quinta-feira, 15 de março de 2012

Ayres Britto, o homem que julgará o mensalão

Ayres Britto, o homem que julgará o mensalão Foto: Divulgação 
Ministro foi eleito esta tarde (14/03/12) presidente do Supremo Tribunal Federal, no lugar de Cezar Peluso; caberá a ele fazer o julgamento dos 38 réus do esquema ocorrido em 2005, provavelmente ainda neste semestre


O sergipano Ayres Britto vai comandar o julgamento do processo mais emblemático e complexo que já chegou à corte suprema do país: o caso do mensalão. A ação envolve 38 réus, incluindo políticos influentes no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o ex-ministro José Dirceu. Eles são acusados de envolvimento num esquema de compra de votos de parlamentares em troca de apoio político ao governo. De acordo com a denúncia, o esquema teria sido arquitetado durante a eleição de 2002 e passou a ser executado em 2003.
O ministro presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2010, quando defendeu a validade da Lei da Ficha Limpa. Coube a Ayres Britto a condução de outros julgamentos polêmicos como o que acabou por liberar o uso de células tronco embrionárias para fins terapêuticos, a legalização da união homossexual e a demarcação da área indígena Raposa Serra do sol, em Roraima.
Ayres Britto é conhecido pelo temperamento sereno em momentos de grandes tensões no Supremo Tribunal Federal. Durante debates acalorados funciona como bombeiro apaziguando os conflitos. Poeta e amante das letras, o ministro é um homem de perfil humanista, mas não deixa barato quando o assunto envolve desvios de administradores públicos. “Há quem chegue às maiores alturas para fazer as maiores baixezas”, afirmou ao declarar voto para manter a prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto arruda.
Ayres Britto chegou ao Supremo em junho de 2003. Eleito hoje para o comando do STF, não vai cumprir o mandato porque chega aos 70 anos em novembro, data limite para os servidores permanecerem no serviço público. Se os problemas de saúde deixar, o ministro Joaquim Barbosa vai sucedê-lo no cargo.
By 247.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

HÁ 129 ANOS MORRIA KARL MARX

Da Prensa Latina

Em 14 de março de 1883 faleceu Carlos Marx, filósofo e economista alemão, cuja obra e influência transcendem até hoje, como previu ante sua tumba Federico Engels, fiel amigo e cofundador do socialismo e do comunismo científicos.

Vítima há meses de uma doença pulmonar, sua morte ocorreu em Londres, serenamente como se estivesse dormindo, e foi enterrado em 17 de março junto a sua esposa Jenny, falecida de câncer em 2 de dezembro de 1881.

Marx nasceu em 5 de maio de 1818 em Tréveris (cidade da Prússia renana); estudou nas universidades de Bonn e Berlin, Direito, História e Filosofia; escreveu em vários meios de imprensa, e submeteu sua análise e crítica às ideias filosóficas, econômicas e políticas precedentes.

Sua concepção materialista e dialética, quanto à filosofia e a sociedade, levam-no a fundar junto a Federico Engels (1820-1895) uma nova doutrina ideológica.

Marx era, antes de mais nada e, sobretudo, afirmou Engels, um revolucionário; o homem mais odiado e mais caluniado de seu tempo...e morre venerado, amado, chorado por milhões de operários semeados por toda a órbita, desde as minas da Sibéria até a ponta da Califórnia.

E bem posso dizer com orgulho -asseverou- que, se teve muitos adversários, não conheceu seguramente um só inimigo pessoal.

Assim continua até nossos dias tudo o referente a Carlos Marx, venerado por milhões e repudiado por outros que tratam de minimizar seu prestígio para além dos tempos e da lógica.

Sua vida esteve intimamente unida ao movimento operário e à criação da doutrina denominada marxista, a que mais prevaleceu desde então, incluídas suas variantes, não só no proletariado, senão entre as forças de esquerda e socialistas em geral.

Uma boa parte de seus esforços dedicou-os à ciência econômica e a demonstração de sua descoberta a respeito da mais-valia.

É autor de numerosas obras, algumas em colaboração com Engels, como A sagrada família, A ideologia alemã e o Manifesto Comunista.

Entre as mais notáveis suas estão, Contribuição à crítica da economia política (1859) e O Capital (tomo I, 1867); outros textos neste campo foram publicados postumamente.

Marx e Engels fundaram sua amizade em 1844, em Paris, onde residia o primeiro, e depois de afiliar-se à sociedade secreta Liga dos Comunistas e assistir a seu II Congresso (1847), redigiram a petição do agrupamento o Manifesto (1848), sem dúvida um importante documento.

"Um fantasma percorre a Europa: o fantasma do comunismo. Todas as forças da velha Europa se uniram em santa cruzada para acossar a esse fantasma...", começa o texto e termina com a exortação "Proletários de todos os países, uni-vos!"

Foi também o mentor da Associação Internacional dos Trabalhadores (1864-1872), a I Internacional, criada em Londres em 28 de setembro de 1864; escreveu seu primeiro Manifesto e diversos acordos, declarações e apelos.

Suas maiores contribuições radicaram no campo teórico, segundo expressou Engels ante sua tumba.

Bem como Darwin descobriu a lei da evolução da natureza orgânica, Marx, a lei pela qual se rege o processo da natureza humana e a especial que preside a dinâmica do regime capitalista de produção e da sociedade burguesa engendrada por ele (a lei da mais-valia).

A primeira explica-a Engels com palavras singelas: até ele aparecia soterrado baixo uma fumaça ideológica que o homem precisa acima de tudo, comer, beber, ter onde habitar e com que se vestir, antes de dedicar à política, à ciência, à arte, à religião.

Ou, seja, a produção dos meios materiais e imediatos de vida, o grau de progresso econômico da cada povo ou da cada época -destaca-, é a base sobre a que depois se desenvolvem as instituições do Estado, as concepções jurídicas, a arte e inclusive as ideias religiosas das pessoas desse povo ou dessa época.

À luz de seu método, denominado materialismo histórico, escreveu três obras com respeito à história francesa: As lutas de classes na França de 1848 a 1850, O 18 Brumário de Luis Bonaparte e A guerra civil na França (1870-1871).

Não obstante o desaparecimento da União Soviética e do chamado Campo Socialista no final do passado século, milhões de pessoas estão convencidas que "um fantasma percorre o Mundo: o fantasma de Carlos Marx", parafraseando o Manifesto Comunista.

Desde 2003, Havana foi sede de várias conferências internacionais com o título Carlos Marx e os Desafios do Século XXI, com a participação de numerosos cientistas sociais de diversa procedência.

"Hoje Marx e Engels estão mais próximos que nunca, porque nunca como agora tem sido o capitalismo tão voraz e destruidor", sustenta a professora cubana Isabel Monal, uma das organizadoras do foro e da revitalização de suas ideias.

Prêmio Nacional de Ciências Sociais (1998), Monal é Doutora em Ciências Filosóficas, diretora da Cátedra de Estudos Marxistas, do Instituto de Filosofia, e diretora da revista Marx Agora.

Conta em seu aval os estudos realizados na Universidade de Havana, cursos em Educação e em Filosofia, no San Francisco State College e em Harvard, Estados Unidos; bem como trabalhos de investigação na Universidade de Humboldt, da Alemanha.

Projeto que usou moradores de rua como 'roteadores Wi-Fi ambulantes' no Texas é abandonado

O experimento, testado no evento geek SXSW, foi criticado

 

A agência de publicidade americana BBH Labs desistiu do projeto de usar moradores de rua como "roteadores Wi-Fi ambulantes". O projeto, batizado Homeless Hotspots (Hotspots sem-teto), recebeu diversas críticas. "Não temos planos futuros para o projeto, nem na cidade de Nova York em qualquer outro lugar", disse ao jornal New York Post Emma Cookson, presidente da empresa.
O experimento, lançado durante o evento geek South by Southwest (SXSW), fechou uma parceria com um abrigo para recrutar diversos moradores de rua. Cada um deles foi equipado com um roteador de sinal 4G. Portadores de smartphones, laptops ou tablets que precisavam de acesso à web só precisavam, então, se apresentar a um Homeless Hotspot e pegar um código para acessar a internet. Usuários podiam pagar o que queriam pelo serviço. Todo dinheiro arrecadado era destinado aos sem-teto.
Projeto – A ação foi inspirada pelas instituições que treinam moradores de rua a vender jornais. "Como qualquer publicação impressa, esses jornais estão passando por dificuldades devido à proliferação dos meios digitais", escreveu Saneel Radia, diretor de inovação da BBH de Nova York. "Resolvemos modernizar esse modelo."
Cada voluntário recebia a garantia de que iria ganhar mais de 50 dólares (91 reais) por dia, em uma jornada de até seis horas – valor acima do piso salarial do estado do Texas, onde acontece o SXSW. A BBH Labs também forneceu uma bolsa diária no valor de 20 dólares (36 reais) aos voluntários. Os Homeless Hotspots atraíram a atenção de participantes do SXSW, que acusaram a agência BBH Labs de explorar a imagem dos sem-teto indevidamente.

 

Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC


O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) caracteriza-se por dois tipos de manifestações: 

01 - as obsessões ou ideias obsessivas.
02 - as compulsões ou rituais compulsivos. 

As obsessões são ideias ou imagens que vem à mente da pessoa independente de sua vontade repetidamente.

Embora a pessoa saiba que são ideias suas, sem sentido, não consegue evitar de pensá-las. São frequentes ideias relacionadas a religião, sexo, duvidas, contaminação, agressão (por exemplo, a pessoa tem ideias repetidas de que suas mãos estão contaminadas por ter tocado em objetos "sujos"). 

As compulsões são atos ou rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões. 

Se a pessoa não executa o ato compulsivo ela fica muito ansiosa. Os rituais são repetidos numerosas vezes, apesar da sensação que a pessoa tem de que não fazem sentido. 

Compulsões frequentes são lavar as mãos, verificar se a porta está trancada ou a válvula do gás está fechada, questionar uma informação repetidamente para ver se está correta, executar minuciosamente uma série pré-programada de atos para evitar que aconteça algum mal a alguém, contar ou falar silenciosamente. 

Tanto as obsessões como as compulsões ocupam uma boa parte do tempo da pessoa, prejudicando ou dificultando seu dia a dia. 

Como a própria pessoa reconhece que seus pensamentos ou atos são sem sentido, ela procura disfarçar tais manifestações, evitando conversar sobre esse assunto e relutando em procurar auxilio médico psiquiátrico.

O transtorno obsessivo compulsivo inicia em geral no fim da adolescência, por volta dos 20 anos de idade e atinge cerca de 2 em cada 100 pessoas. A doença pode se manifestar em crianças também. Em geral a doença evolui com períodos de melhora e piora; com o tratamento adequado há um controle satisfatório dos sintomas, embora seja pouco frequente a cura completa da doença.

Muitos portadores de TOC apresentam também outros transtornos como fobia social, depressão, transtorno de pânico e alcoolismo. Alguns transtornos mentais como a tricotilomania (arrancar pelos ou cabelos), o distúrbio dimórfico do corpo (ideia fixa de que há um pequeno defeito no corpo, em geral na face) e a síndrome de Tourette (síndrome dos tics) parecem estar relacionados ao TOC.

Pesquisas recentes mostram que o TOC é uma doença do cérebro na qual algumas áreas cerebrais apresentam um funcionamento excessivo. Sabe-se também que o neurotransmissor serotonina está envolvido na formação dos sintomas obsessivo-compulsivos. Acredita-se também que as pessoas que tem uma predisposição para a doença, reagem excessivamente ao estresse. Tal reação consiste nos pensamentos obsessivos, que por sua vez geram mais estresse, criando assim um circulo vicioso.

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo envolve a combinação de medicamentos e psicoterapia. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, em geral em doses elevadas e por tempo bastante prolongado. A psicoterapia mais estudada é a terapia comportamental, através da qual o paciente é estimulado a controlar seus pensamentos obsessivos e rituais compulsivos. Outras formas de psicoterapia auxiliam o paciente a lidar com as situações de ansiedade que agravam a doença.

Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto - Psiquiatria - Psicanálise

terça-feira, 13 de março de 2012

Política nula e drasticamente redimensionada

Assim o indivíduo sem sociedade anulou a política. Há cada vez menos lugares de formação das demandas coletivas e cada vez mais interesses privados. Por que as democracias estão perdendo força? E como eles podem reencontrá-la? Há a necessidade de superar a ideia de que só a afirmação do indivíduo é o que importa. A irresponsabilidade do capital financeiro tornou-se indecente, e a timidez com que ela é enfrentada  pelos governos é cada vez menos aceitável.


O artigo é de Franco Cassano (*)

Supersalários e mais cargos: a farra no Senado

Passou despercebida no meio do noticiário sobre as lambanças no novo concurso promovido pelo Senado, no último final de semana, a informação sobre os supersalários oferecidos aos felizardos que forem aprovados.
São de dar água na boca: os salários iniciais variam de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil para funções como analista de informática, analista de suporte e enfermeiro. Só isso pode explicar que 157 mil pessoas tenham se inscrito no concurso para disputar as 246 vagas. Passar neste concurso é como ganhar na loteria todo mês para o resto da vida.
Conheço pessoas que trabalham nestas funções e nenhuma tem salário que chega sequer perto destes valores. No mercado dos simples mortais, de acordo com pesquisa que fiz na internet, os salários mais altos oferecidos variam  de R$ 5 mil a R$ 9 mil para quem tem formação superior.
O concurso foi organizado pela Fundação Getúlio Vargas, a respeitável FGV, mesma instituição responsável pelo projeto de reforma administrativa do Senado que deverá ser votada nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça, depois de se arrastar por mais de dois anos e receber várias modificações.
É uma farra: pela proposta original, o número de cargos comissionados para o gabinete de cada um dos 81 senadores passaria dos atuais 12 para 25. Os senadores acharam pouco: agora, o projeto que será votado prevê que cada um poderá empregar 55 servidores.
Como quem paga somos nós, eles não estão preocupados com as despesas. No ano passado, o Congresso Nacional custou aos brasileiros R$ 6,2 bilhões (um terço desta bolada foi para o Senado).
Com as novas contratações previstas, os gastos devem aumentar bastante este ano. Até o dia 2 de março, segundo a última informação oficial divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, trabalhavam lá 8.905 funcionários. Como o novo trem da alegria prevê a criação de mais 246 vagas este número passará de 9 mil.
Trabalhar, claro, é modo de dizer, porque boa parte deles não precisa bater ponto, fica à disposição dos senadores em seus Estados de origem, faz cursos no exterior ou trabalha full-time em empresas privadas.
Para quem se assustou com os salários oferecidos, é bom saber: tem gente lá ganhando bem mais. Auditoria do Tribunal de Contas da União mostrou que 464 servidores ganham desde 2009 acima do teto do funcionalismo (R$ 24,5 mil). Tem funcionário que chega a ganhar R$ 46 mil, segundo o TCU.
O site Congresso em Foco chegou a publicar a relação completa destes marajás e agora seus jornalistas estão sendo processados pelos ditos cujos.Por falar em marajás, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) abriga em seu gabinete 54 funcionários comissionados.
É como se o Senado Federal fosse um mundo à parte do resto do Brasil e a nós só cabe pagar as contas. No momento em que milhões de brasileiros preparam suas declarações de imposto de renda e descobrem quanto do que ganham vai para os cofres públicos, é duro ficar sabendo como o dinheiro sai de lá sem controle para bolsos privados.
Parece que as excelências e seus exércitos de funcionários bem remunerados não aprenderam nada com a crise institucional de 2009, quando foram denunciados os atos secretos que camuflavam a nomeação de parentes dos senadores e escondiam os fantasmas nos armários do Senado.
É nestas horas que a gente se pergunta: para que serve mesmo o Senado Federal? Para que quase 9 mil funcionários "trabalhando" para 81 senadores (dá mais de 100 por cabeça)? Até quando vamos ficar bancando esta farra com o dinheiro público, quer dizer, com o nosso dinheiro?
Calma, pessoal, que ninguém está propondo o fechamento de uma das casas do Congresso Nacional. Queremos apenas que eles trabalhem mais e gastem menos. Chega de farra. A democracia não pode virar uma festa do caqui.

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