, Robson Batista.

O prefeito ainda tenta manter parceria com o PDT, que está no segundo escalão do governo. Mas em convenção, ontem, o presidente do PDT, Amarildo Lovato, reforçou a afinidade com o deputado Rodney Miranda (DEM).

"Rodney é um nome novo, tem uma credibilidade maior", afirmou Lovato. Rodney disse que está conversando com várias siglas e lança seu nome dia 25.

Todos os 10 deputados do ES apoiam PEC do Voto Aberto
Se depender da bancada federal capixaba, a PEC 349/01, que acaba com o voto secreto no Legislativo, será finalmente aprovada pelo Congresso.

Todos os deputados do ES apoiam a proposta, que foi aprovada em primeiro turno em 2006 e, desde então, aguarda nova votação pelo Plenário.
Mas apenas assinar o manifesto pela Frente não basta. É preciso participar. Nesta terça ao meio dia haverá reunião. A Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto se reúne às 12h no Plenário 16 da Câmara.

A ideia é pressionar a aprovação da matéria. A PEC acaba com o voto secreto em casos como pedidos de cassação, escolha de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e vetos presidenciais. Os integrantes da frente também fazem uma campanha para que a população cobre a aprovação da proposta.

O presidente do Senado e do Congresso, senador José Sarney determinou na última terça-feira à Secretaria-Geral da Mesa a inclusão na pauta do Plenário de todas as matérias que tratem da extinção ou limitação do voto secreto nas decisões do Senado e da Câmara, inclusive para perda de mandato.
O Conselho de Ética do Senado deve recomendar ainda este mês a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, atualmente sem partido) que deverá ser julgado pelo Plenário da Casa em mais uma votação secreta.

De acordo com a liderança do Psol na Câmara, partido do líder da Frente, o deputado Ivan Valente (SP), o grupo já possui 274 assinaturas, mas o número de parlamentares que apoiam a frente é muito maior.
Um exemplo é a deputada Lauriete (PSC-ES) que defende o voto aberto no Legislativo, mas ainda não assinou a petição pública da Frente.
O blog do grupo possui a lista completa dos parlamentares que já assinaram a petição pela aprovação da PEC. http://www.pecdovotoabertoja.blogspot.com.br

Foto: Deputado Paulo Foletto em manifestação pelo Fim do Voto Secreto
www.agenciacongresso.com.br
Iriny recebe comenda do Mérito Naval ao lado de Dilma
A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) recebeu na tarde desta segunda-feira a comenda Ordem do Mérito Naval, durante cerimônia de comemoração do 147° aniversário da Batalha Naval do Riachuelo.

A presidenta Dilma participou do evento, que condecorou mais de 180 civis, militares e instituições. Na mensagem presidencial lida por um militar durante a cerimônia, Dilma elogiou a atuação da Marinha do Brasil no apoio a ações civis de segurança, defesa civil e ajuda humanitária.
“A atuação desta Força no apoio às ações de segurança pública no estado do Rio de Janeiro, em operações de defesa civil em diversos episódios de calamidade ambiental, nos continentes de apoio à paz no Haiti e no Líbano e na assistência às populações ribeirinhas do Norte e do Centro-Oeste, por meio dos navios-hospitais, carinhosamente conhecidos como 'Navios da Esperança', são excelentes exemplos”, listou a presidente.

Entre os agraciados, estão o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, os ministros do STF, Cezar Peluso e Rosa Weber. Oito ministros do governo Dilma também foram condecorados: a ministra-chefe da Casa Civil, Gleiso Hoffmann, o da Justiça, José Eduardo Cardozo, o da Fazenda, Guido Mantega, o dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o do Turismo, Gastão Vieira, o da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Seis senadores e onze deputados também receberam a comenda.

A medalha é entregue a militares e a personalidades civis e instituições que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil. A Batalha Naval do Riachuelo é considerada decisiva na vitória da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai. Foi travada no dia 11 de junho de 1865 no Arroio Riachuelo, um afluente do Rio Paraná, em Corrientes, na Argentina.
Com informações da Agência Brasil
Internautas acham que CPMI do Cachoeira vai dar em "pizza"
Muito barulho por nada. Maioria dos internautas que responderam a enquete da Agência Congresso acham que a CPMI do Cachoeira não vai cumprir seu papel de investigar as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

A enquete que pergunta: "Na sua opinião, a CPMI criada pelo Congresso para investigar negócios do contraventor Carlos Cachoeira vai..." teve 302 votos. Destes, 50,3%, 152 votos, responderam que a CPMI vai "terminar em pizza".

Já para 36,4% dos internautas, 110 votos, a Comissão Mista vai "pegar só peixe pequeno", e para 13,2%, 40 votos, vai "pegar governadores, senadores e deputados".


A CPMI ouve nesta semana os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Assessores confirmaram a vinda dos dois governadores à CPMI. 

O primeiro depoimento - de Marconi Perillo - está marcado para esta terça-feira (12). A reunião será realizada na sala 2 da Ala Nilo Coelho do Senado a partir das 10h15. O governador de Goiás terá de esclarecer a venda de uma casa de luxo em Goiânia, onde Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal em fevereiro deste ano.
Agnelo Queiroz será ouvido na quarta-feira (13). A reunião também está marcada para as 10h15 na sala 2 da Ala Nilo Coelho do Senado. Ele deve ser questionado principalmente sobre as denúncias de favorecimento à Delta em contratos de recolhimento de lixo em Brasília e região. A empresa é apontada pela PF como um dos braços do esquema de corrupção de Cachoeira. www.agenciacongresso.com.br

Senadores capixabas defendem fim do voto secreto para cassação de mandatos
O presidente do Senado e do Congresso, o senador José Sarney determinou na última terça-feira à Secretaria-Geral da Mesa a inclusão na pauta do Plenário de todas as matérias que tratem da extinção ou limitação do voto secreto nas decisões do Senado e da Câmara, inclusive para perda de mandato.

A decisão atende a apelos de parlamentares que cobram a votação da matéria. O pedido acontece num momento em que a Casa se vê às vésperas do julgamento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, atualmente sem partido).
A pressão de uma minoria política e da opinião pública pode influir no julgamento do senador goiano, ex-relator da CPI da Pedofilia. Com o voto secreto dele teria mais chances de escapar da cassação.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB) se antecipou ao debate e impetrou no STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança preventivo com pedido de liminar para que seja autorizada a abertura de seu voto. Ele é favor da cassação.
Já é praticamente certo que o caso Demóstenes é perdido no Conselho de Ética, onde será recomendada a cassação do seu mandato ao plenário.

Ferraço cobrou a aprovação de uma proposta que está há dois anos para ser votada pelo Senado, que acaba com o voto secreto no julgamento de congressistas por quebra de decoro. Para o senador, a garantia do voto aberto nesses casos, garante a transparência dos processos.
"Recorri ao STF para ter respaldo. Existe um projeto pronto para ser votado no Senado. Já se chegou a esse grau de maturidade, existem senadores com vontade de votar aberto, mas a Mesa Diretora não atua, quero que o STF me autorize a exercer a transparência, para que não haja dúvidas de como votei, quero que as pessoas saibam como foi o meu voto", disse Ferraço.

No documento enviado ao STF, o senador cita que a Mesa do Senado, ao impedir que o parlamentar possa “abrir seu voto”, tira dele o direito de representar seus eleitores.
De acordo com texto, o parlamentar tem o direito de prestar contas de suas ações àqueles que " lhe concederam voto de confiança quanto a sua conduta" e que o impedimento da divulgação de seus votos "acarretará inegável violação ao seu direito líquido e certo de apresentar aos seus eleitores, de forma límpida e transparente, a forma com que atua no Parlamento".

Também apoia

A senadora Ana Rita (PT) pensa como Ferraço e também defende a aprovação do fim do voto secreto. Para ela, essa é a única forma de garantir a transparência dos trabalhos dos parlamentares.

"Historicamente sempre defendi o voto aberto, essa é a forma de garantir a transparência do nosso trabalho. Ela além, de ser a maneira mais democrática do parlamentar exercer seu mandato, deixa claro posição do parlamentar", disse a senadora.
Outro senador capixaba, Magno Malta (PR) informou através da sua assessoria que também é a favor do voto aberto.

A imensa maioria dos líderes partidários do Senado (9 dos 11) já se manifestou, em entrevistas, à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o voto secreto em plenário para processos de cassação.
Levantamento feito pelo com as lideranças da Casa nos últimos dias revela que, à exceção do PSD, contrário, e do PMDB, que se absteve, os demais consultados querem a mudança.

Segundo a Secretaria Geral da Mesa do Senado, no dia 13 começarão a ser examinadas as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 50/2006, do senador Paulo Paim (PT-RS), 38/2004, do ex-senador Sérgio Cabral, e 86/2007, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
A primeira proposta, apresentada no fim de 2006, já foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e espera há dois anos inclusão na ordem do dia do Plenário.

Em seu texto atual, a PEC acaba com o voto secreto no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, instituindo a prática do voto ostensivo como regra geral.
Haveria poucas exceções, como a aprovação de indicações para procurador-geral da República e ministros do TCU. A proposta institui o voto aberto para votações de perda de mandato, de vetos presidenciais e indicação de autoridades, entre outras hipóteses.

O que diz a lei

O voto para cassação de mandato é aberto no conselho e fechado no plenário, conforme regra prevista na Constituição Federal.

De acordo com a Constituição Federal, o voto será obrigatoriamente secreto nas hipóteses dos artigos 52, III (aprovação prévia, pelo Senado Federal, da esolha de magistrados, Ministros do Tribunal de Contas da União, Governador de Território, presidente e diretores do banco Central, Procurador-Geral da República, e titulares de outros cargos que a lei determinar); 52, XI (aprovação da exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República, antes do término de seu mandato); art. 53 § 3o (deliberação a respeito de flagrante de crime inafiançável, praticado por deputados ou senadores); art. 55 § 2o (perda de mandato de deputado ou senador); e art. 66 § 4o (rejeição do veto presidencial).
 

Políticos que escaparam da cassação com o voto secreto: 

Deputada Jaqueline Roriz (DF) 

A deputada federal Jaqueline Roriz foi absolvida em agosto de 2011, por 265 votos contra 166 e 20 abstenções da acusação de quebra de decoro parlamentar. Ela foi flagrada em um vídeo, divulgado em março no ano passado, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, delator do chamado "mensalão do DEM" no Distrito Federal. 
Deputados que defenderam a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) disseram que o voto secreto foi o principal fator que levou à absolvição da parlamentar. 

Senador Renan Calheiros (AL) 

Em 2007, em meio ao processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) o debate sobre o fim do voto secreto também ganhou força, mas acabou engavetado sem chegar à votação no plenário. Renan foi absolvido em votação secreta pelos colegas depois de ter o pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética do Senado. 

Deputado José Mentor (SP) 

O deputado José Mentor escapou da cassação em 2006. O petista foi acusado de ter recebido R$ 120 mil de uma empresa do empresário Marcos Valério. Apenas 432 deputados compareceram ao plenário para a votação (81 faltaram). Desses, 241 votaram a favor da cassação, 175 pela absolvição. Eram necessários no minimo 257 votos favoráveis para que Mentor fosse cassado. Se abstiveram oito deputados, seis votaram em branco e dois anularam os votos. 

Mais nove parlamentares envolvidos no Mensalão foram absolvidos em 2006 no plenário em votação secreta: Wanderval Santos (PL-SP), Vadão Gomes (PP-SP), Roberto Brant (DEM-MG), Professor Luizinho (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT), Josias Gomes (PT-BA), João Magno (PT-MG), Sandro Mabel (PR-GO), Romeu Queiroz (PTB-MG).  www.agenciacongresso.com.br
Deputado explica gastos com aluguel de carros
BRASÍLIA - Em resposta à matéria publicada pela Agência Congresso no dia 08 de junho, que aborda gastos referentes a aluguéis de veículos, o Deputado Carlos Humberto Manato esclarece:

- É de conhecimento público a existência de verbas indenizatórias, usadas para fins de serviços diversos. O Deputado Carlos Manato, lança mão dessa prerrogativa, que é absolutamente legal, inclusive, em detrimento de outros serviços, como assessorias e etc. Ou seja, ele deixa de dar outra destinação ao uso de verba indenizatória para usufruir com a locação de veículos. 
- A opção da locação, deve-se ao fato de ter sofrido um grave acidente no ano de 2007, quando o veículo que conduzia teve perda total. A partir daí, o Deputado Carlos Manato passou a conduzir exclusivamente caminhonetes por sentir-se mais seguro conduzindo veículo de tal porte. 

- Os carros alugados pelo Deputado são: uma Hillux 2010, utilizada no Espírito Santo e uma Chevrolet Captiva 2011, que o serve em Brasília. O motivo pelo qual optou por locar os veículos no Espírito Santo é o imenso sentimento que nutre por seu estado. Ainda que, em termos gerais, sejam valores “ irrisórios”, a locação de qualquer bem gera impostos e renda dentro do próprio estado. 

Empresa Milano Construçõs e Serviços 

Nada há de obscuro nas relações deste Parlamentar com a empresa Milano Construções & Serviços. É também de conhecimento geral que além de fundos partidários, toda campanha pode receber doações, desde que estejam em conformidade com a legislação eleitoral. 

Cumprindo as prerrogativas que norteiam tal legislação, em 2006, a empresa Milano colaborou com a campanha do Deputado Manato com R$ 3.000,00 ( três mil Reais) não com valores em dinheiro,mas, sim, com prestação de serviço que foi a pintura de muros para a campanha, ( vide notas fiscais anexas que podem ser aferidas na prestação de contas deste parlamentar, enviada ao TSE). 
Até o ano de 2007, os veículos alugados para quaisquer fins, provinham da locadora Cia Car,em Vitória e não da Milano Construções e Serviços. Assim sendo, não existe qualquer ligação entre a Milano colaboradora de campanha com a Milano Locadora, pois, nesta época, o Deputado ainda não alugava carros com a Milano. 

Não é conduta do Deputado Carlos Manato misturar eleições com verbas indenizatórias; por isso, na campanha de 2010, contratou a Milano Construções e Serviços para fazer sua divulgação através de mini-outdoors, no valor de R$ 25.000,00 ( vinte e cinco mil Reais) e locou 1 veículo astra durante 2 meses (documentação disponível para apresentar). 

Veículos 

Para uso particular, ou seja de posse de sua família, o Deputado Carlos Manato dispõe dos seguintes veículos: 

Chevrolet Captiva,ano 2011 - preta 

Kia Sorento,placas ano 2012 - branca 

Mercedes ano 2009 - branca 

OBS.: As placas dos veículos não foram citadas com o objetivo de preservar a intimidade e segurança familiar deste parlamentar , sempre solícito e sem reservas no que toca a condução de sua vida pública. De qualquer maneira, estão também disponíveis caso haja necessidade. 
Ressaltamos que toda a documentação referente ao aluguel dos veículos citados pela matéria da Agência Congresso estão à disposição de quem possa interessar,em seu gabinete na Capital Federal e em seu escritório de Vitória. 

Para fins de aferição de valores, destinamos também anexado a esta mensagem, informações de preços praticados por locadoras conceituadas, com veículos do mesmo porte dos locados pelo Deputado Manato, onde podemos, inclusive, observar que o parlamentar paga valores abaixo dos praticados pelo mercado, o que torna o ato mais do que legal, o torna moral. 
O Deputado Carlos Manato é um homem que pauta sua carreira nos valores familiares que recebeu em sua criação. Sua manifestação ante a matéria veiculada por esta agência é fruto da transparência de seu caráter. 

O Deputado se dispõe a apresentar qualquer documentação e esclarecimento não apenas á este veículo, mas, à toda a sociedade, que confiou a ele a missão de lutar pelos interesses do povo capixaba. 
De antemão, agradece à Agência Congresso pela seriedade com que conduz seu trabalho, fazendo jornalismo político sério e baseado em ética e profissionalismo. 

ES gastou R$ 453 milhões para construir presídios

Para o relator da Comissão de estudos sobre drogas, deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), o ES não faz um trabalho eficaz de combate às drogas e à criminalidade no estado. De acordo com o deputado, o estado possui três vezes mais presos do que a média nacional. 

De acordo com Carimbão, o ES gastou entre 2006 e 2010, R$ 453 milhões na construção de presídios no estado, um valor muito acima do investido por outros estado.

Para o parlamentar, esse dinheiro deveria ter sido empregado em ações de prevenção e acolhimento de usuários de drogas, já que "80% dos presos são usuários".

Apesar do alto investimento - feito no segundo mandato do governo Paulo Hartung (PMDB) - o ES é um dos mais violentos do país, já tendo inclusive sido denunciado por organismos internacionais de direitos humanos.

"O ES tem hoje 14 mil presos e possui 3,5 milhões de habitantes. Essa proporção é assustadora e muito acima da média nacional. O estado gastou muito para construir cadeias. se você revertesse isso em investimentos em escolas, em prevenção e acolhimento de dependentes químicos, porque 80% desses presos são usuários de drogas, você teria um resultado muito mais importante num futuro próximo. Existe metodologia muito mais eficiente e mais barata para tratar o problema. O ES gastou e não resolveu o problema", disse o deputado.

Carimbão diz que o ES gasta em média R$ 35 milhões por mês para manter seus presos, e ao mesmo tempo vê uma explosão de violência nas três principais cidades do estado: Vitória, Serra e Cariacica.

O relator está articulando, ao lado do presidente da Comissão, o deputado capixaba Dr. Jorge Silva (PDT), uma reunião com o governador Casagrande para mostrar os estudos sobre o aumento da violência e da população carcerária no estado.

"É um absurdo economicamente falando o dinheiro que estado gasta sem obter resultados. Se pegar a força de outros programas de prevenção, de reinserção social, de acolhimento, teríamos uma diminuição desse índices. Eu estou marcando uma conversa com o governador Casagrande depois desses estudos que fiz sobre o ES. Quero contribuir e, ao lado do Dr. Jorge agora como presidente da Comissão, ficará mais fácil", disse. www.agenciacongresso.com.br

Governador Casagrande reassume o Governo na manhã desta segunda-feira (11)
Na manhã desta segunda-feira (11), o governador em exercício Givaldo Vieira retransmitiu o cargo ao governador Renato Casagrande, que retornou de missão especial a Singapura e Holanda, na noite de domingo (10). O ato foi firmado durante reunião no gabinete oficial no Palácio Anchieta.

Durante 11 dias, período em que o governador Renato Casagrande cumpriu agenda no exterior, o Estado ficou sob o comando do governador em exercício Givaldo Vieira, que esteve nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Alegre, Anchieta, Ibitirama, Iconha, Ibiraçu, Santa Teresa, Baixo Guandu, Ponto Belo, Itaguaçu, São Mateus, Dores do Rio Preto, Castelo, Colatina e Guaçuí onde foram anunciados diversos investimentos do Governo nas áreas da educação, saúde, agricultura, saneamento e assistência social.

Entrega de casas populares do Programa Nossa Casa, assinatura de convênios e ordens de serviço para obras de drenagem e pavimentação de ruas, para construção de praça, construção de Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), visita a obras, inauguração de reforma de escola da rede estadual e de Centro Multiuso, entrega de equipamentos do Programa “Vida no Campo” e inauguração de agência do Banestes foram as atividades desenvolvidas nas cidades citadas.

Sobre o Blog

Bem‑vindo ao Blog Dag Vulpi!

Um espaço democrático e apartidário, onde você encontra literatura, política, cultura, humor, boas histórias e reflexões do cotidiano. Sem depender de visões partidárias — aqui prevalecem ideias, conteúdos e narrativas com profundidade e propósito.

Visite o Blog Dag Vulpi